Economia da Região Sudeste do Brasil

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A economia da Região Sudeste do Brasil é muito forte e diversificada, sendo considerada a maior do país, que ganhou esse reconhecimento desde o período café com leite, em que essas duas mercadorias eram as mais importantes para a capitalização brasileira. É o local mais industrializado do Brasil e o ramo industrial é diversificado e forte. Alguns dos mais importantes ramos industriais da região são: as automobilística (com mais força em São Paulo), siderúrgica (São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo), petroquímica (Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais), navais (RJ) petrolífera ( RJ e ES). Na agricultura, os principais produtos cultivados são: cana-de-açúcar, café, algodão, milho, mandioca, arroz, feijão e frutas. Na pecuária, o maior rebanho da região é o de bovinos e o estado de Minas Gerais é o principal criador. Eqüinos e suínos também são encontrados. Também há prática o extrativismo mineral, cujos principais minérios explorados são ferro, manganês, ouro e pedras preciosas. As maiores jazidas são encontradas no estado de Minas Gerais.

Também é responsável por cerca de 55% do PIB Nacional (Produto Interno Bruto) brasileiro, e por isso, é conhecida como a "locomotiva econômica do Brasil".[1] No ano de 2010, a região produziu 2,1 trilhões de reais em riquezas, segundo dados das Contas Nacionais, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),[2] sendo apenas o Estado de São Paulo responsável por 1,2 trilhão dessa produção, o equivalente a 33,1% do PIB nacional, que segundo Carlos Alberto Azzoni, professor da Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo (FEA-USP), "As melhores empresas e os melhores profissionais de todo Brasil são atraídos pelos potenciais de mercado e as oportunidades de rendimento de São Paulo".[3] Em 2014, o PIB da região chegou a 3.2 trilhões, com a taxa de desemprego de 7,3% e uma renda per capita de 37.2 mil reais.[4]

Setores[editar | editar código-fonte]

Setor primário[editar | editar código-fonte]

Cana-de-açúcar: uma das culturas mais praticadas na região.

Agricultura[editar | editar código-fonte]

O setor Agropecuaria apresenta-se bem desenvolvido e extremamente diversificado, a existência de um setor agrícola forte nessa região deve-se à existência de vastos solos férteis (a terra roxa),e, embora o café tenha sido a força econômica pioneira da ocupação do estado de São Paulo e de seu grande desenvolvimento econômico, o seu cultivo tem se reduzido cada vez mais (sendo atualmente a principal área produtora a região do sul de Minas Gerais) e, atualmente intercala-se com outras culturas ou foi inteiramente substituído.

Destacam-se, na produção agrícola regional, a cana-de-açúcar, a soja e a laranja. O Sudeste é responsável pela maior parte da produção de cana-de-açúcar do país, concentrada na Baixada Fluminense, na Zona da Mata mineira e no estado de São Paulo (50% do total nacional). Já o cultivo da soja apresenta crescente avanço, pois é largamente utilizada na indústria de óleos e de rações para animais, sendo uma grande parte exportada. Em sua maior parte destinada à industrialização e exportação de suco, a produção de laranjas é realizada principalmente no estado de São Paulo, que responde por 80% do total nacional. Também são produtos de destaque na agricultura do Sudeste, o algodão, o milho(que serve para fazer ração), o arroz, a mamona e o amendoim, entre outros.

Pecuária[editar | editar código-fonte]

A pecuária tem grande destaque na região Sudeste, sendo o seu rebanho bovino o segundo maior do país. A grande produção de carne bovina (pecuária de corte) e suína permite a instalação e o desenvolvimento de frigoríficos e indústrias de laticínios (pecuária leiteira). A criação de aves (avicultura) e a produção de ovos são as maiores do país (aproximadamente 40% do total nacional), concentrando-se no estado de São Paulo.

Setor secundário[editar | editar código-fonte]

Indústria[editar | editar código-fonte]

REPLAN, a maior refinaria de petróleo do Brasil, em Paulínia-SP.

Na região Sudeste, iniciou-se a industrialização do país, tornando-se a indústria de transformação a principal divisa(dinheiro)e trabalho nos seus estados. O estado de São Paulo tornou-se o maior parque industrial da América do Sul.

Por estar concentrada quase metade da população nacional, além de estar concentrado o maior e mais diversificado parque industrial do país e de concentrar um amplo sistema de transportes, a região necessita de bastante energia. A maior parte da energia consumida na região (assim como acontece no país) é produzida por usinas hidrelétricas, como Furnas, Ilha Solteira, Três Marias, Marimbondo, Jupiá e outras; aproveitando-se do relevo acidentado e da presença de rios caudalosos.

Uma parte pequena da energia produzida na região vem das usinas termonucleares Angra I e Angra II.

Setor terciário[editar | editar código-fonte]

Ciência[editar | editar código-fonte]

A região abriga os três maiores pólos de pesquisa e desenvolvimento do Brasil, representados pelas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Campinas, as quais respondem, respectivamente, por 28%, 17% e 10% da produção científica nacional – segundo dados de 2005.[5]

Transportes[editar | editar código-fonte]

Porto de Santos, o maior do Brasil.

Por concentrar a metade da população brasileira e as cidades mais industrializadas e bem desenvolvidas do país, a região Sudeste é a que apresenta a mais alta taxa de urbanização e a melhor infraestrutura de transportes do Brasil.

Sua rede ferroviária, que se desenvolveu principalmente em função da expansão do café, representa praticamente a metade de todas as estradas de ferro do Brasil. O Sudeste conta ainda com cerca de 35% das rodovias, concentradas principalmente no estado de São Paulo e Minas Gerais. Algumas delas — Rodovia dos Imigrantes, Rodovia Castelo Branco e outras — são comparáveis às melhores e mais seguras das Américas.

Nos últimos anos, entretanto, o decréscimo dos investimentos governamentais não tem permitido a ampliação da rede rodoferroviária e tem prejudicado a manutenção da já existente.

O desenvolvimento industrial da região, associando a uma política francamente exportadora do governo federal, funcionou como alavanca da grande expansão portuária do Sudeste, onde Santos e Rio de Janeiro se projetam como os portos de maior movimento do país.

A região é bem servida também por modernos e bem equipados aeroportos internacionais como Guarulhos, Galeão, Confins, Santos Dummont, Congonhas, Pampulha e Viracopos e por diversos aeroportos que atendem ao intenso tráfego aéreo doméstico e local. Por outro lado, a navegação fluvial é muito pouco explorada, embora haja trechos navegáveis em rios como o Tietê e o Paraná, para os quais há projetos de criação de uma hidrovia.

Encontra-se também na região Sudeste, o único trem de passageiros que liga diariamente duas capitais do Brasil, pela Estrada de Ferro Vitória a Minas, ligando Vitória a Belo Horizonte.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Uma outra atividade econômica importante na região é o turismo. É nessa região que se localizam vários dos pontos turísticos mais visitados do país. O Rio de Janeiro é mundialmente conhecido por suas belas praias e pelo carnaval, além de ser um grande centro cultural. São Paulo, conhecida internacionalmente, é o maior centro financeiro do Brasil, e conta também com diversos centros culturais e de entretenimento. Em Minas Gerais, localizam-se as mais importantes cidades históricas do Brasil, como Ouro Preto, Tiradentes e Diamantina. O Espírito Santo atrai milhares de turistas todos os anos devido a suas praias e regiões de montanhas.

Referências

  1. «Região Sudeste continua a ser a locomotiva econômica do Brasil - Economia - Estadão». Estadão. Consultado em 19 de julho de 2017 
  2. «Produto Interno Bruto, Produto Interno Bruto per capita e população residente segundo as Grandes Regiões e Unidades da Federação - 2010.» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 8 de setembro de 2013. Consultado em 19 de julho de 2017 
  3. «Sudeste concentra 55,2% do PIB do país, diz IBGE». Valor Econômico. Consultado em 19 de julho de 2017 
  4. Digital, CacauLimão Comunicação. «Economia do Sudeste Brasileiro». www.suapesquisa.com. Consultado em 19 de julho de 2017 
  5. Unicamp – Assessoria de Comunicação e Imprensa 17 de Junho de 2005