Botafogo de Futebol e Regatas

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Predefinição:DadosClubeFutebol

O Botafogo de Futebol e Regatas é um clube socioesportivo brasileiro com sede no bairro homônimo, na cidade do Rio de Janeiro. Suas maiores glórias esportivas vêm principalmente do futebol, mas também do remo, voleibol, basquete, esportes aquáticos e outros mais. Fundado para o remo em 1 de julho de 1894 sob o nome de Club de Regatas Botafogo, fundiu-se com o Botafogo Football Club, outro clube, fundado oficialmente em 12 de agosto de 1904, do mesmo bairro, que levava uma trajetória paralela, em 8 de dezembro de 1942, mesmo dia de homenagem à santa padroeira do clube, Nossa Senhora da Conceição[1]. O Botafogo tem como cores o preto e o branco e seus torcedores são denominados botafoguenses.

Apelidado de o Glorioso pelas goleadas aplicadas no início do século XX, é a equipe de futebol responsável pelo placar mais elástico da história do futebol brasileiro: 24 a 0 sobre o Mangueira. O Alvinegro (como também é chamado) foi muitas vezes base da Seleção Brasileira, e é o recordista de convocações, tendo 97 jogadores chamados no geral e também 46 convocações para Copas do Mundo. Depois de viver um próspero momento logo após sua fundação e ter dominado o futebol carioca no início da década de 1930, viveu seu auge nas décadas de 1950 e 1960. Detém também, ao lado do rival Flamengo, a maior seqüência invicta do futebol nacional: 52 partidas sem derrotas entre 1977 e 1978. Após ter vencido a Copa Conmebol (precursora da atual Copa Sul-Americana) de 1993 e o Campeonato Brasileiro de 1995, foi eleito pela FIFA o 12° maior clube de futebol do século XX. Sendo rebaixado para a Série B em 2002 e tendo retornado à elite do país no ano seguinte, o Botafogo sagrou-se a única entidade esportiva brasileira campeã em três séculos distintos, XIX, XX e XXI ao vencer o Campeonato Carioca de Futebol em 2006. O alvinegro também é o único clube campeão de terra, mar e ar em um mesmo ano. Venceu, entre outras competições, os estaduais de futebol, remo e aeromodelismo em 1962. O time serviu de inspiração para a fundação de outros clubes homônimos, como por exemplo o Botafogo da Paraíba, o Botafogo de Brasília, o Botafogo de Cordinhã em Portugal, o Botafogo de Cabo Verde, na África, entre outros. O time já jogou em mais de 100 cidades pelo mundo todo, nos cinco continentes. [2].

Por ser um dos clubes mais tradicionais do Brasil, o Botafogo possui até um dia comemorativo no calendário estadual[3], 16 de maio, e um ditado popular próprio, criado por ocorrências inesperadas:

"Tem coisas que só acontecem com o Botafogo".
— Ditado popular

Em 2008, o clube disputará o Campeonato Carioca, a Copa do Brasil, a Copa Sul-Americana e o Campeonato Brasileiro, mesmas competições que disputou nos dois anos anteriores.

História

Ver artigo principal: História do Botafogo de Futebol e Regatas para dados mais detalhados

Club de Regatas Botafogo

Grupo de Regatas Botafogo

Localização do Botafogo no mapa da América do Sul.

Em 1891, sob a liderança de Luiz Caldas, foi fundado o Grupo de Regatas Botafogo. O grupo de remo ganhou esse nome em homenagem a enseada do bairro onde competiam seus barcos. Esta associação contava em sua gênese com a participação de membros vindos do Clube Guanabarense, criado em 1874[4].

No contexto da Revolta da Armada, dois líderes revolucionários, o almirante Custódio de Melo e o comandante Guilherme Frederico de Lorena, tinham, respectivamente, dois filhos como sócios do grupo, João Carlos de Melo (John) e Frederico Lorena (Fritz). Esta ligação dos jovens com o grupo levantou suspeitas do governo sob o Botafogo, que foi obrigado a interromper suas atividades. Por conta da perseguição, John e Fritz deixaram o Rio de Janeiro e Luiz Caldas foi preso.

Pouco tempo depois, Luiz Caldas viria a falecer ao final de junho de 1894. Então, os sócios restantes do Grupo de Regatas Botafogo reuniram-se para regulamentar a criação do clube. Com quarenta sócios, em 1 de julho de 1894 era fundado o Club de Regatas Botafogo.

Criação do clube

Primeira sede do Club de Regatas Botafogo

A sede do clube era em um casarão, atualmente demolido, no sul da praia de Botafogo, encostado ao Morro do Pasmado, onde hoje termina a avenida Pasteur. Os fundadores do Club de Regatas Botafogo foram Alberto Lisboa da Cunha, Arnaldo Pereira Braga, Arthur Galvão, Augusto Martins, Carlos de Souza Freire, Eduardo Fonseca, Frederico Lorena, Henrique Jacutinga, João Penaforte, José Maria Dias Braga, Julio Kreisler, Julio Ribas Junior, Luiz Fonseca Quintanilha Jordão, Oscar Lisboa da Cunha e Paulo Ernesto de Azevedo.

A embarcação botafoguense Diva tornou-se uma lenda nas águas da Baía de Guanabara, tendo vencido todas as 22 regatas que disputou, sagrando-se campeão carioca de 1899. Apesar da larga tradição no esporte, o Club de Regatas Botafogo só foi esta vez campeão carioca de remo (os outros títulos estaduais vieram após a fusão).

O Club de Regatas Botafogo foi o primeiro clube carioca campeão brasileiro de alguma modalidade esportiva: de remo, em campeonato realizado no Rio de Janeiro em outubro de 1902, com a vitória do atleta Antônio Mendes de Oliveira Castro, que anos mais tarde viria a se tornar presidente do clube.

Na primeira regata disputada pelo recém-fundado Clube de Regatas do Flamengo, os remadores deste bateram em uma bóia de sinalização e adernaram, tendo sido salvos por uma guarnição do Botafogo, que rebocou o barco rubro-negro até a linha de chegada[5].

Uma curiosidade na história do Club de Regatas é que seus atletas já haviam se arriscado a praticar o futebol. Isto aconteceu em 25 de outubro de 1903, antes da fundação do Botafogo Football Club. Os remadores botafoguenses reuniram-se com os colegas de esporte do Flamengo para a disputa de um amistoso. O time do Botafogo, formado por W. Schuback, C. Freire e Oscar Cox; A. Shorts, M. Rocha e R. Rocha; G. Masset, F. Frias Júnior, Horácio Costa Santos, N. Hime e H. Chaves Júnior, goleou o Flamengo por 5 a 1 no campo do Paissandu. Alguns dos atletas do Botafogo integravam o time de futebol do recém-fundado Fluminense.

Botafogo Football Club

A fundação

Vista aérea atual do bairro de Botafogo.

O bairro de Botafogo foi o local onde se fundou para o futebol o Electro Club, primeiro nome dado ao Botafogo Football Club. A idéia surgiu a partir de Flávio Ramos e Emmanuel Sodré que estudavam juntos no Colégio Alfredo Gomes. Durante uma aula cansativa de álgebra ministrada pelo general Júlio Noronha, um bilhete passado por Flávio a Emmanuel dizia: "O Itamar tem um clube de football na rua Martins Ferreira. Vamos fundar outro no Largo dos Leões? Podemos falar aos Werneck, ao Arthur César, ao Vicente e ao Jacques".

Emmanuel aguardou o fim da aula para expressar seu entusiasmo. Os meninos, que residiam no bairro de Botafogo, próximo ao Largo dos Leões, logo convenceram outros colegas de que não surgiria opção melhor para preencher o vazio daqueles dias de começo de século XX no Rio de Janeiro, em que eram raras as atrações para os adolescentes. Na tarde de sexta-feira, 12 de agosto de 1904, Flávio, Emmanuel e alguns amigos, todos com idades entre catorze e quinze anos, reuniram-se em um velho casarão localizado nas esquinas da rua Humaitá com o Largo dos Leões para oficializar a fundação do clube.

Time do Botafogo em 1906.

Electro Club foi o primeiro nome dado ao Botafogo, já que os meninos decidiram cobrar mensalidade e acharam um talão de um extinto grêmio de pedestrianismo com esse nome, que resolveram então adotar.

O uniforme de listras verticais em preto e o branco também foi aclamado por unanimidade. A sugestão partiu de Itamar Tavares. Ele estudara na Itália, onde torcia para a Juventus, criada em 1897 e que, hoje, é um dos clubes mais populares da Europa. A primeira diretoria do Electro, que não teve ata de fundação, era composta por Flávio da Silva Ramos (presidente), Octávio Werneck (vice-presidente), Jacques Raimundo Ferreira da Silva (secretário) e Álvaro Werneck (tesoureiro). Flávio e Emmanuel não gostariam de ver o clube tomar o destino de tantos outros, que desapareceram sem deixar vestígio. Logo, procuraram gente com mais idade e mais experiência para administrá-lo, como Alfredo Guedes de Mello e Alfredo Chaves.

O nome Electro Club permanceu apenas até o dia 18 de setembro. Neste dia, foi realizada outra reunião na casa de Dona Chiquitota, a avó do Flávio, que se assustou ao saber o nome do clube: "Afinal, qual é o nome deste clube?", perguntou. "Electro", respondeu Flávio, que então resolveu seguir o conselho de sua avó:

"Meu Deus. Que falta de imaginação! Ora, morando onde vocês moram, o clube só pode se chamar Botafogo."
— Francisca Teixeira de Oliveira, a Dona Chiquitota.

E assim foi feito, o Electro passou a se chamar Botafogo Football Club. Neste mesmo dia, tomou posse a nova diretoria, composta por Alfredo Guedes de Mello (presidente), Itamar Tavares (vice-presidente), Mário Figueiredo (secretário) e Alfredo Chaves (tesoureiro). Os primeiros treinos aconteceram no Largo dos Leões, e as palmeiras imperiais serviram de balizas. Assim, nascia o Botafogo Football Club. Seus fundadores: Álvaro Cordeiro da Rocha Werneck, Arthur César de Andrade, Augusto Paranhos Fontenelle, Basílio Vianna Junior, Carlos Bastos Neto, Emmanuel de Almeida Sodré, Eurico Parga Viveiros de Castro, Flávio da Silva Ramos, Jacques Raimundo Ferreira da Silva, Lourival Costa, Octávio Cordeiro da Rocha Werneck e Vicente Licínio Cardoso.

O time que venceu o Campeonato Carioca de 1907.

O primeiro amistoso ocorreu no dia 2 de Outubro de 1904, contra o Football and Athletic Club, na Tijuca: derrota por 3 a 0. O time que entrou em campo usava o esquema 2-3-5 e era composto por: Flávio Ramos; Victor Faria e João Leal; Basílio Vianna, Octávio Werneck e Adhemaro de Lamare; Normann Hime, Ithamar Tavares, Álvaro Soares, Ricardo Rego e Carlos Bittencourt. A primeira vitória viria no segundo jogo, em 21 de maio de 1905, sobre o Petropolitano, 1 a 0, gol de Flávio Ramos.

Ainda neste ano, foi criado o Carioca Futebol Clube no bairro de Botafogo. Este clube era destinado a ensinar às crianças as bases do futebol, sendo a primeira escolinha do esporte no Brasil. A escolinha foi desativada em 1908 e absorvida pelo Botafogo Football Club, que buscou nos jogadores do Carioca a intenção de fundar a seu próprio time infantil.[6]

O Glorioso

Botafogo campeão de 1910.

Em 1906, o Botafogo venceu seu primeiro título, a Taça Caxambu, o primeiro torneio do futebol do Rio de Janeiro, disputado pelas equipes de segundo-quadro. O time participou ainda do primeiro Campeonato Carioca ficando em quarto lugar. A primeira vitória da equipe no campeonato, por 1 a 0, foi contra o Bangu em 27 de maio.

No ano seguinte, terminou empatado o Carioca em pontos com o Fluminense numa grande polêmica só resolvida nove décadas depois. O Botafogo teria de enfrentar o Internacional, lanterna da competição, na última rodada. Porém, o Internacional, que também não tinha enfrentado o Fluminense, não compareceu ao jogo. O Botafogo venceu o jogo por W.O., mas não teve gols acrescentados na tabela. Enquanto isso, o Fluminense venceu o Paissandu por 2 a 0 e empatou na classificação final do campeonato com o alvinegro. Como tinha saldo melhor, o Fluminense reivindicou o título. Prejudicado por não ter a oportunidade de marcar gols na última partida, o Botafogo pedia um jogo extra, maneira considerada pelos diretores alvinegros justa de decidir a disputa, o que não foi aceito. O regulamento da competição não especificava nenhum critério de desempate além do número de pontos. Os dois clubes não chegaram a um acordo sobre como decidir o campeonato[7]. A Liga não conseguiu encontrar uma solução e se dissolveu, ficando o campeonato sem um campeão até 1996, quando Eduardo Viana, presidente da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, decidiu dividir o título de 1907 entre ambos os clubes.

Em 1910, o Botafogo consagrar-se-ia definitivamente. Ao vencer o Campeonato Carioca de 1910, o time realizou uma campanha marcada por sete goleadas aplicadas sobre os adversários na competição, fato este que lhe rendeu o apelido de O Glorioso. O alvinegro, que naquele campeonato marcara 66 gols, já demonstrava aptidão para marcar várias vezes anteriormente. No ano anterior, aplicou 24 a 0 sobre o Sport Club Mangueira (até hoje a maior goleada da história do futebol brasileiro em jogos oficiais). Nesta mesma época de transição de décadas, o Botafogo ainda fez 15 a 1 sobre o Riachuelo, 13 a 0 e 11 a 0 no Haddock Lobo, 9 a 0 contra o Internacional, entre outras goleadas mais.

Antigo Estádio da Rua Voluntários da Pátria.

Em 1911, o clube desligou-se da Liga Metropolitana de Sports Athleticos após uma confusão num jogo contra o América. O incidente foi iniciado quando o jogador do time rubro Gabriel de Carvalho fez falta violenta em Flávio Ramos, que revidou, originando uma briga generalizada. Insatisfeita com as punições que foram impostas aos jogadores alvinegros envolvidos na briga (Adhemaro e Abelardo de Lamare receberam seis e doze meses de suspensão respectivamente), a diretoria solicitou o desligamento do próprio clube da LMSA e, em seguida, passou uma longa fase realizando apenas amistosos contra equipes paulistas. No final do mesmo ano, o Botafogo perdeu a sua sede na rua Voluntários da Pátria, onde realizava seus jogos. Teve de disputar o campeonato de 1912, organizado pela Associação de Football do Rio de Janeiro, em um modesto campo na rua São Clemente. Nesta competição, o alvinegro sagrou-se campeão.

Em 1913, o Botafogo retornou à Liga Metropolitana de Sports Athleticos. E, em 1915, voltou à liga municipal renovado com a concessão do terreno da rua General Severiano pela prefeitura em 1912.

Entressafa alvinegra

Partida de inauguração do Estádio de General Severiano, em 1913.

A fase entre 1912 e 1930 pode ser considerada como o primeiro período de jejum de títulos do Botafogo. Todavia, foram conquistados dois Campeonatos Cariocas de Segundos Quadros, em 1915 e 1922. O clube ainda foi vice-campeão carioca por quatro vezes, 1913, 1914, 1916 e 1918, e fez vários artilheiros do torneio até 1920, entre eles Mimi Sodré, Aluízio Pinto, Luiz Menezes e Arlindo Pacheco.

Jogadores em 1913.

Nesta época, o Botafogo contribuiu para a criação de um termo bastante comum nos dias atuais do esporte brasileiro: cartola[8]. Em 1917, os dirigentes do Botafogo trajaram-se de fraque e cartola para receber o time uruguaio do Dublin FC no gramado. A intenção era imitar os políticos da República Velha, mas o resultado acabou sendo o nome, adotado pela imprensa, de carlota dirigentes esportivos.

Antes de ser formado time do início da década de 1930, o Botafogo, nos anos 1920, obteve como melhor resultado um terceiro lugar no Campeonato Carioca de 1928. De resto, foram cinco quartas colocações e outras classificações mais inferiores. Em 1923, o time quase foi rebaixado, ficou em 8° lugar (último) no Carioca. Teve de disputar um partida elimitatória, para não cair, contra o Vila Isabel, vencida por 3 a 1.

Este período também foi marcado por um série de problemas internos na cúpula do clube. Tanto que o atacante Nilo, que viria a ser um dos destaques do time de 30, foi para o Fluminense devido a problemas com a diretoria. Só retornou ao alvinegro em 1927, para ser o artilheiro do Carioca do mesmo ano.

Geração de 30: o Tetracampeonato

Time campeão estadual em 1930.
Carvalho Leite em campo.

Na década de 1930, liderado pelos atacantes Nilo e Carvalho Leite, entre outros craques, o Botafogo conquistou o Carioca de 1930 e o inédito tetracampeonato em 1932, 1933, 1934 e 1935. Nesta época, o campeonato do Rio de Janeiro era dividido em duas ligas, a profissional e a amadora, homologada pela CBD e pela FIFA e que o Botafogo participava. Em 1931, problemas internos envolvendo diretores e futebolistas atrapalharam o time durante a campanha. Nessa mesma era, nove jogadores do Botafogo foram convocados para a Copa do Mundo de 1934 na Itália: Carvalho Leite, Waldyr, Áttila, Canalli, Ariel, Martim Silveira, Octacílio e os goleiros Germano e Pedrosa. Durante a campanha dos cinco títulos o clube realizou 113 jogos, vencendo 75, empatando 22 e perdendo 16. Marcou 320 gols (sendo 79 marcados por Carvalho Leite) e sofreu 176. Leônidas da Silva, ídolo do Flamengo, atuou antes pelo alvinegro na conquista de 1935 e chegou a estrear pelo time em 1936, entretanto, logo foi negociado com o rival rubro-negro. No mesmo ano, o clube realizou sua primeira excursão ao exterior: foi jogar no México e nos Estados Unidos[9]. Em nove partidas, venceu seis.

O ano de 1938 foi o qual o Botafogo reinaugurou seu estádio em General Severiano com novas arquibancadas de cimento. No Campeonato Carioca e no Torneio Municipal, o clube ficou em terceiro lugar. Cedera, durante as competições, cinco jogadores para a disputa da Copa da França. No ano seguinte, surgiu no clube o craque Heleno de Freitas, que viria a substituir o ídolo Carvalho Leite. Durante os oito anos seguintes, Heleno foi o maior ídolo do clube e, por conseguinte, o primeiro craque do recém-criado Botafogo de Futebol e Regatas.

Botafogo de Futebol e Regatas

A fusão

O Botafogo de Futebol e Regatas nasceu oficialmente no dia 8 de dezembro de 1942, resultado da fusão dos dois clubes de mesmo nome: o Club de Regatas Botafogo e o Botafogo Football Club. Os dois clubes tinham suas sedes no bairro de Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro. A fusão já era estudada desde 1931, mas durante muitos anos foi combatida porque gente ligada aos dois clubes, como o historiador Antônio Mendes de Oliveira Castro, do remo, e João Saldanha, do futebol, garantiam que o Regatas estava "infiltrado de torcedores do Fluminense", que, dos cinco grandes clubes da cidade, é um dos dois (junto com o América) que nunca tiveram um departamento ligado a esse esporte.

A união foi apressada por uma tragédia: no dia 11 de junho de 1942, os dois clubes, que também tinham atividades em outros esportes, disputavam uma partida de basquete pelo Campeonato Carioca, no Mourisco Mar, sede do Club de Regatas Botafogo. Nesse dia, o jogador Armando Albano, do Football Club, chegou atrasado ao jogo que já havia começado, entrando com o jogo em andamento. Durante o intervalo, Armando Albano abaixou-se para pegar uma bola e caiu desfalecido. Os médicos correram, fizeram todos os atendimentos possíveis, mas o jogador havia sido fulminado por um infarto.

Depois de confirmada a morte do jogador, a partida foi interrompida faltando dez minutos para o final, quando o placar marcava 21 pontos para Club de Regatas e 23 para Football Club. O corpo de Albano saiu da sede de General Severiano e, quando passava em frente ao Mourisco Mar, houve uma parada. Os presidentes dos clubes fizeram um pronunciamento[10]:

"E comunico nesta hora a Albano que a sua última partida resultou numa nítida vitória. O tempo que resta do jogo interrompido, os nossos jogadores não disputarão mais. Todos nós queremos que o jovem lutador desaparecido parta para a grande noite como um vitorioso. E é assim que o saudamos."
Augusto Frederico Schmidt, presidente do Club de Regatas Botafogo.
"Nas disputas entre os nossos clubes só pode haver um vencedor: o Botafogo!"
— Eduardo Góes Trindade, presidente do Botafogo Football Club.
"O que mais é preciso para que os nossos dois clubes sejam um só?"
Augusto Frederico Schmidt, selando a fusão.

A partir dessa data, começou o procedimento para a fusão dos clubes, nascendo o Botafogo de Futebol e Regatas. Com a fusão foram feitas algumas alterações: a bandeira perdeu o escudo com letras entrelaçadas do B.F.C., e ganhou um retângulo preto com a Estrela Solitária branca, do Club de Regatas, ao alto. O escudo incorpora ao distintivo a Estrela Solitária branca, num fundo preto com contorno branco, no lugar das letras entrelaçadas. Além disso, a equipe de futebol passou a usar calções pretos.

Retomada de títulos

Fundado o Botafogo atual em 1942, apesar dos craques que desfilaram com a sua camisa, como Gérson dos Santos, Zezé Procópio, Sarno, Tovar e Heleno de Freitas, o alvinegro só conseguiu reconquistar o título carioca em 1948. Curiosamente, no ano em que Heleno, o principal artilheiro do time então, havia sido vendido para o argentino Boca Juniors.

Após quatro vice-campeonatos seguindos nos anos de 1944, 1945, 1946 e 1947, em 1948, foi conquistado o primeiro título no futebol sob o novo nome. Aquele campeonato traria ainda uma novidade: era a primeira vez que o clube utilizaria numeração nas camisas de seus uniforme. O Botafogo estreou no campeonato perdendo por 4 a 0 para o São Cristóvão. Ao fim de jogo, o presidente Carlito Rocha garantiu que o time não perderia mais e que seria o campeão. O clube havia acabado de efetivar o ex-centro-médio Zezé Moreira como técnico para tentar acabar com a série de 12 anos sem o título. Mas, guiado pelos gols de Octávio de Moraes e de Sylvio Pirillo, pela e superstição de Carlito Rocha e por Biriba, um cãozinho preto e branco adotado como mascote, o time obteve 17 vitórias e dois empates nos outros 19 jogos. Resultado: ganhou o título, derrotando na final o apelidado Expresso da Vitória do Vasco. A decisão foi em General Severiano, no dia 12 de dezembro de 1948, e o Botafogo venceu por 3 a 1[11]. O Botafogo jogou com Osvaldo Baliza, Gérson dos Santos e Nílton Santos; Rubinho, Ávila e Juvenal; Paraguaio, Geninho, Pirillo, Octávio e Braguinha. Foi o primeiro título de Nílton Santos, que logo se transformaria em lenda do futebol brasileiro.

Em 1951, o time preto e branco triunfou pela primeira vez no Torneio Municipal, justamente na última edição da competição.

Época de ouro

Busto de Garrincha, estátua na sede do clube.
Busto de Nílton Santos, estátua na sede do clube.

Nas décadas de 1950 e 1960[12], o Botafogo viveu um dos seus períodos mais áureos, tendo contado com a participação de craques como Garrincha, Nilton Santos (melhores de todos os tempos em suas posições de acordo com a FIFA), Didi, Zagallo, Amarildo, Quarentinha, Manga, entre outros[13]. O time notabilivaza-se também pelas muitas excursões que fazia pelo exterior, disputando competições extra-oficiais e amistosos, grande parte na América e na Europa.

Em 1957, o alvinegro venceu o Campeonato Carioca ao derrotar na final o Fluminense por 6 a 2, tendo Paulinho Valentim marcado 5 gols na maior goleada da história das finais da competição[14]. No ano seguinte, o Botafogo cedeu para a Seleção Brasileira, que seria Campeã do Mundo pela primeira vez, seus principais jogadores Garrincha, Nílton Santos e Didi[15]. Novas vitórias vieram no Carioca de 1961 e 1962 e no Torneio Rio-São Paulo também deste último ano. Ainda em 1962, na Copa do Mundo realizada no Chile, novamente, o time da Estrela Solitária ajudou fundamentalmente a Seleção Brasileira que conquistaria o bicampeonato com cinco titulares, Garrincha, Nilton Santos, Didi, que após a Copa foi negociado com o Real Madrid, Zagallo e Amarildo[16].

Em 1963, decidiu com o Santos, maior rival a nível nacional da época[17], a Taça Brasil de 1962 que se prolongou até aquele ano. Derrotado no primeiro jogo no Pacaembu por 4 a 3, venceu o segundo no Maracanã por 3 a 1. Um terceiro jogo teve de ser realizado para decidir o campeão. E, numa noite inspirada de Pelé, o time paulista aplicou 5 a 0, em pleno Maracanã, no Botafogo[18]. As duas equipes ainda disputaram a Taça Libertadores da América de 1963, o Santos por ter sido o campeão da edição anterior entraria apenas na semifinal. Justamente nessa fase, ocorreu o encontro com o Botafogo, que até então mantinha-se invicto (primeira vez em que uma equipe chegava a esta etapa do torneio sem derrotas). Entretanto, o alvinegro carioca acabou sendo eliminado. Porém, a oportunidade da revanche viria no Torneio Rio-São Paulo de 1964. Os dois times chegaram à decisão, e, no primeiro jogo, o Botafogo derrotou o rival por 3 a 2 no Maracanã. Todavia, não foi realizado o segundo jogo da final por falta de datas, uma vez que ambas as equipes foram excursionar. Como resultado, houve a divisão do título entre as duas equipes[19].

O Botafogo venceu, pela terceira vez, o Rio-São Paulo em 1966[20], porém outra vez com divisão de título. Devido aos treinamentos para a Copa do Mundo daquele ano que envolveram mais de quarenta atletas, o clubes que deveriam disputar o quadrangular final, Botafogo, Santos, Vasco e Corinthians, foram declarados campeões, mesmo desejando utilizar alguns jogadores reservas.

Em 1967 e 1968, o alvinegro triunfou duplamente na Taça Guanabara, que era um torneio independente até então, e no Campeonato Carioca, além ter sido o primeiro clube carioca campeão nacional, com a conquista da Taça Brasil de 1968. Em seu plantel, atuavam craques como Jairzinho, Gérson, Paulo Cézar Caju, Rogério, Roberto Miranda, o zagueiro Leônidas e Carlos Roberto. No ano seguinte, o clube boicotou a Libertadores sob o pretexto de ser contra a violência aplicada pelos outros times. Não só o Botafogo, mas outras equipes brasileiras foram solidárias e não disputaram o torneio daquele ano.

21 anos de drama

Entre 1968 e 1989, o Botafogo não conquistou nenhum título oficial. Desde a Taça Brasil de 1968 (cuja final realizou-se em 1969) o clube não soube aproveitar as oportunidades que teve. Neste período de tempo, o clube da Estrela Solitária pôde colecionar diversas quartas colocações no torneio estadual.

A final do Campeonato Carioca de 1971 foi marcante negativamente para o clube. O Botafogo, que jogava pelo empate, perdeu por 1 a 0 para o Fluminense, com um polêmico gol[21] sofrido aos 42 minutos do segundo tempo validado pelo árbitro José Marçal Filho. No mesmo ano, o Botafogo classificou-se para o triangular final do primeiro Campeonato Brasileiro de Futebol organizado pela CBF, ficando em 3° lugar. Naquela ocasião, o time perdeu para o São Paulo por 4 a 1 no Morumbi e, no último jogo, para o campeão Atlético Mineiro, no Maracanã, por 1 a 0, dois jogos marcados por diversas expulsões de botafoguenses.

No ano seguinte, mesmo fazendo mais pontos que o campeão, foi vice do Brasileiro, perdendo a final para o Palmeiras com um empate de 0 a 0. Neste Campeonato Brasileiro, o time aplicou 6 a 0 no rival Flamengo no dia de seu aniversário, 15 de Novembro. Em 1973, na Copa Libertadores, liderou seu grupo, de uruguaios e brasileiros, na primeira fase, empatando no final com o Palmeiras. Venceu o jogo-extra por 2 a 1 contra a equipe paulista e, assim, classificou-se para um dos grupos da semifinal. Porém, não voltou a ter a mesma sorte, sendo desclassificado neste triangular pelo paraguaio Cerro Porteño e pelo chileno Colo Colo, que viria a ser o vice-campeão.

Anos mais tarde, foi vendo a qualidade de seu plantel ir se deteriorando ano a ano. O Botafogo não era mais o celeiro de tantos craques como antes, o número de talentos criados pelas divisões de base clube também foi diminuindo com o tempo. Entretanto, alguns jogadores ainda conseguiram se destacar com a camisa do time nesse período, como Marinho Chagas, Wendell, Dirceu, Mendonça, Nílson Dias, Fischer, Gil, Rodrigues Neto, Paulo Sérgio, , Alemão, Josimar, entre outros. Parte desses jogadores não atuaram juntos, mas foram alguns dos ídolos do Botafogo em uma de suas épocas mais amargas onde as maiores conquistas foram o segundo turno do Estadual (a Taça Augusto Pereira da Mota em 1975 e a Taça José Vander Rodrigues Mendes em 1976).

Logo, o Botafogo viu-se envolvido numa grave crise financeira e, em 1977, teve de vender a sede de General Severiano para pagar dívidas. O clube ficou sem campo até para treinar. Só no dia 12 de agosto de 1977, quando o futebol botafoguense completou 73 anos de idade, conseguiu transferir suas atividades para o subúrbio da cidade, no bairro de Marechal Hermes, onde construiu um outro estádio, inaugurado no ano seguinte. Porém, nesta fase o Botafogo, que chegou a receber o apelido de o Time de Camburão devido à rebeldia extra-campo de alguns de seus jogadores, conseguiu estabelecer dois recordes dentro do futebol do país. É o detentor da maior sequência de invencibilidade da história do futebol brasileiro, 52 partidas, num período de 10 meses (entre 1977 e 1978)[22]. Com esta sequência, o clube também conseguiu a maior série invicta do Campeonato Brasileiro, 42 jogos. Nestes dois anos, o alvinegro ficou, respectivamente, em 5° e 8° lugar no torneio nacional. No ano seguinte, no entanto, o Botafogo conseguiu sua pior colocação na história do Brasileirão: 53°. Isto se deve ao fato de o campeonato ter sido disputado por 94 clubes e de sua fórmula prever a eliminação precoce de alguns times. Foram apenas 7 os jogos disputados pela equipe botafoguense.

Já em 1981, o clube voltou a fazer campanha de destaque. Ficou na 4ª colocação do Brasileiro, sendo eliminado numa semifinal com o São Paulo. No primeiro jogo, no Maracanã, o time carioca venceu por 1 a 0. No segundo duelo, no Morumbi, o Botafogo chegou a abrir 2 a 0 frente ao tricolor paulista. Mas, no segundo tempo, o São Paulo virou para 3 a 2, conquistando a vaga para a final. Esta partida foi marcada por algumas confusões, como a volta dos times ao campo atrasada após o intervalo, expulsão e infrações duvidosas interpretadas pelo árbitro Bráulio Zannoto, além de atraso na reposição de bolas por conta dos gandulas.

Até 1989, os melhores resultados obtidos pelo Botafogo foram quatro torneios de verão conquistados no exterior, como o de Palma de Mallorca, na Espanha em 1988. Já o Campeonato Carioca daquele ano foi determinante para a retomada de glórias do clube na década de 1990. Em 21 de Junho de 1989, o Botafogo conseguiu vencer o título estadual, de forma invicta, sobre o Flamengo, que tinha Zico, Bebeto e Leonardo. O primeiro jogo da final encerrou-se empatado em 0 a 0. Já o segundo, e último, teve o placar final de 1 a 0 para o Botafogo, com gol de Maurício.

Este jogo foi marcado por diversas coincidências: o Botafogo não era campeão havia 21 anos. O jogo foi disputado no dia 21. O gol foi marcado aos 12 minutos do segundo tempo (21 ao contrário). O time também utilizou-se de 12 jogadores na partida. A bola do gol foi cruzada por Mazolinha, no vigésimo primeiro cruzamento dado à área pelo time, e chutada por Maurício. Os números das camisas deles eram, respectivamente, 14 e 7, que somados dão 21. A temperatura no estádio do Maracanã marcava 21°C. Ou seja, tudo levava ao número 21[23], e para os botafoguenses, bastante supersticiosos, isso foi um sinal de que aquele era o dia em que o time que começara desacreditado sairia campeão invicto.

Anos 90 e a "Tuliomania"

No ano seguinte a um dos títulos mais importantes de sua história, o alvinegro repetiu o triunfo no torneio estadual. Desda vez, numa polêmica final contra o Vasco, sagrando-se Bicampeão Carioca pela terceira vez seguida.

Passados vinte anos, o clube voltou, em 1992, a uma final de Campeonato Brasileiro. Disputou com o rival Flamengo o título nacional daquele ano em duas partidas no Estádio do Maracanã. O primeiro jogo foi marcado em suas vésperas por uma polêmica: o então craque o time Renato Gaúcho fez uma aposta com os jogadores do time adversário em que, caso perdesse, faria um churrasco com eles. O Botafogo foi derrotado no primeiro jogo por 3 a 0 e Renato cumpriu sua aposta. Este fato não foi bem visto pela diretoria alvinegra que afastou o jogador do elenco, e, desta forma, Renato não pôde participar da segunda partida da final. Nesta partida, o Botafogo saiu perdendo, mas bravamente conseguiu empatar em 2 a 2, placar final. O Botafogo sagrava-se vice-campeão e conseguia uma vaga na Copa Conmebol do ano seguinte. Porém, uma tragédia marcaria definitivamente aquela partida: a arquibancada do estádio cedeu e dezenas de pessoas caíram sobre o antigo setor da Geral, matando três torcedores do Flamengo. Por medidas de segurança, nunca mais o Maracanã receberia um público tão grande quanto aquele de 122 mil pagantes[24].

Em 1993, treinado por Carlos Alberto Torres, o Botafogo conquistou seu primeiro título internacional oficial da história. Ganhou, apesar do time fraco tecnicamente que terminou o Brasileirão em 31° lugar, do uruguaio Peñarol a Copa Conmebol (que atualmente é representada pela Copa Sul-Americana) nos pênaltis. No ano seguinte, habilitado para a disputa Recopa Sul-Americana contra o vencedor da Libertadores de 1993, o alvinegro perdeu para o São Paulo o título, numa partida no Japão, com placar de 3 a 1. Este ano de 1994 ficou marcado ainda pelo regresso do Botafogo à sua sede histórica de General Severiano na administração do presidente Carlos Augusto Montenegro.

Em 1995, o Botafogo conquistou o seu único Campeonato Brasileiro desde que a competição passou a ser organizada pela CBF em 1971. Com uma equipe onde alinhavam o ídolo Túlio Maravilha, Gonçalves, Donizete, Sérgio Manoel, Wilson Gottardo, Wágner, entre outros, treinada por Paulo Autuori, o time bateu o Santos em dois jogos finais bastante polêmicos referentes à arbitragem. Neste ano, graças ao carisma de Túlio, que foi artilheiro dos campeonatos nacionais e estaduais de 1994 e 1995, houve um elevado crescimento de torcedores do clube que não se via há muito tempo.

No ano seguinte, o clube conquistou a Taça Cidade Maravilhosa e, numa excursão internacional, o Botafogo venceu o Troféu Teresa Herrera, na Espanha, a Copa Nippon Ham, em Osaka, no Japão, e o Torneio Pres. da Rússia, vencendo clubes como Juventus, La Coruña, Valencia e Auxerre. Na Libertadores, foi eliminado nas oitavas-de-final pelo Grêmio.

Em 1997, o Botafogo ganhou mais um campeonato estadual do Rio de Janeiro, novamente contra o Vasco, com um gol de Dimba na final vencida por 1 a 0. E, no ano seguinte, conquistou o Torneio Rio-São Paulo pela quarta vez, recorde entre os clubes cariocas, batendo o São Paulo.

O vice-campeonato da Copa do Brasil contra o Juventude em 1999 ficou marcado pelos 101.581 pagantes[25] presentes a final que foram contagiados pela campanha do time de Bebeto na competição. O segundo jogo da final foi a última vez que um dos grandes clubes cariocas colocou, em jogo contra equipes de fora da cidade, mais de 100.000 torcedores no Estádio do Maracanã.

Na virada do século, o clube foi incluído pela FIFA como um dos maiores clubes do século XX[26][27] (o terceiro do Brasil), atrás apenas de clubes como o Real Madrid, Manchester United, Bayern Munique, Barcelona, Santos, Flamengo etc.

A crise e a Segunda Divisão

Desde o início dos anos 2000, o Botafogo flertou com o rebaixamento no campeonato nacional. Campanhas pífias foram realizadas em 1999, quando o clube escapou graças a pontos conquistados no STJD devido ao "Caso Sandro Hiroshi", 2000, 2001 e na culminação do rebaixamento em 2002. Elencos frágeis, sálarios atrasados, má gestão administrativa, baixa atendência aos estádios, início de movimentos de repressão de torcidas organizadas foram marcas desse período dramático da história do alvinegro.

No Carioca, o clube ficou várias vezes fora das semifinais da Taça Guanabara e Taça Rio no início do década de 2000. A equipe era freqüentemente eliminada na primeira fase da competição pelo Americano de Campos, o que criou por parte dos rivais a alcunha de "quinta força" do futebol do Rio de Janeiro.

Para o Campeonato Brasileiro de 2002, a equipe sofreu com saída de vários jogadores do plantel antes do início da competição. O time que nos outros anos era liderado por Rodrigo, Dodô, Alexandre, entre outros, tinha como destaques os zagueiros Sandro e Odvan, o goleiro Carlos Germano, o volante Galeano e os atacantes Ademílson e Lúcio. Treinado a maior parte do campeonato por Ivo Wortmann, a equipe não conseguiu se consolidar e, já sob o comando de Carlos Alberto Torres, que assumiu nos últimos jogos da competição, perdeu para o São Paulo por 1 a 0, com gol de Dill, no Caio Martins.

Ao final daquele ano, terminava a gestão presidencial de Mauro Ney Palmeiro. O substituto era Bebeto de Freitas, ex-atleta e treinador de vôlei, que efetivara Levir Culpi para ser o técnico do alvinegro. O clube estava repleto de dívidas, com jogadores de empresários nas divisões de base, sem um lugar para treinar, sem patrocínios, sem um estádio que suportasse toda a sua torcida e com jogadores pedindo para não atuar mais pelo clube devido aos salários atrasados. O Campeonato Carioca de 2003 foi usado como "laboratório", mas sem sucesso. O time não se classificou para as semifinais, nem da Taça Guanabara, nem da Taça Rio.

O Botafogo iniciou o Campeonato Brasileiro Série B perdendo para o Vila Nova, em Goiás, por 2 a 1. Após um empate em 1 a 1 com o Avaí, a primeira vitória só viria na terceira rodada, fora de casa, contra o CRB, 3 a 0. Com o decorrer da competição o clube chegou a liderar o campeonato por várias rodadas, o que gerou por parte de torcedores rivais a alcunha de "25° colocado", já que, na Série A, 24 equipes disputavam a competição.

Ao final da primeira fase, o time se classificou em segundo lugar para a disputa da segunda fase. Novamente, ficou em segundo lugar, atrás do Marília em seu grupo, classificando-se para o quadrangular final contra Palmeiras, Marília e Sport. Na terceira fase, o Glorioso conseguiu reasceder à Primeira Divisão com uma rodade de antecipação, ao derrotar por 3 a 1 o Marília no reformado Caio Martins. Ao final da competição, ficou colocado como segundo na classificação, atrás do Palmeiras, outro clube que havia caído no ano anterior e retornado para a Séria A. O time base botafoguense durante a competição era: Max, Jorginho Paulista (ou Rodrigo Fernandes), Sandro, Edgar e Daniel; Fernando, Túlio, Valdo e Camacho; Dill (ou Almir) e Leandrão. Os artilheiros da equipe foram Almir com 12 gols e Leandrão com 11. Dill, o mesmo que levou o clube a Segunda Divisão fazendo o gol pelo São Paulo em 2002, fez 8 gols.

O presidente Bebeto de Freitas, durante esse ano de 2003, reestruturou o clube, pagou parte das dívidas, manteve arduamente o salário em dia, assinou com dois patrocinadores: Finta, para confeccionar os uniformes, e a rede de lanchonetes Bob’s, para estampar suas marca nas mangas da camisa e ajudar a construir arquibancadas temporárias no Estádio Caio Martins, e dispensou todos os jogadores de empresários das divisões de base do clube. Também foi criado o Botafogo no Coração, projeto de sócio-torcedor para angariar mais fundos para o clube e identificar seus torcedores.

De volta à elite

O CT João Saldanha foi inaugurado em 2004.

Na sua volta à elite em 2004, o ano do centenário do futebol do clube, a equipe voltou a fazer uma má campanha no Campeonato Brasileiro e só escapou de um novo rebaixamento na última rodada, ao empatar em 1 a 1 com o Atlético Paranaense, em Curitiba e graças a uma combinação de resultados.

Para celebrar o centenário, foram realizados uma série de eventos comemorativos e também um jogo festivo contra o Grêmio. As duas equipes utilizaram uniformes retrô, embora atuassem com times reservas por estarem disputando o Brasileirão. O jogo terminou com vitória por 4 a 1 do Botafogo, no Estádio Caio Martins.

A partir de 2005, o Botafogo iniciou um processo de estabilização. Administrativamente, salários foram postos em dia, jogadores tiveram seus contratos estendidos para resguardar o clube em futuras negociações e diversos patrocínios foram fechados. O clube buscava estruturar-se gradualmente.

No início daquele ano, a equipe conquistou o terceiro lugar no Estadual, sendo a segunda equipe que mais somou pontos nas fases de pontos corridos. No Campeonato Brasileiro o time começou de forma fulminante. Liderou o torneio, fato que não ocorria desde o título de 1995, por sete rodadas. Porém, o então técnico Paulo César Gusmão desentendeu-se com a diretoria do clube e pediu demissão. Logo, a equipe caiu de rendimento, perdeu a liderança e teve mais duas trocas de treinador. O Botafogo teve que se contentar com a nona colocação e uma vaga na Copa Sul-Americana.

Lúcio Flávio, meia e atual capitão do Botafogo.

Em 2006, a equipe de futebol profissional finalmente conquistou seus primeiros títulos no século XXI. Venceu a Taça Guanabara, primeiro turno do Estadual do Rio, e depois conquistou o título do Campeonato Carioca ao bater o Madureira na final com duas vitórias, 2 a 0 e 3 a 1. Os destaques do time, comandado pelo ex-jogador alvinegro Carlos Roberto, foram Dodô, artilheiro da competição com 9 gols, Lúcio Flávio, Zé Roberto e o capitão Scheidt.

Pelo Brasileirão, o time começou mal a campanha e Carlos Roberto foi substituído por Cuca. O novo técnico levou o clube, que corria risco de rebaixamento, a conquistar uma vaga na Sul-Americana de 2007. Além disso, o atacante Marcelinho fez o milésimo gol do clube pela competição[28], no dia 13 de Agosto, em partida disputada no Maracanã contra o Palmeiras válida pela 16ª rodada. O Botafogo terminou o campeonato em 12° lugar. Na Sul-Americana de 2006, o Botafogo foi eliminado na primeira fase para o Fluminense nos pênaltis, após ter sofrido um gol polêmico no final da partida.

Na Taça Guanabara de 2007, o time preto e branco foi eliminado na primeira fase da competição ao perder na última rodada para o Boavista. Porém, na Taça Rio, a equipe recuperou-se. Jogando um futebol moderno que lhe rendeu o apelido de Carrossel Alvinegro, o Botafogo, guiado pelo artilheiro do campeonato Dodô, Zé Roberto, Lúcio Flávio, Jorge Henrique e Túlio foi campeão ao bater a Cabofriense na final do turno. Na finalíssima, sagrou-se vice-campeão do Carioca nos pênaltis, após dois empates em 2 a 2, contra o Flamengo.


Vista externa do Estádio Olímpico do Botafogo.

O fracasso no Estadual não seria o único naquele ano. O Botafogo era apontado como favorito em todas as competições que disputava, mas nada ganhou[29]. Na Copa do Brasil, o time foi eliminado nas semifinais pelo Figueirense, após perder em Florianópolis, por 2 a 0, e vencer um polêmico jogo, em que teve dois gols seus anulados[30], por 3 a 1, no Maracanã.

No Brasileiro, a equipe iniciou a campanha bem e liderou o torneio por 11 rodadas, terminando o primeiro turno na segunda colocação, mas problemas internos geraram uma grande queda de rendimento que fez o alvinegro cair na tabela. No segundo turno, a equipe oscilou muito e acabou fazendo uma campanha fraca, mas, devido ao bom turno anterior, o Botafogo ainda conseguiu terminar o Campeonato Brasileiro na nona colocação, garantindo, pelo terceiro ano consecutivo, a vaga para a Copa Sul-Americana.

Na Copa Sul-Americana 2007, o Botafogo foi derrotado nas oitavas-de-final para o River Plate em um jogo histórico. Venceu a primeira partida no Rio de Janeiro por 1 a 0, mas, no Monumental de Nuñez, esteve por duas vezes a frente no placar e com um jogador a mais, mas acabou perdendo por 4 a 2 e eliminado da competição[31]. Esta derrota gerou o pedido de demissão de Cuca, que foi substituído por Mário Sérgio. Porém, nove dias depois de sua saída, Cuca retornou ao alvinegro devido ao insucesso do treinador.

Mesmo com algumas decepções, o ano de 2007 ficou marcado por inovações do Botafogo. O clube apresentou um projeto para revelar novos jogadores a partir de inscrições pela internet chamado Craques do Botafogo[32]. O Botafogo ainda conseguiu o direito de administrar o Estádio Olímpico João Havelange[33], onde passou a mandar suas partidas a partir de setembro, por 20 anos.

Time do Botafogo saudando torcida em seu estádio.

Em 2008, o Botafogo foi campeão da Copa Peregrino, competição internacional amistosa disputada no Rio de Janeiro envolvendo clubes do Brasil e da Noruega, organizada pelos europeus. Na Taça Guanabara, fez boa campanha, mas perdeu por 2 a 1, na final, contra o Flamengo. Após o jogo, a insatisfação alvinegra com a arbitragem foi tamanha que o presidente Bebeto de Freitas pediu renúncia do cargo, alegando que 'não aguenta mais as coisas que acontecem no futebol carioca'[34] e o técnico Cuca disse que sua vontade era ir embora[35]. No confronto entre os dois na Taça Rio, o Botafogo venceu por 3 a 2 e quebrou um jejum de 4 anos sem vencer seu maior rival. Ainda na Taça Rio, o Botafogo aplicou a maior goleada do campeonato e também da história do Estádio Olímpico João Havelange: 7 a 0 sobre o Macaé, no primeiro confronto entre os dois clubes. O alvinegro sagrou-se bicampeão do segundo turno, ao vencer, por 1 a 0, o Fluminense Football Club[36] e foi jogar sua terceira final consecutiva de Estadual, mas foi derrotado, como no ano anterior, pelo Flamengo, perdendo as duas partidas da finalíssima, por 1 a 0 e 3 a 1.

Na Copa do Brasil desse ano, o Botafogo repetiu o desempenho do ano anterior, chegando até às semifinais. Dessa vez, a equipe foi eliminada pelo Corinthians, nos penaltis, por 5 a 4. Esta derrota ocasionou o pedido de demissão de Cuca, que foi substituido por Geninho[37]. Depois de 40 dias, duas vitórias, um empate e três derrotas, Geninho foi demitido[38] e Ney Franco assumiu o comando da equipe[39].

Símbolos

Estrela Solitária

A Estrela Solitária.

A Estrela Solitária, presente no escudo e na bandeira do clube, era originalmente o símbolo máximo do Club de Regatas Botafogo. De cinco pontas, ela era originalmente em um formato diferente que se consagrou. Tinha em cada ponta uma tonalidade, dividindo-as em preto e branco, dando efeito de sombra. Contudo, foi substituída nos primeiros anos pelo famoso modelo da estrela de cinco pontas branca em um fundo preto.

A Estrela Solitária representava a estrela D'alva e foi adotada por ter sido a primeira estrela a aparecer no céu no dia da fundação do clube[40]. Na verdade, anos depois, após pesquisas, foi se descobrir que aquela estrela era o planeta Vênus.

Com a fusão dos dois clubes, a estrela também foi adotada como símbolo do futebol. O Botafogo de Futebol e Regatas recebeu como um dos apelidos o de clube (ou time) da Estrela Solitária, pois ela passava a estar estampada no escudo das camisas, no peito dos jogadores.

Escudo

Escudo do Botafogo na sede do clube.

O Club de Regatas Botafogo não possuía um escudo oficial. Os estatutos especificavam apenas que a Estrela Solitária seria o símbolo maior. Havia, porém, um escudo não-oficial de uso popular. Ele trazia a Estrela Solitária, remos e o monograma do clube. No uniforme, o clube usava um monograma encimado pela Estrela. Em 1919, a Estrela cresceu e o monograma passou a estar dentro dela[41].

O escudo do Botafogo Football Club foi desenhado a nanquim por um de seus fundadores, Basílio Viana Júnior. Era um escudo no estilo suíço, tendo o seu contorno em preto. Sobre um fundo branco, havia, ao centro, as iniciais do clube: B F C, entrelaçadas, em preto.

Em 1942, com a fusão dos dois clubes, manteve-se o formato do escudo do Botafogo Football Club, com a Estrela Solitária branca, do Club de Regatas, no lugar das letras, em um fundo preto. Além disso, o escudo recebeu dois contornos: de dentro para fora, o primeiro branco e o segundo preto.

As estrelas sob o escudo.

Estrelas

Em 1981, o Botafogo traria uma novidade em seu uniforme: quatro estrelas amarelas estavam acima do escudo do clube. Elas representavam o tetra-campeonato carioca do clube nos anos de 1932, 1933, 1934 e 1935. No começo da década de 2000, mais uma estrela foi incluída acima das que já estavam. Desda vez, a quinta estrela era na cor branca e lembrava o título brasileiro de 1995.

Em 2003, todas as cinco estrelas foram retiradas, deixando apenas a Estrela Solitária do escudo, pois o departamento de marketing do clube afirmava que essa é a única estrela que representa o Botafogo.

Bandeira

Bandeira do Botafogo de Futebol e Regatas invertida tremulando no clube.

A bandeira do Botafogo de Futebol e Regatas surgiu após a fusão do Botafogo Football Club com o Club de Regatas Botafogo.

O Football Club possuía uma bandeira com faixas horizontais pretas e brancas, com o escudo do clube ao centro. Foi bordada pela primeira vez pelas irmãs do ex-presidente Edwin Elkin Hime Júnior: Ruth, Hilda, May, Leah e Miriam[42]. Já a bandeira do Club de Regatas era branca, com um quadrilátero preto no canto superior esquerdo e a tradicional Estrela Solitária em branco.

Com a fusão, em 1942, permaneceram as faixas horizontais e o quadrilátero preto, com a Estrela Solitária branca no canto superior esquerdo.

O formato oficial da bandeira é de 1,28 metro de largura e 90 centímetros de altura. As listras horizontais têm 10 centímetros de largura cada. São cinco listras pretas e quatro brancas. O retângulo preto, que contém a Estrela Solitária (em branco), mede 56 x 40 cm.

Camisa 7

A camisa 7 é considerada a mais importante da história do Botafogo. Com ela, no time de General Severiano, atuaram diversos jogadores que se destacaram tanto pelo alvinegro quanto pela Seleção Brasileira de Futebol. O primeiro jogador a utilizá-la foi o ponta Paraguaio em 1948, ano em que foi adotado a numeração das camisas do clube. No final da década seguinte, Garrincha foi o responsável por imortalizá-la definitivamente com seus dribles. Ao deixar o time, o substituto de Garrincha como ídolo com a camisa 7 foi Jairzinho. Anos depois, o Furacão da Copa passaria a usar a 10.

A camisa ainda vestiria inúmeros jogadores que atuavam como atacantes ou meia-de-ligação, como Helinho por exemplo, mas só voltaria a ter destaque decisivo em 1989. Após 21 anos sem vencer o Campeonato Carioca, Maurício, com a camisa 7, fez o gol da vitória por 1 a 0 sobre o Flamengo que garantiu o título daquele ano para o Glorioso. Em 1995, foi a vez de Túlio Maravilha fazer sucesso com a camisa, levando o Botafogo à conquista do Brasileirão. Depois de ser usado por alguns jogadores com pouca relevância, Dodô, que anteriormente atuava no próprio Botafogo com a 10, passou a jogar com o místico número em 2007, sendo artilheiro do Estadual daquele ano.

Uniforme

Uniformes do CRB, BFC e BFR.

O Club de Regatas Botafogo dispunha, inicialmente, de dois uniformes diferentes. O primeiro, com camisetas e calções inteiramente negros, era utilizado para as competições em si. O segundo, com camisa alvinegra listrada na horizontal e calções negros, era utilizado somente nos treinamentos. Posteriormente, o clube passou a utilizar como segundo uniforme o traje inteiramente branco.

Nos primeiros anos, o Botafogo Football Club usava camisas e calções brancos, com meias pretas. O uniforme inteiro era feito na Inglaterra, então a capital mundial do futebol, até em figurinos de material esportivo. Em 1906, para estrear seu novo uniforme, também encomendado na Inglaterra, na fábrica Benetfink & Co., o clube fez um jogo festivo contra o Fluminense. Surgia, pela primeira vez diante dos olhos de seus torcedores, a camisa alvinegra em listras verticais. Só que com botões na frente feita de tecido. Completavam esse uniforme calções brancos e meias pretas. A camisa listrada é uma homenagem a Juventus de Turim, clube pelo qual torcia Itamar Tavares, um dos fundadores do clube. Em junho de 1909, o Botafogo passaria a utilizar-se de uniformes confeccionados em malha. Mas os escudos só estariam presentes a partir de 1913[43]. O Botafogo só adotou os calções pretos como titular pela primeira vez em 1935.

Camisas do Botafogo para a temporada 2007/08 na loja do clube.

Com a fusão entre os dois clubes, predominou, no remo, o Botafogo de Futebol e Regatas manteve o uniforme inteiramente negro, e, no futebol, a camisa alvinegra listrada, com golas e calções negros e meiões pretos. Porém, em 1948, o Botafogo voltou a utilizar-se de calções brancos e meiões de mesma cor, fato que durou até 1954[44]. Devido ao suicídio do presidente do Brasil Getúlio Vargas, o Botafogo usou novamente calção e meias negras. Em 1956, atuou rapidamente com os dois equipamentos inferiores em branco novamente. Mas, em 1957, passou a usar meiões na cor cinza, com calção preto. Ao final da década de 1970, o time passou a atuar com meiões brancos, tradição só quebrada em 1993, quando o meião cinza voltou a ser usado. Hoje, a base de seu uniforme principal do futebol é igual ao anterior, voltando a utilizar meias pretas desde 2003.

O número total de listras da camisa do Botafogo deve ser de sete a nove, conforme o estatuto do clube. Normalmente a listra central é da cor preta, porém, em algumas opurtunidades, foram utilizadas na cor branca. Detalhes nas mangas e na altura do ombro também são aceitos para facilitar a diversidade ano a ano.

De acordo com o estatuto do clube, o uniforme deve ser nas cores alvinegras. Portanto, suas camisas reservas são predominantemente brancas ou pretas, tal qual são as cores dos calções e das meias. O uniforme de goleiro não precisa seguir o regulamento do clube.

Sedes e estádios

General Severiano

Sede social
Entrada da sede General Severiano.
Ginásio de General Severiano.

General Severiano é o antigo palacete construído em um terreno cedido pela prefeitura para ser a sede do Botafogo em 23 de junho de 1912. Construída como um amplo casarão em estilo eclético pintado de cor salmão, a sede foi inaugurada com um baile de gala para a alta sociedade do Rio de Janeiro. Novas obras da sede social na avenida Venceslau Brás foram iniciadas em 1928. Ficando pronto o casarão definitivamente no ano seguinte, foi inaugurado com mais um baile de gala, em 15 de dezembro de 1928.

Em 1977, quando o clube era presidido por Charles Macedo Borer, a sede foi vendida para a Companhia Vale do Rio Doce. Com a venda da sede, o Botafogo mudou-se para o Mourisco Pasteur, onde ficou de 1977 até 1992, quando foi para o Mourisco Mar e o futebol, para Marechal Hermes. Nesses anos que esteve fora de General Severiano, o futebol e a torcida sentiu a saída da sede e lutou para retornar à General Severiano. Foi no ano de 1992 que o Botafogo conseguiu recuperar a sede, pois ela foi tombada pelo patrimônio histórico, logo não interessava mais à Vale do Rio Doce. Então, o clube fez uma troca com a empresa, voltando para General Severiano e deixando a Vale do Rio Doce estabelecer-se no Mourisco Pasteur.

No período de 1992 a 1994, o Botafogo ficou instalado no Mourisco Mar, enquanto General Severiano passava por uma reforma para receber novamente o clube e seus funcionários. A volta definitiva para General Severiano aconteceu em maio de 1994 sob o comando do presidente Carlos Augusto Montenegro, apesar de que parte da área original tenha sido perdida devido à construção de um shopping center, atualmente chamado Rio Plaza, em parte do antigo terreno e no sub-solo do clube.

Hoje, na sede social do clube, está concentrada a diretoria do Botafogo e toda a parte sua administrativa, além das dependências sociais como piscina, quadras de vôlei, basquete e futsal, ginásio, escolinhas de iniciação ao esporte e também uma Fogão Shop.

Estádio
Ver artigo principal: Estádio de General Severiano

Em General Severiano, existia o antigo estádio do clube, o Estádio de General Severiano, que tinha esse nome por ter acesso pela homônima. O campo foi inaugurado na primeira partida do Carioca de 1913, num jogo contra o Flamengo vencido pelo Botafogo por 1 a 0 no dia 13 de maio daquele ano. Em 1937, iniciaram-se a implantação de arquibancadas de cimento no estádio, obra concluida em 1938 e inaugurada em 28 de agosto do mesmo ano. Na cerimônia realizada antes do primeiro jogo, um mapa do Brasil foi desenhado no centro do gramado com terra originada de cada estado do país. O jogo foi contra o Fluminense e Botafogo venceu por 3 a 2. Contudo, o estádio foi demolido quando o clube perdeu a posse do terreno na década de 1970 e nunca mais foi reconstruído.

CT João Saldanha
Campo do Centro de Treinamentos.

Apesar de o campo de futebol da sede de General Severiano não abrigar mais um estádio, em 2004, ano do centenário de seu futebol, foi inaugurado o centro de treinamentos da equipe profissional. No Centro de Treinamento João Saldanha, os atletas do clube dispõem de estrutura necessária para realizar os treinamentos, como sala e piscina para fisioterapia, sala de musculação, quartos para os jogadores e comissão técnica concentrarem-se antes dos jogos e o campo que passou a ser destinado para treinamentos apenas. O local conta com uma modesta arquibancada, que é capaz de suportar no máximo quinhentos espectadores.

Endereço: avenida Venceslau Brás n° 72. Botafogo, Rio de Janeiro.

Mourisco Mar

Ver artigo principal: Mourisco Mar

A sede do Mourisco Mar fica situada na praia de Botafogo, onde o clube dispõe de uma piscina olímpica para treinamento, aulas e competições de pólo aquático e natação. O local também dispõe de um amplo espaço onde são promovidas festas e eventos, normalmente durante os finais de semana. No período de 1992 a 1994, a administração do clube ficou instalada no Mourisco Mar aguardando o término das obras em General Severiano.

Endereço: avenida Repórter Nestor Moreira, s/n°. Botafogo, Rio de Janeiro.

Maracanã

Ver artigo principal: Maracanã

Não é de propriedade do Botafogo de Futebol e Regatas, mas é o estádio onde o time de futebol costumava mandar muitos de seus jogos. É administrado pelo Governo do estado do Rio de Janeiro através da SUDERJ. Foi construído em 1950 para a Copa do mesmo ano e era considerado o maior estádio do mundo. Hoje em dia, apenas o Flamengo e o Fluminense mandam suas partidas no estádio.

Endereço: rua Professor Eurico Rabelo, s/n°. Maracanã, Rio de Janeiro.

Marechal Hermes

No fim da década de 1970, o Botafogo perdeu sua sede de General Severiano. No mesmo ano deste ocorrido, 1977, o clube transeferiu suas atividades futebolísticas para esta sede no bairro de Marechal Hermes, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A mudança aconteceu no dia do aniversário de 73 anos de fundação do Botafogo Football Club, 12 de agosto de 1977. O estádio, chamado Mané Garrincha, só foi utilizado oficialmente pela primeira vez em 22 de outubro do ano seguinte, com vitória de 2 a 1 sobre a Portuguesa da Ilha pelo Campeonato Estadual.

Nos anos 1990, o Botafogo voltou a sua sede tradicional na Zona Sul da cidade. Hoje, na sede de Marechal Hermes, localiza-se as divisões de base do futebol alvinegro. Lá, treinam as seguintes categorias: mirim, infantil, juvenil e junior, além de uma escolinha de futebol. No final do ano é realizada a famosa "peneira" para descobrir novos jogadores para o time. A estrutura da sede conta com dois campos de futebol, com medidas oficiais, e um alojamento, onde moram alguns jogadores.

Endereço: rua Xavier Curado, n° 1.705. Marechal Hermes, Rio de Janeiro.

Caio Martins

Ver artigo principal: Estádio Caio Martins

O Estádio Caio Martins, localizado na cidade de Niterói, no complexo esportivo de mesmo nome, é o local onde o Botafogo mandou muitos de seus jogos desde a década de 1980 até 2004, com exceção dos clássicos que foram disputados no Maracanã.

O estádio, que pertence ao governo do Estado do Rio de Janeiro, foi construido, originalmente, para ser utilizado pelo Canto do Rio, mas está arrendado pelo Botafogo até a década de 2020. No início dos anos 2000, o nome dele foi alterado, pela Câmara de Vereadores da cidade, de Caio Martins para Mestre Ziza, em homenagem ao craque niteroiense Zizinho. Entretanto, alteração não foi de agrado da maioria do torcedores alvinegros, já que Zizinho fez sua carreira jogando pelo rival Flamengo. O nome original, que continua sendo o do complexo esportivo administrado pela SUDERJ, homenageia o escoteiro Caio Vianna Martins.

Em 2003, o estádio passou por uma reforma, com o uso de arquibancadas tubulares, que aumentou sua capacidade para 15 mil espectadores. Entretanto, em 2005, as obras foram desfeitas pois a diretoria do clube acreditava que o clube estava diminuindo seu prestígio por mandar suas partidas em um estádio pequeno. Hoje, o local recebe escolinhas e alguns jogos das categorias de base do clube, além de ser um dos locais alternativos de treinamento da equipe profissional.

Ao final de 2007, foi iniciada uma grande reforma no local para a construção de Centro de Treinamentos para as equipes profissional e juniores de futebol.[45]

Endereço: Rua Presidente Backer, s/n°. Santa Rosa, Niterói-RJ.

Estádio Olímpico João Havelange

Torcida do Botafogo comemorando gol no Engenhão.

Construido para os Jogos Pan-americanos de 2007, o Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão, foi arrendado oficialmente em 3 de agosto de 2007 pelo Botafogo. O estádio possui capacidade para 45 mil espectadores e também conta com uma pista atletismo dentro dos padrões internacionais e um campo de aquecimento no exterior do estádio.

O Botafogo participou do jogo de abertura do estádio, contra o Fluminense, no dia 30 de junho de 2007, vencendo por 2 a 1. No dia 19 de Setembro do mesmo ano, o clube fez seu primeiro jogo como administrador do estádio, contra o River Plate, em confronto válido pela Copa Sul-Americana 2007, e venceu a partida por 1 a 0.

Sacopã

Sede náutica do Botafogo na Lagoa Rodrigo de Freitas.

Na bela visão da Lagoa Rodrigo de Freitas está situada a sede do Botafogo de remo, conhecida internamente pelo nome de Sacopã. Lá concentra-se o departamento de regatas do clube. A sede é apropriada para os treinamentos dos atletas e para a escolinha de remo que funciona no mesmo local. O espaço conta com uma grande garagem para os barcos, tanque (piscina), em solo, com capacidade para oito remadores, para treinamentos a seco, sala de musculação e alongamento, alojamento e uma pequena oficina.

O clube utiliza como raia para os profissionais a principal da Lagoa Rodrigo de Freitas (a mesma usada pelos rivais). Para a escolinha a raia é mensurada da sede até a curva da Av. Epitácio Pessoa, próximo a entrada da rua Fonte da Saudade. No mais, os atletas costumam dar voltas pela ciclovia da lagoa fazendo cooper para também desenvolver o potencial atlético.

Endereço: Av. Epitácio Pessoa, n° 1561. Lagoa, Rio de Janeiro-RJ.

Fogão Shop

Fogão Shop do Rio de Janeiro.
Ver artigo principal: Fogão Shop

O Botafogo possui uma rede de lojas oficais chamada Fogão Shop. Hoje, existem três filiais: uma no Rio de Janeiro, na sede do clube, na entrada do Palacete de General Severiano, uma em Brasília e outra em Belém do Pará.

Sedes antigas

Antiga sede do Club de Regatas Botafogo

Tratava-se de um casarão no sul da praia de Botafogo, encostado ao Morro do Pasmado, onde hoje termina a Avenida Pasteur, no bairro de Botafogo. O clube de remo lá ficou até 1907, quando a sede foi demolida para dar passagem ao túnel do pasmado.

Sede da Rua Voluntários da Pátria

Antigo local onde o Botafogo Football Club mandava seus jogos no fim dos anos 1900. Inaugurado em 31 de maio de 1908 numa partida vencida por 5 a 0 contra o Riachuelo, ficava na rua Voluntários da Pátria, no bairro de Botafogo. Após o desligamento do clube da Liga Metropolitana de Sports Athleticos, o proprietário do terreno decidiu vendê-lo para a prefeitura. Hoje, existe neste local um popular hortomercado chamado Cobal[46], tombado em 2008 pela prefeitura da cidade.[47]

Campo da Rua São Clemente

Local onde o Botafogo Football Club passou a realizar seus jogos como mandante em 1912, após perder a sede da rua Voluntários da Pátria. Localizava-se na rua São Clemente, no bairro de Botafogo, perto da rua Assunção.

Arena Petrobras

Para o Campeonato Brasileiro de 2005, o Botafogo, em parceria com o Flamengo e a Petrobras, proporcinaram uma reforma temporária no Estádio Luso-Brasileiro da Portuguesa da Ilha. O estádio, que passou a ter sua capacidade aumentada em seis vezes por meio de arquibancadas tubulares, foi renomeado na ocasião para Arena Petrobras e foi o local onde os dois clubes realizaram seus jogos naquela competição.

Hinos

  • Hino popular

O hino mais difundindo na mídia e no conhecimento popular, apesar de não ser o oficial. A letra e a música são de Lamartine Babo, foi criado em 1942. Os versos iniciais "Botafogo, Botafogo campeão desde 1910" estão na cabeça dos torcedores e é freqüentemente cantando nos jogos do time.

Há também uma polêmica na letra. Como foi criado na década de 1940, foi registrado como "Campeão de 1910". Contudo, o primeiro título oficial do Botafogo foi o Campeonato Carioca de Futebol de 1907, que, devido a diferenças entre Botafogo e Fluminense, só foi oficializado em 1996, sendo o troféu dividido pelos dois clubes. Por esta razão é comum ouvir torcedores cantando "Botafogo, Botafogo campeão desde 1907".

Neste hino, encontra-se também dois dos principais lemas do clube. São eles: "Foste herói em cada jogo" e "Não podes perder, perder pra ninguém". O sítio oficial do clube disponibiliza a letra deste hino.

  • Hino oficial do futebol

O hino oficial do Botafogo Football Club, que tem letra de Octacílio Gomes e música de Eduardo Souto, não é muito popular entre a mídia e os torcedores. Isto se deve ao fato do hino de Lamartine Babo ter sido criado no ano da fusão dos dois clube e ter, também, um vocabulário menos complexo do que o oficial. Além disso, os hinos oficiais dos outros clubes cariocas também são ofuscados pelas canções de Lamartine, que compôs músicas para, além do Botafogo, América, Flamengo, Fluminense e Vasco. O O sítio oficial do clube também disponibiliza a letra deste hino.

  • Hino oficial do remo

O hino do antigo Club de Regatas Botafogo foi escrito por Alberto Ruiz, que foi presidente deste clube em 1930. Este hino também é de pouco conhecimento dos torcedores, já que o remo, na consideração dos botafoguenses, é o segundo esporte do clube, tanto que o site oficial do Botafogo não disponibiliza a letra desta canção. Porém, um sítio não-oficial apresenta a sua letra.

Mascotes

Estátua do manequinho.
  • Manequinho

Em frente a sede de General Severiano, encontra-se uma estátua apelidada "Manequinho". Ela, que representa um menino urinando, é uma réplica da estátua Manneken Pis, que enfeita uma praça de Bruxelas, na Bélgica, e foi instalada no Rio de Janeiro em 1922, em frente a sede do Mourisco. No campeonato de 1957, um torcedor vestiu a estátua com a camisa do Botafogo. A partir daí, torcedores consideram-na como mascote e toda vez que o Botafogo é campeão a estátua é vestida novamente. Contudo, a estátua foi roubada e destruída. Uma réplica da réplica foi instalada na praça em frente à General Severiano. Por ser uma fonte, algumas pessoas bebem a água dele para comemorar. Às vezes, torcedores rivais aparecem para pôr uniformes de outros clubes no Manequinho.

  • Pato Donald

Lorenzo Mollas, chargista argentino que trabalhou no Rio de Janeiro nas décadas de 1940 e 50, vestiu no Pato Donald a camisa do Botafogo nos anos 40. Logo, o personagem de desenhos da Disney foi adotado como mascote pela torcida. Mollas escolheu o Pato Donald porque ele reclama seus direitos, luta briga, defende-se, como eram os dirigentes alvinegros da época, e, ainda, sem perder a sua elegância ao deslizar pelas águas.

  • O cachorro Biriba

O presidente do Botafogo Carlito Rocha era um dos mais fanáticos torcedores do clube. Supersticioso e determinado, Carlito levou o vira-latas Biriba, que pertencia ao zagueiro Macaé,[48] a todas as partidas do Botafogo no Campeonato Carioca de 1948. Ele achava que o cachorro dava sorte e não aceitava o animal fosse barrado. A diretoria do Vasco tentou impedir a entrada de Biriba em São Januário. Carlito Rocha não fez por menos, colocou o cachorro de baixo do braço e desafiou: "Ninguém impede o presidente do Botafogo de entrar onde quer que seja e quem estiver com ele entra, com certeza!" garantia Carlito. Com a presença de Biriba, em 19 jogos, o Botafogo venceu 17 partidas e empatou as outras 2 no Carioca de 1948 e sagrou-se campeão, após um jejum de 13 anos.

É a partir de Biriba que o cachorro foi adotado como mascote. Anos depois, o cachorro passou a ser um símbolo bastante admirado pelos torcedores alvinegros. A torcida Fúria Jovem, inclusive, divide seus grupos por "canis". As torcidas adversárias apelidaram, também, a torcida do clube de a "cachorrada".

Em 2008, a tradição foi revivida quando um cão, chamado Perivaldo - em homenagem ao ex-jogador do clube nos anos 1970 - entrou junto com time em uma partida da Copa do Brasil de 2008 levado por seu dono, um carioca e fanático torcedor botafoguense residente na Paraíba. Em suas costas negras, o beagle Perivaldo trazia uma marca de nascença em formato de estrela na cor branca, remetendo ao símbolo máximo do clube, a estrela solitária.[49]

Torcida

Torcida do Botafogo na final do Carioca de 2006.
Torcida lotando o Estádio Olímpico do clube em jogo da Copa do Brasil de 2008.

De acordo com as últimas pesquisas realizadas em todo o território brasileiro, segundo Ibope em 2004[50], a torcida do Botafogo é estimada em cerca de 2,7 milhões de torcedores no Brasil, e, de acordo com pesquisa publicada pelo Datafolha em 2008[51], o clube tem 2% da preferência da população brasileira (o que totaliza 3,8 milhões aproximadamente). Seus torcedores integram em grande parte a classe média da sociedade, apesar de contar com expressivo contingente de torcedores nas populações de alta e baixa rendas também. Segundo todas as recentes pesquisas, é a terceira maior do Estado do Rio de Janeiro e a décima-primeira (pelo Ibope) ou uma das nonas (de acordo com o Datafolha) do país. Todavia, o departamento de marketing do Botafogo estima trabalhar com um número de base de 9 milhões de torcedores-consumidores do clube no Brasil[52]. O alvinegro também possui um grande número de adeptos entre os mais velhos, fato explicado por ter vivido seu mais próspero momento nas décadas de 1950 e 60.

O torcedor do Botafogo é freqüentemente caracterizado como um indivíduo supersticioso. Isto se deve às místicas que foram criadas ao longo da história do clube, como o mascote Biriba, as lendas sobre a camisa 7 e as coincidências que já aconteceram com o clube. A torcida é relacionada também ao sofrimento, como era comumente descrita pelo cronista tricolor Nelson Rodrigues e pelas frases de conhecimento popular como: "tem coisas que só acontecem com o Botafogo". O jejum do clube de 21 anos sem títulos levou o torcedor botafoguense a virar motivo de piadas dos torcedores rivais entre os anos 1970 e 1980.

Bandeirão em homenagem a Garrincha.

Neste mesmo período, no qual a população brasileira e o poder de penetração da imprensa cresciam rapidamente em torno do futebol, o Botafogo encontrou sérias dificuldades de formar novos torcedores, em virtude da boa fase que atravessavam seus rivais, principalmente o Flamengo, dono da maior torcida do país. Em números gerais, o torcida botafoguense só voltou a ter forte crescimento na década de 1990, com a presença do irreverente ídolo Túlio Maravilha. Houve uma regressão no posicionamento da sua torcida frente às demais do país, oscilando nas pesquisas, iniciadas em 1983, entre a sétima e décima-segunda posição na preferência nacional[53].

Em 2003, foi criado o projeto de sócio-torcedor Botafogo no Coração, no qual o torcedor ajuda financeiramente o clube, e, desde 2007, os participantes cariocas têm direito a entrada para os jogos em que o time possui mando de campo. Atualmente, o clube possui cerca de 18.000 sócios-torcedores em todo o país.

Movimentos de torcedores organizados

Fúria Jovem, ao lado da Botachopp, recebendo o time no estádio.

São muitos os movimentos de torcedores ligados ao Botafogo. A primeira a ser formada, década de 1960, foi a Torcida Organizada do Botafogo, ou apenas TOB, que já não existe mais. No final dos mesmos anos 60, surgiu a Torcida Jovem do Botafogo, também conhecida como TJB. Esta é a mais antiga e tradicional torcida organizada do Botafogo. Porém, ela teve sua atuação diminuída em 2001, após a criação da Fúria Jovem do Botafogo. Torcedores dissidentes da TJB foram responsáveis pela sua criação. A Fúria Jovem é, hoje, a maior torcida organizada favor do clube. Outras torcidas tradicionais famosas, porém já extintas, são a Raça Alvi-Negra, a Folgada do Russão e a Mancha Alvinegra.

Contudo, atualmente, há outros grupos que também participam ativamente das partidas do clube, como a Torcida Botachopp, e, em menor expressão, a Torcida Estrela Solitária e a Torcida Vanguarda. Além desses, surgiu, em 2006, o movimento Loucos pelo Botafogo, que não se considera uma torcida organizada, mas sim uma barra brava pacífica, por não possuir uniforme e seus cantos serem direcionados exclusivamente ao Botafogo. Há também grupos de torcedores localizados em outros estados, como a Fogo Horizonte, da capital de Minas Gerais.

No âmbito político, existe o MITOB (Movimento Independente Torcedores do Botafogo), o Movimento Carlito Rocha, fundado em 1992, e a COMFOGO (Comunidade Botafoguense), criada em 2003. Todos esses também atuam social e culturamente, procurando manter-se atento às decisões tomadas pelos diretores do clube.

Companhia Botafogo

Partida de futebol do alvinegro em seu novo estádio.

A Companhia Botafogo S/A é a empresa criada em 2003, na administração de Bebeto de Freitas, para gerir o futebol do Botafogo de Futebol e Regatas.[54][55] Devido à precariadade financeira do clube, esta medida foi tomada e aprovada pelo Conselho Deliberativo do alvinegro[54], tornando-o um dos primeiros clube-empresa do Brasil. Desta forma, as receitas são remetidas diretamente para a administração, ficando livre de parte das penhoras e dívidas, possibilitando maiores condições de gerir as atividades esportivas economicamente. A Cia. Botafogo é a intermediária[56] para as contratações do time, exercício e exploração financeira e comercial do desporto e da marca Botafogo, assinatura de contratos de patrocínio, como os atuais da Kappa e Liquigás, e, também, responsável pelo arrendamento do Estádio Olímpico João Havelange.[57] Registrada como holding de instituições financeiras[58], pode atuar com sócia, acionista, quotista ou consorciada em sociedades civis ou comerciais. Para o futuro, prevê-se a venda de ações da Companhia Botafogo na bolsa de valores.[56]

Os cargos diretivos da Cia. Botafogo não são remunerados e a função sócio majoritário é ocupada pelo presidente em vigor do clube. Originalmente, integravam a empresa, que tem sede à rua Santa Luzia, 651, 27° andar, Centro do Rio de Janeiro, os diretores Jefferson de Almeida Pereira, Luiz Cláudio Rangel Xavier, Bebeto de Freitas e Vantuil Gonçalves Júnior. Em 2006, a diretoria foi alterada, ficando apenas Bebeto e Jefferson Melo, diretor de marketing do clube.

Títulos no futebol

Continentais

Nacionais

Regionais

(1): dividido com o Santos;
(2): dividido com o Santos, o Corinthians e o Vasco.

Estaduais

Sala de Troféus do clube.

(1): dividido com o Fluminense;
* Invicto;

Outros

Internacionais

* Invicto.

Nacionais

* Invicto.

Não-profissionais

  • Observação: A Taça Caxambu era equivalente ao Campeonato Carioca de Segundos Quadros.

Elenco atual

  • Última atualização: 23h36min de 20 de Julho de 2008 (UTC).

Legenda:
Captain: Capitão atual
Flag of the Red Cross.svg: Jogador contundido

Goleiros
Uruguai G Castillo
Brasil G Renan
Brasil G Lopes
Brasil G Marcos Leandro
Brasil G Luís Guilherme
Defensores
Brasil LD Alessandro Flag of the Red Cross.svg
Brasil LD Índio Flag of the Red Cross.svg
Brasil LE Triguinho
Brasil LE Luciano Almeida
Argentina Z Ferrero
Brasil Z André Luís
Brasil Z Eduardo
Brasil Z Renato Silva
Brasil Z Édson
Brasil Z Rodrigo Fabiano
Brasil Z Romário
Meio-campistas
Brasil V Túlio
Brasil V Leandro Guerreiro
Brasil V Diguinho
Brasil V Túlio Souza
Brasil V Thiaguinho
Brasil V Wellington Júnior
Brasil V Jougle
Brasil M Lúcio Flávio Captain
Brasil M Carlos Alberto
Brasil M Zé Carlos
Brasil M Lucas Silva
Brasil M Adriano Felício
Brasil M Marcelinho
Brasil M Rodrigo Dantas
Atacantes
Brasil A Jorge Henrique
Brasil A Wellington Paulista
Brasil A Gil
Brasil A Vanderlei
Brasil A Fábio
Brasil A Alexsandro
Argentina A Leandro Zárate


Comissão técnica
Nome Função
Brasil Ney Franco Treinador
Brasil Wilson Quiqueto Auxiliar-técnico
Brasil André Souto Auxiliar-técnico
Brasil Josimar Auxiliar-técnico
Brasil Wanderlei Silva Treinador de goleiros
Brasil Ridênio Borges Preparador físico
Brasil Marlos Cogo de Almeida Auxiliar de preparação
Brasil Daniel dos Santos Cerqueira Auxiliar de preparação
Brasil Peterson Rosa Supervisor
Brasil Nina Mager Supervisor
Brasil Adriano Colares Supervisor
Brasil Seu Gonzaga Roupeiro
Brasil Adelmo de Souza Santos Roupeiro
Brasil Zé Barbosa Roupeiro
Brasil Amauri Alves Roupeiro
Comissão médica
Nome Função
Brasil Luiz Fernando Batista Chefe do departamento médico
Brasil Igor Vaz Ortopedista
Brasil Pablo Lima Ortopedista
Brasil Altamiro Bottino Fisiologista
Brasil Beth Nutricionista
Brasil Francisco Santos Fisioterapeuta
Brasil Flávio Prata Meirelles Fisioterapeuta
Brasil Gustavo Ricarte Fisioterapeuta
Brasil Alberto Mucelini Giro Fisioterapeuta
Brasil Seu Edison Massoterapeuta
Brasil Ricardo José Mesquita Massoterapeuta
Brasil Wágner Carvalho de Oliveira Massoterapeuta


Transferências em 2008

Chegadas
Uruguai Castillo (goleiro) compra de Uruguai Peñarol
Brasil Triguinho (lateral) empréstimo de Bélgica Anderlecht
Argentina Escalada (atacante) compra de Equador LDU
Brasil Fábio (atacante) compra de Brasil Gama
Brasil Róbston (volante) compra de Brasil Atlético-GO
Brasil André Luís (zagueiro) sem contrato Brasil Cruzeiro
Argentina Ferrero (zagueiro) compra de Argentina Tigre
Brasil Zé Carlos (meia) fim de contrato Japão Cerezo Osaka
Brasil Marcelinho (meia) sem contrato Brasil Vasco da Gama
Brasil Wellington Paulista (atacante) compra de Espanha Alavés
Brasil Abedi (meia) compra de Israel Hapoel Tel-Aviv
Brasil Túlio Souza (volante) fim de contrato Brasil Coritiba
Brasil Édson (zagueiro) compra de Brasil CRB
Brasil Eduardo (zagueiro) compra de Brasil Bahia
Brasil Alexsandro (atacante) compra de Brasil Resende
Brasil Bruno Costa (zagueiro) empréstimo de Brasil Boavista
Brasil Thiaguinho (volante) empréstimo de Brasil Boavista
Brasil Carlos Alberto (meia) empréstimo de Alemanha Werder Bremen
Brasil Lucas Silva (meia) compra de México Dorados
Brasil Vanderlei (atacante) empréstimo de Brasil Atlético Mineiro
Argentina Leandro Zárate (atacante) compra de Argentina Unión
Brasil Gil (atacante) empréstimo de Brasil Internacional


Saídas
Brasil Max (goleiro) empréstimo para Brasil Vila Nova
Brasil Thiago Marin (meia) empréstimo para Brasil Itumbiara
Brasil Reinaldo (atacante) empréstimo para Brasil Grêmio
Brasil Vitor Castro (atacante) empréstimo para Suécia Örebro
Brasil Róbston (volante) venda para Brasil Atlético-GO
Brasil Magno (meia) empréstimo para Brasil América
Argentina Escalada (atacante) venda para Argentina Gimnasia de Jujuy
Brasil Roger (goleiro) aposentadoria
Brasil Abedi (meia) empréstimo para Brasil Juventude
Brasil Bruno Costa (zagueiro) volta de empréstimo de Brasil Boavista

Histórico de patrocinadores

Publicidade

Os patrocínios também geram a exposição das marcas em placas de publicidade.

De 1904 a 1985, o Botafogo não fez qualquer tipo de publicidade de empresas em seu uniforme de jogo[61]. Até quando o clube assinou com a Atlantic por um curto período de tempo. A marca das empresas, desde então, são estampadas centralmente na parte frontal, abaixo do escudo, da camisa, e, nas costas, acima do número que diferencias os futebolistas. Em 1986, foi a vez da borracharia 3B.RIO estampar sua logo marca em seu uniforme. A seguir, ainda em 1987, a Coca-Cola, tal qual fez outros tantos clubes brasileiros, passou a patrocinar o alvinegro. A parceria com a Coca-Cola durou até o fim de 1994, ano em que o clube passou a anunciar outra marca de refrigerantes, Seven Up. Esta foi uma das mais bem sucedidas publicidades relacionadas a clubes de futebol no Brasil, à medida em que o Botafogo conquistou um título de campeão brasileiro e a Seven Up pôde crescer no país. A parceria terminou ao fim do ano de 1996.

Após um curto período sem publicidades, em 1997, o clube trazia em sua camisa a marca da sul-coreana Hyundai a partir da reta final do Carioca de 1997. Assinou, no ano seguinte, com o banco Excel Econômico. A publicidade manteve-se apenas naquele ano, quando o banco veio à falência. No primeiro semestre de 1999, o clube voltou às suas origens, utilizando camisas sem anúncios. Porém, no segundo semestre, a Tam interessou-se pelo espaço após a campanha vice-campeã da Copa do Brasil e colocou seu logotipo na camisa do alvinegro.

A empresa de aviação aérea voltou, desta vez nas mangas, à camisa do Botafogo no Brasileirão de 2001, isto porque a Golden Cross estampou sua marca no centro da camisa do Botafogo entre o segundo semestre de 2001 ao início de 2003. Contudo, com a ida do clube para a Segunda Divisão em 2002, a empresa de planos de saúde decidiu-se por não renovar contrato com o clube, ficando até o Campeonato Carioca de Futebol de 2003.

Iniciando o campeonato da Série B, o clube criou o projeto de sócio-torcedor Botafogo no Coração, que ficou estampada na camisa principal do time até abril de 2005. Ainda em 2003, a rede de lanchonetes fast-food Bob's ajudou o clube na reforma de Caio Martins e teve a sua logomarcanas mangas do Glorioso também até abril de 2005.

Em maio de 2005, o Botafogo fechou com a Supergasbras, empresa do grupo SHV Gas Brasil, para os calções do time. O clube também traria a ALE Combustíveis para as mangas. As camisas do uniforme número 1 estavam "livres", mas as do reserva continuavam com a marca do Botafogo no Coração. Contudo, a equipe realizava boa campanha no Campeonato Brasileiro de 2005 e a Supergasbras decidiu trocar a publicidade dos calções para a camisa, sete partidas após iniciar seu contrato. Desta forma, o calção voltava a estar "limpo". No final daquele ano, a Unisuam fechou com o clube para expôr a marca da faculdade nos meiões do clube. Na campanha vitoriosa do Campeonato Carioca de 2006, o Botafogo voltou a possuir um patrocinador para o calção: o Café Capital ficou no uniforme do clube até abril daquele ano.

Em 2007, o clube, reivindicando aumento na arrecadação com os patrocinadores, não renovou contrato com qualquer uma das três empresas. Manteve, por um longo tempo, a camisa sem patrocinadores, até, em abril de 2007, após um longo período de negociações, acertar com a estatal Liquigás, subsidiária da Petrobras, o contrato de maior arrecadação financeira de sua história, que seria renovado e ajustado no ano seguinte. Com o reajuste no contrato o logotipo da empresa passa a ser também estampado nas mangas da camisa.

Em 2008, com o lançamento da nova linha de uniformes o logo da Liquigás, agora vinha também estampado nas laterais do calção.

Material esportivo

O Botafogo teve como primeira empresa fornecedora de material esportivo a Adidas em 1979. O contrato com a marca alemã durou até o início do Campeonato Carioca de 1989, quando a Umbro assumiu a posição. Já no segundo semestre daquele ano, a Finta forneceria novos uniformes para o clube.

Em 1990, a Penalty firmou contrato com clube, ficando apenas um ano. No ano seguinte, Umbro retornaria à responsabilidade da confecção dos uniformes do Botafogo até 1992, ano em que o time foi vice-campeão brasileiro. Em 1993, ano da conquista da Copa Conmebol, a ProOnze assinava a produção das vestimentas do clube. Foi substituída pela Rhumell em 1994.

Em 1995, ano da conquista do Brasileirão, os uniformes criados pela Finta ganharam fama entre os torcedores. Só foram substituídos em 1997, quando a Penalty voltaria a ser a fornecedora oficial do clube. A Topper viria a substituí-la em 1999 até 2001.

Após um curto período de negociações, sem ter um fornecedor oficial, a Finta, pela terceira vez, tornar-se-ia a responsável pelos uniformes alvinegros. A empresa viria a ser substituída em 2004 pela italiana Kappa, atual fornecedora, que revolucionou, a partir de 2005, as camisas do clube com modelos conhecidos como Kombat, um tecido elástico que fica mais colado ao corpo dos atletas.

Rivais

O primeiro grande rival histórico do Botafogo foi o Fluminense, com o qual fez sua primeira partida em 1905. As duas equipes, que por serem algumas das mais antigas do futebol brasileiro fazem o chamado Clássico Vovô[62], travavam basicamente, na década de 1900, duelos entre jovens adolescentes, do alvinegro, contra homens de mais idade, do tricolor. A rivalidade entre os dois clubes, localizados em bairros próximos, com o passar do tempo, aumentou cada vez mais, já contando com maior variação e eqüidade etária de seus futebolistas a partir da década de 1910. As disputas entre os dois clubes não aconteciam somente nos gramados historicamente, mas também nos bastidores, entre os dirigentes dos clubes[63][64] e até mesmo entre os torcedores.

Contudo, o clube considerado o maior rival do Botafogo é o Flamengo. Originalmente de bairros vizinhos[65], os dois clubes já competiam entre si no remo, a partir do final do século XIX, na Baía de Guanabara. No futebol, o Flamengo só iniciou suas atividades em 1912[66], um ano antes de fazer seu primeiro jogo contra o Botafogo. Os dois clubes, que contaram, em momentos distintos, com dois dos principais jogadores de futebol do Brasil, Garrincha, pelo alvinegro, e Zico, pelo rubro-negro, fizeram partidas históricas, entre elas muitas finais de campeonatos estaduais e nacionais. Uma curiosidade do duelo é que, apesar da tradição existente, não há nenhum nome específico para o clássico entre os dois times.

Mais um rival do Botafogo é o Vasco da Gama, outro clube originalmente do remo. O Vasco, que só começou a participar do futebol em 1916 em divisões inferiores, fez sua primeira partida contra alvinegro em 1923. Contra o time da cruz de malta, outro clássico sem nome específico, o Botafogo possui seu pior retrospecto contra um rival, tendo uma diferença de vitórias um pouco maior a cinqüenta partidas. Contudo, historicamente, o Vasco nunca venceu uma final contra o alvinegro. Foram quatro decisões entre os clubes e o Botafogo sagrou-se campeão em todas as oportunidades[67].

No Rio de Janeiro, o Botafogo também tem outros adversários de relevância histórica, como o América, o Bangu, o Americano, entre outros. Porém, por disputarem, por muito tempo, torneios em divisões inferiores ao alvinegro, não são considerados clássicos e as partidas não possuem o mesmo fervor das disputadas contra Flamengo, Fluminense e Vasco.

Fora do estado do Rio de Janeiro, o clube contra quem o Botafogo fez mais partidas históricas foi o Santos. Na década de 1960, a disputa entre os alvinegros de, entre outros craques, Garrincha e Pelé era tratada como o maior clássico do país. Posteriormente, os dois times ainda fizeram a final do Brasileirão de 1995, quando o Botafogo saiu campeão. O time da Estrela Solitária também possui certa rivalidade contra outros clubes paulistas em virtude da constante participação do extinto Torneio Rio-São Paulo. São eles, além do Santos, o Corinthians, o Palmeiras e o São Paulo. O Botafogo também tem rivalidades moderadas contra os times de Minas Gerais, estes Atlético Mineiro e Cruzeiro, do Sul e Nordeste do Brasil.

Presidentes

O primeiro presidente do Botafogo Football Club, foi o jogador e fundador do clube Flávio Ramos em 1904. No Club de Regatas Botafogo, o cargo foi exercido em primeiro lugar por José Maria Dias Braga, que também foi fundador de seu clube.

Ao longo da história dos dois clubes, o cargo esteve sob o comando, entre outros dirigentes, de ex-atletas e figuras ilustres da sociedade carioca. Entre eles, destacam-se o escoteiro e ex-futebolista Mimi Sodré, do Football Club, e poeta Augusto Frederico Schimidt, presidente do Regatas e idealizador do processo de fusão dos dois clubes em 1942. Após a junção, um dos presidentes mais populares foi Carlito Rocha, místico e supersticioso, criador de frases históricas e do mascote Biriba. Carlito, que também já havia sido jogador e treinador do Botafogo, presidiu o alvinegro de 1948 a 1951.

Emil Pinheiro foi outro presidente que ficou muito marcado na história do Botafogo. O presidente, ex-bicheiro, ajudou a levar o alvinegro à conquista bicampeonato estadual de 1989 e 1990 e à final do Brasileirão de 92, ano em que renunciou ao cargo. Ele assumiu o comando do futebol alvinegro ao final dos anos 80, contratando grandes jogadores para o clube que encontrava-se à beira da decadência. Após dois "mandatos tampões", Carlos Augusto Montenegro tornava-se presidente do Botafogo. Em sua gestão, além de o time ter se sagrado campeão brasileiro de futebol, o clube reconquistou a sede de General Severiano, que havia sido perdida em 1977.

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Bebeto de Freitas, a direita, ao lado do jogador Túlio e do presidente Lula.

Atualmente, o presidente do Botafogo é Paulo Roberto de Freitas, mais conhecido como Bebeto de Freitas. Bebeto, que foi atleta de vôlei do clube, sendo dez vezes seguidas campeão carioca pela modalidade com alvinegro, ainda foi técnico da Seleção Brasileira de Vôlei Masculino, que conquistou a medalha de prata nas Olimpíadas de 1984 em Los Angeles, e da Italiana Masculino, vencedora do Campeonato Mundial de 1998. Ele também teve uma passagem como manager do Atlético Mineiro no início da década de 2000 e como diretor-executivo do próprio Botafogo, por poucos meses, no início de 2002. Bebeto de Freitas foi eleito para o cargo pela primeira vez em 2002, assumindo a presidência no ano seguinte. Sua assunção foi em lugar de Mauro Ney Palmeiro. Bebeto teve como missão retirar o Botafogo da segunda divisão do futebol brasileiro em 2003, organizar as dívidas do clube, além de ter criado a Companhia Botafogo, empresa que gere o futebol botafoguense. Ao final de seu primeiro mandato, candidatou-se à reeleição com vitória, contra Antônio Carlos Mantuano. Bebeto de Freitas, atualmente, tem o apoio de ex-presidentes, como Carlos Augusto Montenegro, da imprensa e da torcida no geral. Durante seu segundo mandato, o clube conseguiu a concessão do Estádio Olímpico João Havelange.

O cargo de presidente do Botafogo de Futebol e Regatas, de acordo com o estatuto vigente do clube, é escolhido pelos sócios da instituição através de voto direto e secreto. O mandato do presidente eleito é de três anos, com possibilidade de uma reeleição.

Grandes treinadores

O Botafogo já contou, ao longo de sua existência, com uma enorme quantidade de técnicos em seu comando. O cargo foi exercido primeiramente por Octávio Werneck, em 1906, como chefe da comissão técnica. Até 1922, o Botafogo não possuia um treinador que comandasse a equipe sozinho. Era formada um comissão técnica encabeçada por indivíduos pré-determinados.

Na década de 1930, o húngaro Nicolas Ladanyi era o treinador botafoguense nas conquistas estaduais de 1930, 1932, 1933 e 1934, quando deixou a posição. Quem assumiu foi Carlito Rocha, que já havia sido líder de comissão técnica em 1917, ao lado de Oldemar Murtinho, e treinado a equipe em outras quatro ocasiões na década de 1920. Carlito comandou em 1935, na conquista do quarto título seguido de campeão carioca, e de 1936 a 1939. Carlito, que já havia sido também futebolista, viria também a ser presidente do Botafogo na década de 1940.

João Saldanha, que também era jornalista, foi o técnico Campeão Carioca de 1957. Na década de 1960, destacaram-se Marinho Rodrigues, bicampeão Carioca em 1961 e 1962, Zagallo, campeão da Taça Brasil de 1968 e bicampeão carioca de 1967 e 1968. Além de Zagallo, o cargo também foi ocupado por uma série de ex-jogadores, como Paraguaio, técnico do primeiro Campeonato Brasileiro de Futebol em 1971, quando o Botafogo foi o terceiro colocado, e Sebastião Leônidas, treinador vice-campeão brasileiro de 1972. Além dos já citados, outros ex-jogadores que treinaram o alvinegro foram Carvalho Leite, Geninho, Martim Silveira, Sylvio Pirillo, Paulistinha, Joel Martins, entre outros.

Em 1989, quando o Botafogo pôs fim a uma seqüência de 21 anos sem vencer o Campeonato Carioca, Valdir Espinosa era o treinador. Em outras conquistas importantes nos anos 90, aponta-se Paulo Autuori, o técnico Campeão Brasileiro de 1995, e Carlos Alberto Torres, Campeão da Copa Conmebol de 1993. Torres também treinou a equipe alvinegra em outra situações, quando a mesma necessitava de escapar do rebaixamento no Brasileirão, em três oportunidades, entre 1997 e 2002. Nesta última, não conseguiu evitar o descenso do time que foi treinada a maior parte do campeonato por Ivo Wortmann. Em 2003, na Série B, Levir Culpi foi o encarregado de treinar o Botafogo que voltou à Série A.

Cuca foi um dos técnicos mais importantes da história recente do Botafogo. Chegou a ser considerado ídolo por dirigentes e torcedores e teve uma série de produtos lançados com seu nome. Cuca assumiu o cargo em maio de 2006 e ficou, inicialmente, até setembro de 2007. Chegou a pedir demissão, sendo substituído por Mário Sérgio por nove dias, até ser readmitido no cargo. Montou um time, apelidado de Carrossel Alvinegro em 2007, com um esquema tático ofensivo e de muita movimentação[68] que liderou o Brasileirão por 11 rodadas. O Botafogo de Cuca venceu a Taça Rio em 2007 e 2008, além da Copa Peregrino. Contudo, sua passagem ficou marcada pelos fracassos com o vice do Carioca de 2007 e 2008, as derrotas para o River Plate, na Sul-Americana, e nas semifinais da Copa do Brasil de 2007 e 2008, quando entregou o cargo ao fim de maio de 2008. Ney Franco é o atual treinador do alvinegro, estando no cargo desde 11 de julho de 2008.

Grandes futebolistas

Estatísticas do futebol

CT João Saldanha.

O Botafogo é o detentor de algumas marcas e recordes dentro do futebol brasileiro, como a maior goleada da história no país, 24 a 0 sobre o Mangueira, a maior seqüência invicta do futebol do Brasil, 52 partidas sem derrotas, marca que foi igualada pelo Flamengo posteriormente, e do Campeonato Brasileiro, 42 jogos. O clube também foi a entidade que mais cedeu jogadores para a Seleção Brasileira no geral e em Copas do Mundo.

Concernentes ao Botafogo exclusivamente, marcas que se destacam são as de Quarentinha, futebolista que mais gols marcou pelo alvinegro, 306 tentos em 444 atuações, Nílton Santos, jogador que mais vezes entrou em campo pelo Botafogo, 723 partidas entre 1948 e 1964, o único clube em que Nílton atuou, e Manga, que com 19 títulos foi o jogador de futebol que mais vezes foi campeão pelo clube. Entre outras marcas, o ex-atacante das década de 1920 e 30 Nilo detém a melhor média de gols da história do Botafogo. Ele fez 190 gols em 201 jogos, média de 0,94 gols por partida.

O clube também é o clube do Rio de Janeiro que mais fez partidas contra adversários estrangeiros, 488 até setembro de 2007, e que mais fez artilheiros no Campeonato Carioca, 29 até 2007. O Botafogo também foi o primeiro clube terminar a primeira fase da Copa Libertadores da América invicto, em 1963, quando chegou até às semifinais sem derrotas. O maior público em uma partida do time foi em 15 de junho de 1969, numa preliminar de um Fla-Flu que decidiria o Campeonato Carioca daquele ano, contra a Portuguesa da Ilha, quando 171.599 foram à partida. Sendo o jogo principal, em um duelo contra o Flamengo em 29 de abril de 1979, 158.477 pessoas foram assistir o recorde botafoguense de público no Maracanã.

Outros esportes

Além do futebol, o Botafogo também possui grande tradição em diversas outras modalidades esportivas, principalmente no vôlei, no basquete, no remo, na natação e no pólo aquático. Também teve, e ainda tem, atividade em outras modalidades esportivas, mas com menor intensidade. Assim como no futebol, a melhor fase dos esportes amadores do Botafogo também ocorreu na década de 60.

Basquete

Sendo um dos esportes de mais destaque no clube, o Basquete do Botafogo possui importantes conquistas, já tendo sido Campeão Sul-Americano em 1968, o primeiro clube carioca a ter sido Campeão Brasileiro (em 1967), além de ser o quarto maior Campeão Carioca da modalidade com 15 conquistas (sendo um penta-campeonato, um tetra-campeonato e um tri-campeonato). No final dos anos 90 e início dos anos 2000 também foi formado um grande time com estrelas, como o ala Marcelinho, mas que não conseguiu nenhum título de expressão, tendo atingido apenas o vice-campeonato Carioca de 2000 e as semi-finais do Brasileiro de 2001. Em 2002 o basquete profissional do clube teve de ser desligado, devido à falta de verbas financeiras, mas hoje o clube luta para reativá-lo. No feminino é o maior Campeão Carioca, com 7 conquistas (sendo um tetra-campeonato).

Vôlei

O clube tem no vôlei o seu esporte amador de maior sucesso, principalmente no masculino. Tendo uma grande equipe liderada pelo então jogador, Bebeto de Freitas, nas decádas de 60 e 70, o clube conquistou nesse período 14 títulos estaduais (11 consecutivos, de 1965 a 1975) e um Campeonato Brasileiro, no ano de 1976.

Publicações sobre o Botafogo

Entrada da sede náutica do Botafogo, na Lagoa Rodrigo de Freitas.
  • Livros
    • Sobre o clube
      • Botafogo: 101 anos de histórias, mitos e superstições (Roberto Porto, Editora Revan)
      • Botafogo: entre o céu e o inferno (Sérgio Augusto, Editora Ediouro)
      • A história do Botafogo em Cordel (Claudio Aragão, Editora Bom Texto)
      • 100 anos gloriosos: Almanaque do centenário do Botafogo (Rafael Casé e Roberto Falcão, Lance!Editorial)
      • Botafogo de Futebol e Regatas: História, Conquistas e Glórias no Futebol (Antônio Carlos Napoleão, Editora Mauad)
      • Poeta do povo e do Botafogo" (Adilson Taipan, Grafic)
    • Sobre jogadores e dirigentes
      • Estrela Solitária - Um brasileiro chamado Garrincha (Ruy Castro, Editora Companhia das Letras)
      • Nilton Santos: minha bola, minha vida (Editora Forense)
      • Dei a Volta na Vida (Editora Girafa) - livro sobre Paulo César Caju
      • Nunca Houve um homem como Heleno (Marcus Neves, Editora Ediouro)
      • Didi: treino é treino, jogo é jogo (Editora Relume)
      • Vida que segue: João Saldanha e as Copas de 1966 e 1970 (Raul Milliet Filho, Editora Nova Fronteira)
  • Filmes
    • O Resgate da Dignidade - (2004)
    • Garrincha - Estrela Solitária (FAM Filmes / Band Filmes) - 110 min. (2005)

Ligações externas

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Referências

  1. Botafogo.com - História
  2. RSSSF Brasil - última atualização de agosto de 2007. Todas as estatísticas deste artigo foram retirados deste sítio.
  3. Lancenet - Governador sanciona lei referente ao Dia do Botafogo
  4. Sítio da Revista Constelar - História do Grupo de Regatas Botafogo
  5. Flamengo.com.br - O princípio do CR Flamengo no remo
  6. AUGUSTO, Sérgio - Botafogo: entre o céu e o inferno; p. 47 (Editora Ediouro, 2004)
  7. Revista do jornal "Lance!" (Série Grandes Clubes); pp. 12-13 - Editora: Areté Editorial S/A - 2001
  8. AUGUSTO, Sérgio - Botafogo: entre o céu e o inferno; p. 70 (Editora Ediouro, 2004)
  9. Revista do jornal "Lance!" (Série Grandes Clubes); p. 22 - Editora: Areté Editorial S/A - 2001
  10. Revista do jornal "Lance!" (Série Grandes Clubes); p. 23 - Editora: Areté Editorial S/A - 2001
  11. Revista do jornal "Lance!" (Série Grandes Clubes); p. 25 - Editora: Areté Editorial S/A - 2001
  12. BotafogoCentenario.kit.net - 1961-70 - acessado em 19 de dezembro de 2007
  13. GazetaEsportiva.net - A estrela Solitária reluz - acessado em 19 de dezembro de 2007
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  15. Folha Online - Todos os brasileiros: 1958 - acessado em 19 de dezembro de 2007
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