Teixeira de Freitas

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Município de Teixeira de Freitas
"Capital do Extremo Sul"
"Texas"
"Tx"
Bandeira de Teixeira de Freitas
Brasão de Teixeira de Freitas
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 9 de maio
Fundação 9 de maio de 1985 (31 anos)
Gentílico teixeirense
Prefeito(a) João Bosco Bittencourt (PT)
(2013–2016)
Localização
Localização de Teixeira de Freitas
Localização de Teixeira de Freitas na Bahia
Teixeira de Freitas está localizado em: Brasil
Teixeira de Freitas
Localização de Teixeira de Freitas no Brasil
17° 32' 06" S 39° 44' 31" O17° 32' 06" S 39° 44' 31" O
Unidade federativa Bahia Bahia
Mesorregião Sul Baiano IBGE/2008[1]
Microrregião Porto Seguro IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Vereda, Medeiros Neto, Alcobaça e Caravelas.
Distância até a capital 809 km[2]
Características geográficas
Área 1 165,622 km² [3]
População 159 813 hab. IBGE/2016[4]
Densidade 137,11 hab./km²
Altitude 109 m[5]
Clima tropical Am[6]
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,685 médio PNUD/2010[7]
Gini 0,53 PNUD/2010[8]
PIB R$ 1 772 454 mil IBGE/2013[9]
PIB per capita R$ 11 555,59 IBGE/2013[9]
Página oficial
Prefeitura www.teixeiradefreitas.ba.gov.br

Teixeira de Freitas é um município brasileiro do estado da Bahia. Localiza-se no extremo sul do estado, distante 809 km da capital.[10] Sua população estimada em 2016 é de 159 813 habitantes,[11] sendo a maior cidade da sua microrregião e a décima do estado.[12] O município possui área territorial de 1 165,6 km²[13], elevação de 109 m[14] e temperatura média anual de 24,3 °C.[15]

A cidade foi fundada no ano de 1985, desmembrando-se dos municípios de Alcobaça e Caravelas.[16] Embora seja mais nova que os municípios vizinhos, Teixeira de Freitas consolidou-se como a principal cidade da região.[17] A população do município se expande a uma taxa 2,4 vezes maior que a Bahia e 1,6 maior que o Brasil, tendo aumentado 87% do seu número de habitantes nos últimos 25 anos.[18]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

A cidade de Teixeira de Freitas recebeu o nome em homenagem ao baiano Mario Augusto Teixeira de Freitas (São Francisco do Conde, 31 de março de 1890 — Rio de Janeiro, 22 de fevereiro de 1956) estatístico brasileiro, fundador do Instituto Nacional de Estatística, cujo nome foi mudado em 1938 para Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE.[carece de fontes?]

O governo achou por bem prestar-lhe uma homenagem póstuma, tendo os chefes das agências de estatísticas recebido ordens da direção central do IBGE, no sentido de propor junto aos prefeitos de cada município que fosse dado o nome de Teixeira de Freitas a um logradouro. Em 1957, o então chefe das agências de estatísticas de Alcobaça, Miguel Geraldo Farias Pires e Wagton Cabral Pereira em cumprimento às determinações emanadas da Inspetoria do IBGE na Bahia, oficialmente, solicitou da Prefeitura e Câmara de Alcobaça a homenagem póstuma ao imortal baiano Teixeira de Freitas, dando-lhe o seu nome ao Povoado de São José de Itanhém, o que foi bem aceito pelo Executivo e Legislativo de Alcobaça.[carece de fontes?]

História[editar | editar código-fonte]

A emancipação do município foi estabelecida pela Lei 4.452 de 9 de maio de 1985. A instalação se deu em 1º de janeiro de 1986, tendo a população da cidade aumentado enormemente desde então.[19] A área do município é de 1.157,4 km². A história da cidade, embora recente, guarda aspectos pitorescos e valiosos que auxiliam a analisar a situação socioeconômica atual no município. Vários destes aspectos foram relatados por antigos moradores e, entre eles o fato de que em 1965/66 já existiam vários núcleos que, embora vizinhos, pertenciam a municípios diferentes: é o caso de Vila Vargas, Jerusalém, São Lourenço e do bairro rural Duque de Caxias, que pertenciam ao município de Caravelas. Monte Castelo, Bairro da Lagoa (onde está o shopping Teixeira Mall Center) e Buraquinho pertenciam a Alcobaça. Teixeira de Freitas foi criado com o desmembramento de terras de Alcobaça e Caravelas.

Mesmo sem contar com qualquer infraestrutura, inclusive energia elétrica e vias de acesso razoáveis, estes núcleos atraíram contingentes migratórios consideráveis e, no ano de 1980 Teixeira de Freitas era um expressivo centro regional, com mais de 60.000 habitantes, sem mesmo ser emancipado politicamente, enquanto cidades vizinhas centenárias fundadas nos séculos XV e XVI, como Caravelas, Alcobaça e Mucuri, permanecem até atualmente com uma população de poucas dezenas de milhares de habitantes.[20]

História cultural[editar | editar código-fonte]

Na época da descoberta do Brasil, na região que corresponde as atual Extremo Sul da Bahia viviam povos de muitas etnias: a faixa costeira era ocupada pelos Tupis (Tupiniquins) e no interior viviam os Pataxós, Maxacali, Botocudos, Puri e Camacã, entre outros.[carece de fontes?]

Os aspectos culturais que diferenciavam esses povos estão no fato de que os Tupis viviam próximos ao litoral, possuíam uma grande homogeneidade cultural e linguística, apesar de estarem divididos em unidades políticas. Eram povos mais sedentários, se concentrando em aldeias com populações de mil a três mil pessoas. Praticavam a agricultura do milho e mandioca, que eram os principais produtos. A alimentação era completada com a pesca, caça e coleta.[carece de fontes?]

Os grupos do interior chamados de Aimorés pelos Tupis eram linguística e culturalmente heterogêneos, costumavam organizar em pequenos bandos, de algumas famílias, não ultrapassando cem pessoas. Mudavam de local, de morada, a cada estação agrícola. A caça e a pesca eram mais importantes que a agricultura. Com a chegada dos portugueses foram alteradas as relações pessoais, de poder, de distribuição espacial, de sobrevivência coletiva, de reposição demográfica e, principalmente, as características culturais.[carece de fontes?]

Os colonizadores instalaram núcleos de ocupação do território, em caráter provisório, sendo os primeiros em Porto Seguro e Caravelas. Nesses núcleos eram construídas capelas, centros de administração, postos em todos os lugares para armazenamento de madeira e fortificações para proteger os portugueses dos ataques dos índios e até dos franceses e holandeses.[carece de fontes?]

Os índios Tupis, que viviam próximos ao litoral, foram civilizados e subjugados pelos portugueses, com ajuda da Igreja e de ordens religiosas, sob o argumento de cristianizar estes povos. O contato com os colonizadores resultou no contágio de doenças como varíola, sarampo e gripes. Além disso, as ações de civilização destruíram a cultura e a identidade étnica dos Tupis.[carece de fontes?]

Coube aos indígenas do interior oferecer resistência à dominação e organizar ataques aos povoados dos portugueses. Os confrontos entre índios e não índios se repetiram ao longo do tempo até o final do século XIX, motivados principalmente pela agroindústria açucareira e a necessidade de mão de obra. Como os escravos africanos tinham preços elevados, a solução era captura e a escravização de indígenas.[carece de fontes?]

Um oficio assinado pelo subdelegado de policia do Prado (meados do século XIX) mostra o costume de envolver "índios mansos" nas expedições e bandeiras para conquistar novos territórios ou capturar novos indígenas.[carece de fontes?]

No decorrer do século XVIII foram elevadas a condição de vila os seguintes povoados: Caravelas (1700), Alcobaça (1772) a margem do rio Itanhém, Prado (1765), Viçosa (1768) à margem do rio Peruipe, município de Nova Viçosa, e São José de Porto Alegre (1755 ou 1769), a margem do rio Mucuri, no atual município de Mucuri. Estas vilas foram criadas segundo a política de urbanização e povoamento da Coroa Portuguesa.[carece de fontes?]

Um fato a registrar é que por volta de 1830 se deslocaram levas de suíços e alemães para Mucuri e Nova Viçosa, onde se estabeleceram em fazendas destinadas ao cultivo do café. A mão de obra utilizada era escrava. Em 1853, cerca de 90% do café exportado pelo porto de Salvador era proveniente da Colônia Leopoldina, atual município de Nova Viçosa.[carece de fontes?]

As dificuldades de povoamento de Extremo Sul da Bahia persistiram até o século XIX, com problemas na fixação dos pequenos grupos de imigrantes estrangeiros, trazidos para a região com o objetivo de colonização. A migração subvencionada foi suspensa depois que mais de 50% dos imigrantes abandonaram a região em direção a Santos e ao Rio de Janeiro.[carece de fontes?]

As alegações dos estrangeiros eram "dificuldades de alimentação, insalubridade, grandes distancias e dificuldades de comunicação ou temor dos nativos".[carece de fontes?]

História geográfica[editar | editar código-fonte]

As divisões territoriais e a instalação de unidades político-administrativas foram ocorrendo desde o início do século XVIII (Caravelas), mas sobretudo no século XX, depois de 1950, demonstrando que a Região Extremo Sul foi uma das ultimas a se desenvolver em relação às demais no Estado da Bahia.[carece de fontes?]

Ate a década de 70 o vilarejo de Teixeira de Freitas, perdido na Mata Atlântica que ainda restava no interior baiano, era apenas uma referência para os seus próprios e poucos moradores.[carece de fontes?]

A constituição do município é muito recente. Até há pouco tempo, 1986, o núcleo urbano possuía uma situação muito singular. A sua subordinação administrativa era divida entre dois municípios. A vila que origem a Teixeira de Freitas se localizava exatamente na linha divisória entre os municípios de Alcobaça e Caravelas. De tal modo que algumas ruas estavam em um município e outras no seu vizinho.[carece de fontes?]Alcobaça, sede do município que dispensava uma atenção um pouco maior ao povoado pela simplicidade de sua organização administrativa e pela pouca importância da Vila de Teixeira de Freitas, não possuía nenhum mecanismo legal e constante para o acompanhamento e a fiscalização sobre o que e como se construía. Assim o núcleo urbano ia se estendendo, desorientado.[carece de fontes?]

A partir da década de 70, com a construção da BR 101, e num movimento que já havia se iniciado alguns anos antes com pouca intensidade, a mata vai sendo derrubada e substituída por pastagens. Inicialmente, num processo mais lento, chegaram os criadores do interior baiano. Após a construção da rodovia, vieram principalmente os criadores mineiros e os madeireiros capixabas que, numa conjugação de interesses, intensificaram a tomada da mata. O núcleo então começa a ganhar força.[carece de fontes?]

A chegada das serrarias foi decisiva no grande aumento do movimento na já dinâmica região e reforçou a tendência de expansão de todo o comércio.[carece de fontes?]

O solo se mostrava adequado para a agricultura. A fase do “milagre brasileiro” promove a expansão do mercado consumidor no sul do país. As terras de Teixeira de Freitas passam a atrair migrantes agricultores e empresas cooperativas, sedentos de produção e lucro rápido.[carece de fontes?]

O beneficiamento da madeira, a agricultura produtiva, um mercado comprador assegurado, o gado se reproduzindo nas pastagens e a rodovia abrindo as portas ao migrante ávido de oportunidades aceleram o crescimento do povoado, que estava ainda na dependência político-administrativa de Alcobaça e Caravelas.[carece de fontes?]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima de Teixeira de Freitas é considerado tropical (do tipo Am na classificação climática de Köppen-Geiger), com chuvas significativas na maioria dos meses e temperatura média anual de 24,3 °C. Agosto é o mês mais seco do ano, apresentando uma média de 58 mm e novembro é o mês de maior precipitação, com uma média de 136 mm. O mês mais quente do ano é Janeiro com uma temperatura média de 26,2 °C, enquanto Junho é o mais frio, apresentando uma temperatura média de 22,0 °C. A precipitação média anual é de 1099 mm.[21]

Nuvola apps kweather.svg Dados climatológicos para Teixeira de Freitas Weather-rain-thunderstorm.svg
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima média (°C) 30,7 30,6 30,3 28,8 27,6 26,5 26,2 26,9 28,6 28,4 28,9 29,4 28,6
Temperatura média (°C) 26,2 26,2 25,8 24,7 23,4 22,3 22,0 22,6 23,9 24,2 25,0 25,1 24,3
Temperatura mínima média (°C) 21,8 21,8 21,3 20,6 19,3 18,1 17,8 18,3 19,3 20,0 21,2 20,9 20,0
Precipitação (mm) 124 96 96 89 71 63 71 58 72 103 136 120 1 099
Fonte: Climate-Data (médias de temperatura).[22]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Evolução populacional de Teixeira de Freitas[23][24]

Em 2016, a população do município foi contada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 159 813 habitantes.[25] Porém no censo de 2010, quando a cidade possuía 138 341 habitantes, foram levantados dados de que 68 077 (49,21%) eram homens e 70 264 (50,79%) eram mulheres. Ainda segundo o mesmo censo, 129 263 habitantes (93,44%) viviam na zona urbana e 9 078 (6,56%) na zona rural. Entre 2000 e 2010, a população de Teixeira de Freitas cresceu a uma taxa média anual de 2,56%, mais que o dobro da média do Brasil naquele período. O censo também apontou que a taxa de urbanização do município era de 93,44%. Da população total em 2010, 36 779 habitantes (26,59%) tinham menos de 15 anos de idade, 93 208 habitantes (67,38%) tinham de 15 a 64 anos e 8 354 pessoas (6,04%) possuíam mais de 65 anos, sendo que a esperança de vida ao nascer era de 73,0 anos e a taxa de fecundidade total por mulher era de 2,1.[26]

Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) de Teixeira de Freitas é considerado médio, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no ano de 2010. Seu valor era de 0,685, sendo o 14º maior, entre os 417 municípios da Bahia e 2 309º maior, entre os 5 565 municípios do Brasil.[27] Considerando apenas a educação, o índice era de 0,588, o índice da longevidade era de 0,800; e o de renda era de 0,683. Entre 1991 e 2010, a renda per capita média do teixeirense subiu de R$ 280,16 para R$ 560,73, apresentando um aumento total de 100,15%. Isso significa que a renda média da população cresceu a uma taxa 3,72% ao ano. A proporção de pessoas pobres, ou seja, com renda domiciliar per capita inferior a R$ 140,00 era de 15,92% em 2010. Já a população considerada extremamente pobre, com renda domiciliar per capita inferior a R$ 70,00, era de 5,39% no mesmo ano. O Coeficiente de Gini, que mede a desigualdade social, era de 0,53.[28]

Economia[editar | editar código-fonte]

Divisão do PIB de Teixeira de Freitas (2013)[29]
Setor Valor
Setor primário R$ 63.397.000,00
Setor secundário R$ 187.513.000,00
Setor terciário R$ 991.974.000,00
Estado e União R$ 353.765.000,00
Impostos R$ 175.805.000,00
Total R$ 1.772.454.000,00

O Produto Interno Bruto (PIB) de Teixeira de Freitas em 2013 era de aproximadamente 1,8 bilhões de reais. Do valor total do PIB teixeirense no referido ano, 63,4 milhões advieram do setor primário, 187,5 milhões do setor secundário, 992,0 milhões do setor terciário, 353,8 milhões de repasses do Estado e da União e 175,8 milhões foram arrecadados com impostos sobre produtos líquidos de subsídios a preços correntes. O PIB per capita era de pouco mais de 11,5 mil reais.[30]

Em 2010 havia 93 354 habitantes acima de 18 anos no município. Dessa faixa etária, 65 236 (69,9%) eram economicamente ativos e estavam ocupados, enquanto outros 9 326 (10%) estavam desocupados. Os demais 18 792 (21%) foram considerados economicamente inativos. Das pessoas ocupadas, 22,75% trabalhavam no setor agropecuário, 2,82% na indústria extrativa, 6,45% na indústria de transformação, 8,80% no setor de construção, 1,06% nos setores de utilidade pública, 15,06% no comércio e 37,21% no setor de serviços.[31]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Educação[editar | editar código-fonte]

Centro Territorial de Educação do Extremo Sul (CETEPES)

No ano de 2015, o município contava com 50 instituições pré-escolares, 76 do ensino fundamental e 12 do ensino médio. Ao total são 30 131 matriculas, com efetivo de 194 docentes na pré-escola, 930 no ensino fundamental e 337 no ensino médio.[32]

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) entre as escolas públicas de Teixeira de Freitas era, no ano de 2013, de 4,4 nos anos iniciais e 3,5 nos anos finais. O município estava na 68º posição entre os 417 municípios da Bahia, quando avaliados os alunos dos anos iniciais e na 86º posição quando avaliado o IDEB dos anos finais. Ao nível nacional, Teixeira de Freitas estava na 3 618º posição entre os 5 565 municípios, quando avaliados os anos iniciais e na 3 779º quando avaliados os anos finais.[33]

Faculdade do Sul da Bahia (FASB)

O indicador de educação do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) de 2010 foi de 0,588, enquanto o da Bahia e do Brasil foram de 0,555 e 0,637, respectivamente. Em 1991, esse índice era de apenas 0,169, mostrando que o IDH-M Educação do município aumentou quase 3,5 vezes nesse período. Considerando-se a população municipal de 25 anos ou mais de idade, 19,04% eram analfabetos, 44,84% tinham o ensino fundamental completo, 32,11% possuíam o ensino médio completo e 6,69%, o superior completo.[34]

Teixeira de Freitas é referência na educação regional, oferecendo cursos de ensino técnico e superior para a população local e de cidades próximas.[35] O município possui um campus do Instituto Federal Baiano (IF Baiano),[36] o campus Paulo Freire da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB),[37] o campus X da Universidade do Estado da Bahia (UNEB),[38] dois campi da Faculdade do Sul da Bahia (FASB),[39] um campus da Faculdade Pitágoras (Pitágoras),[40] além de outras instituições de ensino técnico e superior.

Educação de Teixeira de Freitas em números (2015)[41].
Nível Matrículas Docentes Escolas
Ensino pré-escolar 3 426 194 50
Ensino fundamental 21 686 930 76
Ensino médio 5 019 337 12

Transportes[editar | editar código-fonte]

Aeroporto 9 de Maio

Aeroviário

A cidade de Teixeira de Freitas possui o Aeroporto 9 de Maio (IATA: TXF, ICAO: SNTF),[42] localizado a 8 km do centro da cidade, na rodovia BA-290.[43] A área de influência do aeroporto abrange parte do leste de Minas Gerais, a região norte do Espírito Santo e parte do extremo sul da Bahia.[44] A Azul Linhas Aéreas Brasileiras é a única empresa comercial operando no município e oferece voos diários (exceto aos sábado) para o Aeroporto Internacional Tancredo Neves (Confins/Belo Horizonte), onde o usuário pode fazer conexão para outros destinos.[45]

O Aeroporto 9 de Maio está sob administração da AGERBA[46] e a sua pista possui 1 460 m de comprimento, 30 m de largura e 105 m de elevação.[47] Atualmente está em análise a inclusão de novos voos diretos, com destinos para Vitória (ES) e Salvador (BA).[48] No ano de 2014 também foi anunciado investimentos por parte do Governo do Estado da Bahia para ampliação das instalações. Essas obras elevarão o aeroporto a uma categoria de porte médio.

Rodoviário

Estação Rodoviária de Tx. Freitas

Teixeira de Freitas é cruzada pelas rodovias BR-101 e BA-290,[49] ficando a 64 km do litoral,[50] 81 km da divisa entre a Bahia e o Espírito Santo[51] e 84 km da divisa entre a Bahia e Minas Gerais.[52] A cidade se encontra na rota de grandes centros urbanos, como Vitória (ES), Salvador (BA) e Belo Horizonte (MG), além de praias requisitadas e cidades históricas, como Porto Seguro (BA). Tudo isso somado ao fato de Teixeira de Freitas ser um importante polo regional, contribui para que o fluxo de viajantes pelo município seja elevado.[53]

O terminal rodoviário da cidade se situa na Avenida Paulo Souto, no bairro Jardim Planalto, a apenas 1 km da rodovia BR-101.[54] É administrado pela empresa SINART e é um dos mais importantes do estado.[55] São oferecidos destinos para vários locais da Bahia, Espírito Santo e Minas Gerais, além de metrópoles de outros estados, principalmente das regiões Sudeste e Centro-Oeste. As viações Águia Branca, Riodoce e Gontijo são algumas das empresas que operam no município.[56][57][58]

Urbano

Ônibus Coletivo de Tx. Freitas

O trânsito de Teixeira de Freitas é controlado pelo Conselho Municipal de Trânsito e Transporte (CMTT), vinculado à Secretaria Municipal de Infra-Estrutura e Transporte.[59] Devido ao pouco tempo de existência do município, seguido do rápido desenvolvimento urbano, Teixeira de Freitas ainda apresenta muitas vias sem pavimentação. Esse talvez seja o maior problema que o município enfrenta atualmente. Formam-se vários pontos de alagamento pela cidade quando chove,[60] mas aos poucos esses problemas estão sendo sanados.[61]

O transporte coletivo do município é integrado, portanto aqueles que possuem o cartão de bilhetagem eletrônica podem efetuar o transbordo de ônibus no terminal urbano da cidade, que fica localizado no Centro.[62] A empresa encarregada do transporte público entre os bairros é a Viação Santa Clara.[63] Teixeira de Freitas também conta com serviços de táxi[64] e moto-táxi.[65]

No ano de 2015, a cidade contava com uma frota de 55 207 veículos, sendo 19 758 automóveis, 1 593 caminhões, 456 tratores, 5 767 caminhonetes, 692 camionetas, 127 micro-ônibus, 19 363 motocicletas, 5 649 motonetas, 388 ônibus, 193 utilitários e 2 221 veículos de outros tipos.[66]

Segurança pública[editar | editar código-fonte]

Infelizmente a Bahia é um dos estados mais inseguros do país. No último censo levantado pelo Mapa da Violência, 22 municípios baianos estavam entre os 100 mais violentos do Brasil. Ao todo foram registrados 4 441 homicídios por arma de fogo no estado, no ano de 2014. Ainda no mesmo censo, o município de Teixeira de Freitas registrou 80 assassinatos por arma de fogo, ficando com uma taxa de homicídio por 100 mil habitantes de 55,7%. Os índices da Bahia e do Brasil foram de 30,7% e 21,2%, respectivamente. A cidade ocupa a 15º posição entre os municípios mais violentos do estado e a 66º posição no país. Cidades com menos de 10 mil habitantes não fizeram parte da pesquisa.[67][68]

Se a situação em Teixeira de Freitas já é ruim, no resto do sul do estado é ainda pior. Dos 22 municípios mais violentos da Bahia, 9 pertencem a essa região. Teixeira de Freitas ocupa apenas a 8ª colocação entre os mais violentos, atrás de cidades como Itabuna, Ilhéus, Porto Seguro e Eunápolis.[68]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Esporte[editar | editar código-fonte]

Estádio Tomatão

A Associação Atlética Teixeira de Freitas é o único clube de futebol profissional em atividade no município. A equipe foi fundada em 14 de janeiro de 1995.[69] Depois de 15 anos inativo, o clube retornou ao futebol profissional em 2016, agora conhecido como Portela.[70] Na temporada atual, a equipe disputa o Campeonato Baiano Série B e a Copa Governador do Estado.[71][72]

A cidade abriga o estádio de futebol Tomatão, com capacidade para 2 493 torcedores.[73] O estádio foi reinaugurado em 2013, após passar por reformas.[74] No ano seguinte, recebeu partidas oficiais do Campeonato Baiano Série A, como sede do Serrano Sport Club.[75] A equipe foi campeã da primeira fase do campeonato[76] e se classificou para a Copa do Nordeste do ano seguinte.[77]

O estádio Tomatão também sedia partidas do Campeonato Baiano Intermunicipal de Futebol, considerado o maior torneio de futebol amador do Brasil.[78] Assim como no futebol profissional da Bahia, o torneio é organizado pela Federação Bahiana de Futebol (FBF).[79] O mandante dos jogos no estádio é o Teixeira de Freitas, equipe formada por uma seleção de jogadores de futebol da cidade.

Outra competição popular no município é o Campeonato de Interbairros, formado por equipes de futebol representantes dos bairros e distritos de Teixeira de Freitas. As partidas são disputadas em campos de futebol amador.[80]

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  2. «Distância entre Teixeira de Freitas e Salvador». Google Maps. Consultado em 27 de agosto de 2016. 
  3. «IBGE - Teixeira de Freitas». IBGE. Consultado em 27 de agosto de 2016. 
  4. «População Estimada 2016». IBGE. Consultado em 05 de setembro de 2016. 
  5. «Município de Teixeira de Freitas». cidade-brasil. Consultado em 05 de setembro de 2016. 
  6. «CLIMA: TEIXEIRA DE FREITAS». CLIMATE-DATA. Consultado em 05 de setembro de 2016. 
  7. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 07 de agosto de 2013. 
  8. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (2010). «Perfil do município de Teixeira de Freitas - BA». Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013. Consultado em 4 de março de 2014. 
  9. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios». IBGE. Consultado em 27 de agosto de 2016. 
  10. «Google Maps». Google Maps. Consultado em 2016-09-05. 
  11. «População estimada 2016» (PDF). IBGE. Consultado em 05/09/2016. 
  12. «Teixeira de Freitas é o décimo maior município da Bahia com 159.813 habitantes, diz IBGE; Itamaraju também cresceu - Teixeira News». 2016-08-31. Consultado em 2016-09-05. 
  13. «IBGE | Cidades | Bahia | Teixeira de Freitas». www.cidades.ibge.gov.br. Consultado em 2016-09-02. 
  14. «Município de Teixeira de Freitas, Bahia». www.cidade-brasil.com.br. Consultado em 2016-09-05. 
  15. «Clima: Teixeira de Freitas - Gráfico climático, Gráfico de temperatura, Tabela climática - Climate-Data.org». pt.climate-data.org. Consultado em 2016-09-05. 
  16. «Teixeira de Freitas - Histórico». IBGE. Consultado em 05/09/2016. 
  17. «Com um IDHM de 0,685, Teixeira segue como principal cidade do Extremo Sul da Bahia». 2014-09-03. Consultado em 2016-09-05. 
  18. «Demografia e Saúde». Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil. Consultado em 09/09/2016. 
  19. [1]
  20. Sítio da prefeitura do município
  21. CLIMATE-DATA. «CLIMA: TEIXEIRA DE FREITAS». Consultado em 30 de agosto de 2016. 
  22. CLIMATE-DATA. «CLIMA: TEIXEIRA DE FREITAS». Consultado em 30 de agosto de 2016. 
  23. Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil. «Teixeira de Freitas - Demografia». Consultado em 06 de setembro de 2016. 
  24. IBGE. «Teixeira de Freitas - População estimada 2016». Consultado em 06 de setembro de 2016. 
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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