Frota G do Metrô de São Paulo

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TUE Alstom - Frota G
Alstom A96.2010 068.JPG
Trem G14 (antigo 214) próximo a Tamanduateí
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Alstom A96 - Frota G do Metrô de São Paulo - Visão Interna.jpg
Interior
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Fabricante Alstom
Fábrica Brasil São Paulo
Período de construção 2007–2009
Entrada em serviço 2008
Total construídos 16 trens / 96 carros
Total em serviço 15
Total desmanchados 0
Formação 6 carros
Capacidade 2046 passageiros (condição 8 pass/m²)
Operador Metrô de São Paulo
Depósitos Pátio Itaquera, Pátio Belém e Pátio Jabaquara
Linhas Atuais:
1blue.png Azul
3red.png Vermelha
Anterior:
2green.png Verde
Especificações
Corpo aço inoxidável
Comprimento Total 130,5 m
Largura 3,10 m
Altura 3,62 m
Altura do Piso 1,113 m
Velocidade máxima 100 km/h (máxima de projeto)
Aceleração 1,12 m/s²
Desaceleração 1,2 m/s² (serviço) / 1,5 m/s² (emergência)
Tipo de tração Elétrica (Corrente alternada)
Motor 4 motores de indução com inversor de tensão trifásico por motor
Potência 220 kW /motor
Tipo de transmissão Manual / ATO - Automático / ATO-RED / CBTC
Tipo de climatização HVAC
Alimentação 750 Vcc
Captação de energia Terceiro trilho
Classificação UIC BoBo + BoBo + BoBo + BoBo + BoBo + BoBo
Truque "H" rígido
Freios regenerativo/reostático, pneumático(atrito)
segurança Interface de comunicação de áudio com operador / Botões de abertura de portas / Extintores de incêndio abaixo dos bancos / Travamento automático das folhas de portas
Acoplamento Engate tipo N2 (carro A)
Bitola 1,60 m

A Frota G do Metrô de São Paulo é uma série de TUES fabricados entre 2007 e 2009 pela Alstom para servir a Linha 2-Verde.

História[editar | editar código-fonte]

Projeto e construção[editar | editar código-fonte]

A aquisição dessa frota foi realizada através de um aditivo no contrato nº 00800310 assinado em 1992 e que previa a compra de 67 trens de 6 carros, divididos da seguinte forma [1]:

  • Lote I – 45 trens para a Linha Vila Madalena-Vila Prudente
  • Lote II- 22 trens, sendo 16 para complementação de frota da Linha 3 e 6 para a expansão Itaquera- Guaianases.

Em 2007, a Companhia do Metropolitano de São Paulo realizou um aditivo de 15% no contrato do Lote II. Até então 11 trens desse contrato haviam sido entregues,sendo nomeados Frota E. A realização desse expediente ocasionou um imbróglio jurídico (vide seção Controvérsias). Os trens foram construídos na planta da Alstom, no bairro da Lapa em São Paulo e entregues em 2009. Durante a fase de projeto a adoção de ar condicionado gerou uma redução da altura interna dos trens, gerando controvérsias na imprensa.[2]

Operação[editar | editar código-fonte]

O primeiro trem foi entregue em 28 de março de 2009 na estação Alto do Ipiranga. [3] Algum tempo depois foi descoberta uma falha nos eixos dos rodeiros, que permitiam um movimento longitudinal indevido ao longo do eixo. Esse movimento do rodeiro em relação ao eixo poderia causar um descarrilhamento. Com isso, toda a frota G foi recolhida para testes e reparos (que envolveram a troca dos eixos de todos os trens). Posteriormente foi descoberto que a IESA, subfornecedora da Alstom, prensou as rodas nos eixos com uma prensa hidráulica defeituosa. [4] [5]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Para ampliar a frota, a Companhia do Metropolitano usou em 2007 o contrato de 1992 para adquirir mais 16 trens (um aditivo de 15% em relação ao contrato original). Assim foram adquiridos novos trens da Alstom, sendo nomeados frota G. A manobra jurídica foi posteriormente condenada pelo Tribunal de Contas do estado de São Paulo em novembro de 2017. Segundo o tribunal, a validade máxima dos contratos não pode ultrapassar cinco anos, sendo que o contrato de frota havia vencido em 1997 (atingindo também a Frota E, entregue apenas em 1999).[6]

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Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Companhia do Metropolitano de São Paulo (31 de dezembro de 1991). «Concorrência nº 00800310» (PDF). Diário Oficial do estado de São Paulo, Caderno: Ineditoriais, página 10. Consultado em 14 de abril de 2019 
  2. Caio Barretto Briso (18 de setembro de 2009). «Metrô: trens novos são até dezessete centímetros mais baixos:Parte da população deve ter problemas para viajar». Veja-SP. Consultado em 14 de abril de 2019 
  3. «Novo trem do Metrô de SP entra em operação». Associação Brasileira da Indústria Ferroviária-ABIFER. 31 de março de 2009. Consultado em 14 de abril de 2019 
  4. Renado Machado (13 de outubro de 2009). «Trens novos do metrô passam por troca de eixo para evitar acidente». Estadão. Consultado em 14 de abril de 2019 
  5. Renado Machado (13 de outubro de 2009). «Trens novos do metrô passam por troca de eixo para evitar acidente». Sindicato dos Metroviários de São Paulo. Consultado em 14 de abril de 2019 
  6. Alexandre Pelegi (27 de janeiro de 2018). «TCE reafirma: compra de 16 trens da Alstom feita pelo Metrô de SP foi irregular». Diário do Transporte. Consultado em 14 de abril de 2019 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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