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TV Globo: diferenças entre revisões

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Em julho de [[1957]], o [[Presidente da República]], [[Juscelino Kubitschek]], aprovou a concessão de TV para a Rádio Globo e, em 30 de dezembro do mesmo ano, o Conselho Nacional de Telecomunicações publicou um decreto concedendo o canal 4 do Rio de Janeiro à [[TV Globo Ltda]]. Sendo assim a TV Globo foi oficialmente criada no dia [[26 de abril]] de [[1965]], com a transmissão do infantil ''[[Uni Duni Tê]]''.<ref name=": Televisão: Tudo sobre TV - Rede Globo">{{Citar web |url=http://www.tudosobretv.com.br/histortv/tv60.htm:Televisão:Tudo |título=sobre TV - Rede Globo |língua= |autor= |obra= |data= |acessodata=}}</ref> Também estavam na programação dos primeiros dias a série infantil ''[[Capitão Furacão]]'' e o telejornal ''[[Tele Globo]]'', embrião do atual ''[[Jornal Nacional]]''
Em julho de [[1957]], o [[Presidente da República]], [[Juscelino Kubitschek]], aprovou a concessão de TV para a Rádio Globo e, em 30 de dezembro do mesmo ano, o Conselho Nacional de Telecomunicações publicou um decreto concedendo o canal 4 do Rio de Janeiro à [[TV Globo Ltda]]. Sendo assim a TV Globo foi oficialmente criada no dia [[26 de abril]] de [[1965]], com a transmissão do infantil ''[[Uni Duni Tê]]''.<ref name=": Televisão: Tudo sobre TV - Rede Globo">{{Citar web |url=http://www.tudosobretv.com.br/histortv/tv60.htm:Televisão:Tudo |título=sobre TV - Rede Globo |língua= |autor= |obra= |data= |acessodata=}}</ref> Também estavam na programação dos primeiros dias a série infantil ''[[Capitão Furacão]]'' e o telejornal ''[[Fantástico]]'', embrião do atual ''[[Malhação]]''


Em [[1966]], a TV Globo chegou ao estado de [[São Paulo]]<ref name=": Microfone: Rede Globo">{{Citar web |url=http://www.microfone.jor.br/hist_globo.htm |título=Microfone: Rede Globo |língua= |autor= |obra= |data= |acessodata=}}</ref> com a aquisição do canal 5 que, desde [[1952]], funcionava como a [[TV Paulista]], de propriedade das Organizações Victor Costa. Em 5 de fevereiro de [[1968]], foi inaugurada a terceira emissora, em Belo Horizonte, e as retransmissoras de [[Juiz de Fora]] e de [[Conselheiro Lafaiete]], além de um ''link'' de micro-ondas que ligava o [[Rio de Janeiro (cidade)|Rio de Janeiro]] a [[São Paulo (cidade)|São Paulo]].
Em [[1966]], a TV Globo chegou ao estado de [[São Paulo]]<ref name=": Microfone: Rede Globo">{{Citar web |url=http://www.microfone.jor.br/hist_globo.htm |título=Microfone: Rede Globo |língua= |autor= |obra= |data= |acessodata=}}</ref> com a aquisição do canal 5 que, desde [[1952]], funcionava como a [[TV Paulista]], de propriedade das Organizações Victor Costa. Em 5 de fevereiro de [[1968]], foi inaugurada a terceira emissora, em Belo Horizonte, e as retransmissoras de [[Juiz de Fora]] e de [[Conselheiro Lafaiete]], além de um ''link'' de micro-ondas que ligava o [[Rio de Janeiro (cidade)|Rio de Janeiro]] a [[São Paulo (cidade)|São Paulo]].

Revisão das 01h44min de 20 de setembro de 2011

 Nota: Este artigo é sobre a rede brasileira de televisão.. Para outras empresas com a marca Globo, veja Organizações Globo . Para outros significados, veja Globo.
Rede Globo de Televisão
Globo Comunicações e Participações S.A.
Ficheiro:Redeglobo.png
Tipo Rede de televisão comercial
País  Brasil
Fundação 26 de abril de 1965 (59 anos)
por Roberto Marinho
Pertence a Organizações Globo
Proprietário Roberto Marinho (1965-2003)
Roberto Irineu Marinho (2003-presente)
Presidente Roberto Marinho (1965-2003)
Roberto Irineu Marinho (2003-presente)
Cidade de origem Rio de Janeiro, RJ
Sede Rio de Janeiro, RJ
Rua Lopes Quintas, 303, Jardim Botânico
Estúdios Rio de Janeiro, RJ
Central Globo de Jornalismo
Rua Von Martius, 22, Jardim Botânico

Rio de Janeiro, RJ
Central Globo de Produção
Estrada dos Bandeirantes, 6700, Jacarepaguá

São Paulo, SP
Central Globo de Jornalismo/SP e Central Globo de Produção/SP
Av. Dr. Chucri Zaidan, 46, Vila Cordeiro
Slogan A gente se liga em você BR
Formato de vídeo 240i (LDTV)
480i (SDTV)
720p,1080i (HDTV)
Audiência 45%–65% (Setembro de 2007)
Cobertura 98,44% do território brasileiro[1] e 99,50% dos telespectadores potenciais.
Emissoras próprias Globo Rio (Rio de Janeiro)
Globo São Paulo (São Paulo)
Globo Brasília (Brasília)
Globo Minas (Belo Horizonte)
Globo Nordeste (Recife)
Emissoras afiliadas Lista de emissoras da Rede Globo
Cobertura internacional Veja em TV Globo Internacional
Página oficial www.redeglobo.com.br
Disponibilidade aberta e gratuita
analógico
Canal 04 VHF (Rio de Janeiro)
Canal 05 VHF (São Paulo)
Canal 08 VHF (Divinópolis)
Canal 10 VHF (Brasília)
Canal 02 VHF (Goiânia)
Canal 12 VHF (Belo Horizonte)
Canal 13 VHF (Recife)
Canal 07 VHF (Belém)
Canal 07 VHF (Maceió)
Canal 02 VHF (Goiânia)
Canal 12 VHF (Florianópolis)
Canal 12 VHF (Porto Alegre)
Canal 04 VHF (Aracaju)
Canal 06 VHF (Macapá)
Canal 03 VHF (Londrina)
digital
Canal 29 UHF (Rio de Janeiro)
Canal 41 UHF (Curitiba)
Canal 18 UHF (São Paulo)
Canal 21 UHF (Brasília)
Canal 34 UHF (Goiânia)
Canal 34 UHF (Porto Alegre)
Canal 36 UHF (Cuiabá)
Canal 29 UHF (Salvador)
Canal 30 UHF (Campo Grande)
Canal 26 UHF (Teresina)
Canal 36 UHF (Recife)
Canal 33 UHF (Belo Horizonte)
Canal 22 UHF (Vitória)
Canal 33 UHF (Florianópolis)
Canal 42 UHF (Campinas)
Canal 42 UHF (Ribeirão Preto)
Canal 42 UHF (São Carlos
Canal 28 UHF (Macapá)
Canal 30 UHF (Uberlândia)
Canal 21 UHF (Belém)
Canal 15 UHF (Manaus)
Canal 19 UHF (João Pessoa)
Canal 21 UHF (Maceió)
Canal 42 UHF (Londrina)
Canal 33 UHF (Fortaleza)

A Rede Globo é uma rede de televisão brasileira. Foi fundada em 26 de abril de 1965, na cidade do Rio de Janeiro, pelo jornalista Roberto Marinho. É assistida por 150 milhões de pessoas diariamente,seja elas no Brasil ou no Exterior por meio da TV Globo Internacional.[2][3] A empresa faz parte do grupo empresarial Organizações Globo.

Atualmente, a cadeia é a maior de toda a América Latina e é a terceira maior emissora comercial do mundo; perdendo apenas para as americanas CBS (pertencente à CBS Corporation) e NBC (pertencente à NBC Universal) .[4]

A sede administrativa da Rede Globo encontra-se no bairro do Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O departamento de jornalismo também está situado no Jardim Botânico, e os principais estúdios de produção localizam-se no complexo conhecido como Projac, em Jacarepaguá, na Zona Oeste da cidade. A Rede Globo tem estúdios de produção em Vila Cordeiro, bairro de São Paulo, onde também encontram-se o departamento de jornalismo e de onde gera parte da programação da rede. São, ao todo, 122 emissoras próprias ou afiliadas, além da transmissão no exterior pela TV Globo Internacional e de serviço mediante assinatura no país.

História

Ver artigo principal: História da Rede Globo
Ficheiro:RobertoMarinho.jpg
Roberto Marinho, o fundador da Rede Globo.

Em julho de 1957, o Presidente da República, Juscelino Kubitschek, aprovou a concessão de TV para a Rádio Globo e, em 30 de dezembro do mesmo ano, o Conselho Nacional de Telecomunicações publicou um decreto concedendo o canal 4 do Rio de Janeiro à TV Globo Ltda. Sendo assim a TV Globo foi oficialmente criada no dia 26 de abril de 1965, com a transmissão do infantil Uni Duni Tê.[5] Também estavam na programação dos primeiros dias a série infantil Capitão Furacão e o telejornal Fantástico, embrião do atual Malhação

Em 1966, a TV Globo chegou ao estado de São Paulo[6] com a aquisição do canal 5 que, desde 1952, funcionava como a TV Paulista, de propriedade das Organizações Victor Costa. Em 5 de fevereiro de 1968, foi inaugurada a terceira emissora, em Belo Horizonte, e as retransmissoras de Juiz de Fora e de Conselheiro Lafaiete, além de um link de micro-ondas que ligava o Rio de Janeiro a São Paulo.

Em 1962, um acordo assinado entre Time-Life e as Organizações Globo, holding de Roberto Marinho, proporcionou a Marinho o acesso a um capital em torno de 6 milhões de dólares, o que lhe garantiu recursos para comprar equipamentos e infraestrutura para a Globo. Em troca, Time-Life teria participação em 30 % de todos os lucros auferidos pelo funcionamento da TV Globo. Como comparação, a maior TV brasileira na época, a TV Tupi, tinha sido construída com um capital em torno de US$ 300.000.

O início da TV Globo como uma rede de emissoras afiliadas por todo o país se dá a partir de primeiro de setembro de 1969 quando entrou no ar o "Jornal Nacional", primeiro telejornal em rede nacional, ainda hoje transmitido pela emissora e líder de audiência nacional.[5] O primeiro programa foi apresentado por Hilton Gomes e Cid Moreira.

Em 28 de abril de 1974, passou a ser transmitido em cores. Em 1977 toda a programação da emissora passa a ser a cores. Em 1982 a emissora implantou a transmissão via satélite.

Sede da Rede Globo no Rio de Janeiro.

A partir de 1976 é o momento em que a Globo começa a construir o que seria chamado de "Padrão Globo de Qualidade", em que o horário nobre é preenchido com duas novelas de temática mais leve, encaixadas por telejornais curtos e sintéticos (o atual Praça TV e o Jornal Nacional), uma telenovela de produção nobre e com enredo mais forte, que seria chamada a partir de então de "novela das oito" (atual "novela das nove") e a partir das 22h uma linha de shows, filmes ou o "Globo Repórter" (antes a linha de shows começava às 21h15, posteriormente às 21h30), sempre com bastante regularidade de horário e programação. Este padrão nada mais é do que a chamada "grade fixa", tanto na vertical (sequência dos programas no dia), quanto na horizontal (respeito à sequência ao longo dos dias da semana), orquestrada por Walter Clark e José Bonifácio de Oliveira Sobrinho (mais conhecido como "Boni") em 1960, antes responsáveis pela programação da extinta TV Excelsior. A grade fixa é utilizada pela Globo nos dias de hoje fielmente, exceto aos verões nos horários de shows após as 22h, que são substituídos por minisséries, reprises de filmes e o Big Brother Brasil atualmente. O padrão seria decisivo para a conquista da liderança de audiência, pois, no final da década de 1970, as duas grandes redes, a Rede de Emissoras Independentes (liderada pela TV Record) e a Rede Tupi, estavam se deteriorando por falta de recursos e estratégia, e a Rede Bandeirantes não havia crescido o suficiente nessa época, sobrando apenas a Globo como uma alternativa de certa qualidade, somada à estreia das novas sessões de cinema, o Festival de Inverno e a Sessão de Gala.

Em publicidade, a Rede Globo faturou em 2009 R$ 7 bilhões, o que corresponde a 73,5% de toda a receita publicitária da TV aberta brasileira.[7]

Teledramaturgia

Audiência das novelas das 9 da Rede Globo (2000–2011)

Ano Telenovela Share (*) +/-
2000–2001 Laços de Família 44.9% -
2001 Porto dos Milagres 44.6% -0.3%
2001-2002 O Clone 47.0% +2.4%
2002–2003 Esperança 38.0% -9.0%
2003 Mulheres Apaixonadas 46.6% +8.6%
2003–2004 Celebridade 46% -0.6%
2004–2005 Senhora do Destino 50.4% +4.4%
2005 América 49.4% -1.0%
2005-2006 Belíssima 48.5% -0.9%
2006–2007 Páginas da Vida 46.8% -1.7%
2007 Paraíso Tropical 42.8% -4.0%
2007–2008 Duas Caras 41.1% -1.7%
2008–2009 A Favorita 39.5% -1.6%
2009 Caminho das Índias 38.8% -0.7%
2009–2010 Viver a Vida 36.2% -3.0%
2010–2011 Passione 35.1% -0.7%
2011 Insensato Coração 35.8% +0.6

(*) 1% vale approximadamente 60,000 domicilios na Grande São Paulo.

Fonte: UOL

A primeira telenovela exibida pela Globo no horário das oito horas foi O Ébrio, de José Castellar, em 1965[8]. Embora O Rei dos Ciganos, de Moysés Weltman[9][10] e A Sombra de Rebecca, de Glória Magadan[11] tenham sido exibidas no horário em 1966 e 1967, respectivamente, somente com a entrada de Janete Clair no roteiro de Anastácia, a Mulher sem Destino, originalmente de Emiliano Queiroz, que a estrutura que posteriormente se convencionaria como "novela das oito" se popularizou[12][9]. Desde O Ébrio até 2011, foram exibidas 74 produções, sendo Insensato Coração a mais recente, exibida a partir de 17 de janeiro de 2011 e distinguindo-se das anteriores por ter sido denominada pela emissora como uma "novela das nove"[13][14].

Também em 1965, foi exibida a primeira telenovela do horário das sete horas, Rosinha do Sobrado, de Graça Melo[15]. Desde então, foram exibidas mais de 70 produções, sendo Ti Ti Ti, de Maria Adelaide Amaral, a atual[16]. Ti Ti Ti é baseada na obra homônima de Cassiano Gabus Mendes, exibida no horário em 1985 e reúne numa mesma trama personagens de outras quatro telenovelas do horário: Plumas e Paetês[16], Elas por Elas[17], Meu Bem, Meu Mal[18] e Locomotivas[19].

A primeira telenovela exibida pela Globo no horário das seis horas foi Meu Pedacinho de Chão, de Benedito Ruy Barbosa, em 1971[20]. Desde então, foram exibidas mais de 60 produções, sendo Araguaia, de Walter Negrão, a mais recente[21].

Entre 1965 e 1979, a Globo possui ainda um quarto horário destinado à exibição de telenovelas, às 22h. A primeira produção exibida neste horário foi também a primeira telenovela a ser exibida pela emissora: Ilusões Perdidas, de Ênia Petri[22]. Sinal de Alerta, de Dias Gomes, foi a última telenovela a ser exibida no horário durante aquele período[23][24]. Em duas oportunidades o quarto horário foi "ressuscitado": Eu Prometo, de Janete Clair, foi exibida como "novela das dez" em 1983[25] e Araponga, de Dias Gomes, foi exibida em 1990 no horário das 21h30[26].

O IBOPE da Grande São Paulo mostra que as novelas da Globo perderam entre 2004 e 2008 26,19% dos telespectadores.[27]

Apoio ao Regime Militar

E em 1984, Roberto Marinho, dono da Rede Globo, escreve em seu jornal: "Participamos da Revolução de 1964, identificados com os anseios nacionais de preservação das instituições democráticas, ameaçadas pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada. Quando a nossa redação foi invadida por tropas anti-revolucionárias, mantivemo-nos firmes em nossa posição. Prosseguimos apoiando o movimento vitorioso desde os primeiros momentos de correção de rumos até o atual processo de abertura, que se deverá consolidar com a posse do novo presidente."[28]

Sedes

Ficheiro:Tvglobo sp.jpg
Sede da Rede Globo em São Paulo.

A rede de televisão é a peça central da empresa. A Globo tem o seu principal complexo de produção no Rio de Janeiro. Inaugurado em 1995, o "Projac" (oficialmente chamado "Central Globo de Produção") é onde a maioria dos seus shows são produzidos e é um dos maiores centros de produção televisiva no mundo, sendo o maior da América Latina.

No final dos anos 1990, a Globo mudou parte de sua divisão de jornalismo, que engloba tanto as mesas de notícias, a equipe de produção e os estúdios, para São Paulo, no bairro do Itaim Bibi, cidade natal da Rede Record. Entretanto, seus principais programas jornalísticos, como o Jornal Nacional e o Fantástico, bem como o seu próprio canal de notícias, o Globo News, ainda continuam a ser transmitidos a partir da sede principal no Rio de Janeiro, onde a sede de notícias da Globo, o Central Globo de Jornalismo, está localizado.

A Rede Globo faz parte do grupo Organizações Globo, um grande conglomerado de mídia brasileiro. Suas empresas associadas são:Globo Filmes (empresa cinematográfica), a Rede Globo Internacional (difusão internacional), a Globo Marcas (branding e publicidade), a Globo Vídeo (vídeo na internet), a TV Globo Minas (emissora de televisão em Belo Horizonte), a TV Globo Brasília (televisão estação de Brasília), a TV Globo Nordeste (estação de televisão em Recife), a TV Globo Rio de Janeiro (estação de televisão no Rio de Janeiro) e a TV Globo São Paulo (estação de televisão em São Paulo).

Logotipo

Ficheiro:Evolucao logo rede globo.gif
Os logotipos são uma das grandes marcas registradas da Rede Globo.

O atual logotipo da Rede Globo, usado desde 2008, é composto de uma esfera azul com um retângulo de cantos arredondados e extremidades desiguais, o qual apresenta um espectro nas cores azul, verde, amarelo e vermelho. Dentro desse retângulo prismático, assenta-se uma pequena esfera platinada de tamanho médio.

O projeto é de autoria do designer austríaco Hans Donner, criador de diversos logotipos da emissora desde 1975. Segundo ele, a esfera representa o mundo, e o retângulo, uma tela de televisão que exibe o próprio mundo.

Segundo Hans Donner, foi elaborado especialmente para homenagear a chegada da televisão digital brasileira aberta.

O primeiro foi em 1965, que era uma estrela de 4 pontas, mas em 1966 foi modificado para o anel. Em 1969, foram formados 9 anéis, que significava as 9 emissoras afiliadas da época, ao lado do anel. Mas o anel de 1966, sem os anéis das afiliadas, continuou a ser usado até 1976.

O primeiro original do logotipo atual em 1976 o mesmo desse, mas era todo azul e sem fundo, a partir de 1980 foi modificado para cor cinza e o azul apareceu em 1981 pela última vez.

A partir de 1985, em comemoração aos 20 anos da emissora, seu logotipo era o número 20 com as duas pontas com a logomarca da Globo. Em 1986, surgiu o logotipo com fundo e quase igual o atual, mas em cor preto. Em 1990, em comemoração aos 25 anos, foi colocado a formação de um 25 no ar e o Globo se encaixando no meio, enquanto o 25 girava.

Em 1992, o logotipo passou a ter efeitos tridimensionais, que era a novidade da época, e em 1995, aos 30 anos da emissora, foi o logotipo da Globo de lado com o retângulo e a bola média simbolizando o número 0 e do lado esquerdo formou o 3.

Em 1996, o logotipo surgiu cheio de brilho e esse brilho foi tirado do logotipo em 2000.

Com os 40 anos em 2005, veio a marca branca e o número 4 junto, simbolizando os 40 anos, e em 2008, já é mais atual, e a esfera média, para Hans Donner, o logotipo parece sorrindo, mas o formato central tem a ver com a alta definição e a tela ser mais larga.

Cobertura

São, ao todo, 122 emissoras (sendo 5 emissoras próprias e 117 emissoras afiliadas), além da transmissão no exterior pela TV Globo Internacional e de serviço mediante assinatura no país.

A Globo é transmitida em áreas metropolitanas através de um número de estações de propriedade e operadoras, incluindo a Globo-RJ (Rio de Janeiro), a Globo-SP (São Paulo), Globo-DF (Brasília), Globo-MG (Belo Horizonte) e a Globo-NE (Recife). A programação também é levada para outras regiões do Brasil por 147 redes afiliadas, de propriedade de empresas de terceiros. A Rede Globo através de sinal terrestre cobre 98,53% do território do Brasil, além de cobrir seu sinal por cabo através de todas as afiliadas, e também por TV paga via satélite, em parceria com as principais afiliadas, além de ter cobertura 100% nacional através de antena parabólica.[2]

Distribuição internacional

Ver artigo principal: Rede Globo Internacional

A Rede Globo Internacional opera canais de televisão por satélite em todo o mundo, inclusive nas Américas, Oceania, Europa, Oriente Médio, África e Japão, trazendo uma mistura de entretenimento, notícias e programação esportiva provenientes dos canais TV Globo, GNT, Globo News, Canal Viva, Canal Futura e SporTV para brasileiros e outras pessoas que falam português (lusófonos). Duas fontes distintas alimentam a programação internacional ao vivo e diretamente para os telespectadores do mundo a partir do centro da rede de transmissão localizado no Rio de Janeiro, a TV Globo Internacional Europa/África/Oriente Médio e a TV Globo Américas/Oceania.[29] Um terço da TV Globo Internacional Ásia é originária do Japão pelo IPC[30] e baseia-se em material gravado no início do dia da TV Globo Américas/Oceania, que é repetido em uma programação mais apropriada para o fuso horário do Extremo Oriente. Desde 2007, a TV Globo também opera um canal premium que se origina a partir de Lisboa, Portugal, chamado TV Globo Portugal. A TV Globo Portugal é diferente da alimentação da TV Globo na Europa devido a acordos contratuais com outras redes de televisão portuguesas, principalmente a SIC, que detém primeiro direitos para usar parte da programação da TV Globo, como as novelas.

A TV Globo Internacional nos Estados Unidos é feita tanto pelo serviço de satélite (Dish Network, DirecTV) (que também oferece o canal da Globosat de futebol brasileiro Premiere Futebol Clube) e por cabo (Comcast em Miami, Boston e New Jersey; RCN em Boston e Atlantic Broadband em Atlanta). No Canadá, está disponível através de Rogers Cable e pela NexTV, serviço de IPTV. No México e em outros países latino-americanos pode ser vista no satélite SKY.[31]

A TV Globo Internacional é transmitida na Austrália e na Nova Zelândia através da UBI World TV.

Internet

Ver artigo principal: Globo.com

Globo.com é o portal de internet da empresa e tem uma grande biblioteca de vídeos históricos, além de fornecer parte do conteúdo atual gravado, noticiários de TV ao vivo e shows especiais, como o Big Brother Brasil. Também difundiu os jogos da Copa do Mundo FIFA de 2006 em 480i e 480p. O portal também oferece acesso aos produtos de grande conglomerado de mídia como revistas, jornais e rádio ao vivo. O domínio atraiu pelo menos 1,8 milhões de visitantes anualmente, até 2008, segundo um estudo do Compete.com[32] e, atualmente, é classificado como o 87º site mais acessado no mundo, segundo o Alexa.[33]

Controvérsias

Compra da TV Paulista

Em 1955, o proprietário da TV Paulista, Oswaldo Ortiz Monteiro decidiu vender a sua emissora as Organizações Victor Costa pertencente ao empresário Victor Costa Petraglia, pois a emissora passava por dificuldades financeiras. Porém, Petraglia morreu antes do contrato de transferência ser assinado e então teoricamente a emissora deveria ter retornado para as mãos Oswaldo Ortiz Monteiro. Entretanto o filho de Petraglia decidiu vender a TV Paulista, mesmo sem os documentos de transferência, à Roberto Marinho, que assumiu o controle da emissora.

Outro caso misterioso, foi o incêndio ocorrido na antiga sede da TV Paulista. Suspeita-se que o incêndio teria sido criminoso, com a intenção de receber o seguro, que seria usado para a expansão da emissora.[carece de fontes?]

Na década de 1990, depois da a morte de Oswaldo Ortiz Monteiro, sua família começou a investigar a fraude na compra da emissora. Uma perícia feita em 2003, descobriu que as assinaturas do contrato foram falsificadas e incluíram desde nomes de pessoas falecidas antes da transferência até o uso de máquinas de escrever que ainda não existiam na época da suposta transferência. No dia 24 de agosto de 2010, o Supremo Tribunal de Justiça considerou válida a compra de TV de São Paulo pela Globo[34].

Diretas Já!

No dia 25 de Janeiro, foi ao ar, pela primeira vez em rede, aquele que é considerado o primeiro grande comício das Diretas Já, realizado na praça da Sé, em São Paulo. Naquele dia, o telejornal exibiu reportagem de dois minutos e 17 segundos sobre o tema. No entanto, ocorreu um equívoco durante a escalada do Jornal Nacional, 25 de Janeiro é também o dia do aniversário da Cidade de São Paulo, e por conta de um suposto erro técnico, o apresentador do Jornal Nacional acabou anunciando as comemorações dos 430 anos da Cidade de São Paulo, ao invés de Diretas Já, a emissora recebeu críticas que diziam que não havia sido uma falha técnica, mas sim uma manipulação de dados.

Influência nas Eleições de 1989

A emissora é acusada de ter ajudado a eleger o candidato Fernando Collor de Mello nas eleições de 1989, através da manipulação de trechos do último debate de Collor contra Lula.[35]

Foi feito duas reportagens sobre o debate do dia 14 de dezembro de 1989.Uma delas foi no Jornal Hoje e outra foi no Jornal Nacional, sendo essa a mais polêmica.A primeira reportagem foi criticada por causa que ela mostrou um grande equilíbrio e a segunda reportagem por favorecer Fernando Collor.[35]

O PT moveu uma ação no Supremo Tribunal Federal contra a Globo.O PT queria que novos trechos do debate fossem colocadas como direito de resposta, mas o pedido foi negado.[35]

Caso NEC

Em dezembro de 1986, depois que o então ministro das Comunicações, Antônio Carlos Magalhães, ter ajudado a Rede Globo pela empresa NEC, a Rede Globo deu em troca do acordo bem-sucedido, tornar-se afiliada pela Globo, o que ocorreu em janeiro de 1987, um mês depois do acordo. O acordo finalizado foi noticiado na época pela imprensa brasileira (até a própria Globo e a Bahia) inicialmente como legal.[36]

Porém, quando a TV Bahia deixou inesperadamente a Rede Manchete pela Globo em janeiro de 1987 (o que gerou processo dos proprietários da TV Aratu contra os da TV Bahia, mas que terminou três dias depois, com que Bahia ficasse com a Globo e a Aratu com a Manchete), gerou polêmica na Bahia e o acordo NEC-Rede Globo ficou sob suspeita.

As suspeitas desse acordo só se tornou a torna com as primeiras denúncias de corrupção do Governo Collor em 1992, noticiado pela imprensa baiana (não ligada à Família Magalhães) e a brasileira.

Muito Além do Cidadão Kane

Ver artigo principal: Muito além do Cidadão Kane

Em 1993, o Channel Four, uma rede de TV Britânica, produziu um filme que conta a história da Rede Globo de Televisão e as ações sombrias no país até o ano de 1990.[37] O documentário foi proibido no Brasil desde 1994, graças a uma ação judicial movida por Roberto Marinho. Atualmente existem poucas cópias em circulação no Brasil, além de versões piratas circulando pela internet, como no site Youtube.[37] O filme conta com a participação de alguns artistas, políticos, e especialistas como Luiz Inácio Lula da Silva, Chico Buarque, Leonel Brizola e Washington Olivetto. O documentário jamais esteve no circuito de cinemas brasileiros e a exibição que ocorreria no Museu de Arte Moderna (MAM), do Rio de Janeiro, foi proibida pelo então presidente da República, Itamar Franco.[37]

O título original é "Beyond Citizen Kane".[37] Ele teve origem no personagem de Orson Welles, Cidadão Kane ou Charles Foster Kane, criado no final da década de 1940, como protótipo do magnata dono de um império de comunicação. O personagem Cidadão Kane, por sua vez, foi criado por Wells para o filme sobre William Randolph Hearst, magnata da comunicação nos Estados Unidos.[37]

O documentário é dividido em 4 partes:

  • Na primeira parte ele mostra a relação entre a Rede Globo de Televisão e o período militar, no qual se vê fatos sociais que ocorreram no país em decorrência do governo.
  • Na segunda parte apresenta o acordo firmado entre a Rede Globo e o Grupo Time-Life.
  • Na terceira parte evidencia-se o poder do proprietário da Rede Globo, Roberto Marinho. Mostra também o suposto apoio da Rede Globo à saída dos militares do poder, na figura do candidato à presidência da República Tancredo Neves.
  • Na quarta parte, tida como a mais importante e reveladora do filme, mostra-se às claras os envolvimentos ilegais e mecanismos manipulativos utilizados pelas Organizações Globo em suas obscuras parcerias para com o poder em Brasília. Contudo, o documentário não apresenta fontes primárias, apenas entrevistas.[37]

Recentemente esse documentário teve seus direitos de exibição adquiridos pela Rede Record.

Direito de resposta de Leonel Brizola

Em 15 de março de 1994, a Rede Globo colocou no ar durante o Jornal Nacional direito de resposta obtido pelo então governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola, após dois anos de disputa judicial.[38] Brizola havia entrado na Justiça contra a Globo em 1992, depois que o Jornal Nacional de 6 de fevereiro daquele ano divulgou trechos do editorial que seria publicado no dia seguinte pelo jornal O Globo, intitulado "Para entender a fúria de Brizola". O governador do Rio, que queria impedir a emissora de transmitir o desfile carioca das escolas de samba daquele ano era acusado pelo editorial de O Globo de sofrer "declínio da saúde mental" e de "deprimente inaptidão administrativa". Na resposta que foi ao ar, lida pelo locutor Cid Moreira, Brizola dizia não reconhecer na Globo "autoridade em matéria de liberdade de imprensa" e que a emissora teve "longa e cordial convivência com os regimes autoritários e com a ditadura de 20 anos que dominou nosso país". Brizola dizia ter sido "apontado como alguém de mente senil". Na sequência, argumentava: "Ora, tenho 70 anos, 16 a menos que meu difamador, que tem 86 anos. Se é este o conceito que tem sobre os homens de cabelos brancos, que os use para si".

O Escândalo do Papa-Tudo

Com a finalidade de concorrer com a Tele Sena de Silvio Santos, a TV Globo em parceria com o então banqueiro Arthur Falk lançou no início da década de 1990 um título de capitalização chamado Papa-Tudo, que tinha César Filho como apresentador e Xuxa Meneghel como garota-propaganda.

A venda deste tele-bingo era igual à Tele Sena: O comprador adquiria o título em casas lotéricas e correios e caso não fosse contemplado poderia resgatar metade do valor pago após um ano ou comprar um novo título pela metade do preço.

Entretanto, chegou uma ocasião em que os prêmios pararam de ser pagos, culminando com a prisão de Arthur Falk pelo crime de estelionato, entretanto, ninguém da Rede Globo foi responsabilizado.

Eleições de 2006

Houve várias críticas à forma como a Globo fez cobertura das eleições, principalmente quanto a uma atenção exagerada a indícios negativos em relação ao PT, fato que levou a emissora a fazer, internamente, um frustrado abaixo-assinado[39] para tentar defender-se das críticas e de reportagem da revista CartaCapital.[40] Mais tarde, Rodrigo Vianna, ex-jornalista da emissora, divulga carta aberta em que critica várias das posturas da emissora, dando sua visão de como os processos se davam internamente e criticando o abaixo-assinado interno da emissora.[41]

Rede Diário fora das parabólicas

Em 25 de fevereiro de 2009, feriado de Cinzas, a Rede Diário, emissora paralela à TV Verdes Mares (Afiliada à Rede Globo em Fortaleza), deixou de ser transmitida pelas antenas parabólicas (que chegava toda América do Sul e parte do Caribe) e as afiliadas que a tinha em quase todo o Brasil, pegando seus telespectadores de surpresa que tentaram a assistir nas parabólicas e nas afiliadas que passaram a transmitir outras redes a partir naquele dia.

A Rede Diário passou ser transmitida apenas no Ceará e estados vizinhos, com 29 operadoras de TV por assinatura.

Nas semanas que se seguiram a saída da Rede Diário o fim das transmissões foi logo associado à Rede Globo (através de pressões à TV Verdes Mares) e uma nota controversa da Globo em que afirmava que a Diário "é uma afiliada da Rede Globo", pois a Rede Diário vencia outras redes rivais da Globo, incluindo a própria Globo (que perdia uma grande fatia da audiência da Diário).

A mesma situação viveu o canal de satélite Amazonsat, de propriedade da Rede Amazônica, que entre os anos de 1988 a 2004 podia ser captado em parabólicas analógicas em canal aberto, porém a partir de 2004 o sinal foi codificado e somente pode ser captado por parabólicas com receptor digital através da aquisição de cartão com o código para decodificação.

Eleições 2010

A Rede Globo volta a ser novamente acusada de interferir nas eleições presidenciais. Em 18 de abril de 2010, a emissora lança no Fantástico uma campanha de comemoração pelos seus 45 anos da rede, que aconteceu em 26 de abril desse ano. O logotipo da emissora aparece ao lado o número quarenta e cinco, incluindo frases de atores da emissora, falando frases do jingle como "todos queremos mais". Em determinado trecho da peça, os atores falam: "Todos queremos mais. Educação, saúde e, claro, amor e paz. Brasil? Muito mais".

Segundo o Deputado Federal do Paraná e secretário de Comunicação do Partido dos Trabalhadores, André Luís Vargas Ilário, o jingle embutiria, de forma disfarçada, propaganda favorável à José Serra, candidato a presidente pelo PSDB, concorrente do PT. Na mensagem, embutida no "45", o número do PSDB, e em frases do jingle como "todos queremos mais", o que de acordo com os petistas, seria uma referência ao slogan "o Brasil pode mais" dito por Serra no lançamento de sua pré-candidatura.

Logo no primeiro dia de veiculação do institucional dos 45 anos, a TV Globo tirou do ar a campanha. A emissora afirma que o filme foi criado em novembro de 2009, quando "não existiam nem candidaturas muito menos slogans, mas a Rede Globo não pretende dar pretexto para ser acusada de ser tendenciosa e está suspendendo a veiculação do filme."[42]

O colunista Luís Nassif, no entanto, contestou a justificativa da emissora,[43] afirmando que a campanha teria sido gravada em 14 de abril, três dias depois que Serra lançou a pré-candidaura, apontando para isso notícias do próprio portal da Globo.com.[44][45][46][47][48][49]

Monopólio de transmissão em eventos esportivos

A Rede Globo é frequentemente acusada de monopólio às transmissões esportivas, principalmente ao Campeonato Brasileiro desde 1999. As transmissões passaram para os canais de TV por assinatura pertecente às Organizações Globo e na SKY (na qual a Globo tem participação).

Na verdade, esse monopólio (que começou aos poucos no início dos anos 90) só foi facilitado graças ao lançamento das primeiras operadoras de TVs por assinaturas no Brasil, coincidindo também às desistências às principais redes concorrentes, SBT, Record, Gazeta, Manchete (hoje RedeTV!) e Bandeirantes para esses eventos esportivos, sob alegação de custos às transmissões e baixa audiência.

Depois disso, com esses direitos dados à Organizações Globo, configurava a prática de cartel, que impedia outras redes transmitir as partidas, já que até então os canais das Organizações Globo eram únicas a transmitir e dividia as transmissões a algumas redes concorrentes (principalmente Bandeirantes e RedeTV!).

Em 20 de outubro, depois de 10 anos de tentativas, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), obrigou que a Globo desistisse a preferência em transmitir partidas de futebol do Campeonato Brasileiro e o Clube dos 13 (grupo que reúne 20 grandes times do futebol brasileiro, mas é chamado Clube dos 13) a se comprometer a oferecer pacotes diferentes de divulgação para cada tipo de mídia (TV aberta, TV fechada, pay per view, internet e celular), a partir dos campeonatos de 2012 a 2014.[50][51][52][53]

Afiliadas perdidas

Ao longo de sua existência, a Rede Globo chegou a perder varias afiliadas pelo Brasil, como por exemplo: TV Ajuricaba, TV Leste, TV Altamira, TV Aratu, TV Guajará, TV Difusora, TV Borborema, TV Serra Sul e TV Iguaçu.

Sempre que alguma dessas emissoras deixa o sistema da Rede Globo, a matriz justifica a desfiliação com respostas como "Os padrões da emissora estavam aquém do padrão Globo de qualidade" e nada além disso.

Em oposição a essas desfiliações as emissoras alegam outros motivos. Observe os motivos alegados.

A TV Leste, em Governador Valadares, no leste de Minas Gerais, acusou a Rede Globo de tentar forçar sua venda para o grupo InterTV.

Já a TV Guajará em Belém, era do político local, o deputado federal Lopo de Castro desde 1969. Em virtude as posições políticas oposicionistas ao governo federal desde a época de Juscelino Kubsctheck e a pressões do Regime Militar contra o político, aliados aos equipamentos ultrapassados e um incidente religioso envolvendo macumbeiros e a Igreja Católica. Alegando esses motivos a Globo não renovou seu contrato de afiliação e além disso houve várias divergências entre a cabeça de rede e a afiliada.Após esses ocorridos,a emissora opta por assinar com a TV Liberal por ter equipamentos mais modernos,e também por conta da situação política da TV Guajará que apoiava o então governador do estado e ex-ministro do governo Médici, Jarbas Passarinho, com quem o então presidente do Brasil, o general Ernesto Geisel tinha desentendimentos. Depois que a Guajará deixou ser afiliada da Globo, a emissora entrou em decadência até ser extinta.

No caso da TV Aratu, a Globo optou em afiliar-se a TV Bahia, de propriedade da Família Magalhães, já que o próprio Roberto Marinho era grande amigo de Antônio Carlos Magalhães, antes da emissora existir na Bahia e ter se expandido no estado com mais repetidoras na Bahia do que a TV Aratu. Porém, a decisão de não renovar com a TV Aratu (da Família Coelho), gerou um grande escândalo (Caso NEC), já que Magalhães era então ministro das Comunicações facilitou a escolha da TV Bahia.Esta história veio a tona com as primeiras denúncias de corrupção do Governo Collor em 1992. Desde que a TV Bahia se tornou afiliada da Globo, vários membros dessa família, principalmente Luís Eduardo Magalhães (falecido em 1998), Antônio Carlos Magalhães (falecido em 2007) e Antônio Carlos Magalhães Júnior, entre outros, são frequentemente acusados pelos políticos, imprensa, polícia e a justiça, de graves casos de corrupção, como o Caso da Pasta Rosa (em 1995), Escândalo da Quebra do Sigilo do Painel do Senado, Escândalo dos Grampos Telefônicos Contra Políticos na Bahia (em 2003), as frequentes acusações do uso político das emissoras de rádios e TVs da Família Magalhães contra políticos baianos da oposição.

No caso da TV Difusora, a Globo optou em afiliar-se a TV Mirante, de propriedade da Família Sarney, que a família já mantinha laços de amizade com Roberto Marinho, antes da emissora existir no Maranhão. Desde que a TV Mirante se tornou afiliada da Globo, vários membros dessa família, principalmente José Sarney, Roseana Sarney e Fernando Sarney, são frequentemente acusados de graves casos de corrupção,como o Caso Lunus (em 2002) e o mais recente a crise no Senado do Brasil que atingiu José Sarney (em 2009).

O caso da TV Borborema deve-se ao fato de a Globo optar pela recém criada TV Paraíba, do mesmo grupo da TV Cabo Branco para sincronizar o sinal da emissora.

A TV Iguaçu foi afiliada a Rede Globo de 1972 a 1976, mas por pressões do governo militar, em perseguições ao oposicionista Paulo Pimentel, a Globo acabou se afiliando a TV Paranaense.

A TV Ajuricaba esteve afiliada a Rede Globo de 1974 até 1986, quando foi desligada da rede por discordar com a posição da Globo em não apoiar o movimento das Diretas Já, aliado ao fato da concorrente TV Amazonas ter expandido suas repetidoras na grande maioria dos municípios amazonenses, facilitado pelo alinhamento que a direção da TV Amazonas sempre teve com os governos militares desde a sua fundação.

Além de perder a TV Norte Fluminense, da cidade de Campos dos Goytacazes- RJ, para a Rede Record, com isso, a Globo passou a ser transmitida pela InterTV Planície.

Outros casos

Em 2011 a rede foi processada por confundir um bartender com um BBB.[54] Em 16 de setembro de 2010 a empresa já havia sido processada por discriminação. Na ocasião, o programa Casseta & Planeta apresentou um quadro chamado Otário Eleitoral Gratuito, cujo conteúdo levou o Grupo de Ação pela Cidadania de Lésbicas, Gays, Travestis e Transexuais a abrir um processo na Procuradoria Regional dos Diretos dos Cidadãos de São Paulo contra a TV Globo de São Paulo por discriminação às pessoas deficientes.[55]

A apresentadora Xuxa também já foi criticada pelo seu histórico, na participação no filme pornográfico brasileiro Amor Estranho Amor (em que contracena com um menino de doze anos)[56] e por ter pousado na revista masculina Playboy.[57]. Em 2011 a apresentadora ganhou uma ação contra a Google para evitar que seu nome fosse assimilado com a Pedofilia.[58]

Ver também

Referências

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  • BRITO, Valério Cruz e BOLANO, César Ricardo - Rede Globo - Quarenta anos de poder e hegemonia
  • LOPES, Genésio - O Super Poder - O Raio X da Rede Globo
  • MACHADO, Romero Costa - Afundação Roberto Marinho
  • HERZ, Daniel - A História Secreta da Rede Globo
  • CABRAL, Luís Carlos - O Nacional. Rede de intrigas

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