Estação Água Branca

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CPTM icon.svg Água Branca
Série 1100 alinhando na plataforma sentido Luz
Uso atual Bahn aus Zusatzzeichen 1024-15.svg Estação de trens metropolitanos
Proprietário Bandeira do estado de São Paulo.svg Governo do Estado de São Paulo
Administração RFFSA (1975–1984)
CBTU Logo2.svg CBTU (1984–1994)
CPTM icon.svg CPTM (1994–atualmente)
Linhas 7roxo.png Rubi
Sigla ABR
Posição Superfície
Níveis 1
Plataformas Laterais
Serviços Acesso à deficiente físico Banheiro Venda de Bilhetes
Informações históricas
Inauguração 16 de fevereiro de 1867 (152 anos)
Localização
Localização Av. Santa Marina, s/n.º, Lapa
Município Bandeira da cidade de São Paulo.svg São Paulo
País  Brasil
Próxima estação
Sentido
Francisco Morato/Jundiaí
7roxo.png Sentido Luz
Lapa Palmeiras–Barra Funda
Água Branca

A Estação Água Branca é uma estação ferroviária pertencente à Linha 7–Rubi da CPTM, localizada no bairro da Água Branca, município de São Paulo, com projeto de ser integrada à futura estação Linha 6–Laranja do Metrô de São Paulo[1], à Linha 8–Diamante e aos futuros trens regionais (Americana–Santos e Sorocaba–Pindamonhangaba).[2][3]

História[editar | editar código-fonte]

Entrada da estação ao lado da passagem de nível da Avenida Santa Marina.

A Estação Água Branca foi uma das abertas na inauguração da ferrovia Santos–Jundiaí pela São Paulo Railway (SPR), em 14 de fevereiro de 1867. Inicialmente, ocupava um prédio rústico.[4][5] Com a abertura da Estrada de Ferro Sorocabana, em 10 de julho de 1875, que corria ao seu lado, a Estação Água Branca, até então um arrabalde distante de São Paulo, passou a ganhar importância como ponto de integração e entreposto de cargas entre as duas ferrovias. Em 1896, foi erguida ao lado da estação a Vidraria Santa Marina, que contribuiu para o início da industrialização da região (cujo auge foi a implantação do imenso complexo industrial das Indústrias Reunidas Fábricas Matarazzo, em 1920, nos arredores da estação), atraindo ainda mais passageiros e cargas para a Estação Água Branca.

Na década de 1890, a SPR reformou várias estações, classificando-as como estação de primeira e de terceira classes. Aos poucos, o prédio da estação tornava-se cada vez menor para uma demanda cada vez maior. Outro problema enfrentando pela estação estava no Rio Tietê, cujas cheias inundavam o pátio da estação, interrompendo o tráfego. Com a retificação do rio, entre as décadas de 1930 e 1960, a região passou a sofrer cada vez menos com inundações.

Com a estatização da São Paulo Railway, em 1946, o Governo Federal firmou contratos de cooperação com os Estados Unidos, sendo formada a Comissão Mista Brasil-Estados Unidos para o Desenvolvimento Econômico. Trabalhando entre 1951 e 1953, a comissão estabeleceu os parâmetros básicos para a modernização da Estrada de Ferro Santos–Jundiaí, incluindo suas estações. Entre a metade da década de 1950 e o final da década de 1960, várias estações foram reconstruídas, incluindo Água Branca. A nova estação recebeu acessos maiores, linha de bloqueios eletromecânicos de bilhetes Perey, uma passarela de integração entre plataformas e um novo prédio administrativo, abertos nos anos 1960, sendo sua passarela inaugurada em 20 de outubro de 1976.[5][6]

Na década de 1970, a estação foi cogitada para receber a Linha Leste–Oeste do Metrô, porém o projeto não foi realizado (vide seção projetos). Aos poucos, os problemas dos trens de subúrbio da Santos–Jundiaí (e de sua sucessora, a CBTU) se avolumaram, e a estação entrou em lenta decadência, cujo ápice foi atingido no início da década de 1990. Em 1 de junho de 1994, a estação e a linha foram assumidas pelo estado, por meio da CPTM. Apesar de não ter sido depredada durante os tumultos na CPTM em 1996, a estação passou seis meses fechada (assim como a linha).

Atualmente, faz parte da Linha 7 da CPTM.

Características[editar | editar código-fonte]

Sigla Estação Inauguração Integração Plataformas Posição Notas
ABR Água Branca 16 de fevereiro de 1867 Bilhete Único da SPTrans. Laterais Superfície Estação construída pela EFSJ

Toponímia[editar | editar código-fonte]

A denominação Água Branca surgiu em meados do século XIX, para denominar um dos córregos que cortava a região. O Córrego da Água Branca atualmente está canalizado sob parte da Avenida Sumaré e da Rua Turiaçu. Já o córrego existente sob a Estação Água Branca foi denominado na mesma época como Água Preta, de que o Água Branca é tributário. As águas do Córrego Água Branca deságuam no Água Preta, que por sua vez deságua no Rio Tietê.[7]

Projetos[editar | editar código-fonte]

Metrô[editar | editar código-fonte]

O primeiro projeto de metrô para a Estação Água Branca data do final da década de 1970, quando estava sendo definido o ponto final da Linha Leste–Oeste (atual Linha 3–Vermelha).[8] Apesar de não ter saído do papel, o metrô insistiu em outro projeto para a região, com a construção da Estação Água Branca sendo bancada pelos empreendedores do Shopping West Plaza, numa espécie de parceria público-privada. Mais uma vez, o projeto não saiu do papel.[9]

Em meados de 2005, o Metrô elaborou o Rede Distributiva, com projetos de ampliação da rede existente, fosse por meio da expansão das linhas existentes ou de novas linhas propostas. Uma das linhas novas ligaria as estações João Paulo I e Oratório, sendo Água Branca uma das estações de integração propostas.[10]

O projeto dessa linha tornou-se o embrião da futura Linha 6–Laranja, reaparecendo no Plano Integrado de Transportes Urbanos (PITU 2025), apresentado em 2007. Com a pressão dos moradores da Freguesia do Ó, que seria contemplada caso a linha fosse implantada, o Metrô oficializou o projeto como Linha 6–Laranja e aprofundou seus estudos.[11] O projeto da Linha 6, incluindo a Estação Água Branca, foi apresentado inicialmente me 2008 e previa a construção de uma estação subterrânea para a Linha 6 e outra em superfície para abrigar a integração com as linhas 7 e 8 da CPTM. Apesar de diversas previsões de abertura (2012 a 2015), o projeto começou a sair do papel apenas em maio de 2012, quando o Governo do Estado desapropriou as áreas para a Estação Água Branca, por meio do decreto 58 025, incluindo parte da fábrica da Santa Marina (que fora tombada em 2009, para se prevenir o rico de demolição devido à especulação imobiliária causada pelo projeto do Metrô).[12]

Em abril de 2015, os imóveis foram demolidos para a construção da futura Estação Água Branca. Projetada pelas empresas Fernandes Arquitetos Associados (Linha 6) e N & W Arquitetos (Linhas 7 e 8 da CPTM), a estação terá 10 329,54m² de área construída. Devido a problemas financeiros do consórcio Move São Paulo, as obras da estação e da futura Linha 6 estão paralisadas, em fase de demolição de imóveis e sem perspectiva de retomada.[13]

CPTM[editar | editar código-fonte]

A CPTM estuda a modernização da Estação Água Branca desde seu plano diretor de 2003. Em 2010, foi contratado o escritório N&W Arquitetos para desenvolver um projeto híbrido de estação, para atender tanto ao projeto da Linha 6 quanto aos demais projetos da CPTM aventados para a estação (Trem Intercidades São Paulo–Campinas e enterramento da ferrovia entre a Lapa e o Brás).[14][15]

Referências

  1. «Linha 6 - Laranja (em projeto), Companhia do Metropolitano de São Paulo - Metrô, página visitada em 5-10-2009». www.planodeexpansaosp.com.br. Consultado em 5 de outubro de 2009. Arquivado do original em 4 de agosto de 2009 
  2. Tatiana Santiago; Tatiana Santiago (15 de julho de 2013). «Projeto para Estação Água Branca inclui Trem Regional, Metrô e Linha 8». G1-SP. Consultado em 2 de março de 2015 
  3. Renato Lobo; Renato Lobo (11 de novembro de 2014). «Nova estação Água Branca será polo ferroviário». Via Trólebus. Consultado em 2 de março de 2015 
  4. «Noticiário:Estrada de Ferro». Correio Paulistano, Ano XIV ,edição 3218, página 1, 4ª coluna, superior. 15 de fevereiro de 1867. Consultado em 24 de março de 2019 
  5. a b Associação de Engenheiros da Estrada de Ferro Santos a Jundiaí (fevereiro de 2017). «150 anos da primeira estrada de ferro paulista». Revista Ferrovia, edição 172 
  6. Ralph Mennucci Giesbrecht (2001). «Água Branca». Estações ferroviárias do Brasil. Consultado em 24 de março de 2019 
  7. Aluísio Wellichan Ramos (30 de abril de 2011). «Espaço-tempo na cidade de São Paulo: historicidade e espacialidade do "bairro" da Água Branca». Revista Do Departamento De Geografia, Edição 15, páginas 65-75. Consultado em 24 de março de 2019 
  8. «Utilizandoa ferovia, a linha terá 6 estações». Folha de S. Paulo, Ano LVI, edição 17595, página 28. 5 de junho de 1977. Consultado em 24 de março de 2019 
  9. «Metrô tem colaboração de empresas». Folha de S.Paulo , Ano 69, edição 21934, Caderno Cidades,página C6. 22 de abril de 1989. Consultado em 24 de março de 2019 
  10. Companhia do Metropolitano de São Paulo (2006). Rede Essencial: Trechos Prioritários. [S.l.]: Metrô-SP. p. 43 
  11. Plano Integrado de Transportes Urbanos (2025) (2007). «Parte E: A estratégia preferida» (PDF). Secretária dos Transportes Metropolitanos do estado de São Paulo. Consultado em 24 de março de 2019 
  12. Angela Rosch Rodrigues (2016). «PATRIMÔNIO INDUSTRIAL E ATIVIDADE FABRIL: O CASO DA ANTIGA VIDRARIA SANTA MARINA» (PDF). Iphan. Consultado em 24 de março de 2019 
  13. «Estação Água Branca – Metrô de SP Linha 6 (Laranja)». Fernandes Arquitetos Associados. 2012. Consultado em 24 de março de 2019 
  14. «Estação Água Branca». N&W Arquitetos. 2010–2011. Consultado em 24 de março de 2019 
  15. slideplayer.com.br/slide/1247965/ | Trem Regional São Paulo – Jundiaí Projeto Funcional| CPTM|Setembro de 2013|

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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