Crato (Ceará)

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Município do Crato
"Princesa do Cariri"
Brasão do Crato
Bandeira desconhecida
Brasão Bandeira desconhecida
Hino
Aniversário
Fundação 21 de junho de 1764
Gentílico cratense
Lema Labore
Prefeito(a) Samuel Vilar de Alencar Araripe (PSDB)
Localização
Localização de Crato
07° 14' 02" S 39° 24' 32" O07° 14' 02" S 39° 24' 32" O
Estado Ceará
Mesorregião Sul Cearense
Microrregião Cariri
Região metropolitana
Municípios limítrofes Exu, Juazeiro do Norte, Santana do Cariri, Nova Olinda, Barbalha, Farias Brito e Caririaçu
Distância até a capital 588 quilômetros
Características geográficas
Área 1.009,202 km²
População 111.198 hab. cont. IBGE/2007 [1]
Densidade 114,0 hab./km²
Altitude 426 metros
Clima tropical
Fuso horário UTC-3
Indicadores
IDH 0,716 PNUD/2000
PIB R$ 459.764.000,00 IBGE/2005
PIB per capita R$ 4.051,00 IBGE/2005

Crato é um município brasileiro do estado do Ceará.

Localiza-se no Cariri cearense, conhecido por muitos como o "Oásis do Sertão", no extremo sul do Estado do Ceará, fronteira com o estado de Pernambuco. É a segunda cidade mais importante do Cariri em termos econômicos depois de Juazeiro do Norte, constituindo também um entroncamento rodoviário que a interliga ao Piauí, Paraíba e Pernambuco, além da capital do Ceará, Fortaleza.

Situa-se na posição 7º14'03"S e 39º24'34"O, tendo como limites: ao Norte o município de Farias Brito, Leste os Municípios de Caririaçu, Juazeiro do Norte e Barbalha, ao Oeste os municípios de Nova Olinda e Santana do Cariri e ao Sul os municípios de Exu e Moreilândia no Estado de Pernambuco.

Índice

[editar] História

A povoação do Crato elevou-se à categoria de vila em 16 de dezembro de 1762, tendo sido instalada em 21 de junho de 1764 como Vila Real do Crato, no século XVIII, constituindo um dos mais importantes núcleos de povoamento na época colonial no interior do Nordeste. Ao longo de sua história, já recebeu as denominações de Missão do Miranda (aldeamento religioso tendo a frente o frei italiano Carlos Maria de Ferrara), Missão dos Cariris Novos, Aldeia do Brejo Grande e Vila Real do Crato, última denominação esta em homenagem ao município português de mesmo nome, segundo a mais aceita toponímia. Foi tornada cidade pela Lei Provincial nº628, de 17 de outubro de 1853.

[editar] Início: a missão capuchinha

A primeira manifestação de apoio eclesial aconteceu em terras doadas pelo capitão-mor Domingos Álvares de Matos e sua mulher, Maria Ferreira da Silva. Essa doação localizava-se, inicialmente, em terras encravadas a dois quilômetros a Sudeste da povoação, transferindo-se, em data posterior, para a margem direita do rio Granjeiro. Os trabalhos da primitiva Igreja, dedicada a Nossa Senhora da Penha de França, tiveram início em 1745, tendo como responsável, o Frei Carlos Maria de Ferrara e seu companheiro frei Fidélis de Sigmaringa.

A edificação desse primitivo templo revela o atraso de sua época, considerando sua estrutura com as paredes de taipa, piso de barro batido e coberta de palhas, tendo ainda os caibros e ripas trançados de cipós. A permanência desses religiosos, no que se chamou de Missão do Miranda, estendeu-se por espaço de dez anos.

A freguesia criou-se por provisão de março do ano de 1762 e inaugurou-se a 4 de janeiro de 1768, tendo como seu primeiro vigário o padre Manuel Teixeira de Morais. Com o desgaste do tempo, a estrutura física entra em deterioração, situação que levou o padre Antônio Lopes de Macedo Júnior, pároco da Freguesia de Nossa Senhora da Penha, a endereçar requerimento à Junta do Real Erário, solicitando fundos necessários à construção da capela-mor ou igreja matriz. Atendido o seu pedido, iniciaram-se os trabalhos cuja conclusão data de 1817, constando os atos inaugurais de 3 de maio do mesmo ano.

[editar] Século XIX: influências de Pernambuco

Na primeira metade do século XIX, já habitavam na vila do Crato famílias abastadas que enviavam seus filhos para estudar em Recife, capital da província de Pernambuco. Foi por lá que muitos entraram em contato com as idéias de independência do Brasil e com o anseio da adoção do regime republicano no país. Assim, José Martiniano de Alencar, subdiácono e estudante do Seminário de Olinda, deflagrou o movimento no conservador Vale do Cariri, a ter o Crato como palco principal. Repercutindo os ideais da Revolução Pernambucana de 1817, num gesto audaz, Martiniano proclama a independência do Brasil no púlpito da Matriz da cidade em 3 de maio de 1817. A reação é rápida: Leandro Bezerra Monteiro, o mais importante proprietário rural do Cariri, imbuído de arraigadas convicções católicas e monarquistas, pôs fim ao sonho do jovem José Martiniano de Alencar. Os revolucionários foram presos e enviados para as masmorras de Fortaleza e posteriormente para as de Salvador, na Bahia. Entre os prisioneiros estavam Tristão Gonçalves de Alencar Araripe e Dona Bárbara de Alencar, irmão e mãe de José Martiniano. Recebem a anistia pela autoridade real posteriormente.

Reitoria da URCA, no bairro Pimenta
Reitoria da URCA, no bairro Pimenta

Em 1824 eclode em Pernambuco outro movimento político que viria a repercutir no Crato: A Confederação do Equador. Tristão Gonçalves de Alencar Araripe mais uma vez, com entusiasmo e idealismo, adere ao movimento e é aclamado pelos rebeldes Presidente da Província do Ceará. Em 31 de outubro de 1825 morre em combate com forças contrárias ao movimento. Após tais acontecimentos, em Crato, assim como no Cariri, muitos se dividem entre monarquistas e republicanos. Entre os primeiros estava Joaquim Pinto Madeira, chefe político da Vila de Jardim e Capitão de Ordença que prendera os revolucionários, entre eles Tristão Gonçalves. Com a renúncia de D. Pedro I, inimigos do monarquista aproveitam para se vingar e Pinto Madeira em sua defesa arma dois mil jagunços com a ajuda do vigário de Jardim, padre Antônio Manuel de Sousa. Invadem o Crato em 1832 para derrotar os inimigos políticos. Apesar de vitoriosos no começo, Pinto Madeira e Ant^pnio Manuel sofrem reveses e, finalmente presos, são enviados ao Recife e Maranhão. Retorna ao Crato em 1834 e é condenado a forca, sentença posteriormente comutada para fuzilamento, em face do réu ter alegado sua patente militar de Coronel. Tanto Tristão Gonçalves quanto Pinto Madeira dão nome a rua e bairro, respectivamente, em Crato nos dias de hoje.

[editar] Criação da diocese e mudanças

Aspecto do antigo seminário, no bairro de mesmo nome
Aspecto do antigo seminário, no bairro de mesmo nome

No início do século XX dividiu com o recém município de Juazeiro do Norte a liderança política do vale do Cariri. Joaseiro, como era conhecido, não passava de um distrito da cidade de Crato e seu processo de autonomia política (encabeçado por, entre outros, padre Cícero Romão Batista) muito viria para contribuir no futuro hiato entre as duas cidades. Sobre isto é muito relevante lembrar a criação da Diocese do Crato, em 20 de outubro de 1914, pelo papa Bento XV através da BulaCatholicae Ecclesiae”, anos depois que o suposto milagre da hóstia (que, segundo relatos, sangrou na boca da beata Maria de Araújo) não fora reconhecido pela Igreja Católica.

A Igreja Católica foi responsável pelo progresso material e social de Crato, pois aí fundou o Seminário menor de São José (primeiro do Interior cearense), a pioneira cooperativa de crédito (Banco do Cariri), escolas, hospitais e a Faculdade de Filosofia de Crato, embrião da atual Universidade Regional do Cariri fundada no ano de 1986.

O município mantém um padrão de vida significativo se comparado com algumas cidades não muito distantes da região do Cariri. Seu último e atual bispo, o ítalo-brasileiro Dom Fernando Panico, deu início ao processo de reabilitação do Padre Cícero, abrindo, assim, uma possibilidade para que o sacerdote seja oficialmente beatificado e, futuramente, canonizado pela Igreja Católica.

[editar] Características

A Praça da Sé, no centro comercial da cidade, com a catedral ao fundo
A Praça da Sé, no centro comercial da cidade, com a catedral ao fundo

Constitui-se numa cidade com expressiva importância regional. Destaca-se na tradicional função de comercialização de produtos rurais, provenientes do desenvolvimento da agricultura no sopé dos vales irrigados da região do Cariri. Nesta área, destaca-se a famosa Expocrato, feira agropecuária que inclui também shows com bandas e cantores famosos e atrai milhares de visitantes à cidade todo mês de julho. A cidade também comercializa produtos industriais (alumínio, calçados, cerâmica, aguardente) para os demais centros urbanos do Ceará.

Tem parcela significativa da população dedicada à prestação de serviços. É no Crato que está sediada a Universidade Regional do Cariri, importante instituição presente no município. A cidade se situa ao sopé da Chapada do Araripe e, por isso, ao contrário de outras áreas do Nordeste, suas temperaturas são relativamente baixas no inverno, embora elevadas no verão. Expressiva parte da Floresta Nacional do Araripe(a primeira Reserva Florestal criada no país) encontra-se em território cratense.

[editar] Indicadores e problemas sociais

Vista da rua Pres. Kennedy
Vista da rua Pres. Kennedy

De acordo com os dados de 2000, 80,2% da população cratense era urbana. A população rural se divide, por sua vez, entre os seguintes distritos: Dom Quintino, Ponta da Serra (o maior), Santa Fé, Monte Alverne (onde está o açude Thomas Osterne de Alencar, maior reservatório público da cidade com 28.787.000 de metros cúbicos), Campo Alegre, Bela Vista, Belmonte, Santa Rosa (bem na divisa com Juazeiro e Barbalha) e Baixio das Palmeiras.

Uma das muitas praças da cidade. Praça Alexandre Arraes
Uma das muitas praças da cidade. Praça Alexandre Arraes

Seu IDH-M (de 0,716 no ano 2000) é o 5º mais alto do Ceará e o 50º mais alto de toda a região Nordeste. Segundo os mesmos dados, a expectativa de vida era de 67,83 anos; a taxa de alfabetização de adultos, de 77,09%; e a taxa bruta de freqüência escolar, de 87,62%. A mortalidade infantil, em 2003, era de 25,79 por mil nascidos vivos. O acesso ao atendimento médico e hospitalar é, no geral, superior à média do Ceará: a cidade possui 0,32 médico por 100 habitantes (a média cearense é de 0,14) e 10,33 leitos por 1.000 habitantes (a média cearense é de 2,11). As desigualdades sociais são marcantes na cidade, mostrando-se particularmente visíveis na porção alta da cidade, como o Parque Grangeiro, no qual grandes casas da classe alta ficam muito próximas a favelas paupérrimas.

Além de disparidades sociais, o Crato enfrenta problemas de ordem ambiental, em decorrência da ocupação desordenada nos bairros mais altos da cidade, notadamente no Parque Grangeiro onde se verifica uma explosão imobiliária ao longo do leito do rio Grangeiro, que atravessa o centro da cidade (região mais baixa). Tal ocupação ocasionou o assoreamento e a destruição da mata ciliar do rio, o que veio a causar, nos últimos anos, violentas inundações durante a quadra invernosa (muito intensa em Crato nos meses de janeiro à março).

Segundo dados de 2003, a taxa de homicídio é de 28,44 por 100.000 habitantes e a taxa de risco é de 27,31 por 100.000 habitantes. A violência tem sido um problema crescente na cidade, mas ainda não atingiu os níveis alarmantes de cidades e regiões próximas, como algumas áreas do interior pernambucano.

[editar] Economia

Crato à noite
Crato à noite

A cidade conta com cinco agências bancárias e, conforme o IBGE, o PIB de Crato era de 343.642.000 de reais em 2004, apresentando uma significativa alta em relação ao ano anterior, cujo valor de R$294.723.000 representou uma queda em relação a 2002, quando o PIB havia atingido R$301.022.000 (o autor deste texto não está informado da metodologia utilizada pelo IBGE em cada uma dessas pesquisas).

centro comercial de Crato
centro comercial de Crato

A principal atividade econômica da cidade é o setor de comércio,cerâmica vermelha e serviços, que, segundo dados de 2002, é responsável por nada menos que 68,8% do PIB municipal. Ainda pelos mesos dados, a indústria responde por 27,6% do PIB e o setor agropecuário, embora bastante destacado na cidade graças à famosa feira agropecuária da Expocrato, é responsável por apenas 3,6%.Em 2005 o PIB de Crato foi 116.122.000 de reais maior que no ano anterior, totalizando o valor de 459.764.000. O setor de comércio e serviços continua a ser o maior empregador da cidade, a verificar-se a presença de lojas de rede regional e nacional.

[editar] Clima e natureza

Vista parcial do Vale do Cariri a partir do Clube Serrano, na vertente da Chapada do Araripe
Vista parcial do Vale do Cariri a partir do Clube Serrano, na vertente da Chapada do Araripe

A pluviosidade no município é de 1090,9 mm anuais com temperaturas que variam, conforme a época do ano e local, de aproximadamente 15ºC até máximas de 35ºC. As médias térmicas, no entanto, giram entre 23ºC e 26ºC na zona urbana, isto é, não considerando as áreas mais altas da Chapada do Araripe, onde as temperaturas são mais frias. Por estar localizada no sopé de uma chapada de altitudes consideráveis (chegando até 920m) em meio a uma área semi-árida, o Crato possui uma grande variedade de paisagens naturais, incluindo áreas de floresta tropical, cerrado, caatinga e carrasco (vegetação de transição presente em algumas regiões do Ceará). De acordo com dados oficiais do governo, reconhecem-se as seguintes vegetações no território do Crato: carrasco, floresta caducifólia espinhosa, floresta subcaducifólia tropical pluvial, floresta subperenifólia tropical pluvio-nebular e floresta subcaducifólia tropical xeromorfa.

Dada a variedade de paisagens, a cidade do Crato possui grande biodiversidade, que está relativamente bem preservada graças à Floresta Nacional do Araripe, que foi a primeira floresta nacional estabelecida no Brasil, em 1946, e abrange parte do território de Santana do Cariri, Crato, Barbalha e Jardim, totalizando 39.262,326 hectares.

Vista a partir de uma rua na zona rural do Crato, ao sopé da Chapada do Araripe
Vista a partir de uma rua na zona rural do Crato, ao sopé da Chapada do Araripe

Por tal riqueza biológica, o Crato é um dos locais mais importantes para a preservação do degradado patrimônio ecológico no Ceará e para a preservação dos resquícios de mata atlântica, vegetação que quase desapareceu em todo o Nordeste.

[editar] Cultura

A cidade é rica culturalmente; conta com a tradicional Sociedade de Cultura Artística do Crato (SCAC), que oferece cursos de teatro e piano, entre outros. No mês no novembro, de cada ano, a unidade SESC da cidade promove uma mostra de teatro com companhias de todo país. Tem na banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto sua principal expressão de cultura popular, embora existam muitos outros grupos folclóricos. A cidade é considerada a "capital cultural" da região do Cariri, reunindo ainda pequenos festivais de tradições populares nordestinas. Há vários pontos turísticos, como o prédio da antiga estação ferroviária (um dos principais cartões postais da cidade), o Seminário São José, a Igreja da Sé e seu entorno, o museu histórico com várias peças do século XVIII e XIX e artefatos dos primeiros habitantes (os índios cariús), museu paleontológico (edificação mais antiga do Crato em cujo interior encontra-se fósseis de animais que viveram na região há milhões de anos) além das muitas atrações naturais, tais como a Floresta Nacional do Araripe, com suas densas matas, paisagens panorâmicas do vale do Cariri, fontes naturais e riachos (ainda bem preservados próximo da encosta).

[editar] Lendas

  • A lenda da Pedra da Batateira é conhecida por todos os habitantes da região. Diz-se que em algum lugar do Bairro Gizélia Pinheiro (conhecido como Batateira) existe uma Pedra enorme que protege a cidade de uma grande enchente que seria causada por uma forte chuva e inundaria a cidade por completa, porém se uma jovem virgem arriscar-se a ir até a vazão (de alguma forma) e levar a imagem da Nossa Senhora da Penha e colocá-la no espaço vazio, assim a cidade estaria salva.
  • Existe a lenda da Santa e dos Índios. Diz-se que a imagem da Nossa Senhora da Penha era colocada pelos índios Kariris em determinado local, contudo sempre a noite a imagem regressava para um lugar perto da tribo, e de manhã cedo eles a encontravam e a deixava no lugar inicial, não adiantava ela voltava sempre, até que rendendo-se os índios montam um local para ela em frente a tribo, onde hoje é a Igreja da Sé.

[editar] Trem do Cariri

Ver artigo principal: Trem do Cariri

Previsto para ser inaugurado em julho de 2008, o Trem do Cariri é um veículo leve sobre trilhos que ligará Crato ao município vizinho Juazeiro do Norte. Está sendo construído pelo governo do estado do Ceará em parceria com as prefeituras dos municípios envolvidos.

[editar] Bairros

Centro de referência turística, centro. Ao fundo, Chapada do Araripe
Centro de referência turística, centro. Ao fundo, Chapada do Araripe
  • Alto da Penha
  • Barro Branco
  • Centro
  • Franca Alencar (loteamento)
  • Gizélia Pinheiro (Batateira)
  • Granjeiro
  • Independência (asa)
  • Lameiro
  • Mirandão
  • Mutirão
  • Muriti
  • Novo Crato (conjunto)
  • Novo Horizonte
  • Ossian Araripe
  • Pantanal
  • Pimenta
  • Pinto Madeira
  • Santa Luzia (conjunto)
  • São José
  • São Miguel
  • Seminário
  • Sossego
  • Vila Alta
  • Vila Lobo

[editar] Arquitetura histórica

Estação da RFFSA, Desativada e hoje Centro Cultural em Crato
Estação da RFFSA, Desativada e hoje Centro Cultural em Crato
  • Igreja da Sé (Matriz de Nossa Senhora da Penha - uma das mais antigas edificações da cidade)
    Interior da Sé catedral em Crato
    Interior da Sé catedral em Crato
  • Palácio Episcopal (sede da Diocese do Crato)
  • Casa de Câmara e Cadeia (Museu Histórico e Museu Vicente Leite)
  • Gruta de Lourdes (datada de 1938, Col. Santa Teresa - Projeto de Agostinho Baumes Odísio)
  • Colégio Santa Teresa
  • Capela do Colégio Santa Teresa
  • Palácio Episcopal (Palácio do Bispo)
  • Banco Caixeiral
  • Crato Tênis Clube (Projeto do Arquiteto "Mainha" - José de Barros Maia)
  • Fundação Padre Ibiapina (atual reitoria da URCA)
  • Abrigo de Idosos
  • Escola Técnica de Comércio
  • Mercado Público Municipal da rua Monsenhor Esmeraldo
  • Igreja de São Francisco
  • Igreja de São Vicente
  • Casa onde Nasceu Vicente Leite no sítio Recreio
  • Colégio Sagrada Família (atual Hospital Manuel de Abreu)
  • Hospital São Francisco de Assis
  • Praça Francisco Sá (antiga praça três de maio)
  • Casa de Caridade (fundada no século XIX pelo Pe. Ibiapina)
  • Colégio Diocesano do Crato
  • Crato Hotel
  • Grande Hotel (Edifício Figueira Telles - prestes a ser demolido - um dos primeiros hotéis modernos do Crato)
  • Correios e Telégrafos
  • Casa do Padre Lauro Pita
  • Edifício Lucetti - o Primeiro edifício de apartamentos do Crato
  • Fundição - Rua Ratisbona
  • Edifício da Câmara Municipal - Onde funcionou a primeira biblioteca pública do Crato
  • Cemitério Público Municipal - Capela (do século XIX)
  • Parque de Exposições
  • Complexo de edifícios da Rádio Educadora
  • Coluna da hora encimada por Cristo Redentor - projeto do Escultor Italiano Agostinho Baumes Odísio
  • Estação Ferroviária (datada de 1926)
  • Seminário São José
  • Museu de Fósseis (Casa do Júri - Local onde foi julgado Pinto Madeira)
  • Sobrado do coronel Antônio Luís (uma das casas mais antigas do Crato ainda preservada)
  • Cassino Sul Americano
  • Bar Ideal (o primeiro clube social do Crato inaugurado em 1916 - a fachada foi recentemente destituída de seu elementos decorativos)
  • Praça da Sé


Existem também resquícios de fachadas, casas térreas e sobrados - todos localizados no centro histórico da cidade - que ainda resistem a ações de "modernização". Porém, infelizmente, estão desprotegidos por Lei de tombamento. Infelizmente, de algumas décadas para cá, boa parte do centro histórico cratense tem sido demolido para dar lugar a estabelecimentos comerciais e outros prédios, incluindo até mesmo a casa de Bárbara de Alencar no Crato, próxima à Igreja da Sé, que foi destruída para dar lugar à atual Corretoria da cidade. O centro hístórico do Crato é limitado, a sul, pela Praça da Sé; a norte, pela Praça Juarez Távora; a leste, pela rua Tristão Gonçalves e, a oeste, pela rua Pedro II.

[editar] Filhos ilustres

[editar] Ligações externas

Ferramentas pessoais