Santos

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Município da Estância Balneária de Santos
"Terra da caridade e da liberdade"
Brasão da Estância Balneária de Santos
Bandeira da Estância Balneária de Santos
Brasão Bandeira
Hino
Aniversário
Fundação 1546
Gentílico santista
Lema Patriam Charitatem et Libertatem Docui (em Latim, "A Pátria, ensinei a Caridade e a Liberdade")
Prefeito(a) João Paulo Tavares Papa (PMDB)
Localização
Localização de Estância Balneária de Santos
23° 57' 39" S 46° 20' 02" O23° 57' 39" S 46° 20' 02" O
Estado São Paulo
Mesorregião Metropolitana de São Paulo
Microrregião Santos
Região metropolitana
Municípios limítrofes Norte: Santo André e Mogi das Cruzes;
Leste: Bertioga;
Sul: Oceano Atlântico e Guarujá (Ilha de Santo Amaro);
Oeste: São Vicente e
Noroeste: Cubatão.
Distância até a capital 72 quilômetros
Características geográficas
Área 280,300 km²
População 418.288 hab. (SP: 10º) - est. IBGE/2007 [1]
Densidade 1.492,3 hab./km²
Altitude 2 metros
Clima tropical Af
Fuso horário UTC-3
Indicadores
IDH 0,871 (SP: 3°) - elevado PNUD/2000 [2]
PIB R$ 8.765.520.860,00 (BR: 33º) IBGE/2005 [3]
PIB per capita R$ 20.954,30 IBGE/2005 [3]

Santos é um município brasileiro localizado no litoral do Estado de São Paulo, sede da Região Metropolitana da Baixada Santista. Abriga o maior porto da América Latina [4], o qual é o principal responsável pela dinâmica econômica da cidade, além do turismo e do comércio. A cidade é sede do poder executivo paulista em todo dia 13 de junho (Capital simbólica de São Paulo) e também é sede de diversas instituições de ensino superior.

Maior cidade do litoral de São Paulo, durante todo o ano, o turismo em Santos cresce em altos índices. O principal cartão postal do muncípio são os 7km de praia. A orla de Santos, outro ponto turístico, é o maior jardim à beira mar do mundo, possuindo cerca de 5.800 metros.[carece de fontes?] Em 2007, contava com 418.288 habitantes, segundo estimativas do IBGE.[1]

Índice

[editar] Estância balneária

Ver artigo principal: Estância turística

Santos é um dos 15 municípios paulistas considerados estâncias balneárias pelo Estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual. Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar junto a seu nome o título de Estância Balneária, termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais.

[editar] Geografia

[editar] Aspectos físicos e ambientais

Divide-se em duas áreas geográficas distintas: a área insular e a área continental. As duas áreas diferem tanto em termos demográficos, quanto em termos econômicos e geográficos.

[editar] Área insular

Santos visto do Monte Serrat.
Santos visto do Monte Serrat.

Estende-se sobre a Ilha de São Vicente, cujo território é dividido com o município vizinho de São Vicente. Com uma área de 39,4 km², densamente urbanizada, abriga quase a totalidade dos habitantes da cidade. Ela compreende uma área plana — extensão da Planície Litorânea do Estado de São Paulo — a qual apresenta altitudes que raramente ultrapassam os vinte metros acima do nível do mar, e uma área composta por morros isolados denominada Maciço de São Vicente, de origem antiga e dotada de uma ocupação urbana irregular com uma mescla de tecidos caracterizados por alta e baixa renda, cuja altitude não ultrapassa os 200 metros acima do nível do mar.

Sobre a região plana da ilha de São Vicente já não há quase vegetação, devido ao alto processo de impermeabilização do solo urbano. Na região norte da ilha, nos bairros da Alemoa, do Chico de Paula e do Saboó ainda verificam-se resquícios de manguezais. Antes da ocupação da área plana da ilha por chácaras (e posteriormente pela urbanização), aí encontravam-se vastos terrenos alagados cobertos por manguezais, pela Mata Atlântica e vegetação rasteira próxima à praia.

Ainda podemos encontrar nos morros, vastos exemplares de Mata Atlântica nativa, apesar das chácaras e dos bananais existentes. A Lagoa da Saudade, localizada no Morro Nova Cintra, de baixa altitude, é conhecida por abrigar uma espécie de jacaré. A ocupação desordenada representa um risco tanto ambiental quanto geológico: o desmatamento leva a freqüentes deslizamentos de terra, sobretudo de janeiro a março, tradicional época de chuvas na região.

A maioria dos rios da parte insular foi canalizada quando o engenheiro Saturnino de Brito projetou o sistema de canais da cidade. Como exemplos, podemos citar o rio Dois Rios e o Ribeirão dos Soldados (atual canal da av. Campos Salles). No entanto, alguns grandes cursos d'água ainda cortam a ilha no norte, como é o caso do rio São Jorge, que sofre de problemas de poluição e assoreamento devido à ocupação de suas margens por favelas.

[editar] Área continental

Mapa mostrando a área insular e a área continental de Santos.
Mapa mostrando a área insular e a área continental de Santos.

Estende-se por 231,6 km², representando a maior parte do território do município. Quase 70% dessa área é classificada como Área de Proteção Ambiental por estar situada dentro dos limites do Parque Estadual da Serra do Mar e por abrigar uma grande área de Mata Atlântica nativa sobre as escarpas da Serra do Mar.

Nas partes planas da área continental encontram-se vastas extensões de manguezais ao longo do Canal de Bertioga, cortadas por rios que formam meandros na planície: rios Diana, Sandi, Iriri e Quilombo. Os vales desses rios em geral são ocupados por sítios e bananais, a atividade rural apresentando-se em geral bem rudimentar. Os sítios ocupam uma área chamada de mata de jundu, composta de palmitais e palmeiras locais. Essa mata, no entanto, está seriamente danificada pela ocupação. Essas áreas hoje são consideradas área de expansão urbana pelo Plano Diretor de Santos. A ocupação urbana no local é bem rudimentar e rarefeita, sendo mais representativa nos povoados (bairros) de Iriri e Caruara.

Santos também possui uma área pequena em terras de planalto, no alto da Serra do Quilombo (limites com Santo André, Mogi das Cruzes e Bertioga). O ponto mais alto do município fica a 1.136 m de altitude, próxima a nascente do Rio Itatinga.

Ao norte do Rio Quilombo, há problemas ambientais também devido à expansão do Pólo Industrial de Cubatão. Ao sul desse vale, no bairro do Sítio das Neves, encontra-se o aterro sanitário municipal, no terreno de uma antiga pedreira.

[editar] Clima

Santos é uma cidade de clima tropical, tendo as estações do ano já relativamente bem definidas. Os verões se caracterizam pelo clima quente e úmido (com pluviosidade média acima dos 250 mm no mês de janeiro), enquanto os invernos têm como característica temperaturas mais amenas e menor incidência de chuvas (pluviosidade média em torno dos 55 mm em agosto). Primavera e outono se caracterizam como estações de transição.

Apesar dessas definições, certas variações de temperatura podem ser sentidas mesmo nas épocas mais quentes ou mais frias do ano. No verão, a penetração de frentes frias é um fenômeno bastante comum, trazendo chuvas que amenizam as altas temperaturas da época, enquanto no inverno, a incidência de ventos provenientes de noroeste (que normalmente precedem a entrada de frentes frias) chegam a elevar as temperaturas acima dos 35°C durante tarde, com temperaturas superiores a 25°C durante a madrugada.

Em janeiro, a média das temperaturas mínimas na cidade é de 23°C e a das máximas, de 30°C. Em julho, a média das mínimas é de 17°C e a das máximas, de 24°C.

É bastante comum, principalmente no verão, as temperaturas ultrapassarem os 35°C durante a tarde, especialmente nas áreas mais urbanizadas e afastadas do mar (como no Centro), podendo chegar na casa dos 40°C, quando penetram ventos vindos de noroeste. No inverno, a penetração de massas de ar polar provenientes do sul não raro fazem, pelo menos uma vez por ano, os termômetros caírem para abaixo dos 10°C.

A maior temperatura registrada na cidade em todos os tempos foi de 41°C, em setembro de 1997, enquanto a menor foi de 4,3°C, em 2 de agosto de 1955. Neste dia, noticiou-se a ocorrência de geada nos arredores da cidade, embora não há registros oficiais deste evento.

[editar] História

Fundação de Santos, por Benedito Calixto.
Fundação de Santos, por Benedito Calixto.
Santos em 1910, por Benedito Calixto.
Santos em 1910, por Benedito Calixto.
Catedral de Santos, estilo neogótico.
Catedral de Santos, estilo neogótico.
Bolsa do Café de Santos.
Bolsa do Café de Santos.
Praça das Bandeiras.
Praça das Bandeiras.
Um navio de cruzeiro saindo do porto.
Um navio de cruzeiro saindo do porto.
Aquário municipal.
Aquário municipal.

[editar] Os primórdios da povoação

Verificam-se relatos a respeito da Ilha de São Vicente apenas dois anos após o descobrimento oficial do Brasil, em 1502, com a expedição de Américo Vespúcio para o reconhecimento da costa brasileira. Ao passar pela ilha dantes conhecida pelos indígenas sob o nome de Goiaó (ou Guaiaó), a expedição decidiu dar-lhe o nome do santo do dia, São Vicente.

A coroa portuguesa interessou-se pouco pela região nos trinta anos que se seguiram à expedição. Durante este tempo, vários corsários e piratas acudiam à região em busca do pau-brasil, madeira nobre que era objeto de cobiça na época, largamente explorada pelos portugueses na Mata Atlântica abundante da região.

No entanto, em 1531, devido à decadência dos negócios da coroa portuguesa na Índia, o Brasil volta ao centro das atenções. Uma esquadra de demarcação e posse de territórios é enviada pelo monarca D. João III à Ilha de São Vicente. O chefe da esquadra, o navegador Martim Afonso de Sousa, encontra na entrada do atual estuário de Santos (Ponta da Praia) um pequeno povoado e um atracadouro, conhecido como Porto de São Vicente. Um dos degredados trazidos pela expedição de Américo Vespúcio, Cosme Fernandes, fundara aí essa colônia, e prosperava graças ao comércio com os indígenas. A vila de São Vicente também refletia a prosperidade das atividades econômicas de Fernandes.

Martim Afonso, no entanto, expulsa Cosme Fernandes das terras e ocupa o porto de São Vicente. Também distribui sesmarias na parte norte da ilha, conhecida como Enguaguaçu, onde se encontravam terras adequadas ao plantio. Aí se estabelecem colonizadores portugueses, tais como Luís de Góis (e sua esposa Catarina de Andrade), Domingos Pires, Pascoal Fernandes, Francisco Pinto, Rui Pinto e os irmãos José e Francisco Adorno, que construíram um engenho perto do atual Morro de São Bento. A vida do novo povoado, entre 1530 e 1543, passou a girar em torno do engenho e do plantio. Com a invasão e saqueio da vila de São Vicente por Cosme Fernandes, que se vingou por haver sido expulso em 1531 por Martim Afonso de Sousa, e com o maremoto posterior que danificou seriamente essa vila, a população do povoado do Enguaguaçu só fez crescer.

Em 1543, com o término da construção de uma capela num outeiro em homenagem a Santa Catarina por Luís de Góis, Brás Cubas conseguiu a transferência do Porto para o sítio do Enguaguaçu, que era mais seguro e o apoio do povoado era necessário para as embarcações que aportavam e para o fornecimento das mercadorias a exportar. O fidalgo português também levou a cabo a instalação de um hospital, nos moldes da Santa Casa de Lisboa, acelerando o desenvolvimento do local. O hospital foi denominado Santa Casa de Misericórdia de Todos os Santos, e é o primeiro hospital das Américas. O novo povoado de Enguaguaçu passou então a ser conhecido como o povoado de Todos os Santos. Uma outra hipótese sobre o nome Santos viria do porto de Santos que havia em Lisboa, semelhante ao local do novo povoado. Daí, então a região próxima ao Outeiro era conhecida como "Vila do Porto de Santos", e depois, apenas "Santos".

Dessa forma, o povoado cresce em importância: é elevado à condição de vila por Brás Cubas em 1546 (data controversa, o ano de 1543 também é defendido por certos historiadores), vivendo os seus primeiros anos de ocupação por imigrantes portugueses e espanhóis. A capela de Santa Catarina se tornou a Igreja Matriz da vila. Ainda hoje comenta-se o fato de Santos ser uma das poucas cidades que conhece exatamente o seu local de nascimento: o Outeiro de Santa Catarina, que ainda existe hoje.

Citação: a Nova Enciclopédia Barsa escreveu: «Atribui-se a fundação de Santos a Brás Cubas, sertanista português que, em 1536, recebeu a mais vasta sesmaria do litoral da Capitania de São Vicente. Em 1543, Brás Cubas instalou às margens da baía a Casa de Misericórdia de Todos os Santos para abrigar doentes dos navios que chegavam da metrópole. O povoado, com nome simplificado de Santos foi elevado à categoria de vila em 1545[5]

[editar] Desenvolvimento colonial

A segunda metade do século XVI foi significativa para Santos: criaram-se a Alfândega de Santos em 1550 — o mesmo ano da chegada dos padres jesuítas para a catequização dos índios tupis que ali moravam em núcleo, o arsenal de defesa em 1552, e instalou-se a ordem dos carmelitas em 1589. Mas também foi uma época em que Santos sofreu com a invasão e com os saques dos corsários, por ser um porto relativamente próspero.

O saque do pirata Thomas Cavendish, em 1591, deu origem em Santos à lenda do milagre de Nossa Senhora do Monte Serrat, padroeira da cidade. Conta a lenda que a população santista se refugiou num dos morros da cidade, o morro de São Jerônimo, para escapar aos piratas. Neste morro havia uma capela à qual um fidalgo espanhol trouxera uma imagem de Nossa Senhora de Montserrat (daí o nome dado ao morro, Monte Serrat). A população orava na capela de Montserrat quando os piratas começaram a subir para atacá-los e um deslizamento de terra, atribuído à Santa, os fez fugir. Desde então Nossa Senhora do Monte Serrat é celebrada como padroeira da cidade, e seu dia é comemorado no dia 8 de setembro. Cavendish também destruiu o Outeiro de Santa Catarina e o Engenho dos Erasmos, sendo um dos responsáveis pelo declínio da incipiente economia canavieira da Capitania de São Vicente.

No século XVII, seguindo uma tendência de toda a Capitania de São Vicente, a vila de Santos entra em um longo e lento processo de estagnação e posterior decadência. Muitos habitantes da vila, na tentativa de buscar uma atividade econômica, se juntavam aos habitantes da vila de São Paulo de Piratininga e partiam nas expedições conhecidas como bandeiras.

No fim do século XVIII, a vila retoma o desenvolvimento e sua população começa a crescer. A construção da Calçada do Lorena - estrada de ligação de Santos com São Paulo, o desenvolvimento na infra-estrutura (iluminação pública, melhoramentos no porto) e a posterior abertura dos portos brasileiros com a vinda da família real portuguesa reativaram o dinamismo econômico da vila.

Cabe destacar que vários episódios relacionados à independência do Brasil ocorreram em Santos, tais como a rebelião militar dos Quartéis de Santos liderada de Chaguinhas contra a tentativa das Cortes Constitucionais de Lisboa de fazer retroceder o Brasil à condição de colônia, e a passagem de D. Pedro I por Santos justo antes do célebre Grito da Independência. Aliás, note-se que o imperador nunca escondeu sua simpatia pela região, chegando a conferir à sua amante o título de Marquesa de Santos.

[editar] Elevação à categoria de cidade

Santos foi elevada à categoria de cidade em 26 de janeiro de 1839 quando a Assembléia Provincial (que hoje equivale a Assembléia Legislativa Estadual) resolveu aprovar uma Lei que elevou a Vila de Santos à condição de Cidade, assinada por Venâncio José Lisboa, presidente da Assembléia. Logo, comemora-se a cada dia 26 de janeiro o aniversário da cidade - não apenas o de sua elevação à categoria de Cidade, mas também o da sua fundação por Brás Cubas.

Abaixo segue transcrita a lei de elevação. Era curiosa a metodologia da escrita na forma de fazer e sancionar as leis na época: existia um cabeçalho realmente grande, alem do fato de a Lei ser específica (e não como ocorre atualmente, com nuances):

"O Dr. Venâncio José Lisboa, presidente da Província de São Paulo (Nota: Esse cargo equivale ao atual Governador), etc. Faço saber a todos os seu habitantes que a Assembléia Legislativa Provincial decretou e eu sancionei, a lei seguinte:

Artigo único – Fica elevada à categoria de Cidade de Santos, a Villa do mesmo nome, pátria do conselheiro José Bonifácio de Andrada e Silva, revogadas para isso as disposições em contrário (Nota: Já existia o hábito de escrever "Revoga-se ...", pois é mais fácil do que pesquisar o intrincado arquivo legislativo adotado até essa época). Mando, portanto a todas as autoridades a quem o conhecimento e execução da referida lei pertencer, que a cumpram e façam cumprir tão inteiramente como nella se contém. O Secretário desta Província a faça imprimir, publicar e correr. Dada no Palácio do Governo de São Paulo, aos 26 dias do mês de janeiro de 1.839. (a) Venâncio José Lisboa".

(Fonte: página da Prefeitura de Santos - com notas e observações não atinentes ao texto original)

[editar] Modernização de Santos

A economia do café no Brasil representou um impulso sem precedentes de crescimento para Santos. A inauguração da ferrovia São Paulo Railway ligando Santos às lavouras cafeeiras de Jundiaí em 1867 foi uma fonte de progresso inestimável, principalmente para o porto. A cidade aumentou sua população sobremaneira, ocupando toda a área entre o porto e o Monte Serrat, e as áreas conhecidas como Paquetá e Macuco. A cidade também fervilhava de idéias: foi um dos centros do movimento abolicionista, com a figura de Quintino de Lacerda e seu famoso quilombo no bairro do Jabaquara. O Teatro Guarany, primeiro grande teatro da cidade e palco de manifestações pela abolição, foi inaugurado em 1888.

Com a abolição da escravatura e a vinda de mão-de-obra italiana para substituir o trabalho dos negros, na agricultura, Santos se caracterizou como a porta de entrada do Brasil para os esperançosos imigrantes italianos e japoneses. Muitos deles acabaram se fixando na própria cidade ao invés de seguirem o destino até então traçado para eles.

O aumento populacional também acarretou problemas: uma grande epidemia de febre amarela em 1889 dizimou setecentas pessoas. Santos sofria constantemente com as doenças, com os alagamentos. A falta de saneamento básico era um problema, as doenças e os cortiços também. O Porto de Santos era temido, considerado o "porto da morte". Para sanar tais problemas, duas obras foram fundamentais: o Porto Organizado, inaugurado em 1892 pelos empresários Cândido Gaffrée e Eduardo Guinle, e o Saneamento de Santos, que é o responsável pelo fim definitivo das doenças e pela salubridade de Santos. A genialidade do projeto do engenheiro Saturnino de Brito teve o triplo mérito de drenar as planícies alagadas com os canais de drenagem - hoje marcos da paisagem urbana santista - de preservar a memória histórica do Centro e de ordenar a ocupação urbana da Ilha de São Vicente com um plano de ruas.

[editar] O século XX: o turismo e a luta pela autonomia

Santos se tornou definitivamente uma cidade turística a partir dos anos 10, com a construção dos hotéis Internacional e Parque Balneário e com a construção dos jardins da orla de Santos a partir de 1935. Até hoje, o turismo em Santos é uma das atividades econômicas principais, ligado principalmente às praias e ao patrimônio histórico.

Durante o regime militar de 1964, Santos teve a sua autonomia política suspensa: por abrigar o maior porto do Brasil, a cidade foi designada área de segurança nacional pelo governo, perdendo, assim, o direito de eleger prefeito. O prefeito eleito democraticamente Esmeraldo Tarquínio, foi cassado em 1968, o que representou um duro golpe para a cidade.

No início dos anos 80, com o enfraquecimento do regime, pressões políticas pela volta da autonomia cresceram. Finalmente, em 1983, Santos recuperou sua autonomia. A cidade elegeu de maneira democrática o primeiro prefeito em 20 anos, que era ao mesmo tempo um dos principais nomes do movimento pela autonomia: Oswaldo Justo (ligado ao PMDB).

[editar] Dias atuais

Vista parcial de Santos
Vista parcial de Santos
Vista parcial de Santos
Vista parcial de Santos
Fonte do Sapo
Fonte do Sapo

Durante os anos 90, como resultado de um processo vindo já dos anos 80, Santos enfrentou uma crise no turismo devido à piora na balneabilidade das suas praias. A cidade passou a recuperar-se a partir do início da década de 1990, em um trabalho de reversão da imagem negativa adquirida ao longo da década de 70.

O comércio cresceu na cidade, e surgiram casas noturnas, agências de recepção turística, hotéis e flats. Em 1991, a Bienal de Artes Plásticas de Santos, interrompida por 18 anos, voltou a ser realizada, no intuito de recuperar a identidade cultural do Município. A partir de 1993, a prefeitura passou a investir no turismo, com revitalizações paisagísticas e construções de ciclovias na cidade. Deste modo, Santos foi considerada a cidade mais visitada por turistas estrangeiros no litoral paulista.

A partir de 1999 ocorreram projetos de revitalização da área central da cidade, reconhecida como Centro Histórico. Foram oferecidos incentivos fiscais às empresas em troca de restaurações de prédios depredados, o que melhorou consideravelmente seu aspecto e trouxe empresas para a região. Programações culturais e artísticas atraíram restaurantes e clubes, como a reativação do Teatro Coliseu Santista e a implantação do Bonde Turístico.

[editar] Características urbanísticas

[editar] Configuração e paisagem urbana

Basicamente, a rede urbana de Santos é composta de uma malha urbana em formato de tabuleiro de xadrez, fruto do projeto desenvolvido pelo engenheiro Saturnino de Brito. A maioria das grandes vias de circulação estendem-se no sentido norte-sul: são as avenidas arborizadas que margeiam os canais e as avenidas Ana Costa e Conselheiro Nébias (antiga ligação do Centro da Cidade às praias). Elas conectam as praias, ao sul, com o Centro da Cidade, ao norte. O Centro faz face ao braço de mar conhecido por Largo do Caneú.

A Avenida Ana Costa pode ser considerada a avenida-símbolo da cidade, onde se situam edifícios comerciais, cinemas, bancos e escolas. Suas palmeiras imperiais remontam à década de 1920, e no coração do bairro do Gonzaga (cruzado por essa avenida) ela atravessa a Praça Independência, local tradicional de comemorações da cidade, onde está o Monumento à Independência (com o patriarca José Bonifácio de Andrada e Silva no alto) inaugurado em 1922.

No sentido leste-oeste, as ligações viárias são mais escassas. Elas conectam regiões próximas do Maciço de São Vicente (a oeste) ao Estuário de Santos, face ao qual se estende o Porto (a leste). Três grandes eixos de circulação se destacam nesse sentido: as avenidas Francisco Glicério e Afonso Pena (margeando a linha férrea da Brasil Ferrovias - antiga Sorocabana - e dotadas de ciclovias), a avenida oceânica (Presidente Wilson, Vicente de Carvalho, Bartolomeu de Gusmão e Almirante Saldanha da Gama) e a avenida paralela ao mar a uma quadra de distância dele (Floriano Peixoto, Galeão Carvalhal, Embaixador Pedro de Toledo, Epitácio Pessoa).

Quanto à paisagem urbana, ao sul da linha férrea, a cidade de Santos é extremamente densa, principalmente nas quadras fronteiras ao mar. Ao centro da ilha (Campo Grande, Encruzilhada, Macuco), a densidade cai (apesar de manter-se considerável) e próximo ao Centro, mais ao norte da ilha, os bairros da Vila Nova, Vila Mathias e Paquetá - áreas nobres no início do século XX -foram convertidas ao longo do século em áreas industriais e, em sua maioria, deterioradas (com proliferação de cortiços e desvalorização urbana). Na Vila Nova localiza-se o Mercado Municipal de Santos.

[editar] Canais

Canal 3.
Canal 3.
Canal 4.
Canal 4.
Terminal do Porto de Santos, o maior da América do Sul
Terminal do Porto de Santos, o maior da América do Sul

Os canais de Santos hoje possuem mais de 100 anos de idade, são uma marca característica da cidade. Foram construídos por Saturnino de Brito para drenar os terrenos alagadiços da planície santista e conduzir as águas pluviais, que eram focos constantes de doenças nos verões quentes da cidade, ao mar. O sistema combinou planejamento urbano (arruamento das zonas atravessadas pelos canais) e separação estrita entre redes de águas pluviais e rede de esgotos. Hoje servem de pontos de orientação para os santistas, muito mais que os bairros.

[editar] Edifícios apresentando recalque

Pelo seu caráter litorâneo e pelo fato de ter sido construída em parte sobre antigos terrenos de manguezais, a cidade de Santos tem um perfil de solos dos mais difíceis no país para a construção de fundações. Por este motivo, uma série de edifícios foram erigidos ao longo do século XX (especialmente a partir da década de 1960) com fundações executadas a partir de equívocos de sondagem ou de projeto. A especulação imobiliária surgida com a explosão do veraneio em Santos foi a responsável por tais erros, já que os edifícios eram construídos rapidamente para abrigar muitos veranistas.

Com o tempo, tais edifícios passaram a sofrer acentuados recalques diferenciais: tornam-se "tortos" (ou seja, perdem o prumo) aos olhos dos pedestres situados na praia. Recentemente os "prédios tortos" da orla de Santos estão virando atração turística: são cerca de 90 prédios com esta característica. Estão concentrados na orla do Boqueirão, Embaré e Aparecida. O reaprumo ou a implosão e reconstrução são soluções possíveis. A primeira opção, menos impactante que a segunda, já se exerimentou com sucesso no edifício que era considerado o mais inclinado da orla (o denominado 'Núncio Malzoni', no bairro do Embaré), o qual tinha mais de 2 metros de inclinação do topo em relação à base (a inclinação da Torre de Pisa é de aproximadamente 4 metros). Nesse sentido, a prefeitura busca, junto ao governo federal, uma linha de crédito especial para resolver esse problema tão específico de Santos.

[editar] Economia

Santos possui uma forte economia graças ao turismo e ao Porto de Santos, o maior do Brasil. A cidade é a 33ª mais rica do país[6] e seu PIB de R$ 8,76 bilhões representa 0,41% de todo o PIB brasileiro.[6]

[editar] Transporte

Porto de Santos em 1870.
Porto de Santos em 1870.
Ciclovia da orla.
Ciclovia da orla.

[editar] Porto

Ver artigo principal: Porto de Santos

Santos possui o maior porto da América Latina, suas obras começaram em 1888 e o primeiro trecho de cais foi inaugurado em 1892. Atualmente, o porto encontra-se sob a administração da CODESP (Companhia Docas do estado de São Paulo), com vários terminais operados por concessionárias.O porto de Santos possui o calado de 11 a 13 metros, mas a codesp prevê obras para que o calado do porto aumente e chegue até 16 metros.

[editar] Ciclovias

Em 27 de dezembro de 2003, foi inaugurada a ciclovia na orla da praia de Santos. A ciclovia da orla tem 4,8 km de extensão e 2,5 metros de largura e estende-se desde o Emissário Submarino até as proximidades do Mercado de Peixes da Ponta da Praia, possibilitando ainda ligação com a ciclovia da Av. Portuária e o Ferry boat - ponto de atracação das balsas que fazem a Travessia Santos-Guarujá. Existem ainda ciclovias nas avenidas Francisco Glicério, Rangel Pestana e Martins Fontes e está em construção a da avenida Afonso Pena.

[editar] Bondes

O bonde de Santos.
O bonde de Santos.

Santos foi a segunda cidade do país a ter um serviço de bondes (após o Rio de Janeiro) [7]. A primeira linha foi inaugurada em 1871, um ano antes de os bondes serem inaugurados na cidade de São Paulo. Em 1909, foi inaugurado o serviço eletrificado, que até então era feito por tração animal ou vapor. O serviço foi desativado em 1971, quando os bondes saíram de circulação por diversos motivos, entre os quais a maior procura pelos ônibus por parte do público. Em 2000, foi inaugurado o bonde turístico do centro histórico, que sai da Praça Mauá, em frente ao Paço Municipal. A linha turística conta com dois bondes que circularam na cidade de Santos e um bonde doado pela cidade do Porto, em Portugal, e reformado nas oficinas de Santos.

Bondinho do Funicular do Monte Serrat.
Bondinho do Funicular do Monte Serrat.
Trólebus na Avenida Ana Costa.
Trólebus na Avenida Ana Costa.

[editar] Funicular

O sistema funicular do Monte Serrat foi planejado em 1910 e construído em 1923 e liga o centro da cidade ao alto do Monte Serrat Ver trajeto no Google Maps, onde está um grande cassino inaugurado em 1927 (fechado devido à criação da lei que proíbe jogos de azar no Brasil, em 1946) e a Capela de Nossa Senhora do Monte Serrat, padroeira da cidade. Possui dois bondinhos, que operam sempre simultaneamente: enquanto um sobe, o outro desce, e os dois se encontram exatamente na metade do percurso, onde há um desvio.

[editar] Ônibus/Trólebus

O transporte por meio de ônibus é muito utilizado em Santos, sendo operado por veículos a diesel em diversas linhas. Atualmente, Santos é a única cidade brasileira além de São Paulo que possui um sistema de trólebus [8], com apenas uma linha (Linha 20: Praça Mauá - Praça da Independência), que opera atualmente com 6 carros. Os outros sistemas de trólebus no Brasil são o Corredor Metropolitano São Mateus - Jabaquara da EMTU, operado sob concessão do Governo do Estado de São Paulo, e o da SPTrans, operante apenas na capital paulista.

Todas as linhas da cidade são operadas pela Viação Piracicabana, que detém a concessão para os serviços de ônibus e trólebus desde 1998.


Além do sistema de ônibus, a cidade ainda conta com lotações para os morros e microônibus seletivos, estes operados pela Viação Guaiúba/Translitoral.

[editar] Aquaviário

Travessia Santos - Guarujá.
Travessia Santos - Guarujá.

A cidade de Santos possui seis sistemas de travessia do estuário para o Guarujá.

No bairro da Ponta da Praia existe a travessia para pedestres através de lanchas e barcas e de automóveis por meio de balsas da Travessia Santos-Guarujá, todos para o bairro de Jardim São José (Praça das Nações Unidas) no município vizinho. O primeiro sistema é administrado por uma cooperativa e os dois últimos pela DERSA (Desenvolvimento Rodoviário S.A.).

Na Praça Iguatemi Martins, junto ao Mercado Municipal, existe um serviço de travessia para Vicente de Carvalho feito por pequenas lanchas popularmente conhecidas como "catraias", também operado por uma cooperativa. Este serviço não deixa de ser uma atração santista pois boa parte do trajeto (cerca de 1 km entre o atracadouro Ver atracadouro no Google Maps no meio da cidade e o Estuário) é feito navegando-se pelo que será o Canal 1 (Avenida Ulrico Mursa no bairro de Outeirinhos), onde as embarcações passam por debaixo de pontes e de um túnel sob a Avenida Portuária Mário Covas.

Por fim, existe ainda um serviço de barcas entre o Centro (Praça da República) e Vicente de Carvalho, operado pela DERSA e também de catraias que partem da ponte Edgard Perdigão (ponte dos Práticos) para o bairro de Santa Cruz dos Navegantes (antigamente denominado Pouca Farinha) e para a praia do Góes Ver praia do Góes no Google Maps, ambos localizados em Guarujá.

[editar] Rodovias

O Município de Santos é servido basicamente por três rodovias.

O principal acesso é a Via Anchieta (SP-150 ou BR-050), proveniente de São Paulo, a única a atingir a área insular, e que recebe o tráfego proveniente das rodovias dos Imigrantes, Padre Manuel da Nóbrega, Rio-Santos e Cônego Domênico Rangoni (Piaçagüera-Guarujá).

Na área continental, a cidade também é cortada pela Rodovia Rio-Santos (SP-55 ou BR-101), proveniente do Rio de Janeiro, e principal acesso a bairros afastados como o do Caruara. Na região do Monte Cabrão, esta rodovia desemboca na Cônego Domênico Rangoni (continuação da SP-55 ou BR-101), que também atravessa o município em sua área insular, cortando a região do Quilombo e terminando na Via Anchieta já em Cubatão, por onde se tem acesso à área insular.

[editar] Ferrovias

Estação do Valongo.
Estação do Valongo.

Atualmente, Santos possui dois acessos ferroviários, embora sejam utilizados apenas para o transporte de cargas.

O primeiro, oriundo da extinta "The São Paulo Railway", construído em 1867, (posteriormente Estrada de Ferro Santos a Jundiaí) (1947-1975) e sua sucessora, Rede Ferroviária Federal (1975-1996), é operado hoje pala MRS Logística e atinge a cidade proveniente de São Paulo e do ABC Paulista pela região noroeste, chegando ao bairro do Valongo.

O segundo originou-se da extinta Estrada de Ferro Sorocabana (1927-1971) e sua sucessora, FEPASA (1971-1998), sendo atualmente operado pela concessionária Ferroban. É proveniente do Município de Mairinque na região de Sorocaba e chega à Santos pelo bairro do José Menino (sudoeste da área insular). A linha cruza em nível praticamente toda a cidade de oeste a leste, até atingir a região portuária no bairro do Macuco.

Na área portuária, as ferrovias são operadas pela concessionária Portofer.

[editar] Trânsito

Santos é caracterizado pela grande frota de veículos licenciados na cidade. Segundo dados do Detran-SP, existem mais de 800 mil veículos licenciados em Santos, contra uma população de aproximadamente 420 mil habitantes, fazendo com que a média seja de impressionantes 1,9 carros por habitante, sendo essa média uma das maiores do mundo.

Com isso, o trânsito nos horários de maior movimento se torna muito complicado nas principais vias da cidade, problema este que se agrava sensivelmente durante a temporada de verão, época que se somam a esta enorme frota do município os veículos dos milhares de turistas que se dirigem à Santos neste período do ano.

[editar] Feriados municipais

[editar] Bairros

Oficialmente são os seguintes os bairros da parte insular agrupados geograficamente:

  • parte continental, são identificados os fracamente povoados:

Quilombo, Sítio das Neves, Guarapará, Barnabé, Ilha Diana, Monte Cabrão, Trindade, Cabuçu, Iriri, Caruara (na divisa com Bertioga, que tem 3.500 habitantes e dispõe do CEP próprio 11200-990), além das mencionadas áreas de preservação ambiental da Serra do Mar.

[editar] Litoral

Praia de Santos.
Praia de Santos.
Orla no Gonzaga.
Orla no Gonzaga.

O litoral santista é composto por 6 praias em oito quilômetros de extensão. A orla é urbanizada com 218.800 metros quadrados de jardim urbano à beira-mar [9].

As praias são as seguintes:

  • José Menino: com calçadão, jardins da orla e agitada vida noturna são as características desta praia que abrigou o primeiro hotel da orla marítima, em 1895 - o Hotel Intercontinental - e recebeu os primeiros trilhos de bondes. O Morro do José Menino (ou morro de Santa Teresinha) é procurado pelos praticantes de asa-delta. Próxima à divisa com a cidade vizinha de São Vicente encontra-se a Ilha de Urubuqueçaba, que significa o pouso do urubu, que na maré baixa liga-se à praia, podendo-se caminhar até ela. É da praia do José Menino que parte o emissário submarino.
  • Pompéia : É um pequeno bairro que se localiza entre o canal 1 e 2, em sua orla encontra-se quiosques e pequenas praças; é sempre bem freqüentada por turistas em temporadas e fins de semana.
  • Gonzaga: Entre os Canais 2 e 3, fica o ponto mais badalado da cidade. Nele, acontece a maioria dos eventos ao ar livre, promovidos pela prefeitura e rádios da região.
  • Boqueirão: É uma das praias mais conhecidas e beneficiadas pelo programa de despoluição da orla santista. A praia está localizada na região do Canal 3 e é um dos pontos de encontro da cidade.
  • Embaré: Localizada na região central da orla de Santos, a praia é muito procurada por surfistas e conta com vida intensa. O local abrigou, em 1875, a Capela Santo Antônio, atual Basílica de Santo Antônio do Embaré.
  • Aparecida: Localizada entre os canais 5 e 6, a praia de Aparecida reúne, em 1km de extensão, várias opções de comércio e lazer. O bairro de mesmo nome nasceu a partir do desenvolvimento do local em torno da Igreja Nossa Senhora Aparecida.

[editar] Atrações turísticas e espaços culturais

Estátua na Ponta da Praia.
Estátua na Ponta da Praia.

Além das praias com sua orla urbanizada, Santos possui diversas atrações turísticas, além de bibliotecas, teatros e espaços artísticos.


[editar] Curiosidades sobre a cultura culinária santista

  • Média: É assim que o pão francês é chamado na cidade.
  • Pão-de-Cará: pão de leite de consistência leve.
  • Mexicano: consiste de média recheada de carne moída. Prato típico das festas juninas.
  • CPE: Nome dado à região do bairro Embaré onde se concentram vários quiosques que funcionam como lanchonetes. São conhecidos por oferecerem sanduíches gigantes e pelo fato dos quiosques ficarem abertos durante toda a madrugada.

[editar] Museus

  • Museu de Arte Sacra: construído no interior de um mosteiro em 1650 pela Ordem de São Bento em estilo barroco. Local onde Frei Gaspar da Madre de Deus viveu, um dos mais importantes historiadores da cidade. O museu foi inaugurado em 1981. Na diversidade de seu acervo, destaca-se a imagem de Nossa Senhora de Alexandria, primeira padroeira de Santos. Está localizado no Morro São Bento.
  • Museu De Vaney: fundado em 1991, a partir de material do jornalista Adriano Neyva, conhecido por De Vaney e que faleceu nesse mesmo ano, para a memória esportiva da cidade. Está localizado na Ponta da Praia.
  • Museu Oceanográfico: reúne no instituto um centro de pesquisas na área ambiental, acervo e exposições relacionadas aos ecossistemas aquáticos, marinhos, litorâneos e insulares. Está localizado em campus da UNIMONTE na Ponta da Praia.
  • Memorial das Conquistas: reúne material histórico do Santos Futebol Clube, o time que revelou Pelé para o mundo. Está localizado no Estádio da Vila Belmiro, funcionando todos os dias, e no dia de jogo local inclusive até o início da partida. A visita monitorada inclui o campo e o vestiário dos jogadores.
  • Museu do Café Brasileiro: inaugurado em 7 de setembro de 1922, por Washington Luís. Possui uma torre de 40 metros com um relógio e quatro estátuas, representando a indústria, o comércio, a lavoura e a navegação. Está localizado no centro histórico.
  • Museu do Porto: instalado em 1989, possui fotos, documentos, objetos náuticos e equipamentos históricos sobre a construção do cais e do Porto de Santos e Vila de Itatinga, local onde se encontra a usina que fornece energia para o Porto. Está no bairro do Macuco, na Casa I da antiga Companhia Docas de Santos. O imóvel foi projetado em 1906, pelo engenheiro Guilherme Benjamin Weinschenck (responsável pela construção do Porto de Santos), e destinado à residência dos inspetores gerais da empresa.
  • Museu do Mar: é uma entidade particular, sem fins lucrativos e tem como objetivo divulgar interesse das crianças e adultos da nossa região e do País pela conservação do ecossistema marinho. Seu acervo é amplamente conhecido por pesquisadores, institutos e entidades oceanográficas do mundo todo, com quem a entidade tenta manter constante intercâmbio científico, sendo considerado pela comunidade especializada um dos mais completos das Américas.O Museu do Mar foi inaugurado oficialmente no dia 30 de junho de 1984, por iniciativa de Quíncio Francisco Ferreira e Carmen Alonso Ferreira que, juntamente com seu filho, o biólogo marinho Luiz Alonso Ferreira -presidente da entidade desde a sua fundação - iniciaram na década de 1960 o trabalho de pesquisa, coleta de espécies e organização do acervo.

[editar] Espaços culturais e bibliotecas

  • Pinacoteca Benedito Calixto: construído em 1900, reformado em 1931, sendo entregue totalmente restaurado em 1992. É o único palacete de estilo neoclássico, pertencente a um barão de café, que restou na Orla de Santos, expõe obras do pintor Benedito Calixto permanentemente, além de exposições temporárias, biblioteca especializada em arte e cursos de técnicas artísticas. Está localizado na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 15, no Boqueirão.
  • Centro Cultural Patrícia Galvão: inaugurado em 1979, é o mais importante complexo cultural, abrigando o Teatro de Arena Rosinha Mastrângelo, a Hemeroteca Municipal Roldão Mendes Rosa, o Museu de Imagem e Som de Santos, a Galeria de Arte Patrícia Galvão, a Galeria de Arte e Teatro Municipal Brás Cubas, considerado este um dos melhores do país com capacidade para 544 espectadores. Abriga a Bienal de Artes Plásticas, a Orquestra Sinfônica e ministra cursos artísticos. Está localizado na avenida Pinheiro Machado, 48, na Vila Matias.
  • Teatro Coliseu Santista: inaugurado em 1909, reconstruído em 1924 no estado atual e reinaugurado em 25 de janeiro de 2006. É um dos maiores patrimônios históricos do Centro de Santos. Em seu palco se apresentaram grandes nomes do teatro e da música, nacionais e internacionais. Desde a sua reinauguração, tornou-se sede da Orquestra Sinfônica Municipal de Santos (que antes tinha sua sede no Teatro Municipal Brás Cubas). Está localizado na Rua Amador Bueno, 237, no Centro.
  • Espaço Cultural Frontaria Azulejada: antigo [armazém de café], construído em [1856], hoje um patrimônio tombado, abriga exposições e eventos culturais. Rua do Comércio, 96, Centro.

[editar] Atrações turísticas

  • Aquário Municipal: Localiza-se na orla da Ponta da Praia. [10] O Aquário leva os visitantes a um passeio pelo fundo do mar há mais de 60 anos. Conta com 31 tanques de água doce e salgada, onde vivem cerca de 250 espécies diferentes da fauna aquática, com some mais de 2 mil animais. Modernizado recentemente, o equipamento é o parque público da Baixada Santista que mais recebe visitantes.
  • Orquidário Municipal: Localiza-se no José Menino [11] e é um parque zoobotânico fundado em 1945 que conta com mais de 22 mil m². É um mostruário de orquídeas, cultivadas tanto em ripados como em troncos de árvores. É caracterizada por belos jardins e aspectos de matas naturais. O orquidário também possui animais silvestres, entre espécies raras e ameaçadas de extinção, como o macaco-aranha, macucos, guaras, jacuguaçus, micos-leões-dourados e sauins, que grande parte vive solta pelo parque. Tornou-se o segundo atrativo turístico em número de visitantes, anualmente 260.000, para principal modalidade de turismo do município-sol e praia. O horário de funcionamento é de terça a domingo, das 8h00 às 18 horas. Ingresso R$1,00. Entrada franca para menores de 12 e maiores de 65 anos.
  • Museu de Arte Sacra de Santos: O Museu foi criado por Decreto Episcopal de 11 de julho de 1981, por D. David Picão, então Bispo diocesano de Santos. Inaugurado em 12 de dezembro de 1981.
  • Cine Arte Posto 4: Fundado em 8 de novembro de 1991, o Cine Arte Posto 4, mantido pela Secretaria de Cultura (Secult) é direcionado a exibição de filmes de arte que são comumente ignorados pelas salas comerciais.
  • Casa da Frontaria Azulejada: construída em 1865, na atual rua do comércio, para armazém do comerciante português, comendador Manoel Joaquim Ferreira Netto. Uma das mais significativas obras arquitetônicas em Santos devido a sua fachada de influência neoclássica feita por azulejos em alto relevo importados de Portugal.
  • Cemitério da Filosofia: Um ponto turístico um tanto incomum, porém muito interessante se encarado por religiosos ou ansiosos por milagres e o mais importante, sem tabu com túmulos e coveiros, afinal é um cemitério, o “cemitério da filosofia”, em Santos. Os cemitérios de Santos são conhecidos por lendas e milagres intercedidos por mortos sepultados neles.Neste há um mausoléu especial, o de Maria Mercedes Féa.
  • Igreja Santo Antônio do Embaré: Em Estilo Neo-Gótico com elementos Clásicos, a Basílica foi construída pelo Barão de Embaré, inicialmente como uma pequena capela dedicada ao culto religiosos dos moradores do Bairro Embaré, em 1875. A capela, que teve vida religiosa ativa durante toda a vida do Casal de Visconde do Embaré, caíra em completo esquecimento por um longo período de vinte anos, até que foi reformada e reconstruída, em 1911 por intermédio do Padre Gastão de Moraes e com o auxílio e doação da comunidade local. Devido ao crescimento da população local, uma nova Igreja precisava ser construída.Com a chegada dos Frades Capuchinhos em 1922, a Igreja tomou um novo fôlego: em 13 de julho de 1930 a pedra fundamental da nova Igreja foi lançada e o sonho tornou-se realidade em 12 de dezembro de 1946, quando a obra foi terminada. Logo a nova Igreja, que ainda mantinha as características arquitetônicas originais, se tornou Basílica Menor de Santo Antônio do Embaré, em 03 de novembro de 1952.
  • Escola Estadual Barnabé: fundada em 1900 e inaugurada em 1902 como Grupo Escolar Barnabé. Em 2002 foi tombado pela CONDEPAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado). Suas depedênci