Frota F do Metrô de São Paulo

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ViaQuatro Logo Mono.png TUE Alstom Metropolis A48 - Frota 500 fase I
Metropolis - Linha 5.JPG
Trem 507 alinhando em Campo Limpo
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Salão de passageiros de trem frota F do metrô de São Paulo.jpg
Interior
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Fabricante Alstom
Fábrica Brasil São Paulo, SP
Período de construção 2001–2002
Entrada em serviço 2002
Total construídos 8 trens / 48 carros
Total em serviço 0
Total desmanchados 0
Total preservados 8
Formação 6 carros
Capacidade 316 passageiros (Carro A)--- 346 passageiros (Carro B)--- TOTAL: 2070 (condição 8 pass/m²)
Operador ViaMobilidade logo.png ViaMobilidade (2018–2038)
Depósitos Pátio Capão Redondo e Pátio Guido Caloi
Linhas 5roxo.png Lilás
Especificações
Corpo Aço inoxidável
Comprimento Total 22,000 (carro A)--- 22,160m (Carro B)
Comprimento do veículo 132,32 m
Largura 2,800 m
Altura 3,535 m --- + PANTÓGRAFO = 4,435
Altura do Piso 1,113 m
Velocidade máxima 80 km/h (máxima de projeto)
Peso 41,090 ton (tara carro A)--- 40,983 kg (tara carro B)--- Peso total do trem em lotação máxima (condição 8 pass/m²)= 374,274 ton
Aceleração 1,12 m/s²
Desaceleração 1,2 m/s² (serviço) / 1,5 m/s² (emergência)
Tipo de tração Elétrica (Corrente alternada)
Motor 4 motores de indução assíncronos
Potência 205 Kw / motor
Tipo de transmissão Manual / ATO - Automático / ATO-RED / CBTC
Tipo de climatização HVAC (Ar Condicionado)
Alimentação 1500 Vcc
Captação de energia Via aérea (Catenária)
Classificação UIC BoBo + BoBo + BoBo + BoBo + BoBo + BoBo
Truque "H" rígido
Freios regenerativo/reostático, pneumático (atrito)
segurança Interface de comunicação de áudio com operador / Botões de abertura de portas / Extintores de incêndio abaixo dos bancos / Travamento automático das folhas de portas
Acoplamento Engate tipo N2 (carro A)
Bitola 1,435 m

A Frota 500 fase I (antiga frota F) do Metrô de São Paulo é uma série de TUEs, modelo Metropolis, fabricados pela empresa Alstom entre os anos de 2001 a 2002, adquiridos pelo Metrô para compor a frota nova de veículos que prestariam serviços na recém-inaugurada Linha 5 - Lilás, que atenderia a Zona Sul paulistana.

Suas características são inovadoras diante dos demais veículos da Companhia na época, assim como sua forma de captação de energia e design interno.

História[editar | editar código-fonte]

Em outubro de 2002, o Metrô estava com planos de finalmente entregar à população a nova linha que foi passada para sua posse, que ligaria os bairros de Capão Redondo (do terminal de mesmo nome) e Santo Amaro (terminal Largo Treze). Um ano antes, a até então obra, que estava sendo operada pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, CPTM como "Linha G", foi repassada para o Metrô, enquanto uma outra obra do Metrô de expansão da Linha 3-Vermelha até o distrito de Guaianases foi repassada para a CPTM.

Como antes era regida pela empresa de trens, que se utilizava da alimentação elétrica aérea para seus veículos e que havia planejado tal característica para a nova linha, e as obras já estavam avançadas, o Metrô abriu edital para compra de veículos que possuíssem mecanismo de captação aérea, diferentemente de todos que já tinha até então. Com bitola internacional e captação aérea, veio a Frota F.

No ano de 2017, com a entrada de operação do sistema de controle dos trens CBTC e a frota P (atualmente denominada frota 500 fase II) foram retirados de circulação para modernização tecnológica. No ano de 2018, com a concessão da linha, foram repassados à Via Mobilidade e renomeados como Frota 500 fase I.

Características Gerais[editar | editar código-fonte]

Visual externo de trem da Frota F. Nota-se o arredondamento de sua estrutura
Layout interno de um carro com cabine

Como já dito, os trens adquiridos para a operação do novo ramal contavam com diversas características inovadoras em relação aos veículos até então adquiridos pelo Metrô. Visualmente, os trens adquiriram uma estética mais metropolitana e moderna.

Máscara Frontal: a máscara frontal dos novos trens contou com um espelhamento em acrílico, faróis dianteiros e traseiros ficaram por dentro desse isolamento. Os trens possuem PMV (Painel de Mensagem Variada) com indicação de destino com maior visibilidade do que o único trem até então com a nova característica, Frota E, em LED róseo (atualmente esse LED foi substituído por um "adesivo", o que muitos entusiastas de trens consideraram um regresso). É a última frota de trens a apresentar a pintura padrão metropolitano (azul) pela Companhia.

Salão de Passageiros: o salão de passageiros dos trens foi um dos marcos mais notáveis a partir dessa frota. O piso deixou de ser emborrachado para abrigar uma folha de polímero plano na tonalidade azul-claro, facilitando sua higienização. Os assentos adquiriram a tonalidade azul também, e contaram com o estofamento de mesma cor (a frota F é a única do Metrô com estofamento nos bancos). As paredes, de fibra de vidro, possuem uma tonalidade branca, e possuem curva vertical juntamente com a caixa.

Os novos trens também foram os primeiros a ganhar climatização por ar-condicionado e passagem de serviço entre os carros. Também foram os primeiros a ganhar letreiros digitais (PMVs) nas extremidades dos carros, para indicação de destino e outras informações úteis ao usuário. O painel de trajeto sobre as portas permaneceu estático (apenas um adesivo), sendo porém protegido por uma lâmina de acrílico.

Caixa: a caixa externa é bem mais curva do que os trens até então. Tem um aspecto curvo no teto, que não possui quinas. A caixa também, como já dito, é verticalmente inclinada a partir do centro. Mesmo que influa minimamente, essa característica reflete na busca por maior aerodinâmica do veículo. Houve um aumento significativo no espaço da cabine e da máscara frontal.

Unanimidade da Frota/Planos de Extensão da Linha[editar | editar código-fonte]

É o menor conjunto de trens de toda a Companhia, tendo somente oito (8) veículos em circulação. São os únicos trens circulantes no ramal.

O governo de São Paulo pretende concluir e entregar á população a extensão do ramal, que deverá chegar, quando concluído, até a estação Chácara Klabin com conexão à Linha 2-Verde. Sabe-se que, além de contar com maior trânsito de pessoas entre as estações da própria linha, e levando em consideração que já há certas ocasiões de lotação no trecho já existente, a integração elevará ainda mais a quantidade de pessoas a utilizar a linha. Oito trens não serão suficientes para atender tal demanda operacional. Por tal circunstância, o Governo está adquirindo (e já recebeu novas unidades) uma nova leva de trens, com tecnologia mais recente embutida e com especificações compatíveis com a linha, conhecida como Frota P. A empresa ganhadora da licitação para a construção desses novos veículos foi a espanhola CAF, Construcciones y Auxiliar de Ferrocarriles, e está prevista a entrega de todos os novos trens até meados de 2016, mesmo ano da conclusão das obras.

Juntamente com a aquisição desses novos trens, deverão ser concluídas obras como:

Ampliação do Pátio Capão Redondo: que deverá ter espaço para abrigar os 34 trens que irão compor a linha mais os veículos de manutenção. O exemplo dessa necessidade está em quando chegaram os primeiros trens fabricados pela CAF para o Metrô. Por falta de espaço no Pátio já existente em Capão Redondo, estes foram estocados no Pátio Jabaquara, da Linha 1-Azul. Teve de ser feita uma adaptação local para receber os trens com bitola de 1,435, que acabaram desorganizados pelo complexo.

Ampliação do fornecimento elétrico: deverá acompanhar esse projeto a construção de uma nova Subestação Primária para a linha, além de tantas outras Auxiliares, uma vez que mais trens em circulação no mesmo trajeto representam maior queda de tensão entre cada um, e que deve ser compensada com a intensificação do fornecimento.

Instalação de CBTC: com uma maior demanda, e com mais trens e menor tempo entre cada um, o sistema ideal para tais circunstâncias é o CBTC, que passará a ser instalado no trajeto e nos armários dos trens. A Frota P contará ele como sendo o único sistema automatizado embarcado, então sua operação comercial só se dará quando o CBTC já estiver instalado. Os trens da Frota F tem capacidade de embarcá-lo, não havendo necessidade de maiores adaptações.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Metrô-SP logo.svg

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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