Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo

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Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (BM&FBOVESPA)
Bovespa.jpg
Tipo Bolsa de Valores
Localização Cidade de São Paulo, Brasil
Fundação 8 de maio de 2008 (9 anos)
Proprietário Bovespa Holding
Principais pessoas Edemir Pinto (CEO)
Moeda BRL
Nº. de empresas listadas 363 (2014)
Mercado de capitais USD 843 bilhões (2014)
Website www.bmfbovespa.com.br

A Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo (BM&FBOVESPA S.A.) é a bolsa de valores oficial do Brasil. Sediada na cidade de São Paulo, a BM&FBovespa é a segunda maior bolsa de valores do mundo em valor de mercado [1]. Em 8 de maio de 2008, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e a Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) fundiram-se, dando origem a uma nova instituição batizada de BM&FBOVESPA.[2] A BM&FBovespa está ligada a todas as bolsas de valores brasileiras, incluindo a Bolsa de Valores do Rio de Janeiro (BVRJ), onde são negociados apenas títulos. O indicador de referência da BM&FBovespa é o Ibovespa. Havia 450 empresas negociadas na BM&FBovespa em 30 de abril de 2008.[3]

Em 22 de março de 2017 foi aprovado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) a fusão da BMFBOVESPA com a CETIP, central depositária de títulos privados, formando a Brasil, Bolsa, Balcão (B3).[4] A empresa passa a ser a 5º maior bolsa de mercado de capitais e financeiro do mundo, com patrimônio de 13 bilhões de dólares.[5]

História[editar | editar código-fonte]

Cronologia[editar | editar código-fonte]

  • 1890 - Fundação da Bolsa Livre, fechada um ano depois em decorrência da política do Encilhamento;
  • 1895 - Fundação da Bolsa de Fundos Públicos de São Paulo;
  • 1934 - Mudança da sede da bolsa de valores para o Palácio do Café, onde recebeu o nome de Bolsa Oficial de Valores de São Paulo;
  • 1967 - Surgimento das sociedades corretoras e do operador de pregão. A bolsa passa a se chamar Bolsa de Valores de São Paulo - Bovespa;
  • 1970 - As movimentações financeiras que ocorriam na Bovespa passam a ser registradas eletronicamente;
  • 1971 - Junho, início do 2º crash de maior impacto econômico interno da história do Brasil;[6]
  • 1972 - Implantação do pregão automatizado;
  • 1986 - Início dos pregões da Bolsa Mercantil & de Futuros - BM&F;
  • 1990 - Foram iniciadas as negociações através do Sistema de Negociação Eletrônica - CATS (Computer Assisted Trading System) que operava simultaneamente com o sistema tradicional de Pregão Viva Voz;
  • 1991 - Acordo entre a BM&F e a Bolsa de Mercadorias de São Paulo - BMSP; passa a ter a denominação Bolsa de Mercadorias & Futuros;
  • 1997 - Foi implantado com sucesso o novo sistema de negociação eletrônica da Bovespa, o Mega Bolsa. O Mega Bolsa ampliou o volume potencial de processamento de informações; acordo entre a Bolsa Mercantil & de Futuros - BM&F e a Bolsa Brasileira de Futuros - BBF;
  • 1999 - Lançamento dos serviços Home Broker e After-Market pela Bovespa;
  • 2000 - Implantação da plataforma de eletrônica de derivativos GTS da BM&F ( Bolsa Mercantil & de Futuros);
  • 2007 - Desmutualização da Bovespa, que passa a ser chamada de Bovespa Holding, e da BM&F, que passa a ser chamada de BM&F S.A.
  • 2008 - Integração da Bovespa Holding S.A. e da BM&F S.A. com a criação da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros - BM&FBOVESPA S.A., a terceira maior bolsa do mundo em valor de mercado. Lançamento da modalidade de negociação DMA para o segmento de derivativos (BM&F) e estabelecimento do acordo de roteamento de ordens com a Bolsa Mercantil de Chicago (CME)
  • 2008 - Em 20 de maio o Ibovespa atingiu seu décimo recorde consecutivo, fechando em 73.516 pontos, com um volume de 4,2 bilhões de dólares.[7]
  • 2009 - Lançamento da modalidade de negociação "co-location" para o segmento de derivativos;
  • 2009 - Assinatura de acordo com a bolsa Nasdaq, de Nova Iorque, com licenciamento de ferramentas de auxílio à negociação;
  • 2009 - Encerramento do pregão viva voz no segmento de derivativos. Toda a negociação passou a ser feita pela plataforma eletrônica;
  • 2010 - Lançamento da modalidade de negociação Acesso Direto ao Mercado (DMA, na sigla em inglês) para o segmento de ações (BOVESPA);
  • 2010 - Início da modalidade de negociação "co-location" para o segmento de ações.
  • 2010 - Lançamento do projeto "Quer ser Sócio" com o objetivo de fomentar novos investidores para o mercado de capitais e desenvolvimento do Brasil. Lançamento do projeto SimulAção - Simulador do mercado de ações da BM&FBovespa.
  • 2010 - Torna-se a segunda maior bolsa de valores do mundo em valor de mercado, alcançando a marca de 30,4 bilhões de reais.
  • 2011 - A bolsa fechou o ano de 2011 com queda de 18,1%, considerado o pior desempenho desde o início do plano real.[8]
  • 2012 - A Bovespa fechou o ano de 2012 com valorização de 7,4%, sendo considerado o melhor desempenho desde 2009.[9]
  • 2013 - Com uma queda de 15,5%, a Bovespa fechou o ano de 2013 com o pior desempenho dentre as principais bolsas de valores do mundo.[10]
  • 2014 - Em 29 de agosto de 2014 as empresas cotadas na Bovespa bateram o maior recorde da história em valor de mercado, todas as 328 companhias listadas na bolsa brasileira valiam 2,595 trilhões de reais.[11]
  • 2014 - A Bolsa fechou o ano de 2014 com uma forte queda de 2,91%.[12]
  • 2015 - Em seu terceiro ano seguido de quedas, a Bovespa fechou o ano de 2015 com uma queda de 13.31%.[13]
  • 2016 - Após três anos fechando em queda, a Bolsa fechou 2016 com uma alta de 38,9%.[14]
  • 2017 - Em 03/07/2017 é aprovada a incorporação da CETIP pela B3.[15]

Escritórios[editar | editar código-fonte]

Além da sede localizada no centro da capital paulista na Rua Quinze de Novembro, número 275, a BM&FBovespa mantém escritórios em outras cinco cidades brasileiras, nomeadamente, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife e Rio de Janeiro.

A filial do Rio de Janeiro é a maior e mais antiga delas, tendo iniciado suas operações em 1969. Sua atuação abrange também os estados de Minas Gerais e Espírito Santo.[carece de fontes?]

Índices[editar | editar código-fonte]

Evolução do índice Ibovespa entre 1994 a 2017.

Apesar do Ibovespa, índice que mede o desempenho das ações de maior liquidez da BM&FBovespa, ser ainda hoje o mais conhecido dos índices calculados pela BM&FBovespa, esta possui várias famílias de índices de ações.

Além destes índices de ações, a BM&FBovespa também calcula um índice de Brazilian Depositary Receipt (BDRs) - BDRX e um índice de Fundos Imobiliários - IFIX.

Novo Mercado[editar | editar código-fonte]

O Novo Mercado da Bovespa é uma listagem de empresas que se comprometem, de modo voluntário, com a adoção de práticas de governança corporativa, além das obrigações legais.[16]

A entrada de uma companhia no Novo Mercado implica na adesão de um conjunto de regras de "boas práticas de governança corporativa", presentes no Regulamento de Listagem do Novo Mercado, através da assinatura de um contrato.

Segundo a Bovespa, "a valorização e a liquidez das ações negociadas em um determinado mercado são influenciadas positivamente pelo grau de segurança que os direitos concedidos aos acionistas oferecem e pela qualidade das informações prestadas pelas empresas".

Principais empresas listadas[editar | editar código-fonte]

Painel de cotações

Relação das principais empresas listadas no Novo Mercado da Bovespa[17]

Polêmicas[editar | editar código-fonte]

Algumas das empresas negociadas na BM&FBOVESPA tiveram grandes polêmicas e grandes casos de corrupção com esquemas de desvios de valores, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, entre outros. Para o economista, e conselheiro da ANA (Associação Nacional de Proteção dos Acionistas Minoritários), Aurélio Valporto que cita os casos da OGX, Laep e Petrobras, diz que "é imperiosa a moralização imediata da Bovespa".[18]

Mundial[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Bolha do alicate

Entre fevereiro de julho de 2011, as ações da Mundial S.A. negociadas sob o código MNDL3, valorizaram em 2.950 por cento comparado com fevereiro do mesmo ano. No mesmo período o índice Ibovespa caiu 13 por cento. Um relatório da Polícia federal relatou um plano de manipulação das ações da Mundial nascido ao final de 2010. O fenômeno ficou conhecido como "bolha do alicate".[19]

OGX[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: OGX

O empresário Eike Batista, investigado pela Comissão de Valores Mobiliários por manipulações de preços ações, foi acusado ainda de usufruir de informação privilegiada ao operar na bolsa. O advogado do empresário negou o uso de tais informações.[20][21]

Laep[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Laep Investments

A Laep Investments, uma companhia que fora negociada na Bolsa de Valores sob o código MILK11 (posteriormente MILK33[22]), teve seus negócios bloqueados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O Ministério Público Federal (MPF) impediu o golpe através de uma liminar em uma ação cautelar preparatória. Estas subscrições foram investigadas posteriormente pela CVM e pela Polícia Federal.[23]

O controlador, Marcus Alberto Elias responde por cerca de dez crimes, inclusive de comandar o grupo, e teve seus bens bloqueados pela Justiça Federal em março de 2013.[24]

Referências

  1. Maria Angélica Oliveira (24 de setembro de 2010). «Bovespa se torna a 2ª maior do mundo em valor de mercado». G1. Consultado em 27 de julho de 2012 
  2. «BM&FBOVESPA: About us». Bmfbovespa.com.br 
  3. «Bovespa: Market Capitalization». Bovespa.com.br 
  4. «CVM aprova fusão entre BM&FBovespa e Cetip». investing.com Brasil 
  5. «Fusão entre BM&FBovespa e Cetip cria a B3, 5ª maior bolsa de valores do mundo». EBC. Agência Brasil - Últimas notícias do Brasil e do mundo. Consultado em 15 de abril de 2017 
  6. Azevedo, Simone/Barcellos, Marta "Histórias do Mercado de Capitais no Brasil" Elsevier Ed. Ltda 2011 ISBN 9788535239942 Capítulo 4 Visualização Google Livros
  7. «Bovespa vai a 73.516,8 pontos e bate 10º recorde após grau de investimento». UOL. 20 de maio de 2008. Consultado em 11 de janeiro de 2016 
  8. «Bovespa fecha dia em alta, mas cai 18,1% em 2011». G1. Globo 
  9. «Bovespa fecha em alta no último pregão de 2012 e sobe 7,4% no ano». G1. Globo 
  10. «Bovespa recua 15,5% em 2013, pior entre principais bolsas». Exame. Abril 
  11. «Empresas brasileiras batem recorde de valor de mercado». VEJA. 1 de setembro de 2014. Consultado em 11 de janeiro de 2016 
  12. «Com forte queda, Bovespa fecha 2014 no vermelho» 
  13. «Bovespa cai 13,31% em 2015 e tem terceiro ano seguido de perdas» 
  14. «Bolsa fecha 2016 com alta acumulada de 38,9%, após três anos de queda» 
  15. «Incorporação da Cetip S.A. pela B3» 
  16. «Novo Mercado - Apresentação». Bovespa.com.br. Cópia arquivada em 29 de outubro de 2009 
  17. «Empresas Listadas no segmento "Novo Mercado" da Bovespa». BMF&BOVESPA. Consultado em 23 de outubro de 2016 
  18. «Alerta Total: É imperiosa a moralização da Bovespa». AlertaTotal. 11 de julho de 2015. Consultado em 12 de setembro de 2015 
  19. «Escândalo da Mundial na Bovespa». Revista Exame. 13 de junho de 2012. Consultado em 12 de setembro de 2015 
  20. «Defesa de Eike diz que ações da OGX foram vendidas para pagar dívidas». Valor Econômico 
  21. «CVM investiga Eike por uso de informação privilegiada e manipulação de preços na OGX». Portal InfoMoney. 12 de março de 2014. Consultado em 12 de setembro de 2015 
  22. «Mais de 80 empresas mudam código de negociações de BDRs na Bovespa». Reuters. 2 de setembro de 2013. Consultado em 12 de setembro de 2015 
  23. «Por trás do prejuízo da Laep». Revista Exame. 5 de abril de 2014. Consultado em 12 de setembro de 2015 
  24. «Procuradoria acusa Marcus Elias por 'prejuízos bilionários' a investidores». Estadão. 3 de julho de 2015 

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]