São Paulo (cidade)
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São Paulo, capital do estado homônimo, é a maior cidade do Brasil, das Américas e de todo o hemisfério sul[3]. Uma das cidades brasileiras mais influentes no cenário global, São Paulo é considerada a 14ª cidade mais globalizada do planeta por parte do Globalization and World Cities Study Group & Network (GaWC)[3], recebendo o status de cidade global beta.[3]
A cidade exerce significativa influência nacional e internacional, seja do ponto de vista social, cultural, econômico ou político. É conhecida internacionalmente através de seus monumentos e eventos como, por exemplo, o MASP, o Parque Ibirapuera, a Avenida Paulista, o Copan, o Centro Empresarial Nações Unidas, a Bienal de São Paulo e o Grande Prêmio do Brasil.
Décima nona cidade mais rica do mundo, o município representa, isoladamente, 12,26% de todo o PIB brasileiro[4] e 36% de toda a produção de bens e serviços do estado de São Paulo, sendo sede de 63% das multinacionais estabelecidas no Brasil.[5]
Sua região metropolitana possui 19.949.261 habitantes, o que a torna a sexta metrópole mais populosa do mundo[6]. O lema da cidade (presente em seu brasão) é a frase em latim "Non ducor, duco", que em português significa: "Não sou conduzido, conduzo".
Regiões muito próximas a São Paulo são também regiões metropolitanas do Estado, como Campinas e Santos; outras cidades próximas compreendem aglomerações urbanas em processo de conurbação, como Jundiaí, Sorocaba e São José dos Campos. A população total dessas áreas somada à da capital – o chamado Complexo Metropolitano Estendido – ultrapassa 29 milhões de habitantes, aproximadamente 75% da população do estado inteiro.
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Visão geral
São Paulo é um grande centro cultural e de entretenimento e a cidade mais rica da América do Sul [7]. A cidade enfrenta problemas comuns a outras metrópoles: um exemplo é o excesso de automóveis que circulam em suas avenidas (média de um veículo para cada dois habitantes), 6 milhões de unidades somente na capital, e a segunda maior frota de helicópteros do mundo, superada apenas por Nova Iorque. A variedade oferecida em seus restaurantes e lanchonetes é resultado, em parte, da contribuição de imigrantes de diversas partes do mundo.
É importante observar que, apesar de suas grandes dimensões e conseqüente fluxo de capital, São Paulo sofre com a má distribuição de renda característica do país. Dessa forma, embora sendo o maior centro cultural da América do Sul, São Paulo ainda não pode comparar-se a cidades como Berlim (que apresenta por exemplo mais de 150 museus para uma população de 3,4 milhões de habitantes[8]), Paris, ou Londres no que se refere à qualidade de vida média de seus habitantes e de seu índice de desenvolvimento humano.
Na geografia São Paulo apresenta fortes disparidades socioeconômicas: enquanto a parte da cidade mais próxima do centro é rica e desenvolvida, as áreas periféricas sofrem com carência de infra-estrutura e de equipamentos sociais, assim como com a pobreza e com a precariedade urbanística e habitacional, expressa por situações como as de ocorrência de favelização e de loteamentos irregulares.
Devido à sua extensa área urbana, a cidade possui um caráter bastante heterogêneo, variando de regiões altamente adensadas e verticais a bairros residenciais horizontais e de baixíssima densidade. Isto faz com que muitos habitantes da cidade praticamente desconheçam regiões do município além dos seus locais de residência ou de trabalho. A cidade também apresenta uma cultura bastante heterogênea, resultado da diversidade de extratos sociais (econômicos e culturais) nela presente.
Os três principais rios que cruzam a Cidade de São Paulo são o Tietê, o Pinheiros e o Tamanduateí. Tais rios foram protagonistas em momentos diversos do processo de desenvolvimento da cidade: seja em sua formação, seja no período de industrialização.
Além de ser o maior centro de produção e o maior mercado consumidor do país, São Paulo também é um grande entroncamento rodoviário, e faz a ligação Norte-Sul do Brasil. É atendida por diversas rodovias, como a Rodovia Presidente Dutra, para o Rio de Janeiro, Rodovia Ayrton Senna, para o Vale do Paraíba; Rodovia Fernão Dias, para Belo Horizonte; Rodovia dos Bandeirantes, para Campinas; Rodovia Anhangüera, para Uberaba (Minas Gerais); Rodovia Castelo Branco, para Sorocaba; Rodovia Raposo Tavares, para a divisa do Mato Grosso do Sul; Rodovia Régis Bittencourt, para Curitiba; Rodovia dos Imigrantes e Rodovia Anchieta para a Baixada Santista. É servida pelos aeroportos Campo de Marte, Congonhas, Cumbica e Viracopos em Campinas, sendo que estes dois últimos também são aeroportos internacionais e de carga.
História
Período colonial
A vila de São Paulo de Piratininga teve início em 25 de janeiro de 1554 com a construção de um colégio jesuíta, pelos padres Manuel da Nóbrega e José de Anchieta, entre os rios Anhangabaú e Tamanduateí. Tal colégio, que funcionava num barracão feito de taipa de pilão, tinha por finalidade a catequese dos índios que viviam na região.
O povoamento da região teve início em 1560, quando, por ordem de Mem de Sá, governador-geral da colônia, mandou a população da vila de Santo André da Borda do Campo para os arredores do colégio, denominado "Colégio de São Paulo de Piratininga" – o nome foi escolhido porque dia 25 de janeiro a Igreja Católica celebra a conversão do apóstolo Paulo de Tarso. Desta forma, a vila de Santo André da Borda do Campo foi extinta, e São Paulo foi elevada à categoria de vila. São Paulo permaneceu, durante os dois séculos seguintes, como uma vila pobre e isolada do centro de gravidade da colônia, que se mantinha por meio de lavouras de subsistência.
Por ser a região mais pobre da colônia, em São Paulo teve início a atividade dos bandeirantes, que se dispersaram pelo interior do país à caça de índios, de ouro e de diamantes. A descoberta do ouro na região de Minas Gerais fez com que as atenções do reino se voltassem para São Paulo, que foi elevada à categoria de cidade em 1711. Quando o ouro esgotou, no final do século XVIII, teve início o ciclo paulista do açúcar, que se espalhou pelo interior da província, e a cidade de São Paulo tinha a finalidade de escoar a produção para o porto de Santos.
Período imperial
Após a Independência do Brasil, São Paulo recebeu o título de Imperial Cidade, conferido por Dom Pedro I do Brasil em 1823. Em 1827, houve a criação dos cursos jurídicos no Convento de São Francisco (que daria origem à futura Faculdade de Direito do Largo de São Francisco), e isso deu um novo impulso de crescimento à cidade, com o fluxo de estudantes e professores, juntamente com o crescimento da produção do café nas regiões de Campinas, Rio Claro, São Carlos e Ribeirão Preto, graças a qual a cidade passa a ser denominada Imperial Cidade e Burgo dos Estudantes de São Paulo de Piratininga. De meados desse século até o seu final, foi o período que a província começou a receber uma grande quantidade de imigrantes, em boa parte italianos, dos quais muitos se fixaram na capital, e as primeiras indústrias começaram a se instalar.
De meados do século XIX em diante, São Paulo passa a se beneficiar da ferrovia que liga o interior do estado de São Paulo ao porto de Santos. A facilidade de exportar o café permite à cidade e ao estado de São Paulo um grande crescimento econômico. Mas é com o fim do Segundo Reinado e início da República que a Cidade de São Paulo, assim como o estado de São Paulo, tem grande crescimento econômico e populacional, também auxiliado pela política do café-com-leite.
República Velha
O auge do período do café é representado pela construção da segunda Estação da Luz (o atual edifício) no fim do século XIX. Neste período, o centro financeiro da cidade desloca-se de seu centro histórico (região chamada de "Triângulo Histórico") para áreas mais a Oeste. O vale do Rio Anhangabaú é ajardinado e a região do outro lado do rio passa a ser conhecida como Centro Novo. Os melhoramentos realizados na cidade pelos administradores João Teodoro e Antônio Prado contribuem para o clima de desenvolvimento: alguns estudiosos consideram que a cidade inteira foi demolida e reconstruída.
Século XX
Com o crescimento industrial da cidade, no século XX, a área urbanizada da cidade passou a aumentar, sendo que alguns bairros residenciais foram construídos em lugares de chácaras. O grande surto industrial se deu durante a Segunda Guerra Mundial, devido à crise na cafeicultura e às restrições ao comércio internacional, o que fez a cidade ter uma taxa de crescimento muito elevada até os dias atuais.
Atualmente, o crescimento vem se desacelerando, devido ao crescimento industrial de outras regiões do Brasil, e o perfil da cidade vem se transformando de uma cidade industrial para uma metrópole de comércio, serviços e tecnologia, sendo que hoje é considerada a mais importante metrópole da América Latina.
Geografia
São Paulo está localizada junto à bacia do Rio Tietê, tendo as sub-bacias do rio Pinheiros e do rio Tamanduateí papéis importantes em sua configuração. São Paulo tem a altitude média de 760 metros. O ponto culminante do município de São Paulo é o Pico do Jaraguá com 1.135m, localizado Parque Estadual do Jaraguá na Serra da Cantareira.
Municípios limítrofes e região metropolitana
O intenso processo de conurbação atualmente em curso na Grande São Paulo tem tornado inefetivas as fronteiras políticas entre os municípios da região, criando uma metrópole cujo centro está em São Paulo e atinge municípios, como por exemplo, Santo André (São Paulo), São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul (a chamada Região do Grande ABC), Diadema, Osasco e Guarulhos, entre várias outras. Alguns estudiosos alegam que caso não se crie uma política integrada de desenvolvimento urbano, o destino destas cidades será a queda da qualidade de vida de seus habitantes[carece de fontes].
Os limites do município são com os municípios de Caieiras e Mairiporã a norte, Guarulhos a nordeste, Itaquaquecetuba, Poá e Ferraz de Vasconcelos a leste, Mauá, Santo André (São Paulo), São Caetano do Sul, São Bernardo do Campo, Diadema e novamente São Bernardo a sudeste, São Vicente, Mongaguá e Itanhaém a sul, Juquitiba, Embu-Guaçu, Itapecerica da Serra, Embu, Taboão da Serra, Cotia e Osasco a oeste e Santana de Parnaíba e Cajamar a noroeste.
A Região Metropolitana de São Paulo é constituída por 39 municípios, sendo a maior metrópole das Américas e do Hemisfério Sul.
Clima
O clima de São Paulo é considerado subtropical (tipo Cwa segundo Köppen), com diminuição de chuvas no inverno e temperatura média anual de 19 graus centígrados, tendo invernos brandos e verões com temperaturas moderadamente altas, aumentadas pelo efeito da poluição e da altíssima concentração de edifícios. O mês mais quente, janeiro, tem temperatura média de 22°C e o mês mais frio, julho, de 16°C.[9]
Devido a proximidade do mar, a maritimidade é uma constante do clima local, sendo responsável por evitar dias de calor intenso no verão ou de frio intenso no inverno e tornar a cidade úmida. A umidade tem índices considerados aceitáveis durante todo o ano, embora a poluição atinja níveis críticos no inverno, devido ao fenômeno de inversão térmica e pela menor ocorrência de chuvas de maio a setembro.
A precipitação anual média é de 1317 mm, concentrados principalmente no verão. As estações do ano são relativamente bem definidas: o inverno é ameno e estio, e o verão, moderadamente quente e chuvoso. Outono e primavera são estações de transição. Geadas ocorrem esporadicamente em regiões mais afastadas do centro, e em invernos rigorosos, em boa parte do município. Também ocorrem freqüentemente em alguns municípios vizinhos.
A menor temperatura já registrada oficialmente em São Paulo foi de -2,1°C, em 2 de agosto de 1955 no Mirante de Santana. Já houve ocorrências pontuais de neve na cidade, a única oficialmente registrada foi a 25 de junho de 1918, quando a temperatura atingiu -2°C. Há registros esporádicos não-oficiais que indicam precipitação de neve (na verdade aguaneve) em anos anteriores. A máxima registrada foi de 35,3°C, no dia 15 de novembro de 1985 também no no Mirante de Santana. Existem registros não oficiais de mínima de -3,9°C, também em 2 de agosto de 1955 no Horto Florestal, e de máxima de 36,9°C, no dia 19 de janeiro de 1966 na Barra Funda.
Apesar da maritimidade que evita maiores variações de temperatura, a altitude de São Paulo faz com que nos meses mais quentes, sejam poucas as noites e madrugadas quentes na cidade, sendo que as temperaturas mínimas na cidade raramente são superiores a 23°C em um período de 24 horas. No inverno, porém, o ingresso de fortes massas de ar polar acompanhadas de excessiva nebulosidade às vezes fazem com que as temperaturas permaneçam muito baixas mesmo durante a tarde. Tardes com temperaturas máximas variando entre 14°C e 16°C são comuns até mesmo durante o outono e no início da primavera. Durante o inverno, já houve vários registros de tardes em que a temperatura sequer ultrapassou a marca dos 10°C, como em 15 de agosto de 1999[10]. O dia 8 de agosto de 2004 apresentou temperaturas em torno dos 9°C durante o período considerado como o mais quente do dia, entre 15h e 17h[11].
São Paulo é a terceira capital mais fria do Brasil, sendo superada apenas por Curitiba, em primeiro lugar, e Porto Alegre em segundo , que embora mais quente no verão, possui tanto mínimas absolutas como temperatura média mais baixa no inverno. Levando em consideração apenas a temperatura média anual, São Paulo é a segunda capital mais fria, superada apenas por Curitiba. A capital paulista tem também um dos menores índices de insolação do Brasil, com médias de seis horas de insolação diária/mensal em janeiro e sete horas em julho.
| Tabela climática de São Paulo | ||||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Temperatura | ||||||||||||||
| Mês | Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez | Média | |
| Máxima registada °C | 35,4 | 34,7 | 34,9 | 33,3 | 30,9 | 29,3 | 30,2 | 33,0 | 35,3 | 35,4 | 35,5 | 35,6 | 33,9 | |
| Média Máxima °C | 27.3 | 28.0 | 27.2 | 25.1 | 23.0 | 21.8 | 21.8 | 23.3 | 23.9 | 24.8 | 25.9 | 26.3 | 23,5 | |
| Média minima °C | 18.7 | 18.8 | 18.2 | 16.2 | 13.8 | 12.4 | 11.7 | 12.8 | 13.9 | 15.3 | 16.6 | 17.7 | 15,5 | |
| Mínima registada °C | 9,6 | 9,9 | 9,6 | 4,0 | 1,4 | -0,6 | -1,2 | -2,1 | -0,4 | 4,7 | 5,3 | 7,7 | 4,0 | |
| Precipitação | ||||||||||||||
| Mês | Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez | Total | |
| Total mm | 241 | 203 | 142 | 58 | 43 | 38 | 28 | 36 | 58 | 150 | 122 | 198 | 1317 | |
| Dados referentes entre 1951 até 1980. | ||||||||||||||
Demografia
- Evolução demográfica da cidade de São Paulo[12].

Tipo físico da população
Segundo o censo de 2000 do IBGE, a população de São Paulo está composta por: brancos (68,0%), pardos (25,0%), pretos (5,1%), amarelos (2,0%) e indígenas (0,2%).
Etnias
São Paulo é a cidade mais multicultural do Brasil e uma das mais diversas do mundo. Desde 1870, aproximadamente 2,3 milhões de imigrantes chegaram ao estado, vindos de todas as partes do mundo.
- Europeus
A comunidade italiana é uma das mais fortes, marcando presença em toda a cidade. Dos dez milhões de habitantes de São Paulo, 60% (seis milhões de pessoas) possuem alguma ascendência italiana. São Paulo tem mais descendentes de italianos que qualquer outra cidade italiana (a maior cidade da Itália é Roma, com 2,5 milhões de habitantes). Ainda hoje, os italianos se agrupam em bairros como o Bixiga, Brás e Mooca para promover comemorações e festas.[13] No início do século XX, o italiano e seus dialetos eram tão falados quanto o português na cidade, o que gerou na formação do dialeto paulistano da atualidade[14]. São Paulo é a segunda maior cidade consumidora de pizza do mundo.[15]
A comunidade portuguesa também é bastante numerosa, e estima-se que três milhões de paulistanos possuem alguma origem em Portugal.[16]. A colônia judaica representa mais de 60 mil pessoas em São Paulo e concentra-se principalmente em Higienópolis (presença maior) e no Bom Retiro (presença menor, atualmente). A partir do século XIX, e especialmente durante a primeira metade do século XX, São Paulo recebeu também imigrantes alemães (no atual bairro de Santo Amaro), espanhóis e lituanos (no bairro Vila Zelina). Podemos destacar também a importante comunidade armênia, com suas diversas instituições instaladas nas proximidades dos bairros Bom Retiro, próximo a Estação Armênia do Metrô, Imirim e Brás. Os armênios fizeram do comércio e da fabricação de calçados, suas principais atividades.
- Árabes
Uma das colônias mais marcantes da cidade é a de origem árabe. Os libaneses e sírios chegaram em grande número entre os anos de 1900 à 1930. Hoje seus descendentes estão totalmente integrados à população brasileira, embora aspectos culturais de origem árabe marcam até hoje a cultura da capital paulistana. Restaurantes de comida árabe abundam[carece de fontes] por toda a cidade, vendendo pratos que já entraram definitivamente[carece de fontes] na culinária brasileira: quibe, esfiha, charutinho de repolho, etc. A Rua 25 de Março foi criada pelos árabes, que eram em sua maioria comerciantes.[17]
- Asiáticos
A cidade de São Paulo possui o maior número de pessoas que se declaram de origem asiática (amarelos) do Brasil. Cerca de 456 mil pessoas são de origem oriental [18], dos quais 326 mil são japoneses. A comunidade japonesa da cidade é a maior fora do Japão. Imigrantes vindos do Japão começaram a chegar em 1908, e imigraram em grande número até a década de 1950. A maior concentração de orientais da cidade está no Bairro da Liberdade. Este distrito de São Paulo possui inúmeros restaurantes japoneses, lojas com peças típicas do Japão, e nele vêem-se letreiros escritos em japonês e ouve-se muito o idioma. A colônia coreana da cidade também é notável. São mais de 60 mil pessoas de origem sul-coreana, particulamente concentrados no Bom Retiro, Aclimação e Liberdade. No bairro da Aclimação é possível encontrar diversos restaurantes coreanos, além de locadoras de vídeo e mercearias coreanas. Os chineses são bastante numerosos nos distritos da Zona Central da cidade, como o Brás e a Liberdade.
- Negros
A cidade já contava com população afrodescendente no século XIX, mas foi a partir da segunda metade do século XX que a população negra cresceu rapidamente, através da chegada de pessoas de outros estados brasileiros, principalmente da zona litorânea da Bahia.[19]
- Outros brasileiros
Com a decadência da imigração européia e asiática após a década de 1930, passou a predominar a vinda de migrantes, em sua maioria oriundos da Região Nordeste do Brasil. A maior parte desse enorme fluxo migratório veio de Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Bahia e Norte de Minas Gerais.
Política municipal
O Poder Executivo da Cidade de São Paulo é representado pelo prefeito e seu gabinete de secretários, seguindo o modelo proposto pela Constituição Federal. A Lei Orgânica do Município e o atual Plano Diretor da cidade, porém, determinam que a administração pública deva garantir à população ferramentas efetivas de manifestação da democracia participativa, o que faz com que a cidade seja dividida em subprefeituras, cada uma delas liderada por um subprefeito nomeado pelo prefeito.
O Poder Legislativo é representado pela câmara municipal, composta por 55 vereadores eleitos para cargos de quatro anos. Cabe à Câmara elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao Executivo, especialmente o Orçamento municipal (conhecido como Lei de Diretrizes Orçamentárias). Devido ao poder de veto do Prefeito, em períodos de conflito entre o Executivo e o Legislativo, o processo de votação deste tipo de lei costuma gerar bastante polêmica.
Em complementação ao processo legislativo e ao trabalho das secretarias, existem também uma série de conselhos municipais, cada um deles versando sobre temas diferentes, compostos obrigatoriamente por representantes dos vários setores da sociedade civil organizada. A atuação e representatividade efetivas de tais conselhos, porém, são por vezes questionadas. Os seguintes conselhos municipais estão atualmente em atividade: Conselho Municipal da Criança e do Adolescente (CMDCA); da Informática (CMI); dos Deficientes Físicos (CMDP); da Educação (CME); da Habitação (CMH); do Meio Ambiente (CADES); da Saúde (CMS); do Turismo (COMTUR); dos Direitos Humanos (CMDH); da Cultura (CMC); da Assistência Social (COMAS) e das Drogas e Álcool (COMUDA).
Pertencem também à prefeitura (ou ela é sócia majoritária em seus capitais sociais) uma série de empresas responsáveis por aspectos diversos dos serviços públicos e da economia de São Paulo. São elas:
- São Paulo Turismo S/A - empresa responsável pela organização de grandes eventos e de promoção turística da cidade.
- Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) - subordinada à Secretaria Municipal de Transportes, é responsável pela fiscalização do trânsito, aplicação de multas (em cooperação com o DETRAN) e manutenção do sistema viário da cidade.
- Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo (COHAB) - Subordinada à Secretaria de Habitação, é responsável pela implementação de políticas públicas de habitação, especialmente a construção de conjuntos habitacionais.
- Empresa Municipal de Urbanização de São Paulo (EMURB) - subordinada à Secretaria de Planejamento, é responsável por obras urbanísticas e pela manutenção dos espaços públicos urbanos.
- Companhia de Processamento de Dados de São Paulo (PRODAM) - responsável pela infra-estrutura eletrônica e informática da Prefeitura.
- São Paulo Transportes Sociedade Anônima (SPTrans) - responsável pelo funcionamento dos sistemas de transposte público geridos pela Prefeitura, como as linhas de ônibus municipais.
Por ser a capital do Estado de São Paulo, a cidade também é sede do Palácio dos Bandeirantes (Governo Estadual) e da Assembléia Legislativa do Estado.
Subdivisões
O município de São Paulo está, administrativamente, dividido em trinta e uma subprefeituras, cada uma delas, por sua vez, divididas em distritos, sendo estes últimos, eventualmente, subdivididos em subdistritos (a designação "bairro", porém, não existe oficialmente, embora seja usualmente aplicada pela população). As subprefeituras estão oficialmente agrupadas em nove regiões (ou "zonas"), levando em conta a posição geográfica e história de ocupação. Entretanto, há certos órgãos e instituições (companhias telefônicas, zonas eleitorais, etc.) que adotam uma divisão diferente da oficial.
Cabe às subprefeituras os serviços ordinários à população, dessa forma, descentralizando alguns serviços rotineiros.
A divisão política oficial da cidade leva em conta tanto características histórico-culturais dos diferentes bairros de São Paulo como fatores de ordem prática (como a divisão de duas subprefeituras em uma avenida importante). Porém, muitas vezes tal divisão não reflete a percepção socioespacial que a população local tem dos lugares: há regiões da cidade que não são oficialmente reconhecidas pela prefeitura, de forma que sua delimitação seja informal e abranja diferentes distritos e subprefeituras, mantendo o nome por tradição, contigüidade física ou facilidade de localização. O fenômeno tende a se repetir na cidade inteira e considerado de forma ampla, pode levar a uma não identificação dos moradores com as instâncias políticas locais.
Além da divisão política, há também uma divisão em nove zonas geográficas, cada uma delas representada por cores diferentes nas placas de ruas e na cor dos ônibus que circulam na região. Essas regiões são estabelecidas radialmente, usando apenas critérios topográficos, e, salvo algumas exceções, não têm uma homogeneidade urbana, nem qualquer distinção administrativa, com exceção do centro histórico e do centro expandido, onde vigora o rodízio municipal.
É importante ainda ressaltar que as zonas da cidade fora do centro expandido não necessariamente constituem o que se costuma chamar comumente de periferia, uma vez que algumas importantes centralidades socioeconômicas, como a região da Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, encontram-se fora da área do centro expandido. Tal fenômeno tem sido analisada por alguns especialistas em urbanismo e planejamento urbano, que dizem encontrar aí marcas de segregação do espaço urbano (o urbanista Flávio Villaça possui vasta bibliografia nesse sentido). Para mais detalhes, ver as seções Tecidos urbanos e Acusações de segregação socioespacial neste artigo.
Economia
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São Paulo é a cidade mais rica do Brasil, a 19ª cidade mais rica do mundo e segundo projeções, será a 13ª mais rica em 2020[21], segundo dados do IBGE, em 2005 seu Produto Interno Bruto (PIB) foi de R$ 263.177.148.000,00[2], o que equivale a aproximadamente 12,26% do PIB brasileiro[22] e 36% de toda produção de bens e serviços do Estado de São Paulo. Sua região metropolitana, possui um PIB de aproximadamente R$ 416,5 bilhões, o que correponde a 57,3% de todo o PIB paulista[23].
Um dos maiores centros financeiros do Brasil e do mundo, São Paulo passa hoje por uma transformação em sua economia. Durante muito tempo a indústria constituiu uma atividade econômica bastante presente na cidade, porém São Paulo tem atravessado nas últimas três décadas uma clara mudança em seu perfil econômico: de uma cidade com forte caráter industrial, São Paulo tem cada vez mais assumido um papel de cidade terciária, pólo de serviços e negócios para o país.
| Evolução do Produto Interno Bruto (PIB)[2] | |||
|---|---|---|---|
| Ano | PIB (R$ 1000) | PIB per Capita (R$) | |
| 2002 | 189 053 675 | 17 734 | |
| 2003 | 211 436 094 | 19 669 | |
| 2004 | 226 988 440 | 20 943 | |
| 2005 | 263 177 148 | 24 083 | |
Muitos analistas também tem apontado São Paulo como uma importante cidade global, embora tal designação seja criticada por outros devido às contradições e particularidades de uma grande cidade latino-americana[24], visto que segundo eles a mesma apresenta graves problemas de exclusão social e segregação espacial, a qual configuram como metrópole economicamente periférica. Apesar de ser o centro financeiro do país, São Paulo apresenta também alto índice de negócios ligados à economia informal [25].
Em São Paulo está sediada a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), a bolsa oficial do Brasil. A Bovespa é a maior Bolsa de Valores da América Latina e a 8ª maior do mundo[26].
Turismo
São Paulo destaca-se mais como uma cidade marcada pelo turismo de negócios que pelo turismo recreativo. Grandes redes de hotéis cujo público-alvo é o corporativo estão instaladas na cidade e possuem filiais espalhadas em várias das suas centralidades. Toda a infraestrutura para eventos da cidade faz com que ela seja sede de 120 das 160 principais feiras do país (SP Turis). Dentre as principais, estão o Salão do Automóvel de São Paulo, a Couromoda e a Francal, entre outras.
A cidade ainda promove uma das mais importantes semanas de moda do Mundo, a São Paulo Fashion Week'.
O turismo cultural, porém, também possui alguma relevância para a cidade, especialmente quando se têm em vista os vários eventos internacionais que ocorrem na cidade (como a Bienal de Artes de São Paulo e os vários shows de celebridades estrangeiras, quando se apresentam no Brasil, escolhem poucas metrópoles).
A cidade possui diversas atividades culturais e uma vida noturna que é considerada umas das melhores do país. São 280 cinemas, 120 teatros, 71 museus, como o MASP, e 39 centros culturais, alguns atendendo a parcela de maior poder aquisitivo, outros contemplando mais o público popular, o que leva muitos a dizerem que "sempre há um programa para se fazer em São Paulo".
Porém, dada a complexa estrutura urbana da cidade, que segundo alguns críticos tende a segregar grande parte da população menos favorecida devido às grandes distâncias do Centro de São Paulo e à acusada ineficiência do transporte público coletivo, estes criticam o efeito excludente de tal complexo cultural. Desta forma, segundo estes estudiosos da cidade, muitas das atrações de São Paulo ficam restritas à população de mais alta renda.
A diversidade de povos e culturas que construiu a cidade, faz também com que a rica gastronomia da região seja por si só um grande atrativo turístico. Essa afirmação pode ser comprovada através da ampla variedade gastronômica da cidade, que abrange mais de 50 tipos de culinária.
Eventos
Devido ao seu duplo caráter de centro financeiro e cultural para o país, São Paulo é responsável por sediar eventos de conteúdo diverso mas que gozam de dimensão internacional. A Bienal de Artes de São Paulo, a São Paulo Fashion Week, o desfile de Escolas de Samba, o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 no Autódromo de Interlagos, a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, a feira conhecida como UD, Salão do Automóvel, Fenasoft, a Parada do Orgulho Gay (a maior do mundo), a Marcha para Jesus (organizada pela Igreja Renascer em Cristo), Réveillon da Avenida Paulista, entre outros, são exemplos deste tipo de eventos. Também sedia feiras, congressos e exposições específicos de determidas áreas de atuação do mercado ou da academia.
- Bienal de Arte de São Paulo
A Bienal de Arte de São Paulo é um evento cultural paulistano cuja 26ª edição recebeu cerca de 1 milhão de pessoas. Seu tema foi escolhido para permitir uma larga escala de posições artísticas. O conceito “do território livre” envolveu várias dimensões: como a físico-geográfica, a sociopolítica assim como uma dimensão estética - o último, naturalmente, sendo do grande interesse no contexto desta exposição.
A fim enfatizar a unidade temática da exposição, os artistas convidados e aqueles que representavam seus países foram reunidos nos 25.000 m² do espaçoso pavilhão projetado por Oscar Niemeyer.
Além do que uma intensificação do diálogo norte-sul dentro de Brasil, os alvos do Bienal incluem a promoção das ligações entre culturas não européias ao longo de uma orientação do Sul-Sul. A edição seguinte da Bienal ocorrerá em 2008.
- Parada do Orgulho Gay
A Parada do Orgulho Gay é o maior evento turístico da cidade, atraindo mais de 2.5 milhões de pessoas anualmente. Normalmente, é aberta pelo prefeito da cidade. A concentração da Parada acontece na Avenida Paulista, com dispersão no centro da cidade. Ao longo do trajeto, há trios elétricos de entidades ligadas ao movimento GLBTT e de estabelecimentos comerciais (como casas noturnas), que tocam diversos tipos de música. A última parada foi realizada em junho de 2007, e seus organizadores estimaram que 3.5 milhões de pessoas tenham participado. Nenhuma estimativa oficial foi dada pela Polícia Militar na ocasião[27][28].
Estrutura urbana
Tecidos urbanos
São Paulo possui uma miríade de tecidos urbanos, representando um modelo de desenvolvimento da mancha urbana que, segundo alguns especialistas, é típico das metrópoles de determinados países periféricos no contexto econômico global[29]: os núcleos originais da cidade apresentam-se verticalizados, caracterizados pela presença de edifícios comerciais e de serviços; e as periferias desenvolvem-se, de forma geral, com edificações de dois a quatro andares. Comparada a outras cidades globais (como as cidades-ilha de Nova York e Hong Kong), porém, São Paulo é considerada uma cidade de "edifícios baixos". Seus maiores edifícios raramente atingem quarenta andares, e a média entre os edifícios residenciais é de vinte.
São comuns as seguintes regiões, caracterizadas de acordo com seu tecido urbano:
- Casario composto por sobrados de classe média, recuados em relação ao lote, em bairros predominantemente residenciais ou comerciais.
- Periferias nas quais a legislação de ocupação do solo é menos respeitada, composta por sobrados ou residências térreas mas com densidade maior que o casario supracitado
- Bairros de classe média, normalmente localizados em um anel periférico imediatamente seguinte ao Centro da cidade, mas não tão distantes quanto as periferias extremas, ocupados por condomínios verticais (edifícios de apartamentos isolados em meio ao lote, contendo quase 50% de espaço livre e normalmente de acesso privativo).
- Regiões verticalizadas do Centro da cidade, variando bastante a relação entre a largura da rua e a altura dos edifícios.
- Novas regiões verticalizadas e com edifícios mais recuados e com maior presença do automóvel (como a Nova Faria Lima e a região da Avenida Luís Carlos Berrini.
- Regiões de condomínios fechados horizontais, de acesso restrito.
- Regiões tradicionalmente caracterizadas como favelas.
Tal heterogeneidade de tecidos, porém, não é tão previsível quanto o modelo genérico pode fazer imaginar. Algumas regiões centrais da cidade passam por intenso processo de degradação (expressão de uso eventualmente criticado por alguns especialistas em planejamento urbano), o que incentivou a criação de novas centralidades do ponto de vista socioeconômico. A caracterização de cada região da cidade também passou por várias mudanças ao longo do século XX. Com o deslocamento de indústrias para outras cidades ou estados, várias áreas que antes abrigavam galpões de fábricas se transformaram em áreas comerciais ou mesmo residenciais.
A mais caracterizada mudança no perfil econômico da cidade, porém, é o chamado vetor sudoeste, área da cidade que engloba as regiões oeste e centro-sul. A expressão se refere à tendência do mercado imobiliário (e das empresas em geral) em "levar" o centro da cidade para regiões antes consideradas periféricas, seguindo em geral a direção nordeste-sudoeste, com algumas poucas exceções. Esta tendência pode ser acompanhada desde as primeiras décadas do século XX: partindo da região do Triângulo histórico (núcleo original da cidade), a centralidade socioeconômica da cidade (que difere da centralidade geográfica) passou para a região do Centro Novo (do outro lado do Vale do Anhangabaú), e mais tarde para a região da Avenida Paulista. Nas últimas duas décadas, este processo tem levado tal centralidade principalmente para a região das avenidas Faria Lima e Berrini. Entretanto, há outras áreas da cidade fora do vetor sudoeste, como os distritos Tatuapé e Santana, que também se desenvolveram e se tornaram centralidades socioeconômicas regionais, funcionando ainda como pólo de comércio, serviços e lazer para outras localidades fora do eixo desenvolvimento principal do município.
A constante mudança da paisagem paulistana devido às alterações tecnológicas de seus edifícios tem sido uma característica marcante da cidade, apontada por estudiosos como Benedito Lima de Toledo. Segundo Toledo, em um período de um século, entre meados de 1870 e 1970 a cidade de São Paulo foi praticamente demolida e reconstruída no mínimo três vezes. Estes três períodos são caracterizados pelos processos construtivos típicos de suas épocas: em um primeiro momento a cidade apresentava-se como um emaranhado de construções em taipa de pilão, situação que perdurou desde o período colonial até as últimas décadas do século XIX. No início do século XX, a cidade foi rapidamente transformada e passou a apresentar-se como uma cidade de alvenaria, importando métodos de construção e arquiteturas européias. Enfim, com a necessidade de verticalização e expansão e a popularização de avanços tecnológicos, a cidade foi novamente demolida e reconstruída em concreto armado e metal, constituindo parte da paisagem atual. De cada um dos períodos anteriores restam poucos exemplares: algumas poucas residências bandeiristas preservadas e o Museu de Arte Sacra de São Paulo são os únicos resquícios da "cidade de taipa". Da mesma maneira, da "cidade de alvenaria", são preservados ainda edifícios como o da Pinacoteca do Estado.
- Acusações de segregação socioespacial
São Paulo apresenta sinais de graves problemas de segregação socioespacial. Praticamente todos os bairros do município que concentram a população de maior renda e os principais equipamentos administrativos, culturais e de serviço, bem como a maior parte dos empregos da cidade, estão localizados na área conhecida como centro expandido e nos distritos imediatamente limítrofes a essa área, com a exceção da região dos condomínios da Serra da Cantareira, no extremo norte da cidade. Flávio Villaça, num estudo sobre o espaço intra-urbano das metrópoles brasileiras[30], associa aquilo que chama de "área de concentração das camadas de alta renda" ao setor da cidade conhecido como "vetor sudoeste", no qual historicamente as elites têm se estabelecido e no qual, segundo ele, o Estado sistematicamente privilegia seus investimentos. Também considera a região "entre-rios" da cidade (ou seja, aquela entre os rios Tamanduateí, Pinheiros e Tietê) como a área expandida de concentração de mais alta renda, estando as regiões além destes limites, segundo o autor, sujeitas a níveis diversos de segregação.
Tal região da cidade - chamada por alguns estudiosos como "entre-rios" (ou mesopotâmia paulistana)[31] - também tem apresentado nas últimas duas décadas acentuado crescimento demográfico negativo (em outras palavras: a cada ano ela tem perdido população e apresentado uma densidade demográfica cada vez menor), o que é apontado por alguns especialistas em planejamento urbano como reflexo de um processo segregatório, visto que justamente a região da cidade com maior índice de infra-estrutura e equipamentos sociais é justamente aquela que mais tem expulsado população, que identificam ser de baixa renda [32]. Vale mencionar que dentro da chamada "mesopotâmia" também existem alguns núcleos considerados de