Seleção Brasileira de Futebol

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Seleção Brasileira de Futebol
Brasil
Alcunhas?  Verde-Amarela
Canarinho
Amarelinha
Associação Confederação Brasileira de Futebol (CBF)
Confederação CONMEBOL (América do Sul)
Material desportivo?  Estados Unidos Nike
Treinador Dunga
Capitão Thiago Silva
Mais participações Cafu (148)[1]
Artilheiro Pelé (95)[2]
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Kit shorts bra14h.png
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Uniforme
titular
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Uniforme
alternativo
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A Seleção Brasileira de Futebol é o time nacional do Brasil de futebol masculino, gerido pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que representa o país nas competições de futebol organizadas pela CONMEBOL e pela FIFA. Formada em 1914 e considerada um dos maiores símbolos do país[4] , é chamada carinhosamente de seleção verde-amarela, canarinha ou amarelinha.

É a seleção mais bem-sucedida da história do futebol mundial, sendo a recordista em conquistas em Copas do Mundo, com 5 títulos invictos(1958, 1962, 1970, 1994, 2002)[5] . Também a única seleção que venceu a Copa em três continentes distintos (Europa, América(norte e sul) e Ásia) e a ter jogado todas as edições do torneio.

Dentre outras conquistas importantes, a seleção detém 8 títulos na Copa América (1919, 1922, 1949, 1989, 1997, 1999, 2004 e 2007) e 4 da Copa das Confederações, competição na qual também é a maior vencedora da história, com os títulos de (1997, 2005, 2009 e 2013)[6] .

No total, a seleção brasileira soma 72 títulos internacionais oficiais no nível profissional e de seleções de base, o que representa um recorde mundial. Outra marca importante é do número de partidas consecutivas sem derrotas, 35, compartilhado com a Espanha.

Tem como maiores rivais no esporte a Argentina e o Uruguai, seus vizinhos de continente. Também tem histórico de grandes confrontos com as principais seleções europeias, como Alemanha, Itália, França e Holanda.

História

Antecedentes

Muito se discute sobre quem introduziu a prática do futebol no Brasil. As opiniões e pesquisas são diversificadas e muito controvérsias, que vão desde a vinda das empresas inglesas ao país por volta de 1890, passando pela chegada de navios estrangeiros, até o futebol praticado em colégios e seminários no final do século XIX.[7] [8] A história oficial conta que a chegada do "football" ao país ocorreu graças a Charles William Miller, um brasileiro filho de ingleses, que desembarcou no porto de Santos em 1894 trazendo consigo duas bolas de futebol, após ter concluído seus estudos em Southampton.[nota 1]

Entre 1906 e 1913, o futebol já se encontrava em franca ascensão, principalmente nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro, e diversos clubes e combinados estrangeiros de Argentina, Chile, Uruguai, Inglaterra, Itália e Portugal vieram ao Brasil disputar partidas amistosas.[9] [nota 2]

1914–1938: A formação e os primórdios

A primeira partida da seleção brasileira contra o Exeter City Football Club em 1914

A Seleção Brasileira foi formada pela primeira vez em 21 de julho de 1914. Fez seu primeiro jogo contra o Exeter City da Inglaterra, no campo do Fluminense Football Club, em 21 de julho daquele ano. O resultado da partida é disputado.[10] Algumas fontes afirmam que o Exeter perdeu por 2 a 0,[11] [12] , com gols de Oswaldo Gomes e Osman, enquanto outras afirmam um empate de 3 a 3,[13] [14] particularmente na mídia inglesa à época.[15] A equipe jogou ainda naquele ano em dois jogos contra a Seleção Argentina, sendo um amistoso em 20 de setembro e outro oficialmente, valendo a Copa Roca em 27 de setembro,[16] competição que visava a aproximar mais estes dois países.O Brasil venceu por 1-0 em Buenos Aires (gol de Rubens Salles), consagrando-se campeão do torneio,[17] sendo esse o primeiro de vários títulos conquistados pela seleção Canarinho.

O primeiro título relevante conquistado pela Seleção Brasileira foi o Campeonato Sul-Americano de 1919, atual Copa América,[18] com Friedenreich marcando o gol do título sobre o Uruguai, no Estádio das Laranjeiras construído pelo Fluminense para esta ocasião, já que o governo brasileiro não tinha o dinheiro para financiar este evento internacional. Em 1922, o Fluminense ampliou o seu estádio e a Seleção Brasileira conquistou o segundo título relevante de sua história, o bicampeonato do Sul Americano de Seleções.

Seleção contra a Polônia na Copa de 1938

O Brasil é a única nação a ter se classificado para todas as edições da Copa do Mundo. Contudo, as participações iniciais do país estavam longe de serem bem sucedidas. Isso se deve à disputa interna do futebol brasileiro sobre o profissionalismo. Esse fato fez com que a Confederação Brasileira de Futebol fosse incapaz de convocar times com a força total. Em particular, disputas entre as federações estaduais de São Paulo e do Rio de Janeiro (as duas mais importantes da época) significavam que a seleção seria composta por jogadores vindos de apenas uma das federações.

Tanto na Copa de 1930, quando Preguinho marcou o primeiro gol da história da Seleção Brasileira em Copas do Mundo, na estreia contra a Iugoslávia, em que o Brasil perdeu por 2 a 1, quanto na de 1934, o Brasil foi eliminado logo na primeira fase. Mas 1938 era um sinal do que viria, uma vez que o Brasil terminou em um bom terceiro lugar, com Leônidas da Silva fazendo história e terminando a copa como artilheiro e melhor jogador.

Após esta última até 1950, as edições da Copa do Mundo foram canceladas devido à Segunda Guerra Mundial.

Barbosa, goleiro da seleção na Copa de 1950

1950: A derrota em casa para o Uruguai

O Brasil sediou a Copa do Mundo de 1950, que foi o primeiro torneio a acontecer depois da II Guerra Mundial,[19] a primeira edição do torneio no Brasil. Na Primeira Fase, a Seleção Brasileira venceu por 4 a 0 o México, empatou por 2 a 2 com a Suíça (neste jogo o Brasil atuou com jogadores paulistas, pois o jogo foi no Pacaembu o único fora do Maracanã, desfigurando a seleção) e venceu a Iugoslávia por 2 a 0.

O torneio de 1950 foi único por não ter uma partida final, mas um quadrangular final, que concentrou as seleções do Uruguai, Brasil, Suécia e Espanha. Contudo, para todos os fins o jogo decisivo entre Brasil e Uruguai serviu como "final" do torneio, pela melhor campanha de ambos no quadrangular e pela partida entre os dois times ser a última da competição.

As goleadas do Brasil por 7 a 1 na Suécia e por 6 a 1 na Espanha garantiram ao Brasil uma boa vantagem frente ao Uruguai. Com isso, diante de um público de cerca de 200 mil pessoas no Estádio do Maracanã, a seleção nacional precisava apenas empatar com o Uruguai e o troféu seria dos donos da casa. O favoritismo do Brasil cresceu especialmente quando Friaça abriu o placar aos dois minutos do segundo tempo. Porém o Uruguai empatou com Juan Alberto Schiaffino e, com onze minutos faltando para o final da partida, virou o jogo com um gol de Alcides Ghiggia, tornando-se campeões mundiais pela segunda vez. Essa partida ficou conhecida na América do Sul como o Maracanazo e simbolizou o maior trauma da seleção brasileira de todas as Copas e de toda a sua história[20] .

Barbosa, o goleiro do Brasil na partida, foi acusado de ter falhado ao levar o gol da derrota e carregou até a morte o fardo da derrota[21] .

A Seleção jogou de branco até a data fatídica de 16 de julho de 1950, quando perdeu para o Uruguai. Após essa data houve um concurso para escolher o novo uniforme da equipe, tendo sido escolhidos o amarelo como cor da camiseta, o azul como cor do calção e o branco a cor dos meiões. O concurso, promovido pelo jornal Correio da Manhã, do Rio de Janeiro, foi ganho pelo professor, jornalista gaúcho e, ironicamente, torcedor do Uruguai Aldyr Garcia Schlee.

1954: A derrota para a Hungria

Para a Copa do Mundo de 1954, na Suíça, a equipe brasileira estava completamente renovada, para que a derrota do Maracanã pudesse ser esquecida, mas ainda tinha um bom grupo de jogadores, incluindo Nilton Santos, Djalma Santos, Julinho e Didi.

O Brasil não foi muito longe por duas razões principais: a necessidade que seus jogadores tinham para provar que não eram covardes (como muitos foram acusados em 1950)[carece de fontes?] e o fato de terem enfrentado a Hungria comandada por Puskás, o melhor time daquela Copa, na terceira fase.

1958–1970: A era de ouro

Jogadores da Seleção Brasileira comemoram o primeiro título mundial na Copa de 1958

1958: O primeiro título mundial

O técnico do Brasil, Vicente Feola, impôs regras estritas para a equipe para a Copa do Mundo de 1958, na Suécia. Os jogadores receberam uma lista de quarenta coisas que eles não tinham permissão de fazer, incluindo usar chapéu ou guarda-chuva, fumar enquanto vestiam uniforme oficial e conversar com a imprensa fora dos locais designados. Era o único time que havia trazido um psicólogo (por causa das memórias de 1950, que ainda afetavam alguns jogadores) ou um dentista (já que, por causa de suas origens humildes, muitos jogadores tinham problemas dentais, o que causava infecções e tinha também um impacto negativo nas performances) com eles, e haviam mandado um representante para a Europa para assistir às partidas eliminatórias um ano antes do começo do torneio.

O Brasil caiu no grupo mais difícil, com Inglaterra, URSS e Áustria. Eles bateram a Áustria por 3-0 na primeira partida, então empataram em 0-0 com a Inglaterra. Os brasileiros estavam preocupados com sua partida contra os soviéticos, que tinham um físico excepcional e eram um dos favoritos a ganhar o torneio; sua estratégia era arriscar no começo do jogo para tentar marcar um gol logo no início. Antes da partida, os líderes do time, Bellini, Nílton Santos e Didi, falaram com o técnico e o persuadiram a fazer três substituições que seriam cruciais para o Brasil ganhar dos soviéticos e a Copa: Zito, Garrincha e Pelé começariam o jogo contra a União Soviética. No apito inicial, eles passaram a bola para Garrincha que passou por três jogadores antes de acertar a trave com um chute. Eles mantiveram a pressão sem descanso e, após três minutos, que mais tarde seriam chamados de "os três minutos mais grandiosos da história do futebol", Vavá deu ao Brasil a liderança no placar. Eles ganharam a partida por 2-0. Pelé marcou o único gol da partida das quartas-de-final contra o País de Gales, e eles bateram a França por 5-2 nas semifinais.

Pelé, na final da Copa, driblando os jogadores suecos

O Brasil bateu os donos da casa, Suécia, na final por 5-2, ganhando sua primeira Copa do Mundo, se tornando a primeira nação a ganhar um título de Copa do Mundo fora de seu próprio continente. Repetiu o feito em 2002, ao triunfar na Ásia, somando títulos em três continentes. Depois só a Espanha conquistou um título mundial fora do próprio continente, conseguindo-o na Copa do Mundo de 2010 na África do Sul. Um fato lembrado foi que Feola algumas vezes tirava sonecas durante os treinamentos e fechava os olhos durante os jogos, dando a impressão que ele estava dormindo. Por causa disso, Didi algumas vezes era tido como o verdadeiro técnico do time, já que ele comandava o meio de campo. Outro detalhe: na final da Copa, quando enfrentou a Suécia, o time brasileiro teve que arrumar o segundo uniforme urgentemente, já que o sueco era amarelo também. A Suécia emprestou ao Brasil seu uniforme reserva (camisetas azuis e calções brancos), e há informações de que os próprios jogadores costuraram os distintivos da CBD (Confederação Brasileira de Desportos) durante a noite na camiseta no lugar dos distintivos suecos. Assim surgiu o uniforme reserva do Brasil. Diz-se que o chefe da delegação, Paulo Machado de Carvalho, tentou estimular os jogadores associando o azul da camisa ao "manto de Nossa Senhora".

Seleção Brasileira no Campeonato Sul-Americano de 1959.

1962: O bicampeonato

Na Copa do Mundo de 1962, o Brasil conseguiu seu segundo título com Garrincha como a grande estrela, fazendo gols de cabeça e também de perna esquerda e ainda jogando com febre a final, especialmente após Pelé ter se machucado no segundo jogo e estar impossibilitado de jogar pelo resto da Copa do Mundo.

1966: O fracasso

Na Copa do Mundo de 1966, a preparação do time foi afetada por influências políticas. Todos os grandes clubes do futebol brasileiro queriam seus jogadores incluídos na equipe brasileira, para lhes dar mais exposição. Nos meses finais da preparação, o técnico Vicente Feola estava trabalhando com 46 jogadores, na qual apenas 22 iriam para a Inglaterra; isso causou muitas disputas internas e pressão psicológica.

O resultado foi que, em 1966, o Brasil teve uma das piores performances em todas as Copas do Mundo. Além disso, a derrota para a Hungria representou a única derrota de Garrincha com a camisa da seleção.

1970: O tricampeonato

A Seleção tricampeã. Em pé, da esquerda para a direita: Carlos Alberto, Brito, Piazza, Félix, Clodoaldo e Everaldo; agachados: Jairzinho, Gérson, Tostão, Pelé e Rivellino.

Após o fracasso na Copa do Mundo de 1966, a Seleção brasileira voltou a participar de eliminatórias para o torneio de 1970. Disputou uma das três vagas do continente sul-americano contra as Seleções da Colômbia, Venezuela e Paraguai que completavam o grupo B da América do Sul. A participação do Brasil foi irretocável, sob o comando do técnico João Saldanha, venceu todos os adversários em ambas as partidas (jogos de ida e volta), marcando 23 gols e sofrendo apenas dois [22] .

A base da seleção era formada por jogadores do Botafogo, Cruzeiro e do Santos. Utilizando o esquema 4-2-4, o time principal tinha a seguinte formação: Goleiro - Félix, laterais - Carlos Alberto e Rildo, zagueiros - Djalma Dias e Joel, médio-volante - Piazza, meia-armador - Gerson, ponteiros - Jairzinho e Edu e completando o ataque - Pelé e Tostão.

No entanto, apesar do sucesso da seleção, ocorreram vários incidentes que levaram a substituição do técnico João Saldanha por Zagallo, faltando apenas alguns meses para o início da Copa. Zagalo, que já havia dirigido a seleção antes de João Saldanha, adotou algumas posições polêmicas, entre elas a separação da dupla de ataque Pelé e Tostão, chegando a deixar Pelé no banco de reservas durante um amistoso contra a Bulgária.[23] Antes da Copa do Mundo de 1970, houve um amistoso no dia de 3 de setembro de 1969 contra o Atlético Mineiro e a futura seleção campeã de 1970 fora derrotada por 2-1. Depois do ocorrido, foram proibidos jogos amistosos de equipes brasileiras com a seleção.

O Brasil ganhou sua terceira Copa do Mundo no México em 1970. Naquela ocasião, colocou em campo o que foi considerado, segundo uma pesquisa global com especialistas, realizada pela revista inglesa World Soccer, a melhor equipe de futebol de todos os tempos [24] com Pelé, em sua última edição de Copa do Mundo, Carlos Alberto Torres, Jairzinho, Tostão, Gérson, Piazza, Clodoaldo e Rivelino. Após ganhar a Taça Jules Rimet pela terceira vez, o Brasil pôde mantê-la para si. Porém ela foi roubada e derretida anos mais tarde. Uma réplica foi aceita em 19 de janeiro de 1984, confeccionada a partir de seus moldes originais, mantendo totalmente suas características.

Longo Jejum de títulos

Seleção Brasileira na partida de disputa pelo terceiro lugar em 1974

Depois da conquista em 1970, a seleção passaria 24 anos sem conquistar uma Copa. Nesse meio tempo, o Brasil foi eliminado pelo Carrossel Holandês na Copa do Mundo de 1974 e chegou a terminar a Copa do Mundo de 1978 invicto, mas em terceiro lugar. Na Copa do Mundo de 1982, quando teve uma equipe que encantou o mundo, o Brasil perdeu a fatídica partida contra a Itália. Na Copa do Mundo de 1990, foi eliminado pela Argentina.

1974:Eliminado para o Carrossel Holandês

Na Copa da Alemanha, o Brasil defendia o título, mas não contava com Pelé, Gérson, Carlos Alberto Torres, Tostão e Clodoaldo. Da equipe tricampeã de 1970, os grandes nomes remanescentes eram os de Rivelino e Jairzinho. Somado a estes dois, Zagallo tinha na lista de convocados outros grandes nomes do futebol brasileiro da época, como Leão, Luís Pereira, Marinho Chagas, Leivinha e Ademir da Guia. A despeito de possuir um elenco de qualidade, o time suou na primeira fase para empatar contra a Iugoslávia e Escócia e ganhar do Zaire por 3 a 0.

Luís Pereira em disputa de bola no jogo contra a Iugoslávia em 1974

Na segunda fase, o Brasil ganhou da Alemanha Oriental, por 1 a 0, e da Argentina, por 2 a 1. A Holanda ,que apresentou ao mundo o estilo de jogo conhecido como Carrossel Holandês goleou a Argentina por 4 a 0 e venceu a Alemanha Oriental por 2 a 0. Pelo melhor saldo de gols, os europeus jogariam pelo empate na rodada final contra o Brasil. Em um jogo tenso, e por muitas vezes violento, a Holanda levou a melhor, vencendo por 2 a 0 na partida que decidiu o finalista de seu grupo[25] . Na disputa pelo terceiro lugar, no único jogo que contou com Ademir da Guia em campo, o Brasil ainda foi derrotado pela Polônia por 1 a 0.

1982: A Tragédia do Sarriá

Em 1982, na Copa da Espanha, com uma seleção que era comandada pelo técnico Telê Santana e contava com jogadores como Zico, Sócrates, Falcão, Júnior, Eder, Toninho Cerezo e Luizinho, o Brasil era considerado por muitos como uma das melhores seleções da história dos mundiais. Favorita, a seleção estreou contra a União Soviética. Foi um jogo duro, com a defesa brasileira falhando muito e com gol anulado do lado soviético, além de um pênalti não marcado para a seleção europeia. Os soviéticos fizeram 1 a 0 numa falha de Waldir Peres. No segundo tempo, o Brasil se reencontrou e Sócrates empatou, depois de driblar dois jogadores e soltar uma bomba no ângulo. Aos 43 minutos, Éder Aleixo disparou violento chute no ângulo de Rinat Dasayev: Brasil 2 a 1. Em seguida, a equipe de Telê venceu a Escócia, por 4 a 1, também de virada. Contra a Nova Zelândia, a seleção novamente venceu por goleada, 4 a 0.

Na segunda fase, o Brasil enfrentaria Argentina e Itália. Primeiro, na grande apresentação da Copa[26] , o Brasil bateu a rival e então campeã Argentina por 3 a 1, num jogo em que a imagem de Júnior sambando à beira do campo após marcar o terceiro gol brasileiro ajudou a forjar a imagem do poderio e da alegria do time brasileiro. Na vitória, que decretou a eliminação argentina, Diego Maradona foi expulso, depois de acertar o volante brasileiro Batista com um chute no estômago.

Telê Santana

No segundo jogo da fase, Brasil e Itália se enfrentaram. Como a Argentina tinha perdido por 2 x 1 para a Itália, e por 3 x 1 para o Brasil, a seleção brasileira tinha a vantagem do empate para ficar em primeiro no grupo. Os brasileiros acreditavam em uma vitória tranquila, pois a Itália só havia vencido um jogo na copa, enquanto o Brasil era o único com aproveitamento de 100%. Aos 5 minutos, um cruzamento da esquerda do ataque e cabeceio de Paolo Rossi, com a defesa brasileira parada assistindo a cabeçada do italiano. Na sequência, Zico se livrou de Claudio Gentile e tocou para Sócrates, que invadiu a área e chutou forte, empatando o confronto. Com marcação forte, a Itália forçava o erro do Brasil. Num toque errado de Toninho Cerezo, Paolo Rossi tomou a bola e chutou forte, marcando os 2 a 1. No segundo tempo, a seleção brasileira colocou a qualidade em campo. Júnior tocou a bola para Falcão, na entrada da área, Cerezo fez uma ultrapassagem que iludiu a defesa azul, que o acompanhava, e Falcão chutou para empatar: 2 x 2.

O lance fatal para o Brasil viria logo em seguida. Após escanteio, a bola sobrou na entrada da área, um chute é desferido e a bola achou novamente o carrasco Paolo Rossi, que desviou sua trajetória e enganou o goleiro Valdir Peres: 3 a 2. A seleção brasileira ainda teve uma última chance, mas o veterano goleiro Dino Zoff impediu um novo empate, ao fazer uma grande defesa após uma cabeçada certeira de Oscar. Após a eliminação para a Itália, que se sagraria campeã na sequência da Copa, o jogo ficou conhecido mundialmente como a "Tragédia do Sarriá", provocando comoção nacional[27] .

1986: Eliminação nos pênaltis para a França

Zico

Em 1986, o Brasil voltou a ser comandado por Telê Santana, com o time muito modificado em relação ao de 1982. Zico, voltando de grave contusão, pouco jogou na competição disputada no México. Júnior foi deslocado para compor o meio campo com Sócrates. Nomes como Éder, Toninho Cerezo e Leandro não foram ao Mundial. O Brasil venceu a Espanha na estreia por 1 a 0. Depois, manteve os 100% de aproveitamento na primeira fase, ao vencer por 1 a 0 a Argélia e por 3 a 0 a Irlanda do Norte. Um destaque da seleção foi o menos badalado Josimar, lateral-direito que foi convocado às pressas para a Copa no lugar de Leandro, que desistiu no embarque em solidariedade a Renato Gaúcho, cortado do grupo que iria ao Mundial. Ele marcou dois lindos gols, um na vitória do Brasil contra a Irlanda do Norte e outro na goleada por 4 a 0 que a seleção impôs à Polônia, já nas oitavas de final.

Nas quartas de final, Brasil e França duelaram em Guadalajara. No tempo normal, quando o jogo estava empate em 1 a 1, a seleção brasileira teve a chance da vitória, mas Zico cobrou mal um pênalti defendido pelo goleiro francês Joël Bats. Na disputa de penalidades, o Brasil viu Sócrates errar a cobrança máxima, além do zagueiro Júlio César. Final 4 a 3 a favor da França, que também viu o craque Michel Platini desperdiçar uma cobrança[28] .

Romário

1994: O tetracampeonato

Em 1994, o Brasil não era tido como favorito. Um ano antes, nas eliminatórias, havia se classificado no sufoco, graças à ajuda de Romário, que foi até apelidado de São Romário. Já na Copa disputada nos Estados Unidos, o time de Carlos Alberto Parreira era considerado defensivo demais, o que contrariava o estilo do futebol brasileiro. No decorrer da competição, entretanto, o Brasil foi ultrapassando barreiras e se classificando para as fases seguintes. Foi o líder de seu grupo na primeira fase, depois de vencer Camarões e a Rússia e empatar com a Suécia. Nas oitavas-de-final da Copa, eliminou os Estados Unidos em pleno dia 4 de julho, dia da independência do país. Nas quartas-de-final, em jogo emocionante, eliminou a Holanda e, nas semifinais, voltou a encontrar com a Suécia, despachando o selecionado do país escandinavo. Na final, derrotou a Itália nos pênaltis, após um empate sem gols no tempo normal e na prorrogação. Passaria assim a ser a primeira seleção a conquistar quatro copas do mundo e a primeira a conquistar o título através da cobrança de penalidades máximas

1998: A derrota para os donos da casa

Para a Copa do Mundo de 1998, Ronaldo surgia como a grande promessa da Seleção. Vivendo uma fase fantástica em seu clube, a Internazionale, da Itália, o jogador era o atual detentor do prêmio de Melhor jogador do mundo pela FIFA.

O Brasil passou pela primeira fase com duas vitórias e uma derrota contra a algoz Noruega, seleção que até hoje nunca foi derrotada pelos brasileiros (ver Brasil-Noruega em futebol). Nas oitavas-de-final, uma convincente vitória por 4-1 sobre o Chile. Nas quartas, uma vitória mais complicada contra a Dinamarca: 3-2. Nas semi-finais, mais uma partida dramática contra a Holanda: após o empate em 1-1 que persistiu até o final da prorrogação, os brasileiros conseguiram a classificação para a final apenas na disputa por pênaltis, graças as grandes defesas de Taffarel.

Classificada para a final da Copa do Mundo de 1998, a Seleção Brasileira teria pela frente os donos da casa, a França. Horas antes da decisão, uma polêmica envolvendo Ronaldo trouxe receio aos brasileiros: devido a uma misteriosa convulsão, diagnosticada desde como estresse até como ataque epilético, o jogador foi levado apenas 75 minutos antes da partida ao hospital. Vendo que seu principal jogador não tinha condições de jogo, Zagallo optou por escalar Edmundo em seu lugar, mas o próprio Ronaldo apareceu, a 40 minutos do início da partida, declarando-se apto. Com Ronaldo entre os titulares e tendo uma péssima atuação, o Brasil acabou derrotado por 3-0, numa partida magistral de Zinédine Zidane, que marcou dois gols, dando o primeiro título mundial aos anfitriões da Copa.

Painel do penta, loja da Nike, Londres.

2002: O pentacampeonato

A Seleção Brasileira teve problemas para se classificar para a Copa do Mundo de 2002. O primeiro deles foram as constantes trocas de técnicos (Vanderlei Luxemburgo, Candinho, Emerson Leão e Luiz Felipe Scolari). O pouco tempo para treinos atrapalhou a campanha. Outra vez a Seleção não era vista como favorita, mas acabou surpreendendo bastante.

Na Copa do Mundo de 2002, Ronaldo foi novamente convocado, apesar das dúvidas se realmente tinha condições de jogar, pois estava parado há praticamente dois anos, por problemas de contusão. Porém, na Copa, teve grandes atuações. O Brasil, que eliminou as seleções da Bélgica, Inglaterra, Turquia e Alemanha, esta última na final, acabou tendo Ronaldo como o artilheiro, com oito gols, sendo assim um dos grandes nomes da conquista juntamente com Rivaldo, tendo assim conquistado o quinto título para a seleção brasileira, vencendo todas as partidas do mundial de 2002 e mantendo sua hegemonia.

2006–2010: em busca do hexa

Com o bom desempenho nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2006, o Brasil continuou sendo o único país a se classificar para todos os mundiais.

Depois do fracasso do Brasil na Copa do Mundo de 2006, onde a Seleção não demonstrou o futebol esperado e sucumbiu diante da França, fracassando no sonho de obter o hexacampeonato mundial, em 24 de julho de 2006, Parreira foi demitido, e Dunga foi anunciado como o novo treinador,[29] numa tentativa da CBF de dar uma resposta às pesadas críticas por parte da torcida e da imprensa. Esta troca se deu em função da imagem de luta e garra que Dunga enquanto jogador sempre fez questão de demonstrar, contrapondo-se à imagem de falta de comando e profissionalismo, que foi criada de seu antecessor na campanha fracassada de 2006.

Desde que assumiu a Seleção, a palavra de ordem do técnico Dunga foi renovação. Diante disto, foram afastados da equipe brasileira jogadores veteranos como Cafu, Roberto Carlos, Ronaldo e Emerson, jogadores que, ao lado do técnico Carlos Alberto Parreira, foram responsabilizados pelo fracasso brasileiro no mundial da Alemanha.

Dunga, que viveu sua primeira experiência como técnico de futebol, chamou seu amigo e ex-companheiro na vitoriosa campanha da Copa do Mundo de 1994, Jorginho para o cargo de auxiliar técnico, cargo este que era ocupado por Zagallo.

O ex-jogador nunca trabalhara na função, o que surpreendeu os torcedores e a imprensa, que esperavam a designação de nomes já reconhecidos na função. Dunga estreou na seleção no amistoso contra a Noruega, no dia 16 de agosto, em Oslo. O jogo acabou em 1-1. Até a Copa América de 2007, a seleção passou por altos e baixos, tendo, entre outros resultados, vencido a Argentina por 3-0 e perdido para Portugal por 2-0. Na disputa do torneio continental, começou perdendo para o México, fazendo com que a desconfiança da torcida brasileira aumentasse. Mas no decorrer da competição, se sagrou campeão mais uma vez vencendo a Argentina por 3-0 na final.

Robinho, Kaka e Ramires comemoram gol contra o Chile na Copa de 2010

Em 2008, as críticas voltaram após empates e derrotas contra equipes inferiores (Venezuela, Paraguai, Bolívia, Colômbia). A eliminação precoce para a Argentina nas Olimpíadas só agravou a situação do treinador (embora tenha obtido a medalha de bronze na competição). O ano terminou, porém, com convincente goleada por 6-2 sobre Portugal, para quem o Brasil havia perdido há algum tempo.

O ano de 2009 foi a volta por cima. Em dezessete jogos, a seleção de Dunga conseguiu quinze vitórias, se sagrando campeã da Copa das Confederações e vencendo equipes como Itália por 3-0, Argentina por 3-1 e Inglaterra por 1-0. Com a confiança de volta, o grupo chegou para a disputa da Copa do Mundo FIFA de 2010 como um dos favoritos.

Após alguns amistosos, o Brasil iniciou sua jornada na Copa do Mundo de 2010 e passou da primeira fase derrotando Coreia do Norte, Costa do Marfim e empatando com Portugal. Nas oitavas-de-final, obteve convincente vitória por 3-0 sobre o Chile. Porém, nas quartas-de-final, depois de ter ido para o intervalo vencendo por 1-0 os Países Baixos, permitiu que o adversário virasse a partida para 2-1, e deu adeus à competição disputada na África do Sul, assim como Dunga do comando da equipe.

Era Mano Menezes (2010-2012)

Após o fracasso na Copa do Mundo de 2010, a CBF demitiu o técnico Dunga e convidou inicialmente Muricy Ramalho para comandar a seleção.[30] Então técnico do Fluminense, Muricy recusou a oferta[31] , e a CBF procurou Mano Menezes, então técnico do Corinthians, que aceitou o convite em 24 de julho de 2010.[32] Sua principal missão seria fazer uma ampla renovação no time, principalmente com jovens jogadores, após o fracasso no Mundial da África do Sul.[32] [33]

O novo treinador fez sua estreia com a seleção em 10 de agosto daquele ano, com a vitória sobre os Estados Unidos, em Nova Jersey, por 2 a 0, tendo já na ocasião iniciado a estreia de nomes como Neymar, Paulo Henrique Ganso, Alexandre Pato e David Luiz, e já deixado grande parte dos veteranos da Copa do Mundo de 2010 de fora dos convocados.[34]

Mano Menezes

Tendo como base uma equipe formada em sua maioria por jovens, a seleção com Mano teve seu primeiro grande teste na Copa América de 2011, na Argentina.[33] [35] Mas o Brasil não foi bem na competição. Jogando no Grupo B, formado ainda por Venezuela, Paraguai e Equador, a seleção empatou com os dois primeiros e venceu os equatorianos, mas acabou sendo eliminada nas quartas de final pelo Paraguai, em uma decisão por pênaltis marcada por cobranças erradas de Elano, Thiago Silva, André Santos e Fred.[36]

Apesar do fracasso na Copa América, Mano Menezes foi mantido com técnico por Ricardo Teixeira, que por sua vez renunciaria à presidência da CBF em marco de 2012, tendo assumido em seu lugar o vice-presidente da entidade José Maria Marín.[37]

O grande desafio daquele ano era levar a seleção brasileira a um inédito ouro olímpico no torneio de futebol dos Jogos de Londres.[35] [38] Após uma campanha com três vitórias na primeira fase (Egito, por 3 a 2; Bielorrússia, por 3 a 1; Nova Zelândia, por 3 a 0) e dois triunfos nos confrontos eliminatórios (3 a 2 em Honduras, nas quartas; 3 a 0 sobre a Coréia do Sul, na semifinal), a seleção foi derrotada pelo México por 2 a 1 na decisão, ficando com a medalha de prata.[39]

O novo fracasso de Mano Menezes aumentou a rejeição ao treinador, que já era muito cobrado desde o fiasco brasileiro na Copa América 2011 e pelos maus resultados diante de amistosos com seleções de ponta.[40] Mantido ainda no cargo, o treinador decidiu fazer novos ajustes na equipe para os amistosos restantes na temporada, em especial no meio-campo, apostando em Oscar, Paulinho e Ramires, e promovendo o retorno do veterano Kaká.[35] Quando a seleção começava a dar sinais de progresso, veio a surpreendente demissão de Mano Menezes, dois dias após a vitória sobre a Argentina no Superclássico das Américas.[41] [42] Mano encerrou sua passagem como treinador do Brasil com 21 vitórias, seis empates e seis derrotas, tendo sido responsabilizado pelos fracassos na Copa América de 2011 e na Olimpíada de Londres de 2012, mas também legado uma reformulação que derrubou os medalhões da Copa de 2010 e colocou jovens talentos como novos protagonistas do time.[35]

Scolari em entrevista coletiva durante a Copa de 2014

Nova era de Luiz Felipe Scolari

Luiz Felipe Scolari ou Felipão, voltou ao comando da Seleção Brasileira em 15 de janeiro de 2013, o recomeço não foi dos melhores, pois já jogou sete jogos, uma derrota diante da Inglaterra (2x1), e dois empates com as seleções da Itália (2x2) e da Rússia (1x1). No amistoso contra a Bolívia, a seleção obteve a primeira vitória (4x0) desde a volta do treinador e nos últimos jogos contra o Chile e Inglaterra na reabertura do Maracanã, terminaram ambos empatados em (2x2). No dia 09 de junho de 2013, na nova Arena do Grêmio, a nova seleção de Felipão quebrou dois tabus: com a vitória de 3x0 sobre a França, encerraram-se os 21 anos sem conquistar uma vitórias sobre os "Bleus" (incluindo nessa conta os duelos de 1998 e 2006, pelas Copas da França e da Alemanha, respectivamente, o de 1997 pelo Torneio da França, e o de 2001 pela Copa das Confederações) e os 3 anos e meio sem derrotar uma seleção campeã mundial. Na copa das confederações de 2013, logo na estreia, o Brasil ganhou do Japão (3x0). No segundo jogo venceu o México de 2 x 0. No último jogo da fase de grupos, venceu a seleção italiana por 4 x 2. Na semifinal, derrotou o Uruguai por 2 x 1 e garantiu vaga para a final contra a atual campeã Mundial, a Espanha. O Brasil foi Campeão da Copa das Confederações derrotando a Espanha, invicta em jogos oficiais exatamente há 3 anos e 29 jogos, pelo placar de 3 x 0. Com esse resultado a seleção conseguiu sair do vigésimo segundo lugar no ranking da FIFA subindo vários degraus e ficando na nona colocação. Após o título, a seleção goleou a Austrália por 6x0 em um amistoso em Brasília. Depois foi a vez de Portugal no reencontro de Felipão com os portugueses, que foram vencidos por 3x1 em um amistoso realizado em Boston e encerrou 2013 com uma vitória sobre o Chile. Com as duas vitórias nos amistosos, saiu da nona colocação para a oitava colocação, segundo o novo Ranking da FIFA, divulgado em 12 de setembro de 2013.

2014: A maior derrota da história

Bernard, observado por David Luiz, disputa bola com o jogador alemão Khedira nas semifinais

Depois de 64 anos do trauma de 1950, o Brasil voltou a sediar uma Copa do Mundo. Numa competição considerada por torcedores e pela imprensa mundial como a melhor depois de muito tempo[43] [44] [45] , o selecionado brasileiro não fez uma campanha brilhante na primeira fase, mas se classificou em primeiro lugar em seu grupo, depois de vencer a Croácia por 3 a 1, empatar com o México por 0 a 0 e derrotar Camarões por 4 a 1.

Nas oitavas de final, em jogo disputado no Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, a equipe teve dificuldades para passar pelo Chile, empatando no tempo normal e na prorrogação por 1 a 1, mas venceu nas disputas de pênalti, com atuação decisiva do goleiro Júlio César. Nas quartas de final, em partida realizada em Fortaleza, o Brasil jogou melhor e venceu a Colômbia por 2 a 1, mas, para preocupação geral da torcida, perdeu seu maior jogador, o atacante Neymar, lesionado na vértebra[46] .

Jogadores posam para foto antes do jogo contra a Colômbia na Copa

Nas semifinais, novamente no Estádio do Mineirão, o Brasil sofreu uma humilhante derrota por 7 a 1 para a Alemanha, perdendo mais uma vez a chance de ganhar uma Copa do Mundo em casa. A goleada imposta pelos alemães representou a derrota mais expressiva em 100 anos de história da Seleção Brasileira, igualando a diferença de gols do jogo Uruguai 6 x 0 Brasil, pela Copa América de 1920. Foi também a primeira vez que a seleção brasileira sofreu 7 gols numa partida em casa, a maior derrota de um campeão mundial em toda a história e o maior revés em uma semifinal em todas as edições de uma Copa do Mundo[47] .

Na decisão do terceiro lugar, mesmo com algumas mudanças promovidas por Scolari, o Brasil foi mais uma vez superado, agora pela Holanda, pelo placar de 3 a 0, despedindo-se de maneira melancólica da Copa de 2014 e terminando a competição na quarta colocação,[48] o que influenciou na demissão de Felipão[49] .

Retorno de Dunga

Após a saída do técnico Luiz Felipe Scolari, a CBF inicialmente admitiu contratar um técnico estrangeiro para dirigir a seleção brasileira[50] . Porém, dias depois, foi anunciado o retorno de Dunga, ex-capitão da seleção tetracampeã em 1994 e que comandou a Seleção entre 2006 e a Copa de 2010. A apresentação oficial ocorreu no dia 22 de Julho de 2014[51] .

Uniformes

Uniformes dos jogadores

  • Uniforme principal: Camisa amarela , calção azul , e meias brancas
  • Uniforme de visitante: Camisa azul, calção branco e meias azuis.
  • Uniforme alternativo: Camisa verde , calção preto e meias verdes
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
1º Uniforme
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
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2º uniforme
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
3º Uniforme

Uniformes dos goleiros

  • Camisa cinza, calção e meias cinzas;
  • Camisa verde, calção e meias verdes;
  • Camisa vermelha, calção e meias vermelhas;
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
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Uniformes de treino

  • Camisa azul-piscina com detalhes em verde-limão.
  • Camisa vermelha com detalhes em azul-piscina.
  • Camisa preta com detalhes em verde-limão.
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Jogadores
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Goleiros
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Comissão Técnica

Fornecedor

Fornecedor Período
Brasil Athleta 1954–1977[52]
Alemanha Adidas 1977–1981
Brasil Topper 1981–1990
Inglaterra Umbro 1991–1996
Estados Unidos Nike 1997–2018

Organização

Centro de treinamento

A seleção brasileira treina na Granja Comary desde 1987.

Direitos de transmissão

A Rede Globo detém a exclusividade dos jogos da seleção brasileira em amistosos.[53] [54]

Patrocinadores

Os patrocinadores da Seleção Brasileira, conforme o site oficial, são:[55]

Material esportivo

Principais adversários

De todas as seleções que a Seleção Brasileira já enfrentou, apenas três mantêm vantagem no histórico de confrontos: as Seleções da Argentina, da Hungria e da Noruega, sendo esta última a única que o Brasil jamais venceu.

Entre as seleções rivais notórias, destaca-se a Argentina,[69] sobretudo pelas disputas em diversas competições da América do Sul ao longo da história, confrontos em Copas do Mundo e por questionamentos acerca de quem teria sido o melhor jogador da história — se Pelé ou Maradona.

Outros grandes rivais são:

  • o Uruguai, com quem o Brasil já disputou jogos históricos em Copas do Mundo, como a traumática final da Copa de 1950 e a tensa semifinal da Copa de 1970, além de outras decisões de Copas Américas e de categorias de base;
  • a Itália, com quem também disputou inúmeras partidas decisivas nas Copas, como as finais de 1970 e 1994, vencidas pelo Brasil, além do jogo da segunda fase de 1982, que contou com o êxito da equipe europeia e a eliminação traumática do favorito Brasil;
  • a França, sobretudo após a Copa de 1998, vencida pelos franceses em cima dos brasileiros[70] , além das Copas de 1986 e 2006, nas quais os europeus eliminaram os brasileiros nas quartas de final, e da 1958, quando o Brasil eliminou a então favorita França na semifinal;
  • a Holanda também tem histórico de rivalidade em Copas, com sucesso para o Brasil em 1994 e 1998 e para a Holanda em 1974, 2010 e 2014;
  • o México, apesar de um histórico ainda muito favorável ao Brasil, ganhou crescente rivalidade nos últimos anos, em especial após começar a participar da Copa América, bem como diversos confrontos em categorias inferiores e em Jogos Olímpicos, onde ocorrem sempre jogos muito disputados.

Comissão técnica

Nome Função
Brasil Dunga[71] Treinador
Brasil Andrey Lopes Assistente técnico
Brasil Gilmar Rinaldi[72] Coordenador técnico
Brasil Fábio Mahseredjian Preparador físico
Brasil Cláudio Taffarel[73] Preparador de goleiros
Brasil Rodrigo Lasmar Médico
Brasil Odir de Souza Fisioterapeuta


Jogadores

Elenco atual

Em 7 de maio de 2014 Luiz Felipe Scolari anunciou sua lista de 23 convocados para a Copa do Mundo de 2014, durante uma conferência de imprensa, no Rio de Janeiro. [74]

Baseado na convocação para a Copa do Mundo FIFA de 2014.[75] [76]

Número Nome Posição Idade Jogos Clube
1 Jefferson Goleiro 31 9 Brasil Botafogo
2 Daniel Alves Lateral 31 79 Espanha Barcelona
3 Thiago Silva Zagueiro 29 52 França Paris Saint-Germain
4 David Luiz Zagueiro 27 43 França Paris Saint-Germain
5 Fernandinho Meia 29 12 Inglaterra Manchester City
6 Marcelo Lateral 26 37 Espanha Real Madrid
7 Hulk Atacante 27 41 Rússia Zenit
8 Paulinho Meia 25 32 Inglaterra Tottenham
9 Fred Atacante 30 39 Brasil Fluminense
10 Neymar Atacante 22 54 Espanha Barcelona
11 Oscar Meia 22 38 Inglaterra Chelsea
12 Júlio César Goleiro 34 87 Canadá Toronto
13 Dante Zagueiro 30 13 Alemanha Bayern de Munique
14 Maxwell Lateral 32 10 França Paris Saint-Germain
15 Henrique Zagueiro 27 6 Itália Napoli
16 Ramires Meia 27 49 Inglaterra Chelsea
17 Luiz Gustavo Meia 26 25 Alemanha Wolfsburg
18 Hernanes Meia 29 27 Itália Internazionale
19 Willian Atacante 25 12 Inglaterra Chelsea
20 Bernard Atacante 21 14 Ucrânia Shakhtar Donetsk
21 Atacante 27 20 Brasil Atlético Mineiro
22 Victor Goleiro 31 6 Brasil Atlético Mineiro
23 Maicon Lateral 32 75 Itália Roma

Elencos anteriores

Títulos

Taça Jules Rimet: Antiga taça da Copa do Mundo. Foi conquistada pela Seleção Brasileira nas Copas de 1958, 1962 e definitivamente em 1970.
MUNDIAIS
Competição Vezes Ano
W.Cup2.svg Copa do Mundo FIFA 5 1958Cscr-featured.png, 1962Cscr-featured.png, 1970Cscr-featured.png, 1994Cscr-featured.png, 2002Cscr-featured.png
Copa das Confederações FIFA 4 1997Cscr-featured.png, 2005, 2009Cscr-featured.png, 2013Cscr-featured.png
CONTINENTAIS
Competição Vezes Ano
Coppa America calcio.svg Copa América 8 1919Cscr-featured.png, 1922Cscr-featured.png, 1949, 1989Cscr-featured.png, 1997Cscr-featured.png, 1999Cscr-featured.png, 2004, 2007
Torneios não-oficiais

Cscr-featured.png Campeão Invicto

Campanhas

Torneios oficiais FIFA
Seleção Principal
Torneio Campeão Vice-campeão Terceiro Quarto
Copa do Mundo 5 (1958, 1962, 1970, 1994, 2002) 2 (1950, 1998) 2 (1938, 1978) 2 (1974, 2014)
Copa das Confederações 4 (1997, 2005, 2009, 2013) 1 (1999) 1 (2001)
Copa América 8 (1919, 1922, 1949, 1989, 1997, 1999, 2004, 2007) 11 (1921, 1925, 1937, 1945, 1946, 1953, 1957, 1959, 1983, 1991, 1995) 7 (1916, 1917, 1920, 1942, 1959, 1975, 1979) 3 (1923, 1956, 1963)
Superclássico das Américas 10 (1914, 1922, 1945, 1957, 1960, 1963, 1971, 1976, 2011, 2012) 3 (1923, 1939, 1940)
Mundialito 1 (1981)
Campeonato Pan-Americano 2 (1952, 1956) 1 (1960)
Copa Ouro da CONCACAF 2 (1996, 2003) 1 (1998)
Competições multidesportivas
Seleção Olímpica
Torneio Gold medal.svg Gold medal america.svg Gold FISU.svg Gold medal world centered-2.svg Ouro Silver medal.svg Silver medal america.svg Silver FISU.svg Silver medal world centered-2.svg Prata Bronze medal.svg Bronze medal america.svg Bronze FISU.svg Bronze medal world centered-2.svg Bronze
Jogos Olímpicos 3 (1984, 1988, 2012) 2(1996, 2008)
Jogos Pan-americanos 4 (1963, 1975, 1979, 1987) 2 (1959, 2003) 1 (1983)
Universíada 2 (1999, 2011)
Jogos Mundiais Militares 1 (2011)

Estatísticas

Desempenho em competições oficiais

Copa do Mundo
Polónia 5 a 6 Brasil, 1938.
Desempenho na Copa do Mundo
Ano Fase Posição J V E[i] D GP GC
Uruguai 1930 1ª fase 6/13 2 1 0 1 5 2
Itália 1934 1ª fase 14/16 1 0 0 1 1 3
França 1938 Terceiro lugar 3/15 5 3 1 1 14 11
Brasil 1950 Vice-campeão[ii] 2/13 6 4 1 1 22 6
Suíça 1954 Quartas-de-final 5/16 3 1 1 1 8 5
Suécia 1958 Campeão 1/16 6 5 1 0 16 4
Chile 1962 Campeão 1/16 6 5 1 0 14 5
Inglaterra 1966 1ª fase 11/16 3 1 0 2 4 6
México 1970 Campeão 1/16 6 6 0 0 19 7
Alemanha 1974 Semifinal 4/16 7 3 2 2 6 4
Argentina 1978 Terceiro lugar 3/16 7 4 3 0 10 3
Espanha 1982 2ª fase 5/24 5 4 0 1 15 6
México 1986 Quartas-de-final 5/24 5 4 1 0 10 1
Itália 1990 Oitavas-de-final 9/24 4 3 0 1 4 2
Estados Unidos 1994 Campeão 1/24 7 5 2 0 11 3
França 1998 Vice-campeão 2/32 7 4 1 2 14 10
Coreia do SulJapão 2002 Campeão 1/32 7 7 0 0 18 4
Alemanha 2006 Quartas-de-final 5/32 5 4 0 1 10 2
África do Sul 2010 Quartas-de-final 6/32 5 3 1 1 9 4
Brasil 2014 Semifinais 4/32 7 3 2 2 11 14
Total 20/20 5 títulos 104 70 17 18 222 112
Copa América
Desempenho na Copa América
Total: 8 títulos
Ano Posição Ano Posição Ano Posição
Argentina 1916 Terceiro lugar Chile 1941 Não participou CONMEBOL.svg 1979 Terceiro lugar
Uruguai 1917 Terceiro lugar Uruguai 1942 Terceiro lugar CONMEBOL.svg 1983 Vice-campeão
Brasil 1919 Campeão Chile 1945 Vice-campeão Argentina 1987 1ª fase
Chile 1920 Terceiro lugar Argentina 1946 Vice-campeão Brasil 1989 Campeão
Argentina 1921 Vice-campeão Equador 1947 Não participou Chile 1991 Vice-campeão
Brasil 1922 Campeão Brasil 1949 Campeão Equador 1993 Quartas-de-final
Uruguai 1923 Quarto lugar Peru 1953 Vice-campeão Uruguai 1995 Vice-campeão
Uruguai 1924 Não participou Chile 1955 Não participou Bolívia 1997 Campeão
Argentina 1925 Vice-campeão Uruguai 1956 Quarto lugar Paraguai 1999 Campeão
Chile 1926 Não participou Peru 1957 Vice-campeão Colômbia 2001 Quartas-de-final
Peru 1927 Não participou Argentina 1959 Vice-campeão Peru 2004 Campeão
Argentina 1929 Não participou Equador 1959 Terceiro lugar Venezuela 2007 Campeão
Peru 1935 Não participou Bolívia 1963 Quarto lugar Argentina 2011 Quartas-de-final
Argentina 1937 Vice-campeão Uruguai 1967 Não participou Chile 2015
Peru 1939 Não participou CONMEBOL.svg 1975 Terceiro lugar Brasil 2019 Classificado, país sede
Copa das Confederações
Desempenho na Copa das Confederações
Ano Fase J V E[i] D GP GC
Arábia Saudita 1992 Não participou - - - - - -
Arábia Saudita 1995 Não participou - - - - - -
Arábia Saudita 1997 Campeão 5 4 1 0 14 2
México 1999 Vice-campeão 5 4 0 1 16 6
Coreia do SulJapão 2001 Quarto lugar 5 1 2 2 3 3
França 2003 1ª fase 3 1 1 1 3 3
Alemanha 2005 Campeão 5 3 1 1 12 6
África do Sul 2009 Campeão 5 5 0 0 14 5
Brasil 2013 Campeão 5 5 0 0 14 3
Total 4 títulos 31 23 5 5 76 28
  • i. ^ Indica empates incluindo jogos eliminatórios decididos nos pênaltis.
  • ii. ^ Não houve uma final oficial na Copa do Mundo de 1950. O campeão do torneio era decidido por um grupo final de quatro seleções (Uruguai, Brasil, Suécia e Espanha). Contudo, a vitória uruguaia de 2-1 sobre o Brasil (na partida conhecida como Maracanaço) era a partida decisiva e também a última do torneio. Por isso, o confronto é frequentemente classificado como "a final" da Copa do Mundo de 1950.
Competições multidesportivas

Nos Jogos Olímpicos, o Brasil jamais ganhou uma medalha de ouro. Chegou perto em 1984, 1988 e 2012, mas teve que se contentar com a medalha de prata (o Brasil foi derrotado, respectivamente, pela França, pela antiga União Soviética e pelo México). Ainda possui duas medalhas de bronze, conquistadas em 1996 (após ser desclassificado pela Nigéria, que se tornaria a campeã) e 2008 (após ser desclassificado pela Argentina, que também se tornaria campeã). A medalha de ouro olímpica do futebol é o único título organizado pela FIFA que o Brasil ainda não conquistou.

Já nos Jogos Pan-Americanos, a situação é melhor: o Brasil ganhou quatro medalhas de ouro, em 1963 (quando atuou em casa), 1975 (dividida com o México), 1979 e 1987. Ainda possui duas medalhas de prata, conquistadas em 1959 e 2003, e uma de bronze, conquistada em 1983. Nos Jogos Pan-Americanos de 2007, disputados na cidade do Rio de Janeiro, o Brasil tentou conquistar sua quinta medalha de ouro, porém foi eliminado pelo Equador, que acabaria se tornando campeão pan-americano.

Na Universíada obteve duas medalhas de bronze em Palma de Maiorca 1999 e Shenzhen 2011.[77]

Nas Macabíadas, o Brasil conquistou uma medalha de ouro em 1997.

Recordes individuais

Em negrito, os futebolistas ainda em atividade. Em itálico, os convocados na última temporada.

Mais partidas

Maiores artilheiros

Em negrito, os futebolistas ainda em atividade. Em itálico, os convocados na última temporada.

Posição Jogador Partidas Gol marcado Gols Posição Jogador Partidas Gol marcado Gols
Pelé 115[P] 95[P] 21º Sócrates 63 25
Ronaldo 98 62 22º Jair Rosa Pinto 39 22
Romário 70 65 Pepe 40 22
Bebeto 88 52 24º Didi 68 20
Zico 71 48[78] 25º Fred 37 18
Jairzinho 106 44 Waldemar de Brito 18 18
Rivellino 120 40 27° Baltazar 31 17
Leônidas da Silva 37 37 Garrincha 60 17
Tostão 65 36 Nilo 18 17
10º Ademir de Menezes 41 35 Quarentinha 17 17
Neymar 52 35 Raí 51 17
Ronaldinho Gaúcho 102 35 32º Carvalho Leite 25 15
13º Rivaldo 74 34 Heleno de Freitas 18 15
14º Zizinho 54 31 Vavá 20 15
15º Careca 63 29 35º Cláudio Adão 12 14
Kaká 87 29 Gérson 70 14
Robinho 90 29 Patesko 34 14
18º Luís Fabiano 45 28 38º Julinho Botelho 31 13
19° Adriano 48 27 Túlio Maravilha 15 13
20º Roberto Dinamite 47 26 40º Edmundo 39 12

P. ^ Como a contagem de jogos e gols daquela época era dificultada, as estatísticas são até hoje muito controversas, sendo contabilizados apenas 92 jogos e 77 gols para Pelé em contagens oficiais, como a da FIFA, que desconsidera muitas das partidas disputadas pela Seleção Brasileira. Apesar disto, em ambas as contagens ele se mantém como o maior artilheiro da equipe.

Treinadores

Jogadores Notáveis

Os jogadores que aparecem no Anjos Barrocos do Museu do Futebol Brasileiro:[79]

Os jogadores com Menção honrosa no Museu do Futebol Brasileiro na seção Heróis:[80]

Seleções de base

A Seleção Brasileira de futebol Sub-20, é a maior vencedora dos torneios Sul-americanos (11 conquistas), e penta-campeã mundial, além de ter conquistado três pratas olímpicas.

Cscr-featured.png Campeão Invicto

Seleção de Base
Torneio Campeão Vice-campeão Terceiro Quarto
Campeonato Mundial Sub-20 5 (1983, 1985, 1993, 2003, 2011) 3 (1991, 1995, 2009) 3 (1977, 1989, 2005)
Campeonato Mundial Sub-17 3 (1997, 1999, 2003) 2 (1995, 2005) 1 (1985) 1 (2011)
Campeonato Sul-Americano Sub-20 11 (1974, 1983, 1985, 1988, 1991, 1992, 1995, 2001, 2007, 2009, 2011) 7 (1954, 1977, 1981, 1987, 1997, 2003, 2005) 3 (1958, 1967, 1999) 1 (1979)
Campeonato Sul-Americano Sub-17 10 (1988, 1991, 1995, 1997, 1999, 2001, 2005, 2007, 2009, 2011) 3 (1985, 1986, 2003) 1 (2013) 1 (1993)
Campeonato Sul-Americano Sub-15 3 (2005, 2007, 2011) 1 (2009)
Pré-Olímpico Sul-Americano Sub-23 7 (1968, 1972, 1976, 1984, 1988, 1996, 2000) 1 (1964) 2 (1960, 2004)

Fatos marcantes nas Copas

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Os jogadores convocados para a Copa do Mundo 2010, o ex - Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e personalidades em Brasília, em 2010.

Alguns dados significativos referentes às participações da Seleção Brasileira nas Copas do Mundo.

  • Comparação entre as cinco campanhas campeãs da Seleção Brasileira:
    • Melhor: 2002 – Sete vitórias; saldo de gols: 14; saldo de gols por jogo: 2; gols pró: 18
    • Segunda melhor: 1970 – Seis vitórias; saldo de gols: 12; saldo de gols por jogo: 2; gols pró: 19
    • Terceira: 1958 – Cinco vitórias e um empate; saldo de gols: 12
    • Quarta: 1962 – Cinco vitórias e um empate; saldo de gols: 9
    • Pior: 1994 – Cinco vitórias e dois empates (em um dos empates venceu na disputa por pênaltis)
    • Em 1970, o Brasil venceu três Seleções que já haviam sido campeãs do Mundo; em 2002 venceu dois ex-campeões; em 1994, apenas um
  • A mais longa série de partidas sem derrotas do Brasil em Copas do Mundo, treze jogos, ocorreu entre a derrota para a Hungria por 4-2 na Copa de 1954 e a derrota por 3-1 para a mesma Hungria na Copa de 1966
  • Outra longa série de partidas sem derrotas, agora onze jogos, ocorreu entre a derrota para a França por 3-0 na Copa de 1998 e a derrota por 1-0 para a mesma França na Copa de 2006; Foram 11 vitórias consecutivas.
  • Houve ainda duas séries de 11 jogos sem derrotas, porém não marcadas por coincidência de adversários:
  • A mais longa série de partidas sem vitórias ocorreu entre as duas derrotas no final da Copa de 1974 para os Países Baixos (2-0) e para a Polônia (1-0), dos dois jogos iniciais ( 2 empates) com Suécia (1-1) e Espanha (0-0) da Copa de 1978 e entre as duas derrotas no final da Copa de 2014 para a Alemanha (7-1) e para os Países Baixos (3-0)
  • O melhor período para a Seleção Brasileira em Copas do Mundo ocorreu entre a a Copa de 58 e a de 70, quando o Brasil em quatro Copas consecutivas ganhou três (58, 62, 70), não ganhando a de 66;
  • Sempre que o Brasil enfrentou a Inglaterra terminou sendo Campeão. Isso ocorreu quatro vezes: em 1958 (empate 0-0), em 1962 (Brasil 3-1), em 1970 (Brasil 1-0) e em 2002 (Brasil 2-1);
  • Por sinal, as seleções britânicas estão entre as grandes "freguesas" do Brasil em Copas, jamais tendo vencido: além da Inglaterra, a Escócia também enfrentou o Brasil quatro vezes: empatou por 0-0 na Copa de 1974, e em 82, 90 e 98, o Brasil venceu por, respectivamente, 4-1, 1-0 e 2-1. Ao contrário dos ingleses, sempre que enfrentou os escoceses, o Brasil acabaria por não ganhar a Copa. O Brasil também venceu os únicos jogos que disputou em Copas contra País de Gales (1-0 em 58) e Irlanda do Norte (3-0 em 86).
  • Os outros maiores fregueses do Brasil são sem dúvidas os suecos, que também nunca venceram o Brasil: além de terem perdido em casa a única final que disputaram, em 58, em 38 perderam por 4 - 2 na disputa de terceiro lugar, os nórdicos foram goleados por 7-1 na Copa de 50, empataram em 1-1 na de 78 e perderam por 2-1 na de 90. Na de 94, o Brasil arrancou um empate em 1-1 na fase de grupos e depois derrotou por 1-0 na semifinal.
  • Das Oito Seleções que já conquistaram títulos Mundiais, a Seleção Brasileira e a Espanha foram as únicas que não conseguiram ganhar uma Copa "em casa", mas, por coincidência, foram as únicas a conquistarem Copas do Mundo fora de seu continente.
  • Em quatro Copas do Mundo, o Brasil enfrentou duas vezes o mesmo adversário:
    • Nas Quartas de Final da Copa de 1938Tchecoslováquia – empate 1-1 + jogo desempate – Brasil 2-1;
    • Em outras três ocasiões, enfrentou uma seleção na fase inicial (grupos de 4 Seleções) e enfrentou a mesma seleção novamente na Final (uma vez) ou na semifinal (duas vezes); nessas 3 copas o Brasil foi campeão:
      • Tchecoslováquia (outra vez 2 jogos)- 1962 – 0-0; Final Brasil - 3-1;
      • Suécia - 1994 – Brasil 1-1; semifinal - Brasil 1-0;
      • Turquia - 2002 – Brasil 2-1; semifinal - Brasil 1-0;
  • Nas únicas três finais de Copas com placar de três gols de diferença o Brasil esteve presente:
  • Desde a Copa de 1950, a Seleção Brasileira sofreu somente três derrotas na fase inicial (grupos de 4 Seleções); Além das duas conhecidas derrotas na Copa de 1966 (única vez que o Brasil não se classificou nesses grupos iniciais), houve na Copa de 1998 a derrota para Noruega por 2-1;
  • Somente em quatro Copas do Mundo o Brasil foi derrotado duas vezes:
  • A Seleção Brasileira ganhou a partida de estreia em 16 das 20 Copas disputadas até 2014. Não venceu na estreia nas seguintes Copas:
  • Nas Copas com fase inicial com grupos de 4 Seleções, o Brasil somente não foi primeiro colocado no Grupo em duas Copas seguidas: 1974 e 1978, nas quais houve outras cinco coincidências:
    • Foram as duas únicas Copas nas quais a segunda fase (equivalente às quartas de final e às semifinais) foram com dois grupos de 4 Seleções, jogando todos contra todos em cada grupo;
    • Em ambas o Brasil, na fase inicial, empatou os dois primeiros jogos e venceu somente o terceiro;
    • Os Países Baixos conquistaram seus dois vice-campeonatos, jogando a final contra o país Sede (Alemanha e Argentina); Também, nessas Copas, esses dois países-sede perderam uma partida na fase classificatória, ficando em segundo lugar no seu grupo, para no final serem campeões;
    • O Brasil decidiu o terceiro lugar (essa decisão de 3º Lugar já ocorrera em 1938):
      • Em 1974, perdeu para a Polônia por 1-0;
      • Em 1978, venceu a Itália por 2-1;
    • Nessas duas Copas a Escócia foi eliminada na primeira fase pelo saldo de gols. Esse fato, aliás, se repetiu em 1982;
  • Todas as cinco as Copas vencidas pelo Brasil tiveram o formato mais "convencional", na qual após a primeira fase (4 Seleções) vinham apenas rodadas do chamado "mata-mata";
  • Em toda a história da Seleção Brasileira de Futebol, somente nove jogadores fizeram gol em sua estreia: Pato, Pelé, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho, Marcelo, Zico, Carlos Miguel, Paulinho, Neymar e Leandro.
  • Quando o mundial passou a ser disputado por 24 seleções, o grupo do Brasil nunca teve um terceiro colocado entre os quatro garantidos para a próxima fase.
  • É o país com o maior número de conquistas na maioria das competições. É o maior vencedor da Copa do Mundo, Mundial Sub-17 (ao lado da Nigéria), Copa das Confederações, Superclássico das Américas, Sulamericano Sub-15, Sub-17 e Sub-20.
  • Esta seleção quando foi campeã de copas do mundo, sempre foi de maneira invicta.
  • O Brasil, em 2014, sofreu uma das maiores derrotas de toda sua história, 7-1 para a Alemanha, no Mineirão em Belo Horizonte pela Copa do Mundo FIFA de 2014, ainda com incríveis 4 gols em 6 minutos durante o 1º tempo (Klose aos Gol marcado aos 22 minutos de jogo 22', Kroos Gol marcado aos 24 minutos de jogo 24' e Gol marcado aos 26 minutos de jogo 26' e Khedira aos Gol marcado aos 28 minutos de jogo 28'). Antes, havia sofrido 6-0 do Uruguai na Copa América de 1920, e 8-4 da Iugoslávia em 1934.

Notas

  1. Naquela época, as famílias mais tradicionais preocupadas com a educação de seus filhos os enviavam para estudar na Europa. Charles Miller foi um dos jovens enviados, morou durante anos na Inglaterra, de onde retornou trazendo duas bolas de couro, uniformes e as regras aprovadas pela Football Association.[7]
  2. O primeiro amistoso internacional aconteceu entre a Seleção Paulista e a equipe sul-africana South Africa FC no dia 31 de julho de 1906, no Velódromo, em São Paulo (SP).[9]

Referências

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  7. a b ASSAF, Roberto; NAPOLEÃO, Carlos Antonio. Seleção Brasileira: 1914-2006 (em português). [S.l.]: Mauad Editora Ltda, 2006. 16 p. ISBN 9788574781860
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  9. a b ASSAF, Roberto; NAPOLEÃO, Carlos Antonio. Seleção Brasileira: 1914-2006 (em português). [S.l.]: Mauad Editora Ltda, 2006. 17 p. ISBN 9788574781860
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  22. http://www.arquivodosmundiais.com/copa/1970/conmebol/1970b.htm
  23. http://veja.abril.com.br/idade/Copa70/imagens/ZAGALOfinal.swf
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  27. "Nem sempre ganha o melhor:'Tragédia do Sarriá' faz 30 anos", GloboEsporte.com, 1 de julho de 2012.
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