Washington, D.C.

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Washington, D.C.
Localidade dos Estados Unidos Estados Unidos
DCmontage2.jpg
Topo a esquerda: Universidade de Georgetown; topo a direita: Capitólio dos Estados Unidos; meio: Monumento a Washington; abaixo a esquerda: African American Civil War Memorial e abaixo a direita: Basílica do Santuário Nacional da Imaculada Conceição
Cognome(s): The District (O Distrito)
Lema(s): Justitia Omnibus (Do latim: Justiça para todos)
Washington, D.C. está localizado em: Distrito de Columbia
Washington, D.C.
Localização de Washington, D.C. no Distrito de Colúmbia
Washington, D.C. está localizado em: Estados Unidos
Washington, D.C.
Localização de Washington, D.C. nos Estados Unidos
Dados gerais
Fundado em 9 de setembro de 1791 (223 anos)
Prefeito Vincent Gray (Democrata)
Localização
38° 53' 42" N 77° 2' 11" O
Tipo de localidade Cidade
Fuso horário -5/-4
Características geográficas
Área 177 km²
- terra 159 km²
- água 18 km²
População (2010[1] ) 601 723 hab. (3 400 hab./km²)
- urbanizada 5 214 666
- metrópole 8 026 807
Altitude 0 a 125 m
Códigos
Sítio web www.dc.gov
DC locator map with state names w usmap.png
Localização de Washington, DC em relação aos Estados vizinhos de Maryland e Virgínia

Portal Portal Estados Unidos

Washington, D.C. é a capital dos Estados Unidos. D.C. é a abreviatura de Distrito de Colúmbia, onde a cidade está localizada. O nome oficial da cidade em inglês é Washington, D.C., enquanto que o seu nome completo é Washington, District of Columbia.

A cidade de Washington e o Distrito de Columbia são coexistentes entre si, governados por um único governo municipal e, por isto mesmo, podem ser considerados como uma mesma entidade administrativa. Isto não foi sempre o caso, porém, visto que outras cidades existiram dentro dos limites do Distrito até 1871, quando foram gradualmente fundidas com Washington, D.C. através de um Ato do Congresso. Coloquialmente, a cidade é conhecida como Washington, D.C. ou simplesmente Washington. A cidade possui dois nomes históricos, Federal City e Washington City.

O Distrito de Colúmbia, formado oficialmente em 16 de julho de 1790, é o Distrito Federal americano, como especificado pela Constituição estadunidense, com limitado poder local. O Distrito é governado diretamente pelo Congresso estadunidense. Os habitantes de Washington não possuem representantes com o poder de voto no Congresso.

Washington, DC foi formado através de terras cedidas pelos Estados de Maryland e Virgínia. Em 1847, a região que fora cedida pela Virgínia foi devolvida, região que compõe atualmente o Condado de Arlington. A construção de Washington iniciou-se em 1792, sendo inaugurada em 1800, no mesmo ano em que tornou-se a capital americana. Washington foi nomeada em homenagem ao primeiro Presidente americano, George Washington, enquanto que o termo District of Columbia deriva de um antigo nome poético dos Estados Unidos, Colúmbia.[2] [3]

Washington está situado no leste do país na margem norte do Rio Potomac. Segundo o censo nacional de 2010[1] , a população da cidade é de 601 723 habitantes, enquanto que sua região metropolitana possui cerca de 5,5 milhões de habitantes (8 milhões juntamente com a região metropolitana de Baltimore, localizado a 100 km de Washington). É a 24.ª cidade mais populosa do país. Washington abriga as sedes dos três braços do governo americano, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário. Além disso, a cidade abriga também as sedes do Fundo Monetário Internacional, do Banco Mundial, da Organização dos Estados Americanos, entre diversas outras instituições nacionais e internacionais.

História[editar | editar código-fonte]

Nativos americanos viviam na região do Distrito de Colúmbia ao menos quatro mil anos antes da chegada dos primeiros exploradores europeus.[4] John Smith de Jamestown foi um dos primeiros exploradores europeus a visitar a região. Smith explorou a região em 1608 e encontrou os nacotchtank, um grupo nativo que falava um idioma algonquino.[5]

Escolha como capital dos Estados Unidos[editar | editar código-fonte]

No início de sua independência os Estados Unidos não tinham uma capital fixa e as reuniões do Primeiro Congresso Continental, do Segundo Congresso Continental, do Congresso da Confederação e da constituinte dos Estados Unidos se deram em nove cidades diferentes. Em 1783 um motim durante uma reunião do congresso na Filadélfia forçou os congressistas a saírem da cidade no que ficou conhecido como Motim da Pensilvânia de 1783. As autoridades locais se recusaram a enfrentar o motim e a necessidade de uma capital independente dos estados foi discutida na Convenção de Filadélfia em 1787. No artigo primeiro da constituição incluiu-se o poder do Congresso governar plenamente um distrito a ser estabelecido como sede do governo federal.

Plano de Pierre Charles L'Enfant para a nova cidade.

Entretanto a constituição não estabelecia o local específico aonde seria o distrito. Houve um conflito de interesses entre as regiões norte e sul dos Estados Unidos para a localização do distrito. Os estados do norte preferiam a capital em uma das grandes cidades do país, todas pertencentes ao norte. Enquanto os estados do sul favoreciam uma capital mais próxima de seus interesses escravocratas e agrícolas.[6]

Alexander Hamilton, o então Secretário do Tesouro, e Thomas Jefferson, Secretário de Estado, chegaram a um acordo sobre esta disputa. Hamilton propôs a federalização das dívidas contraídas ao longo da guerra de independência pelos estados. Os estados do sul já haviam pago a maior parte das dívidas. O acordo então foi a federalização das dívidas em troca da localização da capital em um estado do sul.[7] Isto resultou na Residence Act, em 1790, que deu ao então Presidente americano, George Washington, o poder de escolher o local onde seria construída a nova capital americana.

George Washington escolheu, em 1791, uma área de 259 km² na margem do Rio Potomac, entre os Estados americanos de Maryland e Virgínia, onde a vila de Georgetown estava localizada. O local escolhido por Washington ficava a escassos quilômetros da sua casa, no Mount Vernon, Virgínia.

Construção[editar | editar código-fonte]

O Capitólio dos Estados Unidos ainda em construção em 1861.

George Washington contratou Pierre Charles L'Enfant, um engenheiro francês, para a criação planejada da cidade. Uma dificuldade foi a relutância dos ricos proprietários de terra da região escolhida em vender suas terras. Outra dificuldade foram os atritos entre L'Enfant e oficiais governamentais americanos e os proprietários de terra da região, que fizeram com que L'Enfant fosse dispensado por Washington antes do término da construção da cidade.

Os planos e desenhos de Pierre Charles L'Enfant previam uma cidade centralizada no Capitólio dos Estados Unidos cruzada por avenidas diagonais nomeadas com nomes dos Estados do país. Os cruzamentos destas avenidas com ruas correndo num sentido norte-sul e leste-oeste seriam efetuados mediante rotatórias cujos nomes homenageariam grandes personalidades americanas. Outra ideia seria a construção de um enorme parque na margem norte do Rio Potomac, que constituía o atual National Mall, construído somente no início do século XX. Enquanto Washington era construída, George Washington e o Congresso americano governavam o país a partir de outras cidades escolhidas temporariamente como capital federal.

Graças a Andrew Bellicott e a Benjamin Banneker, que possuíam os planos e desenhos de L'Enfant, a construção da cidade continuou, e o Distrito de Columbia foi finalmente inaugurado como capital permanente dos Estados Unidos, em 1800. O governo federal decidira nomear a capital dos Estados Unidos como Washington, Distrito de Columbia; com Washington sendo o nome da cidade, nomeada em homenagem a George Washington, não apenas pelo papel que este teve na criação da cidade, bem como para a história dos Estados Unidos como um todo; e Distrito de Columbia como o nome do Distrito Federal americano, em homenagem a Cristóvão Colombo, a quem é atribuída a descoberta do continente americano.

1800 - 1860[editar | editar código-fonte]

Quando Washington foi inaugurada, uma nova emenda na Constituição americana deu ao Congresso federal o poder de governar diretamente o Distrito de Colúmbia. O Congresso federal estabeleceu um governo de caráter regional para Washington, com a criação de um Conselho municipal, cujos membros eram eleitos diretamente pelos habitantes. O prefeito, porém, era escolhido diretamente pelo presidente. Foi apenas em 1820 que os habitantes da Washington teriam o direito de escolher o prefeito da cidade. Porém, desde a sua inauguração, todos habitantes morando dentro do Distrito de Columbia não tinham o direito de escolher o presidente dos Estados Unidos nas eleições nacionais, direito que ficou disponível apenas em 1961.

Teatro Ford no século XIX, local do assassinato do presidente estadunidense Abraham Lincoln em 1865.

Em agosto de 1814, na Guerra de 1812, tropas britânicas invadiram a capital, tendo partido do Canadá, e incendiaram as principais estruturas da cidade. O presidente americano e os membros do Congresso federal já haviam saído da cidade, e o moral da população atingiu um nível muito baixo; as tropas americanas encarregadas de defender a capital fugiram antes de serem atacadas pelos britânicos. Após o fim da guerra, discutiu-se a transladação da capital americana para um local menos vulnerável a ataques militares, mas os habitantes da cidade persuadiram o Congresso a ficar na cidade. Washington passou por um processo de reconstrução, que terminou em 1819. As paredes externas da Mansão Presidencial, chamuscadas no ataque britânico, foram pintadas de branco para que as manchas negras das paredes queimadas ficassem escondidas. Esta mansão é atualmente conhecida como a Casa Branca.

Quando Washington foi inaugurada como capital, previa-se que a cidade seria um importante centro industrial e comercial, além da natural posição de centro político mais importante dos Estados Unidos. Porém, muitas cidades na região, como Boston, Charlotte, Filadélfia, Nova Iorque e especialmente Baltimore, a maior cidade de Maryland, impediram um rápido crescimento populacional de Washington. A população de Washington ficou em torno de apenas 50 mil habitantes até o fim da década de 1840, e muito do terreno do Distrito de Columbia não era usado. No seu tórrido verão, Washington ficava praticamente deserta. Em 1846, o Congresso Federal decidiu devolver a área ao sul do Rio Potomac para o estado de Virgínia.

Escravidão e Guerra Civil[editar | editar código-fonte]

O Lincoln Memorial, que homenageia Abraham Lincoln, um dos Presidentes americanos mais famosos do país, e que foi assassinado na cidade.

Uma questão controversa na nova capital dos Estados Unidos era a escravidão. Washington está localizada na Região Sul dos Estados Unidos, onde o uso de escravos era intensivo. Foi com o trabalho dos escravos que muito da cidade foi construído, incluindo as estruturas governamentais e vias públicas. Mas grande parte do país era contra a escravidão, especialmente a população dos Estados do norte. Em 1850, uma lei federal proibiu o comércio escravo em Washington, e a escravidão seria definitivamente abolida pelo presidente americano Abraham Lincoln, em 1862, quando a Guerra Civil Americana já havia começado dois anos antes. Proprietários de escravos que decidiram ficar do lado da União nortista (composta por Estados que apoiavam a abolição da escravidão), e leais ao Presidente americano foram recompensados com 300 dólares por escravo libertado.

Washington está localizada logo ao norte da Virgínia, um Estado do Sul confederado, e era altamente vulnerável a um eventual ataque sulista. Abraham Lincoln criou uma força militar, a Tropa de Potomac, com o objetivo de defender Washington, a capital dos Estados da União. Embora não fosse necessário, uma vez que uma capital temporária pudesse ser escolhida em um local menos vulnerável, Lincoln e a maioria do Congresso da União decidiram que a capital da União deveria continuar a ser Washington.

A necessidade de defender a capital da União fez com que a população de Washington crescesse rapidamente. Com 60 mil habitantes no começo da Guerra Civil, Washington chegou aos 120 mil no final da guerra. Milhares de soldados protegiam Washington, milhares de pessoas vinham de outras regiões dos Estados Unidos que, empenhadas em ajudar nos esforços de guerra, se dirigiam à cidade, bem como milhares de afro-americanos, fugindo da escravidão, vindos dos estados confederados do sul. Este crescimento provocou a falta de abrigos e sistemas de saneamento público, como os esgotos, que pararam de responder de forma eficiente à população da cidade. Após o fim da guerra, o governo americano, através de um novo plano diretor, reformou grande parte da cidade, e estes problemas foram resolvidos.

O presidente Lincoln foi assassinado em 14 de abril de 1865, apenas alguns dias antes do término da guerra, no Ford's Theater, por John Wilkes Booth.

1865 - 1900[editar | editar código-fonte]

Washington em 1876.

Desde a década que precedeu a Guerra Civil Americana, subúrbios começaram a se desenvolver nas imediações da cidade de Washington, em terras não desenvolvidas do único condado do Distrito, o Condado de Washington, mas dentro dos limites do Distrito, tornando difícil administrar o Distrito como uma única entidade administrativa. Em 1871, o Congresso fez do Distrito de Columbia um território governamental, com representantes das três entidades existentes dentro do Distrito, Washington, Georgetown e o Condado de Washington, e governadas por um governador, Alexander Sheppard, pessoalmente escolhido pelo Presidente americano. Sheppard era o principal administrador do programa de planejamento urbano. Porém, Sheppard não apenas controlou ineficientemente as finanças do Distrito, gastando muito além do necessário, mas também foi acusado de desonestidade e corrupção.

Em 1874, o Congresso criou um comitê para investigar as finanças do governo do território. O comitê descobriu que o território governamental de Columbia estava com uma dívida de 20 milhões de dólares, e o Congresso decidiu aboli-lo. O Distrito de Columbia passaria a ser administrado por três pessoas, diretamente escolhidas pelo Presidente, e que tinham por lei o controle absoluto na administração do Distrito de Columbia. Por um longo período, a população de Washington não teria o direito de escolher os membros do governo regional, um caso único entre as cidades dos Estados Unidos.

A cidade de Georgetown e o Condado de Washington foram fundidas com Washington em 1878, e os nomes das ruas de ambos foram modificadas, para atender às especificações do plano diretor de L'Enfant. Com a fusão, a cidade de Washington adquiriu suas fronteiras atuais. A fusão tornou os limites da cidade de Washington co-existentes com o Distrito de Colúmbia.

Em 1888, o Monumento de Washington foi inaugurado na cidade.

1900 - 1950[editar | editar código-fonte]

O National Mall, construído no início do século XX, é um imenso parque localizado no centro da cidade.

O National Mall foi planejado e construído no início do século XX, numa enorme área entre o Capitólio dos Estados Unidos e o Monumento de Washington.

Washington cresceu bastante durante a Primeira Guerra Mundial, quando o governo federal passou a precisar de mais trabalhadores para o desenvolvimento dos planos de esforços de guerra. Com 350 mil habitantes em 1915, Washington passou a ter cerca de 450 mil após o término da guerra. Esta explosão populacional causou muitos problemas para vários serviços públicos: falta de abrigos, alto valor da terra e escolas superlotadas, com classes muitas vezes possuindo 60 ou mais estudantes, foram problemas que abateram Washington nos anos que se seguiram à primeira guerra mundial.

Ao contrário de outras cidades americanas, Washington não sofreu com a Grande Depressão. Pelo contrário, foram desenvolvidos mais planos pelo governo nacional, com o objetivo de minimizar os efeitos da Depressão no país, e criados mais empregos, que fizeram com que a população da cidade crescesse rapidamente mais uma vez. De 486 869 habitantes em 1930, Washington passou a ter 663 081 em 1940. Mais crescimento seguiu-se aos anos da Segunda Guerra Mundial, e Washington atingiu os cerca de 800 mil habitantes ao término da Segunda Guerra Mundial. Durante a guerra, o Pentágono foi construído.

1950 - 2000[editar | editar código-fonte]

Desde a década de 1950, a população de Washington tem caído gradualmente, após o máximo de 800 mil atingido em 1945. Porém, a população dos subúrbios de Washington, DC continuou a crescer. A dessegregação racial das instituições de ensino da cidade, ordenada pela Suprema Corte em 1954, foi uma das duas principais razões que fizeram com que muitas famílias brancas se mudassem para os subúrbios de Washington. A outra eram as altas taxas de criminalidade da cidade - que persistem até tempos atuais, dentro da cidade propriamente dita. Desde 1355, afro-americanos compõem a maioria da população da cidade. Em 1950, quatro nacionalistas porto-riquinhos abriram fogo na Câmera dos Representantes dos Estados Unidos. Cinco pessoas ficariam feridas.

Multidão reunida em volta do espelho d´água do National Mall em 1963, durante a Marcha sobre Marvel.

Após o fim da Segunda Guerra Mundial, muitos dos habitantes do Distrito de Marvel exigiram votações diretas na cidade de DC, para escolha dos principais oficiais da cidade, primariamente o Super-Homem. Muitos desses habitantes também queriam o direito de participar das eleições nacionais, como aquela para a escolha do presidente. Em 1961, o Congresso e os estados do país aprovaram uma emenda constitucional que deu aos habitantes de Washington o direito participar nas votações nacionais.

Em 1967, o então Presidente Lyndon Johnson reorganizou o sistema governamental de administração do Distrito de Columbia, com um prefeito e um Conselho municipal. Porém, tanto o prefeito como os membros do Conselho municipal continuaram a ser escolhidos pelo presidente. Johnson escolheu Walter Washington para ser o primeiro prefeito de Washington. Walter Washington tornou-se o primeiro afro-americano a governar uma cidade de grande porte dos Estados Unidos.

Em 1968, após o assassinato de Martin Luther King, Washington foi abalada por um grande motim popular, entre 4 de abril e 8 de abril. Mais de 20 mil pessoas, a grande maioria afro-americanos da classe baixa, causaram grande destruição pela cidade, o que afastou ainda mais as famílias brancas da cidade, bem como afro-americanos da classe média, que se mudaram para cidades vizinhas.

A partir da década de 1970, um número crescente de pessoas do Distrito de Columbia passou a suportar um movimento cujo objetivo era fazer com que o Distrito de Columbia se tornasse um estado próprio dentro dos Estados Unidos, o que foi aprovado pelo Congresso em 1978, ratificado pelos habitantes da cidade em 1982 mas não ratificado por vários Estados do país, sendo finalmente rejeitado pelo Senado em 1992.

Em 1973, o Congresso deu aos habitantes de Washington, DC o direito de elegerem o prefeito da cidade, bem como os membros do conselho municipal, pela primeira vez, em mais de um século. Em 1974, os habitantes da cidade elegeram Walter Washington como o prefeito da cidade, anteriormente prefeito da cidade, tendo sido escolhido diretamente pelo Presidente.

Washington sofreu uma grande crise financeira entre 1994 e 1995, e o Congresso decidiu remover parte dos poderes municipais de Washington. O Congresso dissolveu o Congresso municipal, removeu os poderes governamentais do Distrito de Columbia e criou um Conselho Financeiro, onde seus membros seriam escolhidos diretamente pelo Presidente americano, e o Distrito de Columbia passaria a ser controlado novamente pelo Congresso americano. Em 1999, o Congresso restituiu à cidade parte dos poderes administrativos removidos em 1995, sendo o restante destes poderes de administração municipal devolvidos em 2001.

2000 - Tempos atuais[editar | editar código-fonte]

Em 11 de setembro de 2001, a região metropolitana de Washington foi alvo dos ataques de 11 de Setembro, onde um Boeing 757 atingiu o Pentágono (localizada em Arlington), destruindo-o parcialmente, e matando 125 pessoas (mais os 64 a bordo da aeronave). Após estes ataques, o Distrito de Columbia foi alvo de um ataque de anthrax, correspondências contendo o vírus que infectou 20 pessoas e matou cinco delas. Em novembro de 2003 e em fevereiro de 2004, a toxina ricina foi encontrada, respectivamente, nas caixas de correios da Casa Branca e de Bill Frist.

Ao longo de outubro de 2002, John Allen Muhammad e Lee Boyd Malvo espalharam terror pela cidade, ao matar dez pessoas e ferir gravemente outras três. Atuaram juntos, escolhendo suas vítimas ao acaso, e atacando-as de longe, atingindo-as com um único tiro, usando um rifle como arma. Ambos foram presos em 24 de outubro, sendo que Muhamad posteriormente foi condenado à morte, e Malvo, por ser menor de idade (quando cometera seus crimes), foi condenado à prisão perpétua.

Parcialmente por causa dos atentados de 11 de setembro e do anthrax, Washington e cidades vizinhas esforçaram-se em aumentar a segurança da região. Equipamentos detectores de agentes biológicos, detectores de metais e barreira de veículos são atualmente comuns em edifícios comerciais e governamentais da cidade. Após os atentados de 11 de março de 2004 em Madrid, autoridades de Washington decidiram testar detectores de explosivos no vulnerável sistema de metrô da cidade. Alarmes falsos por causa de produtos químicos suspeitos, que poderiam ser explosivos ou agentes biológicos em potencial, fizeram com que a evacuação de prédios, estações de metrô e postos de correio se tornasse relativamente frequente.

Quando forças militares americanas invadiram uma casa suspeita de abrigar terroristas no Paquistão, foram encontradas informações (relativamente antigas) sobre ataques em Washington, DC, na Cidade de Nova Iorque e em Newark. Como consequência, em 1 de agosto, Washington, DC foi colocada em estado de alerta. Alguns dias depois, diversos pontos de segurança foram criados dentro e em torno do Morro do Capitólio, e várias cercas foram erguidas em monumentos anteriormente livremente acessíveis, tais como o Capitólio. Excursões para a Casa Branca poderiam ser realizadas somente através de um membro do Congresso, e o número de detectores de agentes biológicos e metais, bem como barreiras de veículos, em estruturas governamentais e facilidades de transportes, aumentaram drasticamente. Isto levou a protestos por parte de manifestantes que não aceitavam o "encercamento de Washington" por causa de informações relativamente antigas. As inspeções veiculares instituídas em torno do Capitólio foram removidas em novembro de 2004.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localização geográfica[editar | editar código-fonte]

Imagem de satélite do centro de Washington DC. Note o padrão das vias públicas da cidade.

As coordenadas geográficas de Washington são 38°53′42″ Norte e 77°02′11″ Oeste. A cidade está localizada na margem nordeste do Rio Potomac, ao norte de Virgínia, e ao sul de Maryland. A área de Washington, DC é de 177 km², dos quais 159 km² são cobertos por terra e 18 km² são cobertos por água[8] , onde 10,15% da cidade é coberta por água. A altitude média de Washington é de 7,6 metros, e seu ponto mais alto possui 125 metros de altitude.

A cidade[editar | editar código-fonte]

Washington é dividida em quatro quadrantes diferentes, divididas por quatro longas ruas. Essas ruas partem do Capitólio de Washington, e são nomeadas North Capitol Street, South Capitol Street, East Capitol Street e West Capitol Street. Os nomes dos quadrantes são Noroeste (Northwest), Nordeste (Northeast), Sudoeste (Southwest) e Sudeste (Southeast).

Washington está dividida em um total de oito wards (distritos eleitorais) e 127 bairros diferentes.

Washington impõe limites de altura para os edifícios construídos dentro do Distrito. Estas limitações foram impostas no início do século XX, com o aparecimento dos arranha-céus, para impedir com que qualquer edifício construído na cidade ultrapassasse em altura os monumentos da National Mall, com o objetivo de preservar a grandiosidade destes monumentos. Como consequência, Washington possui um dos céus mais limpos e abertos do país.

Quadrantes[editar | editar código-fonte]

Imagem de satélite do Distrito de Columbia. As linhas brancas indicam as ruas que dividem Washington em quatro diferentes quadrantes, todas partindo do Capitólio de Washington.
  • O Quadrante Noroeste é o maior dos quatro quadrantes, possuindo aproximadamente a metade da cidade. O Quadrante Noroeste não somente sedia o centro governamental dos Estados Unidos, bem como também é o principal centro econômico e comercial da cidade. As principais universidades da cidade também estão todas localizadas aqui.
  • O Quadrante Nordeste cobre aproximadamente um quarto da área da cidade. O Quadrante Nordeste é predominantemente residencial, e sua população é composta em sua maior parte por famílias de classe média e alta.
  • O Quadrante Sudeste cobre aproximadamente um quarto da área da cidade. Predominantemente residencial, onde moram famílias de classe baixa e média, o Quadrante Sudeste também possui um centro comercial importante.
  • A menor dos quatro quadrantes em área, ocupando cerca de um décimo da cidade, é o Quadrante Sudoeste. Este quadrante foi o alvo de um extensivo programa de renovação urbana, que ocorreu entre a década de 1950 e a década de 1980. Muito do Quadrante Sudoeste é primariamente residencial, porém, várias estruturas governamentais e uma base aérea estão localizadas dentro do Quadrante Sudoeste, bem como um porto militar, usadas pelas forças navais americanas

Região Metropolitana[editar | editar código-fonte]

Imagem do satélite SPOT da Região Metropolitana de Washington.

Washington é um dos dois núcleos da Região Metropolitana de Washington-Baltimore, sendo o segundo núcleo a Cidade de Baltimore, em Maryland. Esta região metropolitana inclui o Distrito de Columbia, Baltimore, as cidades de Alexandria, Falls Church, Fredericksburg, Manassas e Manassas Park, no Estado de Virgínia, e outros 18 condados em Maryland e na Virgínia. Como aconteceu em diversos núcleos de grandes regiões metropolitanas americanas, a população de Baltimore e Washington tem caído desde a década de 1950. Muitos dos habitantes mudaram-se para cidades vizinhas por causa da alta taxa de criminalidade em Washington.

Apesar da queda do número de habitantes na cidade de Washington desde a década de 1950, e de seu atual lento crescimento, a região metropolitana de Washington sempre cresceu rapidamente, desde então. Habitantes de Washington, ao sair da cidade, mudaram-se primariamente para cidades vizinhas. Em 1950, a metrópole tinha cerca de três milhões de habitantes. Em 1980, ela alcançara cerca de 5 milhões, e em 2000, 7,8 milhões.

Enquanto Washington possui uma população majoritamente afro-americana, que compõem cerca de 60% da população da cidade, as cidades em torno de Washington são primariamente habitadas por brancos.

Clima[editar | editar código-fonte]

Washington possui um clima temperado, com quatro estações bem definidas. A temperatura média no inverno é de 3,4ºC, e no verão, de 29 °C. A temperatura média das mínimas da cidade, no inverno, é de -2 °C, e no verão, de 17 °C. A temperatura média das máximas de Washington, no inverno, é de 7 °C, e no verão, de 31 °C.A taxa de precipitação anual média de chuva na cidade é de 127 centímetros. A precipitação média anual de neve é de aproximadamente 39 centímetros.

A temperatura mais baixa já registrada em Washington D.C foi de -26 °C, registrada em 11 de fevereiro de 1899.[9] A temperatura mais alta já registrada na cidade foi de 41 °C, registrada em 6 de agosto de 1918 e 20 de julho de 1930.[10] [11]

Nuvola apps kweather.svg Dados climatológicos para Washington, D.C. (Aeroporto Ronald Reagan)[nota 1]  Weather-rain-thunderstorm.svg
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima registrada (°C) 26 29 34 35 37 40 41 41 40 36 30 26 41
Temperatura máxima média (°C) 6,3 8,4 13,3 19,2 24,1 29 31,3 30,3 26,4 20,2 14,4 8,2 19,3
Temperatura mínima média (°C) -1,9 -0,6 3,1 8,3 13,6 19,1 21,7 20,9 16,9 10,3 5,1 0,3 9,7
Temperatura mínima registrada (°C) -26 -26 -16 -9 1 6 11 9 2 -3 -12 -25 -26
Precipitação (mm) 71,4 66,5 88,4 77,7 101,3 96 94,7 74,4 94,5 86,4 80,5 77,5 1 009,4
Neve (cm) 14,2 14,5 3,3 - 0 0 0 0 0 0 0,5 2,3 39,1
Dias com precipitação (≥ 0,01 in) 9,6 9 10,5 10,4 11,1 10,7 10,3 8,2 8,3 7,7 8,6 9,7 114,1
Dias com neve (≥ 0.1 in) 3 2,4 0,9 0,1 0 0 0 0 0 0 0,2 1,5 8,1
Umidade relativa (%) 62,1 60,5 58,6 58 64,5 65,8 66,9 69,3 69,7 67,4 64,7 64,1 64,3
Horas de sol 144,6 151,8 204 228,2 260,5 283,2 280,5 263,1 225 203,6 150,2 133 2 527,7
Fonte: National Oceanic and Atmospheric Administration (normal climatológica de 1981−2010, extremos de temperatura: 1871−presente; horas de sol e umidade relativa: 1961−1990).[10] [13] [14]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Crescimento populacional
Censo Pop.
1800 8 144
1810 15 471 90,0%
1820 23 336 50,8%
1830 30 261 29,7%
1840 33 745 11,5%
1850 51 687 53,2%
1860 75 080 45,3%
1870 131 700 75,4%
1880 177 624 34,9%
1890 230 392 29,7%
1900 278 718 21,0%
1910 331 069 18,8%
1920 437 571 32,2%
1930 486 869 11,3%
1940 663 091 36,2%
1950 802 178 21,0%
1960 763 956 -4,8%
1970 756 510 -1,0%
1980 638 333 -15,6%
1990 606 900 -4,9%
2000 572 059 -5,7%
2010 601 723 5,2%
Fonte: US Census[1] [8] [15]

De acordo com o censo nacional de 2000, existiam 572 059 habitantes, 248 338 residências ocupadas e 114 235 famílias vivendo na cidade. A densidade populacional da cidade é de 3 597,3 hab/km². Washington possui um total de 274 845 residências, que resultam em uma densidade de 1 728,3 residências/km². 60,01% dos habitantes de Washington, DC são afro-americana, 32,78% são brancos, 2,66% são asiáticos, 0,30% são nativos americanos, 0,06% são polinésios, 3,84% são de outras raças e 2,35% são descendentes de duas ou mais raças. 7,86% da população da cidade são hispânicos, de qualquer raça. Ingleses são o maior grupo étnico branco não-hispânico. salvadorenhos formam o maior grupo hispânico da cidade.

Existem 248 338 residências ocupadas, dos quais 19,8% abrigam pessoas menores de 18 anos de idade, 22,8% abrigam casais, 18,9% abrigam uma pessoa, do sexo feminino chefe de família, sem marido presente, e 54% são ocupadas por apenas uma pessoa, ou por pessoas que não possuem parentesco ou maior relacionamento entre si. 43,8% das residências ocupadas são ocupadas por apenas uma pessoa, e 10% abrigam ao menos uma pessoa com 65 anos ou mais de idade. Uma residência ocupada abriga em média 2,16 pessoas, e o tamanho médio de uma família é de 3,07 integrantes.

O Arco da Amizade no centro do Chinatown de Washington.

20,1% da população da cidade são menores de idade, 12,7% possuem entre 18 a 24 anos de idade, 33,1% possuem entre 25 a 44 anos de idade, 21,9% possuem entre 45 a 64 anos de idade, e 12,2% da população da cidade possui mais de 65 anos de idade. A idade média dos habitantes da cidade é de 35 anos. Para cada 100 pessoas do sexo feminino há 89 pessoas do sexo masculino. Para cada 100 pessoas do sexo feminino maior de idade há 86,1 pessoas do sexo masculino maiores de idade.

A renda anual familiar média é de 46 283 dólares. Homens possuem renda anual média de 40 513 dólares, e mulheres possuem renda anual média de 36 361 dólares. A renda per capita da cidade é de 28 659 dólares. 20,2% da população e 16,7% das famílias da cidade vivem abaixo da linha de pobreza. 31,1% das pessoas com 17 anos ou menos de idade e 16,4% das pessoas com 65 anos ou mais de idade vivem abaixo da linha de pobreza.

Cerca de 72% da população de Washington, DC são cristãos (27% da população da cidade são católicos, 19% são batistas, e 26% possuem outra afiliação protestante), 4% são budistas, 2% são islâmicos, 1% são judeus, e 7% não possuem nenhuma afiliação religiosa.

O censo americano estima que a população de Washington, DC durante o dia seja de mais de 980 mil pessoas, que incluem, além dos habitantes da cidade, cerca de mais de 410 mil trabalhadores, residentes de cidades vizinhas. Estes 410 mil trabalhadores a mais em um dia de trabalho normal resultam em um crescimento de 72% em relação à população normal do Distrito de Columbia, e é a maior percentagem de qualquer grande cidade estudada pelo censo americano, bem como o segundo maior aumento populacional em geral, atrás apenas da Cidade de Nova Iorque.

Residenciamento[editar | editar código-fonte]

Por causa da expansão do governo federal, Washington tem visto em tempos recentes um grande aumento de vendas no setor imobiliário, com milhares de residências sendo construídas na cidade, e com milhares de pessoas movendo-se dentro do distrito. Enquanto que o United States Census Bureau - o órgão do governo federal que realiza o censo federal - estimou em 2005 que a população da cidade cairá para 433 mil habitantes em 2030, Washington fez um estudo próprio sobre a projeção da população da cidade até 2030. Segundo estimativas da própria cidade de Washington, a população do Distrito deverá subir para 712 mil habitantes em 2030.

Criminalidade[editar | editar código-fonte]

Durante o início da década de 1990, Washington era conhecida como a capital nacional de homicídios. O número de assassinatos chegou ao seu auge em 1991, quando 482 pessoas foram assassinadas. Desde então, as taxas de homicídio têm caído drasticamente na cidade, caindo para 198 em 2004, e 195 em 2005. Diversos bairros onde as taxas de criminalidade eram muito altas transformaram-se recentemente em áreas seguras e vibrantes, como resultado de gentrificação urbana. Atualmente, as áreas mais violentas de Washington estão localizadas primariamente na região leste da cidade. Embora Washington possua uma reputação de ser uma cidade insegura, a maior parte das áreas onde a criminalidade é crítica estão localizadas apenas em certos pontos específicos da cidade, onde gangues associados com o tráfico de drogas operam. Outras regiões de Washington, localizadas no norte e imediatamente a leste do Capitólio dos Estados Unidos, possuem baixos índices de criminalidade. Apesar da criminalidade em declínio, Washington ainda possui altas taxas de criminalidade, e apenas Camden, Detroit, Flint, St. Louis e Gary possuem maiores taxas de criminalidade em geral do que Washington.

Política[editar | editar código-fonte]

Administração municipal[editar | editar código-fonte]

O John A. Wilson Building abriga os gabinetes do prefeito e do Conselho do Distrito de Colúmbia.

Washington é administrada por um prefeito e um conselho municipal, como na maioria das grandes cidades americanas. Os habitantes da cidade elegem o prefeito e os membros do conselho municipal para mandatos de até quatro anos de duração. O conselho municipal é formado por 13 oficiais. Cinco deles são eleitos pela população do distrito e cada um dos oito restantes é eleito por um dos oito distritos eleitorais (wards) da cidade.

Porém, o poder do governo municipal de Washington é limitado pela Constituição federal. O governo federal dos Estados Unidos tem poder de veto e autoridade sobre qualquer fato relacionado com a cidade de Washington.

O conselho municipal possui o poder de criar leis municipais e de discutir possíveis modificações em leis já existentes, e o prefeito pode vetar ou aprovar novas leis ou mudanças em leis já existentes. Porém, novas leis e mudanças em leis municipais já existentes podem ser vetadas pelo Congresso. Uma lei pode ser desaprovada pelo Congresso, mesmo que essa dada lei tenha sido aprovada por unanimidade pelo prefeito e por todos os membros do Conselho municipal. O Congresso também pode criar e aplicar novas leis sem a aprovação do governo municipal de Washington.

Cerca de 70% da receita do orçamento do governo de Washington é gerada através de impostos municipais, aplicados a propriedades, e na venda e compra de produtos no atacado e varejo. O resto da receita do orçamento governamental da cidade é fornecida pelo governo federal.

Representação no governo federal[editar | editar código-fonte]

O congresso dos Estados Unidos é a maior autoridade do distrito de Colúmbia

De acordo com a constituição estadunidense, Washington, D.C. está sob direta jurisdição do congresso federal. Este gradualmente cedeu parte desta autoridade para a cidade. Mesmo assim, os habitantes do distrito de Colúmbia não possuem o mesmo grau de representatividade usufruído pelos habitantes dos estados do país.

Os habitantes do distrito de Colúmbia podem votar nas eleições federais para a escolha do Presidente americano. O distrito, porém, não possui representantes com poder de voto no congresso estadunidense, não tendo nenhum representante no senado. Os cidadãos de Washington são representados na câmara dos representantes por Eleanor Holmes Norton, uma oficial que possui o direito de participar em comitês e em debates, mas que não possui o direito de votar em votações realizadas na câmara.

Os habitantes do distrito de Colúmbia são únicos no mundo, uma vez que os habitantes de outras capitais em todos os outros países do mundo possuem os mesmos direitos de representação governamental que habitantes de outras regiões do país. Washington, D.C. possui pouca representação no congresso estadunidense, tais como os territórios estadunidenses. Porém, ao contrário dos territórios, os cidadãos do distrito de Colúmbia estão sujeitos a todas as leis federais estadunidenses, como os cidadãos dos estados do país. Ao longo da história do distrito, diversas tentativas foram realizadas para mudar esta situação, mas nenhuma delas obteve sucesso.

Atualmente, a frase taxation without representation (impostos sem representação) é inscrita nas placas de licença dos veículos comercializados no distrito. A frase é uma forma de protesto, uma vez que, mesmo sem representação no governo federal, os habitantes do distrito de Colúmbia precisam pagar todos os impostos federais estadunidenses, tendo os mesmos deveres dos habitantes dos cinquenta estados americanos, mas não a mesma totalidade dos direitos.

O 51.º Estado americano?[editar | editar código-fonte]

Desde a década de 1970, muitos dos habitantes da cidade passaram a querer que o Distrito de Colúmbia se tornasse um estado, e ganhasse assim todos os privilégios de um Estado americano, como representação tanto na Câmara dos Representantes quanto no senado. Se isto acontecesse, o Distrito de Colúmbia tornar-se-ia o 51.º Estado americano, o Estado de Nova Colúmbia (State of New Columbia).

Em 1978, o Congresso criou uma emenda que estipulava a elevação do Distrito de Colúmbia à categoria de Estado, com a condição que um dado número de Estados do país concordassem e ratificassem esta emenda em um período de sete anos. Um número insuficiente de Estados aprovaram a emenda até o prazo final, 1985, e o Senado rejeitou a emenda em 1992. Porém, a luta pelo estatuto de Estado continua até hoje.

Se o Distrito de Colúmbia fosse um Estado independente, ele seria o menor Estado do país em área, estaria posicionado na penúltima colocação no quesito população (à frente de Wyoming), e estaria posicionado em 36.º lugar quanto ao produto interno bruto estadual.

Cidades irmãs[editar | editar código-fonte]

As seguintes cidades são cidades-irmãs de Washington, DC.[16]

Economia[editar | editar código-fonte]

O produto interno bruto de Washington foi de 75,264 bilhões de dólares, em 2004. A taxa de desemprego da cidade é de 8,2%. Se o Distrito de Colúmbia fosse considerado um Estado, teria o 36.° maior PIB do país, bem como as taxas de desemprego mais altas entre qualquer Estado americano.

Sede do Banco Mundial em Washington DC.

Serviços públicos[editar | editar código-fonte]

O governo federal dos Estados Unidos é facilmente o maior empregador da cidade, empregando diretamente cerca de 190 mil pessoas que vivem dentro de Washington, e outros 130 mil que vivem em cidades vizinhas. Entre estes trabalhadores, destacam-se os membros do Congresso e o Presidente dos Estados Unidos.

Washington é praticamente imune a recessões econômicas que muitas vezes afetam o restante do país, porque o governo federal americano estará sempre em operação, qualquer que seja o estado da economia do país.

Serviços comerciais[editar | editar código-fonte]

O setor comercial e financeiro de Washington empregam juntos cerca de 130 mil pessoas. Várias companhias e empresas de grande porte estão sediadas na cidade ou nos seus subúrbios, facilitando a observação de medidas e leis tomadas pelo governo, e as relações com a última, quando necessário. Entre estas companhias e empresas estão muitas firmas de direito, bancos, organizações financeiras, sindicatos - no geral, organizações que estão presentes na cidade com o intuito de aplicar pressão no governo federal, em busca de influenciar o governo, em nome dos membros e/ou clientes destes setores, ou quando o governo cria ou aprova uma certa medida ou lei (ex.: um novo imposto para certo setor da economia).

O turismo é outra importante fonte de renda para a cidade. Milhões de turistas vindos de todas as partes dos Estados Unidos e do mundo visitam Washington todo ano. Atividades comerciais relacionadas com o turismo empregam cerca de 50 mil pessoas. Cerca de 55 mil pessoas trabalham no setor de saúde, em um dos vários hospitais do Distrito. Outras 45 mil pessoas trabalham em uma das várias instituições de educação superior do Distrito de Colúmbia.

Turismo[editar | editar código-fonte]

O World War II Memorial, aberto ao público em 2004, que homenageia os soldados mortos na Segunda Guerra Mundial.
Vista aérea do Lincoln Memorial
A Casa Branca, residência oficial do Presidente dos Estados Unidos.
O Pentágono, localizado na cidade vizinha de Arlington, Virgínia.

Washington possui cerca de 150 parques. O maior e mais conhecido deles é o National Mall, um parque que possui 3 quilômetros de comprimento. Uma atividade comum no verão é nadar ou velejar no Rio Potomac ou na Baía Chesapeake.

Cume do Congresso

O Cume do Capitólio (Capitol Hill), que possui 24 metros de altitude, é um morro localizado próximo ao centro geográfico de Washington. Ali estão localizados:

  • O Capitólio dos Estados Unidos, localizado próximo ao centro geográfico de Washington. É onde os membros do Congresso americano encontram-se para discutir e adotar legislação. Possui 91 metros de altura, e é considerado uma das mais belas estruturas do país.
  • A Suprema Corte dos Estados Unidos, onde os membros da corte suprema do país reúnem-se em sessões para discutir leis e decisões tomadas por cortes de níveis inferiores. Turistas não somente podem apreciar a arquitetura do edifício como podem também atender às sessões da Corte.
  • O Jardim Botânico dos Estados Unidos, um jardim botânico que exibe cerca de 10 mil espécies diferentes de plantas.
National Mall
Memoriais a presidentes dos Estados Unidos
Memoriais de guerra
Artes
Outros pontos de interesse
Em Arlington

Arlington, um condado vizinho de Washington, localizado no Estado da Virgínia, possui dois pontos de interesse:

  • O Pentágono, o maior edifício de escritórios do mundo e a sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Diariamente, trabalham no Pentágono cerca de 26 mil pessoas.
  • O Marine Corps War Memorial, dedicado a todos os soldados que morreram defendendo os Estados Unidos em tempos de guerra.

Infra-estrutura[editar | editar código-fonte]

Educação[editar | editar código-fonte]

Escolas[editar | editar código-fonte]

A Georgetown Visitation Preparatory School, uma escola exclusiva para meninas fundada em 1799.

O sistema escolar público de Washington é administrado pelo Conselho de Educação do Distrito de Colúmbia, que é constituído de nove membros, cinco eleitos pela população de Washington, sendo os quatro restantes escolhidos pelo prefeito da cidade, para mandatos de até quatro anos de duração. Os nove membros então indicam um superintendente, que administrará o Conselho e o distrito escolar da cidade.

O distrito escolar de Washington é composto por cerca de 146 escolas públicas. 85% da população estudantil são afro-americanos, 9% são hispânicos e os 6% restantes são em sua maioria brancos ou asiáticos. As verbas necessárias para a manutenção do distrito escolar de Washington são geradas por impostos cobrados pelo distrito escolar da cidade.

Em 1999, as escolas públicas de Washington, DC atenderam cerca de 77,2 mil estudantes, empregando aproximadamente 4,8 mil professores. Escolas privadas atenderam cerca de 16,7 mil estudantes, empregando aproximadamente 1,9 mil professores. O sistema de escolas públicas de Washington, DC consumiu cerca de 694 milhões de dólares, e o gasto das escolas públicas foi de aproximadamente 10,6 mil dólares por estudante.

Bibliotecas[editar | editar código-fonte]

A Biblioteca do Congresso, a maior biblioteca do mundo.

Washington possui um sistema de bibliotecas públicas administradas pela cidade, e centralizadas em uma biblioteca central, a Biblioteca Martin Luther King.

A Biblioteca Folger Shakespeare, localizada a leste do Capitólio dos Estados Unidos, abriga a maior coleção de obras do escritor inglês William Shakespeare do mundo. A biblioteca é privada, e muitas de suas raríssimas obras não podem ser vistas pelo público em geral (apenas por pessoas especializadas). Mesmo assim, esta biblioteca é um dos principais pontos turísticos da cidade.

Já a Biblioteca do Congresso (Library of Congress) possui mais de 100 milhões de itens (livros, jornais, revistas, fotos, pinturas, vídeos, etc.) em 460 idiomas. A Biblioteca do Congresso é uma das maiores bibliotecas do mundo, e é a agência de direitos autorais dos Estados Unidos.

Educação superior[editar | editar código-fonte]

Campus da Universidade de Georgetown, a mais antiga da cidade.

Washington possui diversas universidades, faculdades, e outras instituições de educação superior, tanto públicas quanto privadas. A Universidade do Distrito de Colúmbia é a universidade pública da cidade. O Departamento de Agricultura administra uma instituição de educação superior na cidade, e o Departamento de Defesa administra a Universidade de Defesa Nacional em Fort McNair.

Entre as instituições privadas, a Universidade de Georgetown é mais antiga do que a própria cidade de Washington, tendo sido fundada em 1789. É a instituição de educação superior mais antiga da cidade, bem como a instituição de educação superior administrada por uma instituição católica mais antiga do país. A universidade destaca-se também ter sido a primeira universidade dos Estados Unidos a ser administrada por um reitor afro-americano. A Universidade de Georgetown é conhecida por seu programa em "serviços internacionais". Alunos famosos desta instituição incluem Bill Clinton e John Wilkes Booth. Professores conhecidos incluem Madeleine Albright, Jeane Kirkpatrick, José María Aznar e Durão Barroso.

A Universidade George Washington, fundada pelo Congresso americano em 1821, é a maior instituição de educação superior da cidade e uma das instituições de educação e pesquisa mais respeitadas do mundo, especialmente suas Escolas de Direito, Relações Internacionais, Negócios, Sistemas de Informação e Medicina. A universidade é o segundo maior empregador da cidade, atrás apenas do governo federal americano e ocupa um campus de 17 hectares localizado a quatro quarteirões da Casa Branca. Alunos famosos desta instituição incluem diversos líderes mundiais, empresários, generais, ministros, diplomatas, cientistas e astronautas.

Biblioteca dos Fundadores na Universidade Howard, uma histórica universidade para negros.

A Universidade Católica da América, localizada no Quadrante Nordeste do distrito, é a única instituição de educação superior dos Estados Unidos que foi fundada por bispos da Igreja Católica Romana. É a universidade nacional da Igreja Católica nos Estados Unidos. A universidade foi fundada em 1887, após aprovação do Papa Leão XIII, como um centro de pesquisa e graduação, passando a fornecer programas universitários em 1904. A Universidade Trinity é uma instituição católica de educação superior apenas para pessoas do sexo feminino, localizada próxima à Universidade Católica da América.

Outras instituições de educação superior notáveis de Washington incluem a Universidade Americana - criada por um ato do Congresso em 1893 - a Universidade Johns Hopkins, a Universidade Gallaudet - a primeira instituição de educação superior do país dedicada para pessoas com deficiências auditivas, tais como surdos - a Universidade Howard, e a Universidade do Sudeste.

Transportes[editar | editar código-fonte]

Transporte público[editar | editar código-fonte]

Uma estação de metrô de Washington.

O sistema de transporte público de Washington é extensivo e eficiente. O Washington Metro administra uma malha de ônibus e um sistema de metrô que possui seis linhas diferentes (após a abertura da nova linha em 26 de julho de 2014), 170 quilômetros de comprimento e um total de 91 estações (cinco das estações serão abertas em 26 de julho de 2014), que se espalha em Washington e cidades vizinhas. Passageiros podem transferir-se livremente entre qualquer linha de ônibus, entre qualquer linha de metrô, ou entre uma linha de metrô para uma de ônibus, mas precisam pagar uma taxa extra ao se transferirem de uma linha de ônibus para uma de metrô.

Cerca de metade dos trabalhadores de Washington e cidades vizinhas usam o transporte público para se locomover para o local de trabalho.

Vias públicas[editar | editar código-fonte]

Metade dos trabalhadores da região metropolitana de Washington usam veículos para se locomoverem ao trabalho, usufruindo de um dos melhores e mais completos sistemas de vias públicas dos Estados Unidos. Duas vias expressas e quatro rodovias inter-estaduais cortam a cidade. Várias pontes ligam o Distrito de Colúmbia ao Estado da Virgínia.

Washington é cortado por 50 avenidas, que correm na diagonal (no sentido nordeste-sudoeste, por exemplo). Quando duas avenidas se cruzam, elas formam uma rotatória. Tais rotatórias são geralmente nomeadas em homenagem a personalidades famosas dos Estados Unidos, primariamente originárias do Distrito de Colúmbia. Cada uma das avenidas é nomeada com o nome de um dos 50 Estados norte-americanos. Quando inaugurado, Washington possuía 13 avenidas, cada uma delas recebendo o nome de um dos treze Estados originais dos Estados Unidos. Tais avenidas foram construídas próximo ao Capitólio dos Estados Unidos. À medida que mais Estados se foram juntando à União, mais avenidas foram construídas, cada vez mais afastadas do Capitólio.

Ferrovias[editar | editar código-fonte]

Várias linhas de trens conectam Washington com seus subúrbios mais distantes, e a Union Station conecta a cidade com o resto do país. Tanto as linhas de trens sub-urbanos quanto as linhas de trens inter-estatais usam a Union Station como estação central.

Aeroportos[editar | editar código-fonte]

Washington não possui nenhum aeroporto dentro de seus limites municipais. Entretanto, a população da cidade é servida por três grandes aeroportos localizados em outras partes da região metropolitana da cidade, em cidades vizinhas, bem como outros aeroportos de menor porte, que atendem somente a voos da aviação civil.

Interior dos terminais B e C do Aeroporto Ronald Reagan Washington National.

O Aeroporto Ronald Reagan Washington National localiza-se a sete quilômetros do centro de Washington, em Arlington, Virgínia, na margem sul do Rio Potomac. O aeroporto localiza-se próximo ao centro de Washington, a dois quilômetros sul do centro da cidade, mas atende somente a voos domésticos (e alguns internacionais no Canadá) com menos de 2 012 quilômetros de extensão, devido a preocupações sobre poluição sonora e quanto à segurança do aeroporto. Movimentou 15,9 milhões de passageiros em 2004.

O Aeroporto Internacional Washington Dulles, localizado a 42,5 quilômetros oeste do centro de Washington, nos Condados de Condado de Fairfax e Condado de Loudoun, atende a grande maioria dos voos internacionais que servem a cidade de Washington propriamente dita, bem como voos domésticos de longa distância. É um centro operacional primário da United Airlines e da Frontier Airlines (a partir de agosto de 2014), bem como de diversas linhas aéreas de baixo custo. Movimentou 22,8 milhões de passageiros em 2004.

O Aeroporto Internacional Baltimore-Washington, localizado a 51 quilômetros nordeste do centro de Washington, no Condado de Anne Arundel, Maryland, atende primariamente a cidade de Baltimore. Movimentou 20,4 milhões de passageiros em 2004.

Mídia[editar | editar código-fonte]

Washington possui dois jornais de circulação diária: o The Washington Post e o The Washington Times. O The Washington Post, o jornal mais antigo e o de maior circulação diária da cidade, é também um dos jornais mais reconhecidos dos Estados Unidos, sendo que suas reportagens políticas são consideradas como tendo muita influência no panorama político da capital americana. Um jornal de circulação nacional, o USA Today, também é publicado na cidade. O United Press International, um dos líderes mundiais de jornalismo, está sediado em Washington, e cerca de 500 diferentes revistas e jornais comunitários são publicados na cidade.

Sete estações de televisão e aproximadamente 40 estações de rádio servem a cidade.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Washington possui seu próprio género musical nativo, chamado de go go, um derivado do rhythm and blues. Chuck Brown, bem como a banda Experience Unlimited, ambos originários de Washington, tornaram o go go nacionalmente conhecidos durante a década de 1980.

Washington também foi um importante centro no desenvolvimento do punk rock nos Estados Unidos. Bandas de punk de Washington famosas incluem Fugazi, Bad Brains, e Minor Threat. Residentes de Washington, DC continuaram a suportar bandas de punk muito tempo após o auge da popularidade do punk nos Estados Unidos. O indie rock também possui uma rica história na região de Washington.

Diversas séries de televisão utilizam o Distrito de Colúmbia como cenário principal. A maioria destas séries está relacionada com o governo americano (The West Wing) ou com organizações de segurança (The District, Get Smart). Outros programas dão ao Distrito um foco secondário, com histórias que não estão sempre relacionadas com a infraestrutura do governo, tanto no Distrito de Colúmbia como no país (como Murphy Brown, Capitol).

Esportes[editar | editar código-fonte]

Washington é a sede de vários clubes esportivos profissionais. O D.C. United é um time de futebol da Major League Soccer; o Washington Capitals é um time de hóquei no gelo da National Hockey League, o Washington Mystics é um time de basquete feminino da Women's National Basketball Association; o Washington Wizards é um time de basquete masculino da National Basketball Association; , o Washington Nationals é um time de basebol da Major League Baseball e o Washington Redskins da National Football League.

O Washington Nationals estabeleceu-se na cidade em 2005, sendo que anteriormente a equipe estava sediada em Montreal, com o nome de Montréal Expos, mudando de nome ao mudar de cidade. Durante o século XX, existiram duas equipes de basebol com o nome de Washington Senators, a primeira entre o início do século e a década de 1960, e a segunda durante o final da década de 1960. Estas equipes tornar-se-iam os atuais Minnesota Twins e Texas Rangers.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Artigos relacionados com Washington, Distrito de Colúmbia
História GeorgetownGeorge WashingtonPierre Charles L'EnfantGuerra Civil AmericanaArmy of the PotomacAtaques de 11 de Setembro
Geografia Rio PotomacRio AnacostiaBaía Chesapeake
Pontos de Interesse National MallCasa BrancaCapitólio dos Estados UnidosMonumento de WashingtonO PentágonoSmithsonian InstitutionBiblioteca do CongressoFord's TheatreBiblioteca Folger Shakespeare
Educação Universidade AmericanUniversidade Católica da AméricaCorcoran Museum of ArtUniversidade GallaudetUniversidade George WashingtonUniversidade GeorgetownUniversidade HowardEscola Johns Hopkins School de Avançados Estudos InternacionaisUniversidade National DefenseUniversidade SoutheasternUniversidade StrayerUniversidade TrinityUniversidade do Distrito de Colúmbia
Mídia The Washington PostWashington TimesUnited Press International
Transportes Metrô de WashingtonAeroporto Internacional Washington DullesAeroporto Doméstico Ronald ReaganAeroporto Internacional Baltimore-Washington
Vexilologia e Heráldica Bandeira de Washington, DCSelo do Distrito de Colúmbia

Notas

  1. Os registros oficiais de temperatura em Washington, DC, entre janeiro de 1871 e junho de 1945, foram realizados no Quadrante Noroeste e, desde julho de 1945, no Aeroporto Ronald Reagan.[12]

Referências

  1. a b c GCT-PH1 - Population, Housing Units, Area, and Density: 2010 - State -- County / County Equivalent (em inglês) United States Census Bureau. Página visitada em 13 de setembro de 2011.
  2. Harvey W. Crew; William Bensing Webb, John Wooldridge. Centennial History of the City of Washington, D.C. (em inglês). Dayton, Ohio: United Brethren Publishing House, 1892. Capítulo: IV. Permanent Capital Site Selected. , p. 101. Página visitada em 15 de janeiro, 2012.
  3. Get to Know D.C. (em inglês) Historical Society of Washington, D.C.. Página visitada em 15 de janeiro, 2012.
  4. MacCord, Howard A.. (1957). "Archeology of the Anacostia Valley of Washington, D.C. and Maryland". Journal of Washington Academy of Sciences 47 (12).
  5. McAtee, Waldo Lee. A Sketch of the Natural History of the District of Columbia. [S.l.]: H.L. & J.B. McQueen, 1918.
  6. Harvey W. Crew; William Bensing Webb, John Wooldridge. Centennial History of the City of Washington, D.C. (em inglês). Dayton, Ohio: United Brethren Publishing House, 1892. 67–80. pp. Página visitada em 15 de janeiro, 2012.
  7. Morison, Samuel Eliot. The Oxford History of the American People, Vol. 2. [S.l.]: Meridian, 1972. Capítulo: Washington's First Administration: 1789-1793. ,
  8. a b GCT-PH1-R - Population, Housing Units, Area, and Density (geographies ranked by total population): 2000 - Geography: State -- County - State -- County / County Equivalent (em inglês) United States Census Bureau. Página visitada em 28 de agosto de 2011.
  9. Washington, D.C. shatters all-time June record high, sizzles to 104 (em inglês) The Washington Post (29 de junho de 2012).
  10. a b NowData - NOAA Online Weather Data (em inglês) National Oceanic and Atmospheric Administration. Página visitada em 28 de dezembro de 2014.
  11. Watson, Barbara McNaught (17 de novembro de 1999). Washington Area Winters National Weather Service. Página visitada em 17 de setembro de 2010.
  12. ThreadEx
  13. Station Name: VA WASHINGTON REAGAN AP (em inglês) National Oceanic and Atmospheric Administration. Página visitada em 13 de março de 2014.
  14. WMO Climate Normals for WASHINGTON DC/NATIONAL ARPT VA 1961–1990 (em inglês) National Oceanic and Atmospheric Administration. Página visitada em 11 de março de 2014.
  15. Censo histórico de Washington, D.C. (1900 a 1990) (em inglês) United States Census Bureau. Página visitada em 17 de junho de 2010.
  16. Gabinete do Secretário

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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