Crato (Ceará)
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| Município do Crato | |||||
| "Princesa do Cariri" | |||||
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| Hino | |||||
| Aniversário | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Fundação | 21 de junho de 1764 | ||||
| Gentílico | cratense | ||||
| Lema | Labore | ||||
| Prefeito(a) | Samuel Vilar de Alencar Araripe (PSDB) (2009 – 2012) |
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| Localização | |||||
| Unidade federativa | |||||
| Mesorregião | Sul Cearense IBGE/2008[1] | ||||
| Microrregião | Cariri IBGE/2008[1] | ||||
| Região metropolitana | Cariri | ||||
| Municípios limítrofes | ao Norte o município de Farias Brito, Leste os Municípios de Caririaçu, Juazeiro do Norte e Barbalha, ao Oeste os municípios de Nova Olinda e Santana do Cariri e ao Sul os municípios de Exu e Moreilândia no Estado de Pernambuco. | ||||
| Distância até a capital | 588 km | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 1.009,202 km² | ||||
| População | 116.759 hab. est. IBGE/2009[2] | ||||
| Densidade | 114,0 hab./km² | ||||
| Altitude | 426 m | ||||
| Clima | tropical | ||||
| Fuso horário | UTC-3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,716 médio PNUD/2000[3] | ||||
| PIB | R$ 500.444 mil IBGE/2006[4] | ||||
| PIB per capita | R$ 4.348,00 IBGE/2006[4] | ||||
Crato é um município brasileiro do interior do estado do Ceará. Localiza-se no sopé da Chapada do Araripe no extremo-sul do estado e na Microrregião do Cariri, integrante da Região Metropolitana do Cariri.
Fronteira com o estado de Pernambuco, a cidade situa-se no Cariri Cearense, conhecido por muitos como o "Oásis do Sertão". É a segunda cidade mais importante do Cariri em termos econômicos depois de Juazeiro do Norte, constituindo também um entroncamento rodoviário que a interliga ao Piauí, Paraíba e Pernambuco, além da capital do Ceará, Fortaleza.
Índice |
[editar] História
A povoação de Miranda elevou-se à categoria de vila em 16 de dezembro de 1762, tendo sido instalada em 21 de junho de 1764 como Vila Real do Crato, no século XVIII, constituindo um dos mais importantes núcleos de povoamento na época colonial no interior do Nordeste. Ao longo de sua história, já recebeu as denominações de Missão do Miranda (aldeamento religioso tendo a frente o frei italiano Carlos Maria de Ferrara), Missão dos Cariris Novos, Aldeia do Brejo Grande e Vila Real do Crato, última denominação esta em homenagem ao município português de mesmo nome, segundo a mais aceita toponímia. Foi tornada cidade pela Lei Provincial nº 628, de 17 de outubro de 1853.
[editar] Início: Entradas dos Sertões de Dentro e a Missão Capuchinha
Acredita-se que primeira penetração no território do "Cariai", aconteceu durante século XVII, com a bandeira dos irmãos Lobato Lira. Desta bandeira participaram dois religiosos: um padre secular e um frade capuchinho que ganharam a confiança dos índios Kariri e conseguiram aldeá-los. Estes exploradores subiram o leito do rio Salgado e instalaram nos arredores da cachoeira dos Karirys (cachoeira de Missão Velha) o primeiro aldeamento dos índios.
Tempos depois o frei capuchinho Carlos Maria de Ferrara organizou às margens do rio Itaitera (água que corre entre pedras), o maior e mais importante aldeamento de silvícolas na região. Este recebeu o nome de "Missão do Miranda", em homenagem a um dos chefes da tribo batizado com esse nome. Mais tarde também aparecem as denominações "Miranda" e "Cariris Novos". A Missão do Miranda sob a administração dos capuchinhos prosperou devido à fertilidade do solo e abundância de água, que possibilitaram o cultivo da cana-de-açúcar, mandioca e cereais. Manuel Carneiro da Cunha e Manuel Rodrigues Ariosto requereram as posses das terras adjacentes ao rio Salgado, fato que culminou a elevação da missão à povoação.[5]
A primeira manifestação de apoio eclesiástico aconteceu em terras doadas pelo capitão-mor Domingos Álvares de Matos e sua mulher, Maria Ferreira da Silva. Essa doação localizava-se, inicialmente, em terras encravadas a dois quilômetros a sudeste da povoação, transferindo-se, em data posterior, para a margem direita do rio Granjeiro. Os trabalhos da primitiva Igreja, dedicada a Nossa Senhora da Penha de França, tiveram início em 1745, tendo como responsável, o frei Carlos Maria de Ferrara e seu companheiro frei Fidélis de Sigmaringa. Em 1762, foi criada a Paróquia, na aldeia do Miranda, sob a invocação de Nossa Senhora da Penha.
A edificação desse primitivo templo revela o atraso de sua época, considerando sua estrutura como as paredes de taipa, piso de barro batido e coberta de palhas, tendo ainda os caibros e ripas trançados de cipós. A permanência desses religiosos, no que se chamou de Missão do Miranda, estendeu-se por espaço de dez anos.
A freguesia criou-se por provisão de março do ano de 1762 e inaugurou-se a 4 de janeiro de 1768, tendo como seu primeiro vigário o padre Manuel Teixeira de Morais. Com o desgaste do tempo, a estrutura física entra em deterioração, situação que levou o padre Antônio Lopes de Macedo Júnior, pároco da Freguesia de Nossa Senhora da Penha, a endereçar requerimento à Junta do Real Erário, solicitando fundos necessários à construção da capela-mor ou igreja matriz. Atendido o seu pedido, iniciaram-se os trabalhos cuja conclusão data de 1817, constando os atos inaugurais de 3 de maio do mesmo ano.
[editar] Século XIX: influências de Pernambuco
No século XIX, já habitavam na vila do Crato famílias que enviavam seus filhos para estudar em Recife, capital da província de Pernambuco. Foi por lá que muitos entraram em contato com os ideais de independência e adoção do regime republicano no país. Assim, José Martiniano de Alencar, subdiácono e estudante do Seminário de Olinda, deflagrou o movimento republicano no conservador Vale do Cariri, a ter o Crato como palco principal. Repercutindo os ideais da Revolução Pernambucana de 1817, Martiniano "proclama" a independência do Brasil no púlpito da matriz da cidade em 3 de maio de 1817.Leandro Bezerra Monteiro, o mais importante proprietário rural do Cariri, católico e monarquista, pôs fim ao intento republicano. Os revolucionários foram presos e enviados para as masmorras de Fortaleza e posteriormente para as de Salvador, na Bahia. Entre os prisioneiros estavam Tristão Gonçalves de Alencar Araripe e Dona Bárbara de Alencar, irmão e mãe de José Martiniano. Recebem a anistia pela autoridade real posteriormente.
Em 1824 eclode em Pernambuco a Confederação do Equador. Tristão Gonçalves de Alencar Araripe mais uma vez adere ao movimento e é aclamado pelos rebeldes Presidente da Província do Ceará. Em 31 de outubro de 1825 morre em combate com forças contrárias ao movimento. Após tais acontecimentos, em Crato, assim como no Cariri, muitos se dividem entre monarquistas e republicanos. Entre os primeiros estava Joaquim Pinto Madeira, chefe político da Vila de Jardim e Capitão de Ordença que prendera os revolucionários, entre eles Tristão Gonçalves. Com a renúncia de D. Pedro I, inimigos do monarquista aproveitam para se vingar e Pinto Madeira em sua defesa arma dois mil jagunços com a ajuda do vigário de Jardim, padre Antônio Manuel de Sousa. Invadem o Crato em 1832 para derrotar os inimigos políticos. Apesar de vitoriosos no começo, Pinto Madeira e Antônio Manuel sofrem reveses e, finalmente presos, são enviados ao Recife e Maranhão. Retorna ao Crato em 1834 e é condenado a forca, sentença posteriormente comutada para fuzilamento, em face do réu ter alegado sua patente militar de Coronel. Tanto Tristão Gonçalves quanto Pinto Madeira dão nome a rua e bairro, respectivamente, na cidade nos dias de hoje.
[editar] Segunda metade do século XIX: Criação da Diocese, Caldeirão e outras mudanças
No início do século XX, a cidade dividiu com o recém criado município de Juazeiro do Norte a liderança política do vale do Cariri. Joaseiro, como era conhecido, era uma localidade pertencente à Crato e seu processo de autonomia política seria encabeçado por, entre outros, padre Cícero Romão Batista.
Em 20 de outubro de 1914, é criada a Diocese de Crato pelo papa Bento XV através da Bula "Catholicae Ecclesiae". A Igreja Católica foi responsável pelo progresso material e social de Crato inicialmente, pois aí fundou o Seminário menor de São José (primeiro do Interior cearense), a pioneira cooperativa de crédito (Banco do Cariri), escolas, hospitais e a Faculdade de Filosofia de Crato, embrião da atual Universidade Regional do Cariri fundada no ano de 1986. Ainda em 1914, Crato foi palco de confrontos da Sedição de Juazeiro, levante que levaria à deposição do Governador Marcos Franco Rabelo.
Durante a seca de 1932, o Crato é um dos locais onde é instalado pelo governo estadual um dos Campos de Concentração no Ceará ou mais conhecido como os Curais do Governo. Os flagelados da seca que procuravam a ajuda do padre Cícero foram então alojados no sítio da localidade de Buriti. O campo do concentração do Crato foi um episódio marcante na História do Ceará.
Com o fim de canudos, o beato José Lourenço Gomes da Silva vem morar em Crato e, com o aval do Padre Cícero, funda a irmandade da Santa Cruz do Deserto. A primeira base desta comunidade localizava-se no Sítio Baixa Dantas. Em 1926 a irmandade sai deste sítio e vai para o Caldeirão dos Jesuítas. O Caldeirão de Santa Cruz do Deserto, um experimento sócio-religioso que incomodou as príncipais forças regionais da época, teve o seu fim em 1937 e entrou para a História do Ceará como um massacre no qual, pela primeira vez História do Brasil, aviões foram usados como objetos de arma.
O município, atualmente, mantém um padrão de vida significativo se comparado com algumas cidades não muito distantes da região do Cariri. Seu último e atual bispo, o ítalo-brasileiro Dom Fernando Panico, deu início ao processo de reabilitação do Padre Cícero, abrindo, assim, uma possibilidade para que o sacerdote seja oficialmente beatificado e, futuramente, canonizado pela Igreja Católica.
[editar] Características
Constitui-se numa cidade com expressiva importância regional. Destaca-se na tradicional função de comercialização de produtos rurais, provenientes do desenvolvimento da agricultura no sopé dos vales irrigados da região do Cariri. Nesta área, destaca-se a famosa Expocrato, feira agropecuária que inclui também shows com bandas e cantores famosos e atrai milhares de visitantes à cidade todo mês de julho. A cidade também comercializa produtos industriais (alumínio, calçados, cerâmica, aguardente) para os demais centros urbanos do Ceará.
Tem parcela significativa da população dedicada à prestação de serviços. É no Crato que está sediada a Universidade Regional do Cariri, importante instituição presente no município. A cidade se situa ao sopé da Chapada do Araripe e, por isso, ao contrário de outras áreas do Nordeste, suas temperaturas são relativamente baixas no inverno, embora elevadas no verão. Expressiva parte da Floresta Nacional do Araripe(a primeira Reserva Florestal criada no país) encontra-se em território cratense.
De acordo com os dados de 2000, 80,2% da população cratense era urbana. A população rural se divide, por sua vez, entre os seguintes distritos: Dom Quintino, Ponta da Serra (o maior), Santa Fé, Monte Alverne (onde está o açude Thomas Osterne de Alencar, maior reservatório público da cidade com 28.787.000 de metros cúbicos), Campo Alegre, Bela Vista, Belmonte, Santa Rosa (bem na divisa com Juazeiro e Barbalha) e Baixio das Palmeiras.
Seu IDH-M (de 0,716 no ano 2000) era o 5º mais alto do Ceará e o 50º mais alto de toda a região Nordeste. Segundo os mesmos dados, a expectativa de vida era de 67,83 anos; a taxa de alfabetização de adultos, de 77,09%; e a taxa bruta de frequência escolar, de 87,62%. A mortalidade infantil, em 2003, era de 25,79 por mil nascidos vivos. O acesso ao atendimento médico e hospitalar é, no geral, superior à média do Ceará: a cidade possui 0,32 médico por 100 habitantes (a média cearense é de 0,14) e 10,33 leitos por 1.000 habitantes (a média cearense é de 2,11). As desigualdades sociais, porém, são marcantes, mostrando-se particularmente visíveis na parte mais alta da cidade no qual grandes casas da classe média ficam muito próximas a residências de baixa renda. Segundo dados de 2003, a taxa de homicídio é de 28,44 por 100.000 habitantes e a taxa de risco é de 27,31 por 100.000 habitantes. A violência tem sido um problema crescente na cidade, mas ainda não atingiu os níveis alarmantes de cidades e regiões próximas, como algumas áreas do interior pernambucano.
Além de disparidades sociais, o Crato enfrenta problemas de ordem ambiental, em decorrência da ocupação desordenada nos bairros mais altos da cidade, à exemplo no Parque Grangeiro, onde se verifica uma explosão imobiliária ao longo do leito do rio Grangeiro, que atravessa o centro da cidade (região mais baixa). Tal ocupação ocasionou o assoreamento e a destruição da mata ciliar do rio, o que veio a causar, nos últimos anos, violentas inundações durante a quadra invernosa (muito intensa em Crato nos meses de janeiro a abril).
[editar] Educação
A cidade conta com extensa rede educacional, tanto pública como privada e nos três níveis de ensino. Sua rede de ensino superior é formada pelas seguintes instituições: Universidade Regional do Cariri (URCA), Universidade Vale do Acaraú - Unidade Crato, Universidade Federal do Ceará (Campus Crato - ainda em fase de instalação), Faculdade Católica do Cariri e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Campus Crato.
[editar] Saúde
A rede hospitalar do município possui cinco hospitais(Hospital e Maternidade São Francisco de Assis, Hospital São Miguel, Casa de Saúde Joaquim Bezerra de Farias, Hospital Manuel de Abreu e Casa de Saúde Santa Teresa, sendo este último hospital psiquiátrico) além de diversas clínicas especializadas e postos de saúde dispersados em vários pontos do município, atraindo uma grande demanda de cidades vizinhas bem como de outros estados limítrofes.
[editar] Economia
A cidade conta com seis agências bancárias e, conforme o IBGE, o PIB da cidade era de 343.642.000 de reais em 2004. A principal atividade econômica da cidade é o setor de comércio, cerâmica vermelha e serviços, que, segundo dados de 2002, é responsável por 68,8% do PIB municipal. Ainda pelos mesmos dados, a indústria responde por 27,6% do PIB e o setor agropecuário, embora bastante destacado na cidade graças à famosa feira agropecuária da Expocrato, é responsável por apenas 3,6%. Em 2005 o PIB de Crato foi R$ 116.122.000 maior que no ano anterior, totalizando o valor de R$ 459.764.000. O setor de comércio e serviços continua a ser o maior empregador da cidade, a verificar-se a presença de lojas de rede regional e nacional.
[editar] Clima e natureza
| Gráfico climático para Crato | |||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| J | F | M | A | M | J | J | A | S | O | N | D |
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152
34
22
|
219
33
21
|
281
32
21
|
187
32
21
|
62
31
20
|
22
31
19
|
9
31
19
|
5
33
19
|
9
34
20
|
27
35
21
|
48
35
21
|
86
35
22
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| Temperaturas em °C • Precipitações em mm Fonte: [2] |
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A pluviosidade no município é de 1090,9 mm anuais com temperaturas que variam, conforme a época do ano e local, de mínimas de aproximadamente 15°C até máximas de 35°C. As médias térmicas mensais, no entanto, giram entre 24°C e 27°C na zona urbana, isto é, não considerando as áreas mais altas da Chapada do Araripe, onde as temperaturas são mais frias devido à altitude.
Por estar localizada no sopé de uma chapada de altitudes consideráveis (chegando a até 920m) em meio a uma área semi-árida, o Crato possui uma grande variedade de paisagens naturais, incluindo áreas de floresta tropical, cerrado, caatinga e carrasco (vegetação de transição presente em algumas regiões do Ceará). De acordo com dados oficiais do governo, reconhecem-se as seguintes vegetações no território do Crato: carrasco, floresta caducifólia espinhosa, floresta subcaducifólia tropical pluvial, floresta subperenifólia tropical pluvio-nebular e floresta subcaducifólia tropical xeromorfa.
Dada a variedade de paisagens, a cidade do Crato possui grande biodiversidade, que está relativamente bem preservada graças à Floresta Nacional do Araripe, que foi a primeira floresta nacional estabelecida no Brasil, em 1946, e abrange parte do território de Santana do Cariri, Crato, Barbalha e Jardim, totalizando 39.262,326 hectares. Por sua riqueza biológica, o Crato é um dos locais mais importantes para a preservação do degradado patrimônio ecológico no Ceará e para a preservação dos resquícios de mata atlântica, vegetação que quase desapareceu em todo o Nordeste.
[editar] Cultura
A cidade conta com a tradicional Sociedade de Cultura Artística do Crato (SCAC). No mês no novembro, de cada ano, a unidade SESC da cidade promove uma mostra de teatro com companhias de todo país. Tem na banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto sua principal expressão de cultura popular, embora existam muitos outros grupos folclóricos. A cidade reúne pequenos festivais de tradições populares nordestinas. Há vários pontos turísticos, como o prédio da antiga estação ferroviária (um dos principais cartões postais da cidade), o Seminário São José, a Igreja da Sé e seu entorno, o museu histórico com várias peças do século XVIII e XIX e artefatos dos primeiros habitantes (os índios cariús), museu paleontológico (edificação mais antiga do Crato em cujo interior encontra-se fósseis de animais que viveram na região há milhões de anos) além das muitas atrações naturais, tais como a Floresta Nacional do Araripe, com suas densas matas, paisagens panorâmicas do vale do Cariri, fontes naturais e riachos (alguns ainda bem preservados próximo da encosta).
[editar] Transporte Público
Previsto para ser inaugurado em julho de 2008, o Metrô do Cariri é um veículo leve sobre trilhos que ligará Crato ao município vizinho Juazeiro do Norte. Está sendo construído pelo governo do estado do Ceará em parceria com as prefeituras dos municípios envolvidos.
O sistema público de transportes é deficitário, sendo feito por "lotações" usando-se "vans" e caminhonetes que fazem linhas para os diversos bairros e distritos do município. Existe uma pequena empresa de ônibus (Transfreire), que liga o Centro ao bairro do Granjeiro, e duas linhas intermunicipais (Crato-Juazeiro), através da Via Metro (que faz a rota via Seminário), e da Viação Brasilia, que passa pelo bairro do Pimenta. Porém a cidade carece de um transporte público que interligue os outros bairros mais distantes ao centro.
O terminal intermunicipal de passageiros é considerado acanhado para o movimento da cidade, de onde sai várias linhas de ônibus que liga o Crato a quase todas as Regiões brasileiras.
[editar] Bairros
- Alto da Penha
- Barro Branco
- Centro
- Franca Alencar (loteamento)
- Gizélia Pinheiro (Batateira)
- Granjeiro
- Independência (asa)
- Lameiro
- Mirandão
- Mutirão
- Muriti
- Novo Crato (conjunto)
- Novo Horizonte
- Ossian Araripe
- Pantanal
- Pimenta
- Pinto Madeira
- Parque Recreio
- Santa Luzia (conjunto)
- São José
- São Miguel
- Seminário
- Sossego
- Vila Alta
- Vila Lobo
[editar] Arquitetura histórica
- Igreja da Sé (Matriz de Nossa Senhora da Penha - uma das mais antigas edificações da cidade)
Construção iniciada em 1745. Na Freguesia criada em 1762, inaugurada somente em 4 de janeiro de 1768, onde já existia uma capela sob a invoca invocação de Nossa Sra. da Penha, recebendo sua primeira reforma em 1897. Em 1911 com a construção da segunda torre tomou sua forma definitiva. O seu patamar foi palco dos ideais de liberdade dos republicanos da família Alencar no século passado, sob o comando do imortal José Martiniano de Alencar.
- Palácio Episcopal (sede da Diocese do Crato)
- Casa de Câmara e Cadeia (Museu Histórico e Museu Vicente Leite) A Casa de Câmara e Cadeia do Crato foi construída em 1877, no encontro da Praça da Sé com a Rua Senador Pompeu no Centro da cidade. A edificação ocupa toda a profundidade do terreno, enquanto a lateral sul limita-se com a praça, e a norte com o pátio interno onde estão as construções edificadas de um só pavimento. Atualmente a Casa abriga o Museu de Arte Vicente Leite, com pavimento superior e Museu Histórico do Crato no pavimento térreo. Está protegido pelo Tombo Estadual segundo a lei n° 9.109 de 30 de julho de 1968.
Aprovado pelo Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural em 14 de abril de 2004.
- Gruta de Lourdes (datada de 1938, Col. Santa Teresa - Projeto de Agostinho Baumes Odísio)
- Colégio Santa Teresa
- Capela do Colégio Santa Teresa
- Palácio Episcopal (Palácio do Bispo)
- Banco Caixeiral
- Crato Tênis Clube (Projeto do Arquiteto "Mainha" - José de Barros Maia)
Fundado em 27 de maio de 1949 é uma das agremiações tradicionais, sede dos maiores acontecimentos sociais da Região.
- Fundação Padre Ibiapina (atual reitoria da URCA)
- Abrigo de Idosos
- Escola Técnica de Comércio
- Mercado Público Municipal da rua Monsenhor Esmeraldo
- Igreja de São Francisco
- Igreja de São Vicente
- Casa onde Nasceu Vicente Leite no sítio Recreio
- Colégio Sagrada Família (atual Hospital Manuel de Abreu)
- Hospital São Francisco de Assis
- Praça Francisco Sá (antiga praça três de maio)
- Estação Ferroviária
A Estação Ferroviária do Crato foi inaugurada em 8 de novembro de 1926, pelo ministro da viação, Dr. Francisco Sá. Localizada em frente a uma praça de especial evidência na malha urbana cratense, o edifício, por sua condição de estação ferroviária foi construída afim de servir de abrigo temporário aos passageiros. Por ser uma realização da primeira metade do século XX este prédio reflete esteticamente um período de transição, contudo reproduz soluções do ecletismo arquitetônico. Protegido pelo Tombo Estadual segundo a lei n° 9.109 de 30 de julho de 1968. Aprovado pelo Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural em 22 de novembro de 2004.
- Casa de Caridade
Construída por Pe. Ibiapina em 1868, com 29 portas de frente e capela sob a invocação de São José, para assistência social aos necessitados. Encontra-se da mesma forma até hoje.
- Colégio Diocesano do Crato
- Crato Hotel
- Grande Hotel (Edifício Figueira Telles - prestes a ser demolido - um dos primeiros hotéis modernos do Crato)
- Correios e Telégrafos
- Casa do Padre Lauro Pita
- Edifício Lucetti - o Primeiro edifício de apartamentos do Crato
- Fundição - Rua Ratisbona
- Edifício da Câmara Municipal - Onde funcionou a primeira biblioteca pública do Crato
- Cemitério Público Municipal - Capela (do século XIX)
- Parque de Exposições
- Complexo de edifícios da Rádio Educadora
- Coluna da hora encimada por Cristo Redentor - projeto do Escultor Italiano Agostinho Baumes Odísio
- Seminário São José
Após as missões de 1862, o povo do Crato manifestou seu desejo aos Lazaristas de possuir um colégio para educação da juventude. Para isso foi organizada uma lista doações e memorial foi enviado ao Bispo do Ceará. Em visita Pastoral Dom Luiz Antônio dos Santos Bispo do Ceará, pode constatar o posicionamento estratégico do Crato, tendo em vista a localização geográfica para os Estados de Pernambuco, Piauí, Paraíba e Rio Grande do Norte. Em agosto de 1874 o Bispo ordena Pe. Enrile que inicie a construção do Seminário do Crato. A fim de acompanhar de perto os trabalhos o Bispo do Ceará, passa uma temporada em Crato e em 7 de Março de 1875, vê funcionar as primeiras aulas em barracões de palha, enquanto se concluía a construção do imponente edifício. O Seminário São José modelar escola eclesiástica, pujante centro cultural que durante atraiu com sua luminosidade jovens não só do Ceará, mas de todos os Estados vizinhos. Sendo o primeiro estabelecimento de ensino religioso e superior do interior do Nordeste. Localizado no Alto do Seminário de onde pode ser visto de qualquer o lugar da cidade.
- Museu de Fósseis (Casa do Júri - Local onde foi julgado Pinto Madeira)
Construção antiga, da qual só resta a metade, pois a outra foi destruída para alargamento da rua D. Quintino, em 1953. Funcionou o Senado da Câmara do Crato, na época do império. Localiza-se na Praça da Sé. Sua estrutura física está parcialmente conservada. Foi restaurado em junho de 1974. Lá estão fixadas duas placas, marcando dois importantes acontecimentos: Em 1º de setembro de 1822 o Senado da Câmara do Crato, em sessão solene realizada neste prédio, mandou que executasse o Decreto de D. Pedro, convocando eleições de Deputados Constituintes do Brasil. "Aqui, no dia 26 de novembro de 1834, foi submetido a júri e condenado à morte o Caudilho Joaquim Pinto Madeira".
- Sobrado do coronel Antônio Luís (uma das casas mais antigas do Crato ainda preservada)
- Cassino Sul Americano
- Bar Ideal (o primeiro clube social do Crato inaugurado em 1916 - a fachada foi recentemente destituída de seu elementos decorativos)
- Sítio Caldeirão Distrito de Santa Fé
O Sítio do Caldeirão está localizado nas encostas da Chapada do Araripe, no Distrito de Santa Fé, a cerca de 20 km da cidade do Crato. É uma das áreas de interesse patrimonial de maior destaque no contexto histórico cearense, por ter sido o cenário entre os anos de 1928 e 1937 de uma experiência comunitária baseada na autogestão e na religiosidade popular(Caldeirão de Santa Cruz do Deserto), cujo líder foi José Lourenço Gomes da Silva, o Beato José Lourenço.
- Praça da Sé
Antigo Jardim Frei Carlos de Ferrara. É uma praça histórica, pois neste local que se instalou a Antiga Missão do Miranda, dando lugar ao surgimento da cidade de Crato. Reformada em 1991, quando foi mudada seu jardins, canteiros e passarelas, tornando-a mais espaçosa.
- Praça Francisco Sá
Situada em frente à estação ferroviária, medindo 5.376m2, a segunda maior praça da cidade. Construída em 1938, logradouro tradicional que se destaca pela coluna da hora e a estatua em homenagem ao Cristo Redentor. Esta última simboliza a fé cristã do povo cratense, ao mesmo tempo em que, de braços abertos, dá boas vindas a quantos nos visitam.
- Praça Siqueira Campos
Situada entre as Ruas João Pessoa e Senador Pompeu, no centro da cidade, foi construída entre 1913 e 1917, sua dimensão 24 m por 42, totalizando 1.008 m². Ponto de reunião para jovens esportistas, aposentados e os que no final de expediente juntam-se no gostoso bate-papo do dia-a-dia. O nome foi escolhido em homenagem a Manuel Siqueira Campos, cearense, nascido em Porteiras, em 18 de maio de 1874, falecido em 30 de julho de 1928. Chegou em Crato em 1910, estabelecendo-se no comércio, constituindo-se um dos homens mais progressistas da cidade, contribuindo significativamente para o desenvolvimento comercial. Foi ele trouxe o primeiro automóvel para cidade do Crato.
- Cruz do Século e Marco de Pinto Madeira
Símbolo do catolicismo, a Cruz do Século, trata-se de um tosco monumento de madeira, colocado na primeira hora do século XX, pela população cratense, significando a transição do século. O local coincidentemente é o mesmo onde foi arcabuzado Pinto Madeira em 26 de novembro de 1834, personagem da história brasileira, vulto de destaque, notabilizado pela coragem de lutar por seus ideais.
Existem também resquícios de fachadas, casas térreas e sobrados - todos localizados no centro histórico da cidade - que ainda resistem a ações de "modernização". Porém, infelizmente, estão desprotegidos por Lei de tombamento. Infelizmente, de algumas décadas para cá, boa parte do centro histórico cratense tem sido demolido para dar lugar a estabelecimentos comerciais e outros prédios, incluindo até mesmo a casa de Bárbara de Alencar no Crato, próxima à Igreja da Sé, que foi destruída para dar lugar à atual Corretoria da cidade. A delimitação do centro hístórico do Crato é especificada na Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo no inciso LXIII do artigo 11°, capítulo II, define que:
"Núcleo Histórico ou Centro Histórico – núcleo onde nasceu a cidade. Sempre que houver estas referências, o documento está considerando a área urbana contida entre o Rio Granjeiro, o antigo leito da via férrea, a Rua Rui Barbosa e a Rua Zacarias Gonçalves (nas proximidades do Batalhão da Polícia Militar e COELCE)." (CRATO, 2000. p. 16)
[editar] Filhos ilustres
- Padre Cícero - sacerdote
- Elói Teles de Morais - folclorista
- Antônio Martins Filho
- José Wilson Siqueira Campos - criador e ex-governador do estado do Tocantins
- José Martiniano de Alencar
- Tristão Gonçalves
- Álvaro Bomílcar da Cunha
- Joaquim Pinheiro Monteiro
- Celso Gomes de Matos
- Cego Aderaldo
- Vicente Rosal Ferreira Leite - pintor
- José Marrocos
- Nertan Macêdo
- Irineu Nogueira Pinheiro
- Marcos Venâncio de Albuquerque
[editar] Ligações externas
- Página da prefeitura (em português)
- História administrativa (em português)
- Mapa do Crato (em português)
- Mapa do Crato (em português)
- Página do IBGE (em português)
- Página do Ceará (em português)
- O POVO 08.11.2008 (em português)
- O POVO 22.09.2007 (em português)
Referências
- ↑ 1,0 1,1 Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ Estimativas da população para 1º de julho de 2009 (PDF). Estimativas de População. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (14 de agosto de 2009). Página visitada em 16 de agosto de 2009.
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- ↑ [1]