Literatura da Espanha

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As literaturas da Espanha são aquelas desenvolvidas na Espanha em qualquer das línguas oficiais (Espanhol, Catalão, Galego, Basco).

As literaturas existentes na Espanha que configuram literaturas nacionais diferenciadas são:

A consideração destas literaturas como entidades independentes é norma comum na configuração dos estudos literários dentro e fora da Espanha, nomeadamente no caso da literatura galega, com profundos relacionamentos com as outras literaturas da Lusofonia.

Porém, para alguns sectores minoritários da cultura espanhola estas literaturas ainda fazem parte da espanhola a todos os efeitos.

Esta consideração, marginal no campo dos estudos literários, é continuadora da política cultural do franquismo, em que existiu a obrigatoriedade de considerar estas literaturas nacionais como parte da literatura espanhola ao mesmo tempo que as respectivas línguas nacionais eram consideradas simples dialectos do espanhol e se proibia o seu uso.

A Literatura Espanhola[editar | editar código-fonte]

Literatura espanhola é aquela literatura realizada na Espanha em espanhol. Outras literaturas em língua espanhola são consideradas literatura nacional dos respectivos países.

Ainda, dentro da literatura espanhola existem as seguintes literaturas regionais que não conseguem configurar um sistema literário:

No estudo da Literatura espanhola, para alguns autores deve-se incluir ainda o desenvolvimento da literatura na Península em períodos anteriores (e idiomas como o Árabe, Hebraico ou Latim), mas para outros unicamente aqueles textos ou autores que contribuíram ou contribuem para a construção da literatura espanhola.

Nascimento da literatura espanhola[editar | editar código-fonte]

A literatura espanhola tem os seus inícios com o poema épico Cantar de Mio Cid. Para outros autores, as glossas emilienses e glossas silenses (anotações à margem de textos em latim) devem ser também referidos no estudo da literatura como primeiros usos do espanhol.

Outros autores colocam também as jarchas como manifestações literárias anteriores ao romanceiro tradicional espanhol, mas dentro da literatura espanhola. Esta visão encontra-se confrontada com outras visões como ser parte da literatura portuguesa por serem dialectos moçárabes mais semelhantes ao português medieval do que ao espanhol. Outros estudiosos qualificam os dialectos moçárabes como línguas independentes e analisando portanto que as carjas não deveriam estar incluídas em nenhuma das literaturas.

As jarchas são composições escritas em árabe em que se inclui uma estrofe final ou um refrão em língua moçárabe.

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