Ferrovia Paulista S.A.

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Ferrovias Paulistas S.A.
Mapa - Malha Ferroviária da FEPASA - 1987.jpg
Mapa da ferrovia, em 1987.
Abreviações FEPASA
Área de operação São Paulo
Tempo de operação 19711998
Antecessora CPEF, CMEF, EFS, EFA e EFSPM
Sucessora CPTM (passageiros), Ferroban, ALL, MRS e FCA (cargas)
Bitola 0,60 m, 1,00 m e 1,60 m
Sede São Paulo, São Paulo, Brasil

A Ferrovia Paulista S.A. (Fepasa) foi uma empresa ferroviária paulista que pertencia a São Paulo, embora sua malha se estendesse por Minas Gerais até Araguari,[1] tendo também um ramal que terminava na cidade de Sengés, no Paraná.[2] Foi extinta ao ser incorporada à Rede Ferroviária Federal no dia 29 de maio de 1998.

História[editar | editar código-fonte]

A ideia da FEPASA surgiu a partir dos primeiros ensaios em 1962, com uma mensagem do governo do estado de São Paulo encaminhada à Assembleia Legislativa, propondo a unificação das ferrovias paulistas por medida de ordem econômica pois havia cinco ferrovias diferentes e estatais no estado. Foi rejeitada e em 1966 reencaminhada sendo novamente rejeitada pela Assembleia Legislativa.[carece de fontes?]

Em 1967, o governador Abreu Sodré deu o primeiro passo ao transferir para a Companhia Paulista de Estradas de Ferro para a administração da Estrada de Ferro Araraquara S/A, e para a Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, a administração da Estrada de Ferro São Paulo e Minas.

Em seguida, o governador através de decretos datados de 19 de setembro de 1969, transformou todas as ferrovias de sua propriedade em sociedades anônimas, a exemplo do que já ocorria com a Companhia Paulista e Companhia Mogiana.

A consolidação da unificação das ferrovias vai ocorrer no governo de Laudo Natel, quando este através do decreto nº 10.410, de 28.10.1971, sancionou a criação da nova empresa, oficializando, a FEPASA - Ferrovia Paulista S/A. Para solucionar conflitos de caráter jurídicos trabalhistas, o Estado criou a Lei Número 200, de 13 de maio de 1974 (publicada dia 15 de maio de 1974), respeitando assim as LEIS que concediam, e, exigiam, direitos e deveres, aos empregados do Estado de São Paulo.

Ao invés de ocorrer uma fusão entre todas as companhias, como preceituava a letra da lei, foi decidido em Assembleia Geral Extraordinária convocada para o dia 10 de novembro de 1971, alterar previamente a denominação social da "Companhia Paulista de Estradas de Ferro" para "FEPASA - Ferrovia Paulista S.A.", seguido de incorporação à FEPASA do acervo total da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, da Estrada de Ferro Araraquara S.A., Estrada de Ferro Sorocabana S.A. e Estrada de Ferro São Paulo e Minas. As quatro companhias foram declaradas extintas e tiveram incorporados os seus respectivos acervos à FEPASA.

Em 2 de janeiro de 1998, a FEPASA foi federalizada e incorporada integralmente à RFFSA - Rede Ferroviária Federal S.A., que foi homologado, após a autorização dada pela Assembleia Geral Extraordinária ocorrida em 29 de maio de 1998. Com isso, o trecho correspondente a malha ferroviária da antiga Ferrovia Paulista S.A., passa a se chamar de Malha Paulista.

Com o leilão de concessão da Malha Paulista, ocorrido no dia 10 de novembro de 1998, na Bolsa de Valores de São Paulo, foi vencedor o consórcio ligado à FERROBAN - Ferrovias Bandeirantes S.A., concessão essa por um período de 20 anos renováveis em igual prazo, a partir de 1 de janeiro de 1999, quando assumiu o controle do trecho paulista. Com o tempo, a FERROBAN teve seu controle indireto assumido pela América Latina Logística, em vista da operação de incorporação de ações da holding Brasil Ferrovias à ALL.

A holding governamental RFFSA foi dissolvida, de acordo com o Decreto nº 3.277, de 7 de dezembro de 1999, entrando em liquidação, iniciada em 17 de dezembro de 1999, por deliberação da Assembleia Geral dos Acionistas, conduzida sob responsabilidade de uma Comissão de Liquidação, com o seu processo supervisionado pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, através do Departamento de Extinção e Liquidação – DELIQ.

A parte da malha ferroviária da Fepasa utilizada para o transporte suburbano nas regiões Oeste e Sul da Grande São Paulo permaneceu sob controle do Governo do Estado de São Paulo através da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).[3]

Diretores-Presidentes[editar | editar código-fonte]

1º - Jaul Pires de Castro, de 10 de novembro de 1971 a 1 de abril de 1975.

2º - Walter Pedro Bodini, de 2 de abril de 1975 a 25 de março de 1979.

3º - Chafic Jacob, de 26 de março de 1979 a ?/?/1983.

4º - Cyro Antonio de Laurenza Filho, de ?/?/1983 a 26/12/1984.

5º - Sebastião Hermano Leite Cintra de 27/12/1984 a ?/?/1987.

6º - Antônio Carlos Rios Corral, de ?/?/1987 a ?/?/1990.

7º - Sérgio Lorena de Mello de ?/?/1990 a ?/?/1991.

8º - Walter Pedro Bodini, de ?/?/1991 a ?/?/1994.

9º - Oliver Hossepian Salles de Lima, ?/?/1994.

10º - Renato Casale Pavan, de ?/?/1995 à ? de 1997.

11º - Silvio Augusto Minciotti, de ?/?/1997 a 29/05/98

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]