Cafu

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Cafu
Cafu
Informações pessoais
Nome completo Marcos Evangelista de Morais
Data de nasc. 7 de junho de 1970 (46 anos)
Local de nasc. Itaquaquecetuba,  Brasil
Altura 1,76 m
Destro
Informações profissionais
Período em atividade 1989-2008 (19 anos)
Clube atual Aposentado
Posição Lateral-direito
Clubes de juventude
19881990 Brasil São Paulo
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos e gol(o)s
19891994
19941995
1995
19951997
19972003
20032008
Total
Brasil São Paulo
Espanha Real Zaragoza
Brasil Juventude
Brasil Palmeiras
Itália Roma
Itália Milan
0 95 0000 (6)
0017 0000(0)
0002 0000(0)
0036 0000(0)
0219 0000(8)
0166 0000(4)
0535000(18)
Seleção nacional
19902006 Brasil Brasil 0149 0000(5)

Marcos Evangelista de Morais, mais conhecido como Cafu (São Paulo, 7 de junho de 1970), é um ex-futebolista brasileiro. Atuava principalmente na lateral direita, é considerado popularmente como um dos maiores laterais direitos da história do futebol. Ele foi apontado em uma lista feita por Pelé como um dos cento e vinte e cinco maiores jogadores de futebol vivos em 2004.[1] Ele é o recordista de jogos pela Seleção Brasileira de Futebol Masculino, com 149 partidas. Fez parte das equipes vencedoras das Copas do Mundo de 1994 e 2002, além das copas de 1998 e 2006.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Antes de começar a carreira em times grandes, Cafu jogou nos times Nacional e o Itaquaquecetuba Atlético Clube[2].

São Paulo[editar | editar código-fonte]

Cafu começou jogando pelo São Paulo, em 1989, depois de passar por nove "peneiras" sem sucesso. Em 1994 foi eleito pelo jornal uruguaio El País, o melhor jogador da América.

Ao contrário que muitos pensam, Cafu surgiu no São Paulo como atacante, quase um ponta-direita. Vestindo a camisa 11 tricolor, fez uma partida irretocável na primeira final do campeonato paulista de 1992 contra o Palmeiras, fazendo um gol e três assistências. O jogou terminou 4 x 2. Uma semana depois, o São Paulo se sagrou campeão mundial derrotando o estrelar Barcelona.

Real Zaragoza[editar | editar código-fonte]

Em 1995 se mudou para o time espanhol do Real Zaragoza, e ganhou a Recopa Européia naquele ano.

Juventude[editar | editar código-fonte]

Em Maio de 1995, Cafu teve uma pequena passagem pelo Juventude, à época patrocinado pela Parmalat. A empresa o havia comprado do Zaragoza e desejava colocá-lo na principal equipe que patrocinava no Brasil, o Palmeiras. No entanto, para livrar-se de provável multa de cerca de US$ 3,6 milhões do São Paulo[3] (que estipulara cláusula que impedia o jogador de atuar por outra equipe grande paulista assim que voltasse ao Brasil), a marca italiana o deixou por um mês no time de Caxias do Sul, onde realizou dois jogos.[4] No entanto, o time do Morumbi acionou a FIFA, mas não ficou com o valor integral da multa, recebendo US$ 1 milhão pela quebra do contrato[5].

Palmeiras[editar | editar código-fonte]

Em Junho de 1995 Cafu retornou ao Brasil, mais precisamente ao time do Palmeiras. Jogou de 1995 à 1997, quando se transferiu para a Roma em 1997. Participou da campanha do título paulista de 1996, quando o Palmeiras alcançou a marca de 102 gols na competição fazendo parte da história do maior time do Palmeiras.

Roma[editar | editar código-fonte]

Na Roma, Cafu ganhou o scudetto em 2001. Cafu ganhou o apelido de Il Pendolino ('o trem expresso'). Ele se mudou para Milão em 2003, depois de recusar uma proposta do Yokohama Marinos.

Milan[editar | editar código-fonte]

Pelo Milan, Cafu teve boas temporadas desde sua chegada, tendo presença importante na conquista do Campeonato Italiano de 2004 e da Liga dos Campeões da UEFA de 2007. Teve seu último jogo pelo clube rossonero contra a Udinese, marcando ainda, o último gol do clube na vitória por 4 a 1.[6]

Seleção Brasileira[editar | editar código-fonte]

Cafu foi convocado algumas vezes para atuar pela Seleção Brasileira no começo dos anos 1990, sendo convocado para a Copa do Mundo de 1994. Depois da contusão de Jorginho na final contra a Itália, Cafu apareceu como seu substituto no 22º minuto, formando parte da defesa brasileira no que se tornou um final feliz. O Brasil ganhou de três a dois nos pênaltis depois da partida e da prorrogação terem terminado sem gols.

Depois disso, Cafu se tornou um titular absoluto no time brasileiro, ganhando a Copa América em 1997 e 1999, e levando o país à final da Copa do Mundo de 1998, que perderam para a França. Depois de uma penosa eliminatória, Cafu foi o capitão do Brasil na Copa do Mundo de 2002 depois de uma contusão do então capitão Emerson, e ajudou o time a ganhar de 2 a 0 da Alemanha na final. Ao levantar o troféu da Copa, Cafu imortalizou o amor a sua esposa, dizendo: "Regina, eu te amo!". Na camisa o capitão da seleção de 2002 escreveu a frase "100% Jardim Irene" lembrando de sua origem humilde num bairro periférico da zona sul de São Paulo.

Apesar de Cafu ter sido poupado de jogar a Copa América de 2004 ele disputou a sua 4ª Copa do Mundo FIFA, com trinta e seis anos de idade, pela Seleção brasileira na condição de capitão do time.

Cafu é o único jogador na história do futebol a ter entrado em campo em três finais da Copa do Mundo da FIFA e é o jogador que mais vezes vestiu a camisa mais vencedora do mundo, com 149 partidas.

Além de ser o único jogador na história do futebol a ter jogado três finais de Copa do Mundo, vale lembrar que essas participações de Cafu em decisões ocorreram consecutivamente (1994, 1998 e 2002), feito que certamente será muito difícil de ser superado. É o jogador brasileiro com mais partidas disputadas em Copa do Mundo: entrou em campo 20 vezes. Ele também é recordista mundial em número de vitórias em Copas, totalizando 16 vitórias.

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

Seleção Brasileira[editar | editar código-fonte]

Ano
Jogos Gols
1990 3 0
1991 9 0
1992 2 0
1993 12 0
1994 7 1
1995 5 0
1996 3 0
1997 20 0
1998 12 2
1999 12 0
2000 10 2
2001 6 0
2002 12 0
2003 7 0
2004 9 0
2005 8 0
2006

Jogos Não Oficiais

5

7

0

0

Total 149 5

Títulos[editar | editar código-fonte]

Brasil São Paulo
Espanha Real Zaragoza
Brasil Palmeiras
Itália Roma
Itália Milan
Brasil Seleção Brasileira

Prêmios individuais[editar | editar código-fonte]

  • Bola de Prata (Placar): 1992, 1993
  • Seleção do Campeonato Brasileiro (Placar): 1992 e 1993
  • Jogador Sul-Americano do Ano (El País): 1994
  • Melhor lateral-direito das Américas (El País): 1992, 1993, 1994 e 1995
  • Seleção das Américas (El País): 1992, 1993, 1994 e 1995
  • Melhor lateral-direito da Europa (UEFA): 2004 e 2005
  • Seleção da Europa (UEFA): 2004 e 2005
  • Melhor lateral-direito do Mundo (FIFA): 2005
  • Seleção do Mundo (FIFA): 2005

Ver Também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Fundação Cafu. «Biografia». Consultado em 01/06/2010. 
  2. "Título inválido" (em pt).
  3. Folha de S. Paulo (22 de julho de 1995). «Cafu chega ao Palmeiras e São Paulo vai cobrar multa». Folha de S. Paulo. Consultado em 13 de dezembro de 2014. 
  4. "Juventude", Placar número 1263-A, Especial 500 Times do Brasil, Editora Abril, 2003, pág. 68
  5. José Ricardo Leite e Vanderlei Lima (29/04/2014). «Kardec foi troco? Conheça o chapéu histórico que São Paulo levou e reclama». UOL. Consultado em 13/12/2014. 
  6. http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/italiano/0,,MUL476985-9848,00.html

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Cafu